Em busca do impossível

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Em busca do impossível

Mensagem  Duxhill H.U. em Sex 21 Ago 2015, 15:29

Victorine, pra quê tanto desespero? Tão precipitada.

Crianças.

Nunca aprendem.

Só tenho uma coisa para te dizer: Bem vinda a Duxhill.

Por que só agora você está sentindo na pele que é estar aqui.

Mas é só o começo.

Sua mente ferve com aquele pavor indescritível. Com o medo tão intenso que você sequer consegue pensar.

Logo você estava na sala de Valentina, revirando as coisas dela, procurando por respostas.

Ao ver o telefone fora do lugar o apanha, e usa o botão de rediscagem.

- Boa noite… É do laboratório XTZ. Não atendi nenhuma ligação de Valentina, senhorita. Posso ajudá-la de algum modo?

Valentina havia usado o celular para fazer a ligação, Vickie. E não o telefone. Achou mesmo que seria tão fácil?

Mas como disse, era só o começo.

Pois neste momento alguém surge diante de seus olhos.

A única pessoa que poderia te dar calma naquele momento.

Mas não… Não desta vez.

Desta vez tudo o que ele irá lhe trazer é mais desespero e dor.

Theo, ou melhor, Jon, surgia diante de você com ambas as mãos no peito.

Era possível ver que os contornos do corpo dele pareciam desaparecer. Como se ele estivesse sendo apagado.

Pouco a pouco, desaparecendo… Finalmente se entregando a morte?

A voz dele saía baixa, sofrível. Ele parecia sentir muita dor, pois todo seu corpo estava contraído – Vickie… Tem algo e-errado…. - Apenas um sussurro, pois logo ele desmoronava bem no meio da sala.

Era estranho, afinal ao cair ele não produzia ruído algum. Pelo contrário… Seus pés estavam dentro de uma das poltronas, intangível, como sempre, mas que naquele momento, deixava tudo ainda mais assustador.

Enquanto isso, Luke, há alguns andares acima da sala de Valentina, sentia algo muito estranho.

Era como se repentinamente seu corpo fosse inundado de uma força inexplicável.

Seus ferimentos, todos eles, começavam a formigar com uma intensidade absurda. Como se formigas caminhassem pelo seu corpo.

Você podia ouvir estalos dentro do seu corpo. E por incrível que pareça, não doía.

Pelo contrário.

Era prazeroso.

Conforme você se movimenta, você não sente dor alguma. Conforme remexe nas suas ataduras, vê que todos seus ferimentos estão desaparecendo.

Secando, diminuindo e desaparecendo. O único rastro de que houve ferimentos no seu corpo é a sujeira que a pele morta deixa para trás, além dos pontos usados por Ethan, que são expelidos por sua nova pele.

Em questão de segundos, você está inteiro. Sem nenhum arranhão.

E sentindo-se melhor do que nunca.

O mesmo não pode se dizer de Theo, que ficava pálido.

Seus lábios se tornavam arroxeados, e os olhos ficavam profundos – Vickie…. - A voz a cada segundo mais baixa.

Mais fraca.

O queixo batendo incontrolavelmente.

A dor que ele sentia era simplesmente indescritível.

Mas ainda assim ele se esforçava a sorrir – A-acho que… Finalmente chegou minha hora - Como ele sabia disso? Não sabia. Sentia.

E como alguém morto pode morrer uma segunda vez?

- Não chegue perto deles, Vickie...

Conforme ele falava, o corpo ia desaparecendo cada vez mais.

Até que finalmente desaparecia.

Não havia mais ninguém na sala a não ser você, Vickie.

Você e seu desespero.

Bem vinda a Duxhill.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Sex 21 Ago 2015, 16:39

Vickie ainda estava de pé em frente à mesa de Valentina quando ouviu a resposta daquela ligação. Os ombros dela caíram um pouco mais e o coração dela disparou de preocupação. Passou a mão pela cabeça.

- Oh...Eu sinto muito! Foi um engano...Desculpa. Mil perdões...Boa noite...

Deslizou o fone do telefone pelo rosto e desligou no gancho. Abaixou a cabeça meneando negativamente, pensando onde sua irmã poderia ter ido. Olhou na direção da lixeira, vendo vários papeis amassados. Antes que ela pudesse caminhar até a lixeirinha, Jon apareceu diante de seus olhos.

Se Victorine já estava preocupada antes, à beira do desespero, agora ela estava completamente entregue ao pânico.

Os pequeninhos olhos felinos se arregalaram ainda mais com aquela cena.

- Jon?! Jon!!!

Ela correu até o espectro, com as mãos meio espalmadas, mas sem saber o que fazer. Ambos sabiam o que aconteceria se ela tentasse tocá-lo: eles se sentiriam ainda mais vazios e distantes.

- O que?!

O coração dela bateu na garganta e ela caiu de joelhos, no mesmo instante que ele caiu. Levou as mãos até a altura dos ombros dele, como se assim pudesse ampará-lo, mas sem nunca fazê-lo.

- Por favor...

Por favor o que?

Não morra?

Não me deixe?

Victorine não podia ficar se prendendo a esses sentimentos egoístas. Ela sabia – eles sabiam – desde o inicio que um dia aquilo chegaria ao fim. Eles eram de dimensões diferentes e nunca estariam verdadeiramente juntos a menos que cruzassem um dos espaços. No caso, ela teria que cruzar, porque Jon realmente não podia voltar.

No entanto, ver o sofrimento dele esmagava seu coração.


- Jon!!!!

As lágrimas saltavam pelo rosto dela que já estava mais do que vermelho. Fechou os punhos com força, soluçando.
Voltou o olhar para ele.

O queixo dele batendo, o olhar profundo, os lábios arroxeados.

- Jon...Você está...com frio?

Gelo...

Engoliu em seco e se aproximou um pouco mais, ainda soluçando e chorando sem parar. Olhou para o rosto dele, tentando ampará-lo, mas não conseguiu.

- Eu não estou pronta para perder você, Jon. Mas...Se essa for a sua hora, eu espero que você encontre a luz e a paz que seu espirito merece. E continue ajudando as pessoas do outro lado.

Por favor, não vá...

Ouviu o ultimo pedido dele.

E o encarou sem entender.

Deles quem?

Não eram “delas”?

Vickie chegou a abrir os lábios, mas ele simplesmente se foi. O peito começou a subir e descer. Levou a mão até a altura do coração e gritou. Gritou bastante, enquanto perdia as forças e continuava largada no chão.

O colar balançava em seu pescoço.

E ela se lembrou do que ele significava.

Esperança e essência.

Esperança que um dia ela voltaria a patinar sem ter medo.

E a essência de cristal que ela tinha. O cristal representa equilíbrio, harmonia. Ele emana raios que são absorvidos pelo corpo físico.


E um cristal de gelo nunca é igual ao outro.

Ela era única, assim como aquele colar.

- Jon...Obrigada por tudo. 

Ela sussurrou.

- Valie..Eu não vou desistir de você.


Vickie levantou-se, passando a mão pelo rosto. Só precisava de alguns segundos para se recuperar daquele turbilhão de emoções.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Sex 21 Ago 2015, 17:05

Eurípides certa vez escreveu: “Não considere doloroso o que é bom para você.”

Luke abria os olhos devagar, analisando o branco daquelas paredes e tentando colocar lentamente os pensamentos em ordem. A última lembrança clara que tinha era o atropelamento, portanto não precisava ser exatamente muito inteligente para saber onde estava. Contudo, conforme ja dito algumas vezes, seu físico é mais baseado em resistência...E para "apaga-lo" para a cirurgia foi necessário uma boa quantidade de anestésicos, o que fazia com que as lembranças, que ja eram confusas parecessem ainda mais borradas e confusas.

Fazia um esforço para raciocinar a respeito quando sentia aquela...Sensação. Como melhor descrever aquilo? Ja tinha ouvido falar sobre como certos pontos a dor parecia "ceder", que dava espaço a um frio a uma outra coisa mas aquilo era completamente...Diferente. Aqueles sons, não era nem de perto algo tão estranho como o que tinha acontecido a longo do dia, mas mesmo assim...

Removia o lençol que cobria o peito e olhava para o corpo. Olhava os próprios braços e...Até mesmo os pontos não estavam la. "Isso não pode..." Mas sim, era bem possível pelo visto. As ataduras enrroladas nas costelas so tinham sangue seco, ele levantava-se. E se fosse o caso de estar sem roupa alguma se enrrolava no lençol aproximando-se da janela para olhar seu reflexo.

Nada, nem um arranhão.

- Mas o que... Aconteceu?

Uma coisa é ser resistente, outra bem diferente é...Regenerar em segundos?

Não parecia um sonho, porque não era.

Dimensão alternativa, universo paralelo, mundo inverso?

Pouco importava, se sentia bem e...

E o que?

Parava para pensar no lado de fora. Sim, estava no hospital. Não sabia a quanto tempo e nem detalhes do que havia acontecido. Deveriam ter se passado pelo menos algumas horas mas não havia como ter certeza. Ok, ficar filosofando a respeito de como isso aconteceu não vai levar a lugar algum. Ok, precisava pensar por um instante. Os outros, precisava ver como estavam. Precisava falar com Zach, descobrir a respeito do que se tratava.

"Acabar com o pacto dos Sete."

Pacto...Isso também envolve isso?

É porque disse a "garota fantasma que iria ajudar?

Era uma idéia tão razoável quanto qualquer outra. Alias existiam várias: Poderia sair dali, poderia chamar uma das enfermeiras. Poderia permanecer no quarto...Mas nenhuma parecia exatamente certa, ou errada. Sentava-se mais uma vez na cama olhando ao seu redor como se tentasse procurar uma resposta que não havia ali. Era tudo muito confuso...

Como tudo até ali.

Também precisava de um momento para colocar as idéias em ordem.

Porque vai demorar bem mais para elas fazerem sentido.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Dom 23 Ago 2015, 21:48

Ok, ja tive meus 5 minutos e chegeui a uma conclusão: Isso não é um sonho. É bem real.

O problema é que...Tudo por aqui parece real demais.

De qualquer forma, inexplicavelmente estou bem então é melhor ir atrás de umas respostas. Sim, porque se alguém entrar aqui e me ver inteiro, com certeza vai querer me manter aqui para entender o que aconteceu, então...Melhor sair antes de que isso aconteça. Luke encontrava em uma sacola amarrada na cabeceira da cama suas roupas...Ou o que havia sobrado delas. Aquele buraco por onde o osso da perna quebrou não era uma boa lembrança.

Ao menos os Tenis estavam inteiros. Abria algumas gavetas em uma espécie de armario e encontrava...Suprimentos hospitalares? Bem fazia sentido. Sabe, aquelas roupas em tons azuis ou verdes, basicamente "descartáveis" que medicos vestem as dúzias ao longo do dias para em seguida "eliminar" evitando sujar seus belos jalecos brancos com sangue e outros fluídos? Bem...Melhor do que nada. Havia até mesmo luvas, mascaras, touca... O kit completo. Não era a intenção sair dali disfarçado mas bem...

Não era exatamente uma ideia ruim.

ROUPAS

Luke logo se vestia e cobria seu rosto com a máscara, saindo dali com cuidado. Andava pelo corredor de maneira apressada, tentando não chamar atenção de ninguém. Certo...E para aonde agora mesmo? Ethan...Era o nome dele que estava no seu prontuário, certo. Ele fazia parte de toda aquela "equipe de investigação", e também era um aluno de Dux. Entenderia a maluquice toda. Não era Aaron, Zach ou nenhum dos outros que gostaria de falar mas mesmo assim...

Chegava até o elevador e observaria as indicações dos andares que estavam ali, procurando qual seria o andar que poderia encontrar a sala do doutor. Em seguida entraria pelo mesmo e desceria alguns andares em uma tentativa de chegar a sala do medico/colega. Ao menos deveriam ser todas as salas no mesmo andar. Fazia algum sentido no final das contas. Parecia simples.

Ou ao menos esse era o plano.

Ao menos as chances de ser atropelado ali dentro eram bem pequenas.

Mas não impossíveis.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Dom 23 Ago 2015, 22:26

Victorine precisou de alguns minutos para se recompor. Não foi fácil ver Jon sumindo diante de seus olhos, mas precisava – e muito – acreditar que ele tinha ido para um lugar melhor. Que finalmente tinha encontrado a paz que ele tanto precisava. Que ele realmente não seria dela, mas quem sabe poderia visita-la num sonho? Não raro eram os casos onde isso acontecia.


Mesmo assim, era dificil pensar que nunca mais veria Jon.

Quando focou novamente no nome de sua irmã, ela começou a procurar tudo o que estava ao alcance. Encontrou os nomes no papel da lixeira e o nome de Elizabeth saltou a seus olhos.

Já era sabido que Elizabeth Thorne era uma das envolvidas naquela história, mas porque a irmã tinha feito aquela lista e colocado o nome dela também?

Victorine queria sair correndo dali, mas realmente não tinha um norte para começar. Por isso, ela abriu apressadamente a porta da sala de sua irmã e começou a correr pelo corredor. Não era uma corrida muito extensa, mesmo que as salas fossem bastante grandes.


No entanto, havia o hall do elevador bem no meio.

Ela não viu a figura de verde porque estava com os olhos focados na sala de Ethan. E a figura, tampouco a vira.

Antes que eles pudessem perceber, eles se atropelaram.

Era melhor Lucas repensar numa ideia de seguro de vida ou coisa assim.

Victorine bateu na lateral dele e os dois ainda avançaram um pouco mais. Uma cena que seria engraçada, se não fosse tão desesperada.

Vickie forçou as sapatilhas no chão e arregalou os olhos, com os cabelos caindo na cara.

- oh me desculpa. Me desculpa, me desculpa...Eu não te vi! Você se machucou?


Ela não tinha reconhecido Lucas com aquela roupa.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Dom 23 Ago 2015, 22:44

Ok certo.

A segurança desse hospital é uma porcaria.

Ao menos sair dele estava parecendo bem simples.

Tudo bem até ali...Quem encara alguém que parece um médico em um local cheio de...Médicos?

O elevador abria e ele voltava a andar pelos corredores. Tudo bem Vic, Lucas não era o exemplo de atenção ja que bem...Estavam acontecendo coisas demais para um dia. Talvez Ethan tivesse alguma resposta, talvez ele ficasse tão confuso quanto ele. Ao menos seria uma testemunha de mais aquele fato improvável entre tantos daquele lugar. Era apenas uma questão de...Qual o lado?

Parava a dois corredores se cruzando quando alguém esbarrava nele. Certo, felizmente Lucas esta...Aparentemente melhor do que 100% e isso acontece o tempo todo com ele. Não, não carros atropelam ele mas jogadores do time que BATEM como carros. De forma que ele apenas por reflexo após ser "deslocado" alguns metros para direita, colocou a perna de apoio para tras e "segurou" pelos braços a outra pessoa evitando que ambos caíssem.

Ele levantava o olhar e...Reconhecia aquela voz.

Victorine.

De novo.

Quando essa garota NÃO estava com pressa?

- Não foi...O pior "atropelamento" que tive hoje. - Lucas parecia a soltar enquanto tirava a mascara cirurgica juntamente com aquela touca de médico, mostrando o rosto completamente sem ferimentos ou arranhoões. Olhando para ela com um cara um tanto confusa.

Me de um desconto, me deram analgésico demais.

E sequer sou muito bom em pensar no que dizer em situações normais.

Ao menos dessa vez tenho uma desculpa.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Dom 23 Ago 2015, 22:50

Faith via que Troy se desmanchava com elogios, mas não mudou o modo de agir com ela, sendo carinhosa, e cheia de atenção pro atrapalhado jovem nerd, tão logo eles se apresentavam o doutor dava instruções e deixava Troy entrar na sala com ela, mal deu tempo de dar oi pra Breanna, e Ethan falava sobre Vickie estar na sala da irmã.

Era pra ir lá também e não desgrudar da garota.

Faith fez que sim com a cabeça, deu um beijo na bochecha de Troy e apertou a mão dele antes de sair da sala, indo pelo corredor indicado pelo médico e procurando pelas placas de identificação que cada sala tinha.

Segundo o Doutor Luke já estava liberado pra receber visitas, ela poderia convidar Vickie pra ir vê-lo, e tentar que ela não saísse ali do Hospital, tinha algo ruim no ar e ela não sabia o que era, mas todos pareciam nervosos demais.

Chegou então numa espécie de Hall que dava acesso pra elevadores, e viu uma cena relativamente engraçada, caso não tivesse reconhecido os dois envolvidos.
Era Vickie e um rapaz loiro. Eles se trombaram no corredor e quase caíram.

Mesmo com a roupa esquisita do hospital ela o reconheceu sim, mas só depois de chegar mais perto. E levou a mão na boca pra não gritar pelos dois.

- Vickie, estava te procurando, O Doutor Ethan me pediu pra te achar... – Olhou assustada pra quem a colega derrubou, era Luke. Deu um passo para trás.

- Lucas, eu te vi com uma fratura exposta e muito mais ferido, como você tá inteiro...? – Sim, ela estava lá na hora do acidente, na verdade ele a deixou em segurança na ZBZ e quem foi ferido foi ele na verdade. Foi pro lado de Vickie.

- Não sei como diabos você se recuperou tão rápido, mas os dois vão pra sala do doutor Malarkey, e a senhorita... – Voltou os olhos semi cerrados pra colega. – Não vai sair como uma louca atrás da sua irmã, já deve ter alguém fazendo isso. – Voltou o rosto pra Luke. – Se precisar te prendemos num pé de mesa, Vickie... Mas, sozinha, a esta hora da noite, e sem rumo certo, você não sai... – A voz era autoritária Vickie, mas, era pura preocupação com os modos da garota, ela sabia que ela poderia sair dali correndo do nada atrás da irmã.

- Além do mais, se algo acontecer de ruim pra você a Doutora vai ficar muito triste, pelo que vi você é o que ela mais ama neste Mundo, mesmo com aquele jeito durão dela... Se você estiver bem, e em segurança ela também vai ficar bem, tá? – Colocou a mão direita no ombro da colega num afago. Não daria um abraço, ou enlaçaria ela com um dos braços como se tivesse uma maior intimidade com ela. Mas, pensava que bastava um gesto simples assim, pra passar confiança, e um pouco de fé.

- Tem que ter fé nela, se ela saiu é porque soube de algo importante e precisou verificar. - Apertou de leve o ombro dela e então tirou a mão, não desejava parecer petulante. Não mandava nela, mas também não a deixaria sozinha, e por um lado ela estava desconfiada acerca da melhora quase mutante de Lucas. Ela olhava pro rapaz esperando que ele a ajudasse a convencer Vickie que o melhor era ver o doutor e ficar ali, caso contrário ela se poria em perigo e deixaria a irmã mais velha enlouquecida de preocupação.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Dom 23 Ago 2015, 23:05

Os olhos de Victorine se arregalaram quando ela se deparou com Lucas recuperado diante de si. Franziu as sobrancelhas, mantendo os lábios entre abertos e o olhou da cabeça aos pés, dos pés à cabeça.

- Oh meu Deus...Como...?

Como ele tinha se recuperado quando...?

- Eu ouvi você...Oh Meu Deus!!

Levou as duas mãos até a boca e então, ela conseguiu fazer algo que não tinha conseguido fazer com Jon. Ela abraçou Lucas porque era bom saber que o rapaz não tinha se machucado e estava bem. Por mais assombroso que aquela história fosse, era muito bom que alguém não tivesse morrido!

Apertou um pouco o abraço, com os olhos marejados.

- Foi desesperador! – Ela soluçou e falava ainda o abraçando daquele modo retraído. – Eu pensei que você tivesse morrido naquela hora.

Afastou-se, encarando-o de novo, mas segurando nas mãos dele, apertando com a certeza que  não o machucaria porque ele estava inteiro!

Ele não tinha morrido como...

Como Jon...

A expressão dela de alivio foi mudando um pouco e os ombros dela caíram. Soltou a mão de Lucas, desviando o olhar.

Será que...tinha alguma relação?

 Levou a mão até os lábios até que ouviu a aproximação de Faith. Ela ainda não tinha visto sua amiga. E sim, Faith, ela já a considera uma amiga. Muito querida, por sinal.

Era tão bom e nostálgico ver todos bem. Era como se pouco a pouco, o coração dela estivesse ganhando um novo combustível. Como se a sua esperança estivesse se reacendendo.

- Faith, você...

A frase ficou pelo meio do caminho porque ela começou a despejar um bando de ordens e informações em Vickie. Não podia ir atrás de Valentina porque Faith grudaria nela que nem um carrapato! Porque era noite, porque era escuro! Vickie queria mesmo ver se alguém a prenderia numa mesa.

O bico estava formado de novo, mas logo as palavras certas vieram.

Valentina não ficaria bem se algo acontecesse a Vickie.

Mas como Vickie poderia ficar bem se algo acontecesse à sua irmã?

- Eu sei que você está certa, Faith. Mas eu não posso ficar parada enquanto minha irmã simplesmente sumiu! Eu só não corro atrás dela agora porque eu realmente não sei por onde começar! Mas assim que tiver uma pista, não se engane! Você vai precisar muito mais do que uma mesa para me prender.

Não era uma ameaça, era mais o desespero de alguém que ama muito uma pessoa e precisa fazer de tudo para salvá-la.


Como estava bastante abalada com os últimos acontecimentos, ela se abraçou e abaixou a cabeça. Deixaria que Faith e Lucas seguissem na frente até o consultório.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Dom 23 Ago 2015, 23:57

Todos naquela faculdade parecem ter maior facilidade de se comunicar do que Lucas.

Não que isso seja exatamente difícil.

Ela parecia surpresa, ele reconhecia aquele olhar: Ele tinha um bem parecido minutos atrás ao se olhar no reflexo da janela, ao ver que não tinha nenhum arranhão. Ela perguntava como aquilo era possível, ele apenas balançava a cabeça negativamente com a boca entreaberta. Dessa vez não por não saber o que dizer, mas por REALMENTE não saber o que diabos tinha acontecido. Ela falava que havia o escutado...Ah sim o celular, ainda estava no telefone quando foi atropelado.

Lucas Parecia estar prestes a explicar, (ou ao menos tentar, como acontecia frequentemente especialmente ao longo da última semana) quando Victorine se aproximava o abraçando daquela forma. Enquanto ele ainda pensava no que dizer ou como reagir ela parecia fazer um esforço para conseguir falar, dizia ainda achar que ele poderia ter morrido. Lucas suspirou e fechou os olhos em seguida, erguendo os braços as costas dela correspondendo ao abraço. Respondia finalmente algumas palavras em sua voz tradicionalmente baixa: - Desculpe te-la preocupado Vickie...Estou bem agora.

Apesar de na verdade não entender muito bem como...

Mas estava.

Pelo jeito ela parecia relutante em aceitar que ele estava bem, deveria ter várias dúvidas a respeito de como tudo aquilo era possível. Lucas também queria perguntar algumas coisas na verdade. Ainda lembrava que ela havia dito que algo havia acontecido, e a expressão dela não parecia das melhores, sendo que Lucas duvidava que fosse apenas por aquele "reencontro". Entretanto, todas aquelas perguntas teriam que ficar para uma outra hora.

Ou para outra pessoa, ja que Faith ja fazia uma série. Ele percebia a presença da garota loira e antes que pudesse responder ela ja dizia que deveriam ir para a sala do médico, onde ele estava indo em primero lugar. Lucas apenas deu de ombros, afinal ele não sabia explicar e deixava isso claro. Por alguma razão, eles pareciam mais preocupados que Vic fugisse do que o próprio garoto. Que não dizia nada mais uma vez, mas olhava para ela de uma forma até bastante expressiva.

Afinal, era uma comprovação que ela nunca seguia conselhos de ficar "segura".

E por favor não corram, vocês ja correm demais.

Isso serve para as duas.

Mesmo que eu acabasse provavelmente alcançando, afinal me sinto ótimo!

Não estava muito interessado em questionar: Apenas aguardaria e seguiria com as garotas em direção a sala de Ethan. - Vamos? - Questionava Victorine antes de começar a andar olhando para a mesma, não em busca de uma resposta que era obvia, mas percebendo mais uma vez que ela estava longe de parecer bem.

Alias era algo difícil naquele lugar.

Alguem parecer realmente "bem".

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Duxhill H.U. em Seg 24 Ago 2015, 10:05

Ressalva no turno de Victorina: 

Quando focou novamente no nome de sua irmã, ela começou a procurar tudo o que estava ao alcance. Encontrou os nomes no papel da lixeira e o nome de Elizabeth saltou a seus olhos. 

Já era sabido que Elizabeth Thorne era uma das envolvidas naquela história, mas porque a irmã tinha feito aquela lista e colocado o nome dela também?


CORREÇÃO:


A mestre não declarou o que Valentina escreveu no papel, portanto o que está escrito é somente um nome, não tem lista e nem o nome de Elizabeth Thorne. è um nome aleatório, Vickie nem tem mental suficiente para ligar este nome aos acontecimentos. Corrigir turnos.


Nome no papel: Anastacia Panny

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Seg 24 Ago 2015, 10:08

Correção:

Victorine saiu da sala da irmã sem nenhuma pista e mais perdida do que cego em tiroteio. Não via outra alternativa a não ser retornar para a sala do Dr. Malarkey para tentar achar alguma coisa.

Foi então que... *os turnos anteriores continuam iguais*

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Seg 24 Ago 2015, 22:11

Faith respirou fundo, vendo a agonia que a colega estava demonstrando naquele momento, e se reprovou por isso, pois, se fosse algum dos irmãos dela, ela faria o mesmo ou pior, já que era mais impulsiva e não tinha a inteligência da outra garota, o forte dela era o social e o físico, bem já deveriam ter notado isso, e ela sinceramente não dava a mínima em obedecer ordens, ela até gostava, porque o que mais queria era fazer parte do grupo e ajudar a evitar mais perdas.

Todos ali já pareciam ter perdido alguma coisa ou alguém, ou como no caso de Vickie, poderiam perder.

- Ela vai ficar bem, e se demorar tenho certeza que formam um esquadrão da S.W.A.T. pra achá-la, Vickie... - Chegou perto da colega, vendo que ela se encolheu e abraçou o próprio corpo, ergueu o braço direito e passou por cima dos ombros da garota, ia ficar perto dela, era a pessoa que mais gostava e que mais se identificou desde que chegou ali na Universidade.

- Luke... - Falou calminha, olhando pro rapaz que andava ao lado delas.

- Você acordou já assim sarado, novo em folha, ou acordou machucado e foi ficando... Novo? - Desconfiada do que? Ela não tinha ideia do que poderia ter feito ele melhorar assim, a não ser que alguém tenha injetado a mutação do Logan, dos X-Men, no garoto da Ômega. Quem sabe a câmera do quarto dele não gravou alguma coisa? Era uma opção, ela notou que praticamente todos os ambientes tinham câmeras. Então nada deveria fugir dos olhos eletrônicos espalhados por todos os lados.

E não, Luke ela não ia te derrubar na próxima escada e sair correndo com Vickie assustada porque você estava semi morto e repentinamente aparecia novo em folha. Ela não batia bem das ideias, mas não era insana assim. Apenas estava achando tão estranho quanto você, ou mesmo Vickie, a sua cura acelerada.

- Agora quanto a senhorita, se descobrir algo da sua irmã, não vai sair sozinha, não deixo, eu vou junto e se precisar levamos estes um metro e oitenta de musculos do time de futebol da escola de segurança. - Sorriu pra Vickie e encarou por segundos Luke, estava tentando a todo custo deixar o clima menos tenso, tanta negatividade não ia ajudar.

- Troy tá lá pesquisando uma série de nomes pro Doutor. Quem sabe isso não ajuda a dar alguma luz no caso da sua irmã. - Falou um pouco séria, mas confiante, pra tentar dar um pouco de esperança pra amiga.

Obs.: Pate considera esta última frase apenas, se tu lembrar se o Aaron e a Tina já trocaram olhares apaixonados na frente da Faith. Não lembro, e nem a Leticia. Se ela não notou nada entre as poucas vezes que viu os dois juntos, apenas desconsiderem esta última frase, e sigam com eles chegando na porta do Ethan.

E ela não tá namorando aquele bonitão? Ele também deve estar atrás dela.
- Faith notou o clima entre Aaron e Valentina, coisas rápidas, mas a loirinha tinha um olho clinico pra pessoas e emoções. Eles chegavam na porta do consultório de Ethan.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Ter 25 Ago 2015, 13:07

[ADENDO]

Luke havia perguntado para Victorine se deveriam ir, para ver se estava tudo bem com a garota. Isso ja deixava claro que NÃO estava se até mesmo alguém como ele era capaz de notar! Felizmente, Faith era bem mais..."eficiente" na tarefa de se expressar com as pessoas e conversar (especialmente a segunda). Ouvia a conversa entre as garotas quando ouviu seu nome, depois novamente a pergunta, pela terceira vez na verdade.

Bem, dessa vez tinha tempo o bastante para uma resposta: - Não...Sei explicar. - E realmente não sabia, ja que balançava a cabeça negativamente enquanto falava dando mais enfase a isso. Qual é! Foi muito rápido, quando percebi estava assim! Dificil saber quando lhe dão litros de anestésico o que é real e o que é apenas coisa de sua cabeça!

Não Faith, a preocupação não é vocês saírem correndo de medo. Eu posso ser (bem) estranho mas até o momento me mostrei inofensivo e até mesmo preocupado com o bem estar de você e das demais garotas então...Na verdade foi mais volto a Victorine ja que ela parece ter certa tendência a isso...Mas foi apenas um pensamento. Muita coisa se passa na minha cabeça.

Especialmente nos últimos tempos.

Parecia não haver grandes empecilhos para chegarem na sala de Ethan, de forma que ele mesmo"faria frente" se fosse o caso - 1,83... Comentava ao ouvir a frase de Faith, mas como estava de costas era difícil julgar se realmente parecia uma brincadeira ja que seu tom pouco se alterava. Ouvia o nome de Troy? Então ele estava vivo? Era um certo alivio mas realmente gostaria de ver com os próprios olhos antes de tirar conclusões precipitadas.

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Re: Em busca do impossível

Mensagem  Convidado em Ter 25 Ago 2015, 14:23

Vickie meneou positivamente para Lucas, mas não fez questão de seguir na frente. Esperaria seus dois amigos seguirem enquanto ela ia um pouco mais atrás. Pelo menos esse era o plano dela! E nem era um caminho tão longo, visto que o consultório de Ethan era próximo.

No entanto, Faith logo colou nela de novo, passando o braço pelo ombro dela e começando a falar sem parar, palavras de apoio, de otimismo. Vickie daria um sorriso para ela se não estivesse tão aflita. E também porque estava curiosa pela resposta de Lucas. A jovem arqueou uma das sobrancelhas com a resposta dele.

Ele sempre conseguia surpreende-la com a economia de palavras, mas não podia culpa-lo. Como ele poderia saber, não é mesmo?

E logo Faith falava de novo com Vickie, sobre ela não sair sozinha, que ela iria junto e que levaria Lucas se fosse necessário. Ele respondeu a altura dele e felizmente não olhou para trás, porque ele provavelmente reconhecia o olhar de Vickie “e quem disse que eu vou avisar e levar vocês?”.


- Eu agradeço por toda a preocupação, Faith. E toda a ajuda é bem vinda...


Foi tudo o que ela disse antes de entrar na sala de Ethan.

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