A caminho do Desconhecido - Z e D

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A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Seg 24 Ago 2015, 14:40

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Diana Grayssom

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Seg 24 Ago 2015, 14:46

Senhor, a bomba foi plantada?

Sim senhor, como ordenado.

Vamos aguardar.

Senhor, você vê as mãos dela agarrando o volante? O modo que as unhas apertam a borracha? Coitado do volante do Jeff.

Aquela velha veia saltada na testa.

O modo que ela empinava o queixo e o nariz.

Ah, como era bom ter estudado tanto expressão corporal.

Mensagens que o corpo transmitia.

Que ciúmes era esse, Diana?

Zack a olhava seriamente, ouvindo ela falar de Victorine e atacá-lo ao mesmo tempo.

E o rosto dele não expressava nada.

Quando ela terminava, finalmente perguntando se este era o novo eu… Ele começava a rir.

Era um riso quase descontrolado, como há muito tempo ela não ouvia.

Aliás, a última vez que o viu rir daquele modo, ainda estavam juntos.

E ele sendo enganado por você, não é, Diana?

Mas ainda assim ele ria.

Os olhos chegavam até a lacrimejar levemente.

- Cara, como eu queria poder te ler tão fácil assim antes… - Ele dia, ainda com a voz meio baixa por rir tanto, limpando as lágrimas dos cantos dos olhos.

E viu como ele mudou? Ele não revidava. Pelo contrário.

Provocou para deixá-la com ciúmes e deixava claro isso. Tinha jogado verde e colhido maduro.

Obrigado, D!

- Não sabia da sua vontade de dar pra mim nem de Havard. Mas não sei… Se ao entrar você se torna parte daqui, em não consegue mais sair… Mandar tudo pelos ares acabaria com toda essa patifaria…

Ele dava de ombros.

Explodir as coisas era bom.

Era legal.

Igual à explosão de Diana, foi legal ver.

Mas logo ele dava de ombros – Não me importo com ninguém. Mas se estamos todos juntos, precisamos cuidar um dos outros, pelo menos até essa merda acabar… Quando acabar, eu ficando bem e vivo, que se foda todo mundo.

Ele respondia sem olhá-la, sem demonstrar se estava mentindo ou não.

Afinal, ele era um ótimo ator.

No que você acreditaria, D?

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Seg 24 Ago 2015, 15:04

A Bomba foi plantada diante de um Tsunami. Considere isto Zachary;
 
As mãos tão pequenas e delicadas denotavam uma força visível ao agarrar o volante, a forma como as unhas tomadas em francesinhas arranhavam ali a borracha, sim ia ficar marcado. Supere Jeff, quem mandou emprestar o carro pra dois malucos?!
 
E ele podia ver sim, a forma como a expressão dela se fechava, era um detalhe quase imperceptível, mas Z tinha aprendido não? Ele não seria mais o tolo de ver o anjo naquele rosto. Ele podia notar como a veia saltava a testa, e como o rosto se erguia mais, o nariz empinava-se naquele perfil perfeito. Os lábios pareciam ficar mais chamativos, até que ela mordia eles, e os olhos ficavam cerrados. Até que ela soltava os lábios, mas eles ficavam cerrados. O corpo todo parecia se tencionar, porque ele sabia que ela estava se controlando.
 
Expressão.:
 
Mas as vezes algumas palavras escapam, e aquelas foram praticamente arremessadas na cara dele. E ao final havia a pergunta, e ele começava a rir. Diana virou o rosto e o ar de confusão tomou conta do delicado rosto da menina, os olhos azuis fitavam Z, como se não entendesse.
 
Ou talvez ela não queria entender. Mas a risada remeteu sim., a forma como ele ria antigamente, seja para provoca-la, seja para rir de qualquer coisa idiota que faziam juntos. E a lembrança a deixou ainda mais confusa, mas logo ela virou o rosto e voltou a estrada, ou ia bater o carro. E ouviu a frase dele, enquanto suspirou fundo.
 
E então ela ergueu uma das mãos e a bateu com tudo fechada ao volante.
 
- Você não sabe de nada, Zachary!   Você não sabe de porra nenhuma!
 
Pronto, irritação elevada ao Maximo, saiu até um palavrão dos lábios tão controlados de Diana.
 
Apertou de novo o volante, e acelerou mais o carro, mas diminuía nas curvas íngremes da estrada.
 
- Você mudou sim, mudou...ESTÁ mais idiota!
 
Sacudiu a cabeça em negativo, ele havia provocado ela, havia armado a ratoeira, e ela caiu como uma idiota, denotando ciúmes, denotando irritação, e obviamente deixando ele ficar um passo a sempre. Coisa que ela sempre esteve antes.
 
Ficou em total silencio, com os olhos cerrados, enquanto ouvia ele falar ainda mais merda.
 
- Mandar tudo pelos ares significa não saber lidar com a situação e desistir...
 
E ela ouvia a ultima frase dele, e murmurava quase a si mesma.
 
- Cuidar um dos outros....
 
E sabe no que ela aposta Z?...
 

Um dia ela vai ter oportunidade de te dizer.
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Seg 24 Ago 2015, 17:20

Ele ainda mantinha o sorriso por um bom tempo enquanto ela surtava.

Cruzava os braços e mantinha o olhar sobre ela, se deliciando com todas as reações dela.

- Qual é, D… Foi só uma brincadeira, não precisa ficar irritada, correr mais e matar a gente na estrada…

E era impossível tirar o sorriso orgulhoso que ele estava no rosto.

Por sim, era ótimo sair por cima, Diana.

Porque era sempre você, você, você…

Agora você sabia que eu podia jogar aquele jogo de igual pra igual, não é?

Por isso, sim, eu mudei.

E não se assusta não, vai ser assim daqui pra frente.

Eu mando nessa merda.

Sou o maioral.

O pica das galáxias.

Entendeu?

- Resolveria sim… Não teria onde o pessoal pisar, certo?

Ele dava de ombros.

- Agora para de correr e vamos tentar ficar vivos, ok?

Ele estendia a mão e fazia um leve carinho na cabeça dela.

Talvez a irrita-se mais.

Talvez não.

Quem se importa?

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Ter 25 Ago 2015, 12:48

Diana mantinha os olhos a estrada, ouvia ele falar que tinha sido somente uma brincadeira, para ela ficar calma. Como se ela fosse descontrolada! Como se ele não tivesse a provocado. Como se não fosse ele o culpado por ela ter saído de sua zona de conforto.
 
- Não estou irritada....
 
Ah não era o que a expressão do rosto contava, e ela nem sequer podia olhar pro lado e ver o sorriso vitorioso de Zachary. E sim, ela sabia que agora ele também sabia jogar, mas talvez ele ainda não soubesse com quem estava jogando.
 
Não vai ser mesmo assim Zachy. Você não manda em nada, e o tempo vai dizer isto. E agora eles falavam sobre explodir tudo. E ele dizia que não teria onde o pessoal pisar, Diana sacudiu a cabeça em negativo.
 
- Que bom que você não perdeu seu senso de humor brilhante, Z....
 
O olhar manteve-se a estrada, enquanto eles podiam ver que a chuva já começava a tomar conta da mesma, e de fraca, ficava forte rapidamente, Diana ligava os limpadores, e por instinto diminuía a velocidade, fazendo as curvas com mais cuidado.
 
- Não estou correndo....
 
Ela dizia no mesmo tom que havia dito que não estava irritada, e então quando ela viu o movimento de Zachary tocar sua cabeça, seus cabelos, ela ergue a mão e deu um tapa forte na mão dele, a afastando.
 
- Não fique achando que sou uma bonequinha frágil pra proteger ou ameaçar! Você me conhece bem pra saber que a qualquer momento eu vou jogar este carro em uma árvore e isto vai dar uma bela história para um livro, não acha Z?...
 
E então o sorriso besta tomou os canudos lábios de Diana, ao passo que a chuva ficava bem forte, e eles já passavam por uma ponte caindo aos pedaços.
 

- Poderiamos ser felizes no além, já pensou? Sem bombas, sem Dux, sem russas pra você perseguir....


Ponte:
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Ter 25 Ago 2015, 16:59

Tinha que se concentrar constantemente para não voltar a rir.

Não que se importasse se isso a deixaria mais nervosa ou não, pelo contrário, não importava.

Mas havia um pequeno problema: Quanto mais irritada, mais ela corria.

E aquele carro não tinha, nem de perto, a segurança que a Veneno oferecia.

- Eu sei que você ama meu senso de humor…

Ele resmungava em resposta, sem conseguir esconder muito bem o riso da voz.

Mas logo ele puxava a mão, ao receber o tapa dela. Sentia a mão arder.

E mais uma vez tinha vontade de rir.

Era impressionante o quanto havia deixado ela desarmada ao deixá-la com ciúmes.

Por mais que ela tentasse revidar, seus argumentos soavam frágeis próximo daquilo tudo.

E mesmo sendo naquele joguinho, se via dominando Diana de um modo que nunca havia feito.

A chuva se intensificava.

A ponte ruía.

Mas a sensação de prazer que sentia ao vê-la daquele modo, “domada”, parecia vencer tudo aquilo.

Tinha que agradecer a Vickie depois.

- Tentador… Mas por que morrer, se podemos aproveitar enquanto estamos vivos? - Ele mantinha o olhar fixo nela, olhando fixamente para os lábios que ela mordia – Viver felizes para sempre é tão… Chato… - Ao dizer isso ele simplesmente passava por cima da alavanca de freio, a deixando entre as pernas dele. Pelo espaço do Dodge não a apertaria tanto.

Ele logo segurava a alavanca, sem puxá-la, mas a segurava simplesmente pela posição que ela ficava, bem ao meio das pernas dele. Era uma posição com um ar um tanto quanto… Pornográfico, por assim dizer.

- Já fazer besteira, enquanto estamos indo pro inferno, no meio de uma tempestade, parece tão mais divertido, não acha? - Ele descia um tom ou dois da voz, a deixando mais grave, conforme o rádio do Brooklyn parecia combinar com ele, tocando Aerosmith.

Que música melhor pra fazer besteira do que Aerosmith, minha gente?

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Ter 25 Ago 2015, 17:36

Ok...
 
Diana é uma garota altamente controlada, inteligente e dominadora. Obviamente estar no meio de uma tempestade em uma estrada velha, com o ex ao lado, provocando constantemente, é totalmente fácil de lidar. Você só precisar ser você mesma D...E assumir o controle. Ou reassumir né, porque acho que você perdeu ele 3 curvas lá atrás.
 
Diana então mantinha a expressão séria, fechada, enquanto tentava se concentrar em dirigir. E obviamente ela respondia a ele no tom mais áspero possível. Ela até esquecia de arrumar o óculos ao rosto, como fazia constantemente para irrita-lo enquanto passava a língua aos lábios.
 
Não. Nada disto, ela estava com a expressão totalmente fechada. Se não fosse pelos lábios carnudos ao natural, nem sedutora ela se podia dizer.
 
E era impressionante como ainda assim ficava mais bonita. Talvez fosse aquele rosto sempre angelical, que não tinha contraste com os lábios carnudos, que eram sempre um convite a pecar. E a forma delicada com que ela se vestia e se portava, era uma confusão de emoções e pensamentos que sempre levava as pessoas, ao que Zachy chegou...
 
Perder-se totalmente em meio aquelas curvas e depois não mais se achar.
 
Mas ele parecia ter aprendido, e além de ter aprendido queria superar a mestre. E tinha que ficar falando daquela russa maldita, que ficou discutindo com ele no corredor, bancando a vadia perseguida. Toda aquela ceninha fazendo Zachy parecer um admirador estúpido!
 
E ele novamente falava do senso de humor dele, e ela susurrava.
 
- Eu odeio...
 
Negação, o próximo estagio.
 
Mal conseguia ver algo na estrada, mas nenhum tipo de preocupação parecia estar na menina, a raiva, a frustração, tudo isto estava inerente até na pele dela, ela estava tensa. Bastava tocar nela e ela podia explodir a qualquer momento.
 
E ela imaginava o quanto ele estava se deliciando com aquele momento, e tinha vontade de enfiar a mão na cara dele por isto! E não só uma vez.
 
Mas logo vinha aquela perola, sobre jogar o carro numa arvore. E Zachy respondia, em um tom mais provocador
 
- Cala a boca Zachy...cala a boca...
 
Não me provoca...Era o que ela queria dizer. Exatamente por isto, novamente ela mordeu o lábio inferior com força, e resmungou.
 
E então ele começava naquele tom manso, envolvente, e Diana estava prestes a parar o carro e enforca-lo. Mata-lo ali na estrada mesmo, ninguém desconfiaria, ela podia dizer que foi legitima defesa, ele já perseguia uma russa mesmo.
 
FODA-SE ZACHARY.
 
E ele dizia que viver felizes era sempre chato....Ela quem ria agora, sem se dar conta do rápido movimento dele.
 
- Você não pensava assim antes...
 
E então quase num passe, ele estava ali, ao lado dela, encostando nela, sentado sobre o freio, e segurando a mesma, dominando agora o carro. E obviamente exercendo o mesmo domínio sobre a situação. E ainda naquela posição, que de certo modo expunha o corpo dele, que ele nem precisava tirar a camisa, pra ela saber como era cada parte, cada pedaço. 
 
Diana virou o rosto e o encarou sacudindo a cabeça em negativo.
 
- O que você está fazendo?...
 
Perfume....o dele se misturando ao dela, aquele cheiro que trazia lembranças, o toque, a aproximação, a forma como a respiração ficava tão perto. Diana mal conseguia manter a direção, e ele continuava falando. E a voz ficava mais baixa, quase quando ele falava ao ouvido dela quando estavam juntos.
 
Diana virou o rosto e voltou a atenção a estrada, e será que Zachy não notava que eles estavam realmente indo pro Inferno.
 
Ela não respondeu pra ele, não de inicio, mas finalmente a voz veio, bem baixa.
 
- O que você quer?....você quer me ferrar, não é?...Não vai....
 
Ela repetia quase num mantra.
 
- Não vai...
 

Quem ela quer convencer, Zachy?
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Ter 25 Ago 2015, 23:28

Se não notei que estamos indo pro inferno?

Notei sim.

Mas… Se tá no inferno…

ABRAÇA O CAPETA!

Você, no caso, Diana.

Vagarosamente ele passava um dos braços por trás do banco dela, ainda sem tocá-la, apenas buscando melhor apoio.

Se batessem agora, com ele sem cinto, era cemitério na certa.

Mas… Sequer sabia se sobreviveria ao chegar lá, por que não aproveitar?

Ainda mais ao ver Diana tão exposta daquele modo. Com a guarda tão baixa.

- Ué… Estou aproveitando meus últimos minutos de vida – Ele dizia no mesmo tom, com o rosto bem próximo ao dela. Era possível sentir a respiração dele bem próxima, principalmente agora que ela virava para ver a estrada.

O ar quente acariciando o pescoço e o lóbulo, conforme ele respirava e sussurrava.

- Te ferrar? - Ele perguntava, com um leve riso ao final. Mordia o próprio lábio inferior.

Desta vez o perfume dela não o incomodava mais.

Pelo contrário, só o atraía.

Porque não era mais a Diana que tinha ferrado com ele e sua inocência.

Era a Diana perdida, que não sabia reagir conforme ele tomava a frente e a dominava.

- Só se concentra em dirigir… Que tal? - Ele perguntava, e o tom, apesar de rouco, lembraria de uma criança.

Pronta para fazer arte.

Como se sente agora, Diana? Não tendo nem mais um resquício de controle?

É só colher o que você mesma plantou.

Não sente falta do garoto ingênuo agora?

Pelo modo que você está, acho que não…

Por isso, mesmo sabendo que estavam indo de encontro ao desconhecido.

Sabendo que poderia morrer.

Para um destino incerto e no mínimo cruel.

Estava se divertindo… E muito.

Por isso que ele colava os lábios ao pescoço dela, logo abaixo do lóbulo da orelha, sugando a pele brevemente, apesar do gesto lento.

A intenção era mais do que óbvia.

Provocá-la.

Em um velho ponto fraco.

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Qua 26 Ago 2015, 09:23

Quem afinal é você....Zachary Mateschitz...
 
O doce e compreensivo ex namorado? O querido Zachy que está disposto a arriscar a própria vida por aquele grupo tão difuso? Ou o articuloso Zachy que está envolvendo e desabrochando aquele lado...ingênuo...puro...Que Diana nem poderia pensar que existisse dentro de si.
 
Cuidado Zachary...Mexer com o desconhecido é sempre perigoso. E você parecia se deliciar com isto...
 
Deliciar-se com a forma, como as pequenas mãos em gestos nervosos apertavam mais o volante, e puxavam ele a cada curva, ou com o corpo mexia-se ao banco, aparecendo inquieta, e quase que por instinto as pernas dela encostavam uma a outra, escondendo um pouco mais da nudez delas. Era realmente um gesto bem longe do que Diana apresentava.  Porque mesmo sendo delicada e suave, ele sabia o que se escondia por trás daquela garota e o quanto ela podia ser manipulador a e dominadora.
 
Mas não naquele momento, momento em que vocês invertiam os papeis. E sabe o que é pior para ela, Z?...Que antes você não sabia que cada toque tinha propósito, que cada gesto tinha motivo, que ao final ela sabia que estava te dominando, mas você não sabia que estava sendo dominado. Pior era saber, saber exatamente suas intenções e mesmo assim ceder a elas.
 
Diana mordia novamente o lábio inferior, tanto que chegava a marca-lo, com a forma como o braço de Z passava por cima do banco, e mesmo ele não a tocando, só a tensão que tinha entre eles, era de dar choque.
 
Ah sim podiam bater a qualquer momento, Zachy seria o primeiro a morrer, e depois Diana, e tudo aquilo parecia já ter sido vivido por eles, que haviam se visto morrer uma série de vezes naquele dia, mas mesmo assim, estavam ali....
 
Mesmo quando o sobrenatural não os atentava, um atentava o outro. Eram mais perigosos um ao outro juntos do que todo aquele Pacto Infernal de 7 Condenados.
 
Diana mantinha os olhos a estrada, e tentava de todos os modos manter-se firme em sua postura, tentava até encolher um pouco o corpo pra desencostar dele, mas ele continuava falando.
E ela podia ver na visão periférica o belo rosto do rapaz quase encostado ao seu, a forma como os lábios se mexiam e destilavam veneno.
 
Que eram apreciados como se fosse uma bebida levemente adocicada, inedibriante e altamente viciante....
 
As palavra vinham, tocavam com ternura o ouvido dela, e se dissipavam como se toques tomassem seu corpo, e ela pudesse fechar os olhos e se entregar.
 
A respiração tocava a pele macia de seu pescoço, e deixava ela ainda mais suscetiivel as palavras, ou aos movimentos, e dirigir era um ato automático agora.
 
Mas ela ainda mantinha os olhos a estrada, encolhia os ombros quando o ar quente veio mais a seu lóbulo e pescoço, e ela dizia sim, que ele queria ferrar comm ela. E a forma como ele riu, a incomodou profundamente, e as palavras foram repetidas.
 
- Você não vai....
 
O que?...
 
Não sei...Foda-se.
 
Ah o maldito perfume, que agora era convidativo, era atrativo, entrava pelas narinas e incentiva Zachy a ser ainda pior. Porque era cheiro de inocência, mesmo que ela pudesse assumir outro personagem, ou pudesse ser outra pessoa. Naquele momento...Era inocência pura, e existe algo que possa atrair mais neste mundo?
 
Ele falava algo em sugestão, mas soava mais como uma ordem, uma ordem mascarada em palavras soltas ao vento com conotação mais do que visível.
 
Cala a boca...
 
Não saiu as palavras.
 
Foda-se, eu tenho controle, vou enfiar este carro na primeira curva que conseguir, e jogar este filho da puta pela janela.
 
Quando você se tornou tão agressiva....e....hostil?
 
Ah Zachy...sentir falta....é algo que você não vai entender...porque no momento você está sendo mais Diana do que ela mesma já foi com você, não?
 
E Diana já avistava uma espécie de barreira a frente, carros da policia local, talvez até do xerife, pareciam fazer uma barreira na pista, ao passo que a chuva piorava, e será que Diana realmente enxerga algo agora?..
 
O toque dos lábios quente ao pescoço dela, a pele perfumada, a forma como ele sugou a região, e pode ver toda a pele dela se arrepiar no gesto, e as mãos até ficarem mais soltas ao volante, fez ela piscar os olhos lentamente.
 
Puta que pariu Zachary, onde você aprendeu a ser filho da puta?...
 
Onde né.
 
Diana então deixou o tronco recostar por completo ao banco, e o rosto tombou-se um pouco, quase dando mais espaço pra ele. Deixando a pele alva a mostra pra ele, mas logo o pé pisou ao freio, e ela diminuiu até parar, próxima a barreira, o rosto virou-se de modo quase brusco, mas ao passo que os narizes chegarem a se tocar, e os lábios ficaram muito próximos....
 
Os olhos encararam os dele por trás da lente, e não estavam com aquele poderio de costume, estavam um tanto trancados, mas reluzentes como nunca, os lábios estavam entreabertos, marcados pelas próprias mordidas, e a respiração levemente ofegante, sendo trocada com a dele.
 
A língua deslizou a própria boca dela, e tocou o céu da mesma, enquanto ela buscava recuperar seu fôlego, a voz saiu baixa.
 
- Vai ver o que aconteceu....
 

Trégua Zachy....
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Qua 26 Ago 2015, 14:21

Uma coisa tinha que ser confessada.

Tinha sentido falta daquele gosto.

De assistir a pele dela arrepiar-se ao seu toque.

Ver como o corpo dela reagia ao dele.

Isso não se alterava, independente das circunstâncias.

Mas aquela situação… Elevava aquilo a última potência.

Principalmente ao ouvir ela negar, ao mesmo tempo em que seu corpo o convidava.

De onde havia saído toda essa inocência, Diana?

Isso sim era inédito para ele.

Porque afinal, tinha sido tudo um teatro, não?

E estava sendo novamente?

Apesar que… Desta vez era diferente.

Porque antes, mesmo inocente e meiga… Você era dominadora.

Agora você sequer parece saber como agir.

E isso que era mais excitante.

Logo ela parava o carro, voltando-se daquele modo.

O rosto tão próximo.

Sentia a respiração dela contra o prócio. O hálito doce… Café.

Ela tinha tomado café há pouco.

Viu o modo que ela passeou com a língua pelos lábios e céu da boca, voltando os olhos para os dela.

Adorava o ar que ela tinha com aqueles óculos.

“Vai ver o que aconteceu...”

Vagarosamente ele avançou mais, finalmente tocando o canto dos lábios dela.

Não a beijava diretamente nos lábios, tão pouco movia os lábios para beijá-la.

Mas fazia questão de deixar os lábios tocarem o canto da boca dela.

O famoso “beijo na trave”.

Ao mesmo tempo ela ouvia um “clack” da porta dela se travando.

Vagarosamente ele recuava – Esqueceu a porta aberta....e.... Você sabe o que aconteceu… - Ele dizia com um meio sorriso, em um sussurro rouco, arqueando a sobrancelha.

Sabe? Como assim?

Mas logo ele se afastava, saindo do carro, na chuva.

E só então ela entendia.

Ele não se referia as sirenes a aos carros parados.

E sim o que tinha acontecido no carro.

Trégua?

Não, Diana.

Você já tinha perdido.

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Qua 26 Ago 2015, 14:43

Existem sensações e momentos, que mesmo que você tente não pode esquecer. Por mais que tivesse sido um “teatro”, o cheiro, o toque, o gosto, ficou marcado...E estes são inesquecíveis, alguns teatros se tornam mais reais, que até mesmo o mais “real” dos sentimentos.
 
Algumas paixões fingidas, são mais fortes do que as que verdadeiramente teimam em nascer.
 
E sim...a forma como ele a envolveu e embalou naquelas palavras, se aproximou, sussurrou, soprou, a jogou naquela viagem ao tempo, mesmo que não fosse ela a dominar, mesmo que nem sequer conseguisse pensar que estava sendo dominada. Foi inevitável.
 
A forma como os lábios e a língua de Zachy tomaram a pele dela, fez os minúsculos pelinhos louros se arquearem ao toque. E o corpo mexeu-se de modo a corresponder a isto. Mesmo que os lábios ainda pudessem negar, o que durou muito pouco.
 
A inocência dela saiu do mesmo Inferno que saiu a sua maldade, Z...
 
Vocês sempre teve seu lado malvado, e ela sempre teve seu lado inocente. A diferença é qual você alimenta...
 
Um teatro, um poeta fingidor, num estúpido poeta fingidor, que não sabe mais fingir.
 
Mas cuidado Z...a qualquer momento aquela pequena diabinha pode te dar o bote de novo. Mas não agora. Agora não existe mais nada no mundo que pudesse negar aquele momento.
 
Foram obrigados a parar o veiculo, e ela logo virava o rosto, deixando aquela distancia se tornar quase nula. As respirações eram trocadas, e os lábios pareciam pedir um pelo outro, ela passava a língua ao céu da boca, naquele movimento lento, quase hipnotizante, e em nenhum momento ajeitou o óculos. Ele apenas estava la, ornando com o perfeito rosto. E sempre foi um charme a parte, ao que ele devia esconder, ele denotava, que eram os olhos de um azul profundo.
 
E ela dizia pra ele ir ver, pra ele sumir da frente dela, pra ele sair de cima, pra ele não respirar na boca dela, pra ele não tocar sua pele...pra ele ir embora.
 
E era como pedir que ele a tomasse, porque ele vinha e avançava, os olhos de Diana, quase por instintos, caíram aos lábios de Zachy, naquele tom avermelhado por tocar a pele do pescoço dela, a forma como eles ainda estavam molhados pela própria língua dele, e o convite que eles faziam diante dela, mas ele fugiu....
 
Ele afastou, e tocou o canto dos dela, em total provocação. Os olhos fecharam-se lentamente, e ela suspirou fundo, recuou o rosto ao mesmo tempo que ouviu o som da porta se fechando, e logo os olhos ficavam confusos sobre ele, os lábios entreabertos. A maldita guarda baixa.
 
E ele dizia aquilo, como esfregando na cara dela tudo aquilo.
 
Ele saia do carro, e Diana virava-se pro volante, uma das mãos segurou o volante, e a outra tocou os próprios lábios, e ela fechou os olhos com força., e sentiu tanta raiva de si mesma, que tinha vontade de se socar. Levou a mão ao rosto, retirando os óculos com força, e acomodou a testa a ao volante, escondendo-se um pouco ali.
 
Que merda está acontecendo....
 
Não tem trégua? Então tem guerra....
 
O policial logo explicava pra Z que a chuva fez alguns barrancos cederem, e não tinha nem como seguir, nem como voltar. Que ele aconselhava ele a procurar um hotel ou motel nas remediações entre um ponto e outro de fechamento e isolamento da pista.
 
O policial deu uma olhada pro carro, e com uma loira daquelas não devia ser problema pro rapaz, não?....
 
Diana afastou o rosto do volante, e colocou o óculos, olhou o espelho, e a face estava vermelha, quente, assim como todo o corpo. Ela estendeu a mão apanhando o celular. Fora de área....
 
Então esperou Z, pelo jeito eles não iam conseguir passar, ainda era tempo de voltar, ou de jogar o carro no meio do mato e continuar o que ele começou.
 

Ok...talvez eu precise de um ou dois minutos pra voltar a mim mesma.
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Qua 26 Ago 2015, 17:15

Ah pode ter certeza que eu não subestimo você, D!

Pelo contrário, sei bem com quem eu estou lidando e estou pronto para te antecipar.

Essa é a vantagem de ter sido feito de idiota: Eu sei do que você é capaz.

Já você, depois de tanto tempo… Não faz nem ideia com quem está lidando, certo?

Ela de olhos fechados, desejando aquele beijo… O olhar confuso quando eu me afastei.

Sim, aquilo tinha valido cada milhão que ela havia roubado.

Mas a vingança é um prato que se come devagar, saboreando cada detalhe dele, certo?

Por isso, a notícia do policial, para ele, era mais gelada do que a chuva que o ensopava em segundos.

Como assim não dá pra ir nem pra voltar? Que porra de lugar é esse, caralho?

Se Valentina tivesse ido por ali, já estaria morta agora!

Merda!

Apanhou o celular e… Sem sinal.

Perfeito.

Queria chegar logo, porque sabia o quanto Diana poderia estar irritada.

Mas ok, era só questão de manter a calma.

Voltou ao carro em passadas rápidas, entrando e batendo a porta.

- Que merda de chuva… Que frio do cacete! - Ele resmungava, passando a mão pelos cabelos molhados, para em seguida tirar a jaqueta e a camiseta molhada, as jogando no banco de trás.

Se tinha coisa que Pattheshire era… Era frio!

Por isso, diferente da tão quente Diana, Zack tremia. O corpo todo arrepiado e molhado.

- O policial disse que houve deslizamentos de terra na estrada… Estamos ilhados. Eles estão trabalhando, mas levará horas para tirar tudo. Nos recomendou a procurar um hotel. Isso se eu não morrer de hipotermia até lá… Tá frio MESMO lá fora.

Ele abraçava o próprio corpo, agindo como se nada tivesse acontecido.

Viu como ele é bonzinho, Diana?

Por que ficar tão brava?

Aliás, está reparando como ele parece mais forte? E como a pele dele está toda arrepiada pelo frio?

Apesar da mestra deixar ele sempre sem camiseta, não é sempre que ele fica arrepiado e molhado… Sabe?

Ahahaha

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Qua 26 Ago 2015, 17:37

Assim como você Zachy...eu aprendo rápido....
 
E em uma capacidade ainda maior. Eu me readapto rápido também.
 
Mas você teve aquele momento, o delicado rosto próximo ao seu, o olhar confuso, e os lábios entreabertos, você podia fotografar e usar de fundo de tela do seu celular, se isto te fizesse feliz.
 
Diana apenas ficou se recompondo ao carro, e quando finalmente pareceu parar de agir como uma adolescente com os hormônios a flor da pele, ela pode ver Zachy falando com o policial em meio a forte chuva, e o frio que estava la fora. Ele ia congelar, mas ela nem notou isto quando o mandou ir lá.
 
Ela não notou nada.
 
FODA-SE eu não vou me preocupar com este tarado maníaco.
 
Olha quem fala.
 
Valentina já tinha saído com uma boa vantagem Zachy, não esqueça disto. Assim como o de Zachy, o celular de Diana também estava fora de área, sim eu disse pra vocês que vocês estavam a caminho do Inferno.
 
Diana apenas seguiu Zachy com os olhos, vendo ele entrar no carro, ensopado, e ele esbravejava, a chuva, o frio. Ela seguiu por um momento os movimentos dele, os cabelos molhados e logo ele estava com o peitoral de fora.
 
Pra variar...
 
E ele ia ficar congelando ali no carro semi nu?
 
Merecia....
 
Ela ouvia sobre o que o policial dizia, estavam ilhados, e dizia para procurarem um Hotel em meio ao Inferno, ou Fim do Mundo, podem escolher.
 
Diana observou ele abraçar o próprio corpo, e suspirou fundo.
 
- Vou procurar um Hotel, assim que perder a vontade de enfiar a mão na sua cara....
 
Ela falava aquilo com calma, mas logo levou a mão ao controle do ar condicionado, e deixou aquele ar quente invadir o carro, para que Zachy não morresse. Mas antes disto ele pode ver quando ela levou a mão a barra da delicada blusa de renda que usava, e a tirou, expondo então o tecido finíssimo da lingerie, ela sempre gostava de usar aquelas minúsculas camisolas por baixo da roupa, Diana escolhia a lingerie como se fosse a sua roupa principal. Ela era bem detalhista.
 
Ela jogou a blusa no peito de Zachy, para ele se cobrir com a mesma, ou se secar, ou ir pro Inferno. E ficou somente com a saia e a parte de cima que dava pra ver da camisola, alças finas que teimavam em cair aos ombros, e um tecido que demarcava cada curva dos seios, ah sim....
 
Talvez fosse a vez dela de te provocar Zachy, mas é pro seu bem...fique calmo.
 
Enquanto ela evita olhar seu peitoral mais forte, você pode evitar de olhar para o colo que você conhecia tão bem. E lembra como você gostava.
 
Diana logo deu ré ao veiculo, fazendo a manobra e pegou o caminho de volta. E sim existia um Hotel.
 
NÃO...
 
UM MOTEL.
 
Uma espelunca que havia traumatizado Alexandra Kingston um dia. Mas ao menos era uma espelunca com teto e paredes.
 
Diana parou o carro ao estacionamento e ficou olhando aquilo, ponderando.
 
Meu Deus....que PORRA estamos fazendo?

 
Motel:
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Qua 26 Ago 2015, 23:14

Sinceramente, nem imaginava que um carro tão antigo tivesse ar.

Talvez o gosto por Jeff não fosse tão ruim assim.

- Vontade de enfiar a mão na minha cara por quê? Eu não sou meteorologista para prever chuvas, D…

Arqueava a sobrancelha ao ver ela tirar a blusa.

Ok, por isso ele realmente não esperava.

Até o guarda do lado de fora fica sem reação por alguns segundos.

Ao que ela joga a blusa, Zack fica a olhando.

Era impossível conter os olhos, que percorriam o seu corpo, tão delineado pelo tecido delicado.

Pensa, Zack. Não deixe seu sangue concentrado em um lugar só! Seu cérebro também precisa dele!

Ele suspirava, voltando a se mover quando a mão dela buscava os botões do ar – Obrigado.

A lufada quente contra o corpo era quase que uma carícia.

Logo ele usava a blusa dela para se secar, tentando a todo custo olhar para aquele decote enorme que a peça tinha.

O modo que o tecido se aderia a pele dela o permitia enxergar todo contorno do corpo. Será que a realidade era tão boa quanto se lembrava?

Não, não era. Era uma porcaria, Zack.

Foco.

Zachary olhou em volta, assim que ela estacionou.

Sim, era um pulgueiro.

- Espero que ao menos tenha água quente… - Ele resmungava em tom de voz baixo, jogando a blusa ensopada de Diana para trás. Logo ele completava em tom de voz mais alto – Veja pelo lado positivo… Com certeza terá mais de um quarto, não vamos precisar dividir.

Mas logo um pensamento fazia o sorriso dele desaparecer.

Teriam que descer.

Na chuva.

Naquele frio.

E Diana vestia apenas uma saia e aquela lingerie de seda.

Aquilo seria… Divertido de se ver.

Por isso ele descia, e aguardava ela descer… E assim que ela descia e já tomava aquela pancada de água, ele abria a porta do carro e pegava a jaqueta de couro, para que ela se cobrisse.

O retardo tinha um ótimo motivo: Dar uma boa olhada em Diana antes que ela se escondesse com a jaqueta.

Que ideia…

Você precisa de mais sangue no cérebro, Zack! Se concentra!

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Qui 27 Ago 2015, 11:31

Você tá pensando que meu carro é pouca bosta?
 
Some Jeff...
 
Diana ouvia a pergunta dele, e ele falava sobre a chuva, e ela logo virou o rosto e o fitou nos olhos, e ele pode ver em meio aquele azul profundo, que: Teria volta.
 
E ele sabia  muito bem que ela não estava se referindo a chuva. Mas tudo bem...Como você mesmo disse Z, a vingança não deve ser apressada. Por isto a dela veio no toque delicado das mãos ao tecido rendado da blusa, e a forma como a mesma deslizou pela macia, e foi de encontro a Zachy. Em pura gentileza.
 
Haram...gentileza.
 
Uma gentileza que expunha por completo o colo em meio as delicadas rendas da finíssimas peça de puro cetim. E ele podia ver as leves sardas que ela tinha ao colo, bem delicadas, e somente visível a quem pudesse ter aquele tipo de aproximação.
 
Ela suspirou fundo, e tocou de leve os fios louros aos ombros jogando-os para trás, expondo ainda mais a pele. Deixando que o tecido deslizasse pelo corpo a qualquer movimento, e pelo tecido ser tão fino e delicado, era como ver o corpo dela nu outra vez.
 
Ela estendeu a mão e ligou o ar condicionado no quente, e nem respondeu ao agradecimento dele. Ela apenas voltou as mãos ao volante e os olhos a estrada, ergueu um pouco mais o rosto, e o nariz, deixando os carnudos lábios ficarem entreabertos. Deixou que ele se limpasse com sua blusa, e não o olhou mais.
 
Embora sentisse os amendoados olhos do rapaz sobre seu corpo, e ela podia esconder com os fios compridos, não podia Z?....
 
Cade a menina ingênua que estremeceu com seus lábios a pouco?
 
O carro parava em frente ao “pulgueiro”, e logo Diana ouvia Zachy falar, ela virou o rosto pra ele, e o fitou com o olhar sereno agora.
 
- Não precisamos de mais calor, Z...Estamos no Inferno, esqueceu?...
 
Diana virou o rosto e fitou a chuva forte la fora pelo vidro, e obviamente ela lembrou-se que so vestia aquela delicada peça ao corpo, e a saia que estava realmente batida daquele dia. Aos pés ainda estavam as sapatilhas.
 
Ouvia o som da porta se abrindo, ele descia, e logo Diana abriu a porta dela e desceu também, em poucos segundos, a chuva tomou o corpo dela, e os cabelos ensopados caiam pelas costas, e o tecido fino de cetim, colava-se por completo ao corpo, deixando a pele ainda mais visível, mas ela fez questão de puxar as mechas molhadas e cobrir a nudez evidente dos seios com elas, afinal daria para ver a curva, o formato, e essencialmente o tamanho, marcando a peça, e a forma como a saia colou-se as coxas e quadril, denotou uma outra coisa sobre a menina que Z sabia bem...
 
Segredo....
 
Algumas “manias” não mudam.

Camisola:
 
Diana observou que Zachy deixou os olhos percorrer todo o corpo dela, antes de entregar a jaqueta pra ela, que ela acomodou aos ombros e então ela sussurrou a ele no mesmo tom.
 
- Obrigada...
 
Tomou a frente dele, e os passos rápidos a guiaram para dentro do estabelecimento, e sim Z, você pode ainda apreciar o que a jaqueta não cobre, em pouco tempo a garota estava a recepção. E lá estava o atendente.
 
Ele nunca havia se recuperado da visão de Alexandra Kingston. Não era mais um rapaz, mas também não era velho, mas os cabelos mal cuidados e olheosos, a Barbara por fazer, as roupas sem qualquer griffe, denotavam o tipo de homem.
 
E assim que ele botou os olhos em Diana, ele até se sentou direito na cadeira, e obviamente ele tentava ver o que a jaqueta escondia.
 
A garota não pareceu se acanhar, ela caminhou até o balcão e após ajeitar os óculos, ela sussurrou.
 
- Precisamos de dois quartos....
 
Dizia isto, enquanto tocava os ombros da jaqueta de leve, fazendo menção de tira-la.
 
- Aqui dentro está quentinho, Z....
 
Ela dizia em um tom amigável, mas Z sabia que era provocativo, enquanto o fitava, tombando levemente a cabeça pro lado.
 
E o homem respondia.
 
- Sim meu ar condicionado está no máximo, tudo pro conforto dos ilustres clientes.
 
Ele sorria, os dentes amarelos, e logo remexia o livro dele.
 
- Bom só temos um quarto com ar condicionado e pronto pra uso....
 
Novo sorriso amarelo.
 

- Não é problema pra você, é?....

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Qui 27 Ago 2015, 20:14

Ok, não estou gostando muito em como ela está tentando inverter o jogo.

Não que os meios não sejam bons, são ótimos.

Mas… Pra que apelar desse jeito?

Era impossível não babar em Diana daquele jeito.

Primeiro por ela estar ensopada. Mulher de cabelo molhado daquele jeito (e os óculos molhados) são um tanto quanto… Mortais.

É algo meio instintivo.

Por isso, sim, ele demorava longos segundos para lhe entregar a jaqueta.

Mas o tom que ela usou no obrigado foi o suficiente para ele se recompor.

Zachary entrava pelo motel ainda abraçando o corpo.

Gotejava pelo carpete do lugar.

Carpete?

Um dia aquilo foi um carpete. Agora era… Uma coisa estranha com pelos.

Se aquilo se movesse, juro que eu não me assustaria.

Diana já tomava a frente, pedindo por dois quartos.

Perfeito.

Dois quartos.

Quentes.

Separados.

Vou dormir pelado, já que essa porra toda de roupa tá molhada, mas ao menos quente, com o ar quente em clima africano e com quinhentos cobertores.

Até que Diana chamava sua atenção, falando que estava quente.

Quente?

Eu tô batendo o queixo, caralho!

Quente vai ficar sua bunda depois que eu sentar a mão em você, sua idiota!

Zack cerrava o olhar, ao mesmo tempo o idiota tentava fazer propaganda e dizia que só havia um quarto com ar-condicionado.

Enquanto isso Diana já começava a descer a jaqueta.
Quer brincar, Diana? Ok. Vamos brincar.

Zack segurava a gola da jaqueta, na região da nuca, e dava um puxão pra frente, para que ela não conseguisse tirar a jaqueta, ao mesmo tempo que estendia a mão e apanhava a chave – Ah claro, sem problemas… Um quarto só está bom demais, não é, amor? - Ele sorria pra ela e esfregava o indicador pela lente dos óculos dela, do jeito que ela odiava, já lhe dando as costas e caminhando, com a chave em mãos, em direção ao maldito quarto.

Elevador?

Não, sabia que não existia um.

Ia subir as escadas.

Enquanto, pelo corredor, era possível ouvir o ruído que os dentes dele fazia conforme ele batia o queixo, tremendo sem parar.

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Sex 28 Ago 2015, 13:29

Não é tentar Z...é inverter mesmo o jogo.
 
E é exatamente pelos meios serem estes que você vai ficar maus confuso e suscetível a eles. Entende?
 
Ela olhava pra Z em silencio, deixando que ele ficasse encarando os fios louros e molhados caindo pelo rosto, colo e ombros, assim como os óculos que faziam ela cerrar os olhos para tentar ver além da agua.
 
E finalmente ele entregava a jaqueta que ela aceitava de bom grado e dava aquele agradecimento, que faria ele com certeza acordar. Ou tentar...Como ela também tentou varias vezes instantes antes, quando ele estava brincando com ela.
 
Logo estavam na recepção, Zachy e Diana vinham molhando tudo, ele todo encolhido, e ela com a jaqueta envolvendo o corpo, mas mesmo assim o que se via, já era suficiente para despertar a simpatia do homem da recepção.
 
E então ela começava a provoca-lo, dizendo que estava quente, ou seja, a jaqueta não era necessária, e a camisola ia falar por si. Ela mal ouvia o rapaz informar que so havia um quarto, a jaqueta já começava a deslizar pelo ombro, mas Diana virou-se para Z no momento, deixando o corpo de frente a ele, ou seja, a visão seria só dele, até que não fosse mais.
 
Mas ele vinha, tomava a gole, e dava aquele tranco, que até a fazia ir pra frente, Diana o encarou, e desta vez foi ela a sorrir, o sorriso satisfeito em meios aos carnurdos lábios, deixando as covinhas surgirem, e mostrando a ele, que ele bebe da mesma agua que ela.
 
Ciumes....
 
A forma como ele marcou território a chamando de amor, e apanhou as chaves demonstrou isto. Mas então ele dizia que não era problema um quarto só.
 
Espera...
 
Só tem um quarto?
 
Zachy já tomava a frente e Diana virou o rosto, fitando o rapaz, que estava com ar de decepção, ela sorriu e agradeceu, e em passos rápidos foi até a escada, alcançando Zachy.
 
- Como só tem um quarto?....
 
Opa...parece que a Sra Sedução acordou pra vida.
 

Ela dizia isto andando quase ao lado de Zachy, a escada tinha ligação direta lá fora, porque os quartos ficavam em área externa, era atravessar o corredor, e chegar até a pocilga separadas pra ele.


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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Sab 29 Ago 2015, 10:02

Zack caminhava em passos apressados para o quarto.

Quando Diana juntou-se a ele, perguntando sobre o quarto, ele exibiu um pequeno sorriso.

- Ah, fazer o que, né? Mas fica tranquila, aqui é tão… Quentinho. E você não tem vergonha de mim, não é?

Ele a olhava de cima a baixo em um movimento bem descarado.

- Afinal não tem nada que eu não tenha visto…

Ele exibia novamente aquele sorriso que ela odiava.

Ué, não estamos jogando? Vai arregar?

Ele logo abria a porta e entrava no quarto, esperando ela entrar para fechar a porta.

Mal fechou a porta e já correu para o ar-condicionado, o ligando em nível deserto do Arizona.

Checou as janelas, se estavam fechadas, e mais do que depressa, apanhou toalhas e um roupão tão velho que parecia um guardanapo de papel, de tão fino.

- Como você tá quentinha, vou tomar banho primeiro…

Disse, ao passar por ela e piscar, lhe atirando a outra toalha.

Mas nossa… Como ele é esquecido, Diana!

Ele deixou a porta parcialmente aberta, sem notar que você poderia vê-lo enquanto ele tirava as roupas dentro do banheiro.

Deve ser o cansaço, sabe?

Ele deixa a gente assim… Esquecido.

Mas de qualquer modo ele ligava o chuveiro, o mais quente possível, assim como a minúscula banheira.

Era um milagre que aquilo ainda funcionasse.

Deveria ser da época que a vó de Zack era virgem.

E a velha era safadinha, ou seja… Faz teeeeempo.

Mas, com a porta aberta, ela podia ver ele de lado pra porta, tirando as botas e as meias, agachando-se para fazê-lo.

Em seguida abria a calça, e a descia pelo corpo, pisando nela para ajudar a se livrar do tecido pesado, que se aderia ao corpo molhado.

O corpo todo estava bem pálido devido ao frio. Sem contar os pelos ouriçados.

Por último, uma cueca boxer branca.

Finalmente, entrava no box e ligava o chuveiro o mais quente possível, enfiando-se embaixo d'água, saindo do seu campo de visão.

Desculpe o descuido!

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Sab 29 Ago 2015, 11:18

Diana após conseguir mandar um SMS para a irmã, e logo ver o celular perder sinal novamente, seguiu Zachy até o quarto, ela finalmente se juntou a ele, e desta vez o ar provocativo havia sumido. Mas Zachy parecia querer continuar aquela pequena....Batalha...Só pela forma como ele respondeu.
 
Os olhos azuis ficaram nele alguns instantes, enquanto ele dizia aquilo e fazia aquela pergunta. Sentiu os olhos dele, tocarem seu corpo em total descaramento, e abriu mais os olhos, enquanto sussurrou.
 
- Eu fiz uma tatuagem.....
 
Ah pronto.....Onde foi que ela fez Z.....?
 
A voz até ficou mais baixo, enquanto ela já parava em frente à porta do apartamento, e deixava o olhar se desviar de Z.
 
- Sempre tem algo que você ainda não tenha visto, Z...Mas....
 
O sorriso tomou de leve os lábios dela, enquanto ele já abria a porta do quarto....
 

- Acho que você não vai mais ver, afinal....não vamos abrir este livro de novo, que você tanto odeia, não é?....
 
A mão de Diana se apoiou espalmada a porta, enquanto os olhos voltaram a ele, o encarando, ela ficou alguns segundos em silencio, e finalmente passou por ele e seguiu pra dentro do quarto.
 
Mal ela pode pensar, Z já seguiu ao ar condicionado e o ligava no máximo. Diana apenas o seguiu com os olhos, apanhar aquelas toalhas e aquele roupão, que mais parecia um lençol velho, ele dizia aquela frase em total cinismo.
 
Ela nem sequer tinha tempo de responder, sentiu a toalha cair contra os braços e rosto, bagunçando um pouco o óculos, que ela odiava. Ele já havia os embaçado lá embaixo, e ela se segurou como pode.
 
- Zachary!
 
Ela dizia em tom de irritação, enquanto tirava a toalha nojenta de frente do rosto, e já pode ver o vulto dele passar pela porta do banheiro, que ficava meio aberta, dando a ela a visão.
 
E quem disse que ela não vai olhar. Os olhos azuis ficaram naquela brecha da porta, venho silhueta do rapaz, se livrar das roupas. O som do chuveiro era quase convidativo. E pouco a pouco, as peças iam ficando ao chão, e o corpo do rapaz ia se mostrando, mesmo que fosse por aquela brecha.
 
Zachary era um cara bonito. Não no padrão de beleza que muitos conheciam. Ele era diferente, e isto era extremamente atrativo nele, e a forma como o corpo estava ainda mais definido, era uma novidade que não a deixava desviar os olhos.
 
Diana somente piscou os olhos ao vê-lo somente com a peça boxer. E esta sim era uma visão atraente. Porque ajustava perfeitamente ao corpo, e escondia mostrando. Porque era colada então denotava as curvas.
 
Que ódio deste puto!
 
Ele faz de proposito, Diana sabe, mas o instinto trai a sua mente, seus pensamentos são deixados de lado, e todo que ela consegue fazer, é olhar...admirar.
 
E logo ele finalmente saia de sua visão, e entrava ao chuveiro. Diana suspirou fundo, e levou as mãos ao rosto, com a ponta dos dedos por baixo dos óculos, esfregando os mesmos.
 
Que merda está fazendo....
 
Virou as costas pro banheiro, e logo tocou o zíper da saia ensopada as costas. Assim como Z Diana também tinha o corpo todo molhado, os pelos lourinhos eriçados, e apesar de não demonstrar como ele, estava com frio, e o ar condicionado do quarto era um alivio. Por isto, ela somente deixou a peça escorrer do seu corpo, com alguma ajuda das pernas, pois estava colando a pele molhada. E logo estava somente com a camisola, que um pouco úmida não ficava totalmente solta ao corpo.
 
A jaqueta também caiu ao chão, e os fios molhados, ela colocou as costas, dando visão do colo, era difícil até tentar ordenar os pensamentos na cabeça, havia prometido a si mesma, que iria parar e pensar em tudo aquilo e descobrir o que estava deixando escapar.
 
Mas Zachary fazia da missão um desvio improprio. Ele estava provocando, desde que entrou naquele carro, desde que ele percebeu aquela pequena fraqueza dela, ele estava pressionando, provocando, e jogando.
 
Diana virou o rosto de lado, e de canto de olhos encarou a porta do banheiro, mordeu com força o lábio inferior, enquanto tirava as sapatilhas ensopadas dos pés, deixando-os livres, aquele carpete esquisito, deixou um dos pés subir de leve pela outra canela, quase em uma caricia.
 
- Foda-se....
 
Dizia isto, e logo virava o corpo, caminhando até o banheiro, que Zachary havia deixado a porta entreaberta.
 
Vamos brincar agora Zachy. Mas no meu playground....
 
Ele pode ouvir o som da porta se movendo, e logo Diana estava dentro do banheiro, os olhos foram a ele, e ela parecia até bem a vontade ali. Ela recostou a parede, deixando os braços caírem ao lado do corpo, um dos pés acomodaram-se a parede com a sola, deixando a coxa meio a mostra com a perna erguida e dobrada, e o corpo ficava meio recostada a parede, meio levemente inclinado, provocando, obvio.
 


Os cabelos caiam pelas costas, deixando o colo e as sardas bem visíveis. Ela tombou o rosto pro lado, deixando a armação no rosto tombar um pouco também , e finalmente falou.

 
- Você andou malhando?....
 
E ele pode sentir os olhos baixando pelo corpo dele. Ah você já fez isto hoje, não Z?....Então...é minha vez....
 
E eu não sei por quê...justo hoje...eu escolhi a camisola rosa, delicada, de babados a barra e ao decote, com lacinhos negros nas alças, este ar de menina ingênua que você adora...
 
Coincidência não?
 
E se ela cair no chão agora? Também sou descuidada....
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Dom 30 Ago 2015, 11:05

Mais uma vez… Zack jogou a isca e a Diana a pegou como esperado.

Afinal, era mais do que proposital ter deixado a porta.

E como ela mesmo bem sabia, desde que ele havia entrado no carro, estava provocando ela.

E afinal, qual era o intuito?

Por que aquela aproximação repentina, se ele sempre a tratava mal, desde que voltaram?

Ele estava embaixo da ducha. Pelo menos a água era quente e forte, e caía no corpo em uma espécie de massagem.

Os cabelos bagunçados e a pele finalmente voltando a ter uma tonalidade rosada, devido a temperatura alta da água.

Ele voltava o olhar pra Diana assim que ela entrava, já que estava de costas para a parede.

A olhava naquela lingerie, e era impossível não se lembrar de quando estavam juntos.

Em quando não existia o sobrenatural querendo matá-los.

Quando a ignorância era uma benção e ele achava que ela o amava.

Como ela, não se importou com seu olhar. Pelo contrário, pelo modo que a olhava, parecia bem à vontade ao receber aquele olhar de Diana.

Talvez até apreciasse ele.

Mas ele não respondia a pergunta dela.

Apenar a encarava, a olhando nos olhos.

Como ele não havia se dado ao trabalho de acender a luz do banheiro, a única iluminação era a do quarto, que iluminava parcialmente o banheiro, o deixando em penumbra.

Mas que permitira que se vissem com perfeição.

Por isso Diana podia ver ele abrindo o box lentamente. O movimento parecia até em câmera lenta.

E na mesma velocidade, estender a mão pra ela.

Não dizia uma palavra sequer.

Apenas estendia a mão e esperava.

Sem tirar os olhos dos dela.

Assim que ela lhe desse a mão, ele a puxava em direção do box. Quando a distância era mínima, se curvava, envolvendo a cintura dela com a outra mão, para erguê-la e trazê-la consigo, evitando assim a banheira, que ficava como um degrau para entrar no box.

Porém, mesmo dentro do banheiro, e agora embaixo da ducha, aquele braço não se soltava dela, mantendo aquele abraço colado.

O corpo dele, agora excessivamente quente, era um contraste gritante com o corpo gelado e frio dela.

A água estava excessivamente quente, e a princípio talvez até a incomodasse.

Ele anda não falava nada.

Apenas a olhava nos olhos, mantendo aquele abraço apertado, que aos poucos ia se afrouxando.

Com a mesma lentidão ele levava as mãos aos óculos dela, o retirando com cuidado, retirando das orelhas para em seguida abandonar o rosto.

Com o mesmo cuidado, o fechava e colocava na prateleira de shampoo ao lado.

Era estranho, ele tratava os óculos com um cuidado ímpar. Algo que nunca teve antes.

Como se fosse algo muito importante, não para ela, mas para ele.

Assim que ele se voltava para ela, depois de deixar os óculos ali, seus movimentos deixavam aquela lentidão.

A mão direita agarrava os cabelos dourados na base da nuca, e o braço a envolvia novamente.

Trazendo-a para mais perto, novamente naquele abraço que parecia querer contraria a física, e fazer com que dois corpos ocupassem um único espaço.

E finalmente os lábios buscavam os dela.

Não mais beijava o canto da boca ou a olhava.

Simplesmente a beijava.

Ela não sabia, mas era o mesmo beijo desesperado que ele havia dado no cadáver dela, em seu sonho.

Porque apesar de toda provocação, apesar de toda mágoa que existia… Ela tinha morrido nos braços dele hoje.

E isso não era algo que se esqueceria do dia pra noite.

Por isso a beijava com aquela sede.

Com aquele temor de perdê-la.

E não precisava de palavras para dizer isso, não é?

O modo que ele colava os lábios e que a língua dele buscava a dela resumiam bem isso.

Depois que aquilo acabasse, diria que a odiava e que tinha sido péssimo.
Talvez até a xingasse.

Mas por enquanto… Queria apenas afastar aquelas lembranças de horror de sua mente.

Fazer com que o pesadelo fosse algo minúsculo próximo da realidade.

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Dom 30 Ago 2015, 11:49

Alguns jogos são sempre perigosos. Não é novidade que no jogo do Amor a principal regra é nunca se apaixonar....
 
E é sempre esta que é quebrada. É engraçado....Algumas pessoas lutam para amar alguém, para encontrar alguém, para encontrar aquela felicidade idealizada em filmes, revistas, casais felizes em fotos perfeitas com efeitos no facebook.
 
Algumas pessoas parecem querer fugir disto, e brincar com os próprios instintos. Ou por estarem desiludidas, ou por terem sido o tipo de pessoa acima. Mas brincar naquele jogo....era tão excitante quanto ter seu primeiro beijo com a garota que sempre idealizou.
 
Era uma sensação que talvez alguns nunca em toda sua vida poderiam ter. Por isto Zachary deixava a porta aberta, como uma isca evidente. E Diana passava pela mesma, como uma tola que sucumbe a isca. E mesmo não tendo mais mentirosos, haviam dois iludidos. Mas desta vez não haveria desculpa de ingenuidade ou mentiras. Era clara a verdade, tanto quando tentadora.
 
Desde aquele momento no carro, o jogo havia verdadeiramente começado....Porque antes, eram apenas indícios, toques, esbarrões, provocações, sensações, cheiros....Apenas pequenos pedaços do que se tornaria aquela noite. Ele a havia provocado no carro, como nunca antes. E ela simplesmente não evitou, fechou os olhos e deixou-se levar por aquela mistura de sensações, pela ingenuidade que brotou nela diante dele, e que ela simplesmente achou nem existir.
 
E foi bom....
 
De um modo que ela não saberia explicar agora. Foi a sensação que Zachy sentia quando estava com ela, será que no fundo ele também não sempre soube, que de algum modo, ela o enganava?
 
Qual o intuito não é Z? Você a havia tentado distanciar todo aquele tempo, evitado seu perfume, evitado olha-la, e agora simplesmente tirava aquela barreira e se aproximava daquele modo tão intenso?
 
Não era somente o jogo....era tudo que eles haviam vivido naquele único dia...Algumas sensações falam por si só, talvez ver a pessoa que por mais que você odeie você acaba amando, morrer em seus braços, e depois ver que a vida te apresenta uma segunda chance para continuar odiando ela. Te de uma pequena ponte, para que ao menos durante algum tempo você possa ama-la de novo.
 
Quem poderia julgar vocês agora?
 
E ela entrou, e recostou a parede, o olhando daquele modo, mexendo o corpo levemente de um lado a outro, daquele jeito delicado. Porque Diana por mais desgraçada que fosse. Tinha aquele jeito....delicado, suave, aquele toque leve, aqueles movimentos tênues que deixavam qualquer um perdido. Era como ir ao céu e depois ver que esta a ao Inferno...
 
Mas a forma como ambos os lados se misturaram faziam quem olhava a menina, simplesmente se perder. E sim ela o olhou, o admirou, sem medo ou vergonha. Porque no fundo conhecia cada pedaço do corpo daquele rapaz. Mesmo que ele estivesse mais bonito, mais encorpado. Ainda era o mesmo. E ela conhecia, e por tal podia olhar, sem sentir qualquer tipo de vergonha, era como estar....em casa.
 
A forma como a pele dele voltou aquela tonalidade típica, apenas a fez abaixar um pouco o rosto, mas sem tirar os olhos dele, e logo leva uma mão ao rosto, ajeitando a armação que implicava em sempre cair mais a ponta do nariz.
 
E não demorou a sentir os olhos dele pelo corpo dela, naquela troca de admiração em silencio. Não precisam falar nada. Nem precisavam acender a luz, ou ver além das silhuetas, as curvas se formavam perfeitamente na penumbra, e eram instigantes.
 
Era impossível não voltar....Quando estavam sozinhos e de certo modo em paz, no apartamento de Zachary. E ele dizia que iria tomar um banho demorado de banheira, e Diana reclamava que faltavam algumas paginas para acabar algum livro que ela insistia em ler em um único dia, mas logo o som do chuveiro a chamava, e ela aparecia de mansinho ao banheiro, e riam sem preocupações quando ele sempre a puxava pra banheira, e ensopava outra camisola, que ela insistia em escolher a dedo. Talvez naquele tempo ela também acreditasse Zachary, ou fosse tão tola de se iludir como você. Nem todos falam sobre o que realmente sentiram. Nem todos são capazes como você foi e é...Externando a todo o momento o quanto ela te fez mal. Mas não agora, não é....
 
Aquela pergunta dela, foi exatamente na intenção de quebrar aquela ponte silenciosa que era construída diante deles, mas não teve qualquer tipo de efeito, as palavras se perderam em meio ao vapor que a agua quente dava ao banheiro.
 
O som do boxe se abrindo, apenas a fez erguer um pouco o rosto de leve, e ver que Zachy saia do mesmo, em poucos instantes a mão estava estendida diante dela. E os olhos voltaram-se a mesma, quase ao mesmo tempo em que a dela erguia-se lentamente, e repousava a dele, era bem menor que a dele, Diana era uma garota pequena, de traços delicados, mãos e pés pequenos, e isto era evidente quando estava diante de Z.
 
Assim que a mão tocou a dele, os olhos de D se ergueram e encontrar os dele, encarando-o por trás daquela lente. E os lábios se entreabriam, e assim ficava, porque de certo modo cada movimento deles naquela noite, os guiou aquele momento. Chegar nele, sentindo a forma como o banheiro ficava confortável com o vapor e a agua quente, e o cheiro do rapaz molhado lhe tomava as narinas, era algo que sucumbia e iam além de qualquer maldição. Não datava de 80 anos, mas tinha a intensidade de séculos. E eles não iam poder negar isto, não agora.
 
Por isto ela apenas o sentiu envolver mais firme sua mão, e logo o corpo foi puxado, ela desencostou da parede, e em pouco tempo, sentiu o braço firme em sua cintura, envolvendo-a ao passo que ele tinha que se curvar um pouco para toma-la. Ele passou pela banheira, e era um obstáculo quase intangível, já que ela apenas ficou com os olhos aos dele. A agua caiu macia pelos ombros, pelos cabelos, pelo corpo, deixando a camisola tomar a forma do mesmo, e quase se unir a este, mas nada fazia sentido que não fosse olha-lo.
 
Aos poucos o corpo começava a tomar o calor que sobrava no dele, acomodando-se, recostando ao dele, a mão ainda segurava a dele, enquanto a outra, tocou de leve seu ombro, e ficou ali. De certo modo, os lábios se moveram, como se ela fosse falar algo, mas ao sentir o abraço se soltar, e logo as mãos irem a sua armação, ela deixou os lábios se fecharem, deixando ele finalmente tirar os óculos dela. E não existia mais ninguém no mundo que ela deixaria fazer isto. Aquilo tinha um significado impar para Diana, e Zachy entendia bem isto, era a forma de provocar ela, e ao mesmo tempo de amansar.
 
Por isto ela deixou que ele o tirasse e o tratasse com o devido carinho, guardando-o a prateleira, porque de um modo insólito. Era um pedaço dela. E existem coisas entre a Terra e Diana, que poucos são capazes de entender, talvez só você Z....
 
Por isto ela não seguiu seu movimento de guarda-lo com aquele apreço, que tinha significado mutuo, ela mantinha ainda os olhos aos seus, mas foi apenas a menção do movimento menos lento, que fez a mão dela ao ombro de Z apertar de leve a região.
 
Ao passo que os fios eram tomados a nuca, ensopados ainda, caindo escorridos as costas e alguns ainda sobre o rosto, a outra mão voltou ao outro ombro de Z, apertando da mesma forma a região, e conforme ele a trouxe pra mais perto, pode sentir as mãos deslizando da base dos ombros, até seu pescoço, envolvendo a nuca dele, enquanto o corpo colava-se por completo ao dele, agora, e ela até erguia um pouco ele, ficando na ponta dos pés, enquanto os lábios finalmente se abriram para receber os dele, sem delongas, provocações.
 
Era só desejo, misturado ao medo, ao trauma....a tudo que haviam vivido naquele dia. Porque o som dos ossos de Zachy se quebrando no penhasco era um ruído que fazia o corpo todo dela arrepiar, e senti-lo antes de encontrar a própria morte, era apenas uma forma que o mundo tinha visto de tortura-la por tudo que ela fez pra ele.
 
E ela nunca soube o que realmente aconteceu com ele, enquanto destroçaram a alma dela naquele momento, mas a forma como a boca dele, buscava a dela em desespero, e o corpo dele, parecia querer se fundir ao dela naquele abraço. Dizia uma única coisa.
 
Ele também havia sentido. Não importa como, onde ou por que....Ele também havia sentido.
 
Talvez por isto, ele pode sentir a forma como as mãos puxavam os fios dele a nuca, e a língua procurava a dele avida, sugando, como se quisesse por um instante toma-lo todo pra si. Guarda-lo dentro de si mesma, era uma forma de nunca perdê-lo.
 
E não importa quando acabasse, ou o quanto poderiam se xingar depois. Por um momento tinham que se sentirem vivos. Por isto ele pode notar como ela suspirou com os lábios colados aos dele, buscando folego, buscando vida, e logo voltando a beija-lo, as mãos desceram da nuca as costas dele, e arranhavam de leve a região, apertaram ali, porque de algum modo insano, tinha que sentir ele por completo naquele abraço.
 
E talvez por um momento ela quisesse e pudesse chorar, deixar que aquela agonia que a dominou durante todo aquele dia, viesse a tona naquele momento, mas existia algo tão mais forte que qualquer fraqueza, que nem mesmo um livro poderia explicar.
 
Desejo....
 
Queria ele como nunca quis antes, e talvez como nunca quis algo na vida, por isto ele pode ouvir de modo abafado em meio aquele beijo, a confissão que indicava o fim do jogo.
 
- Eu quero tanto... Você....
 
A voz saiu baixa, abafada, em meio a uma Diana ofegante, tomada de desejo que vinha do passado, que aflorou no presente, o que importava...quando foi que você ouviu na sua vida ela te falar isto Z?
D e Z:
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Dom 30 Ago 2015, 23:00

Era incrível como o destino pode sobrepujar sua vontade sobre qualquer coisa.

Por mais que você pense que pode fugir dele. Que pode contrariá-lo.

Se a vontade dele for que você fala alguma coisa, você vai fazer, não importa o quanto lute.

Quando Diana voltou, Zachary teve vontade de surrar ela.

De fazer ela comer seus óculos e desaparecer.

Ainda hoje ele descobriu mais mentiras a seu respeito, como sua irmã.

Em suma, o que acontecia agora nunca deveria acontecer.

O Zachary, do começo do dia, gostaria de qualquer garota ali… Menos Diana.

Que fosse a birrenta de infantil Victorine, que parecia nunca ter visto um homem nu a sua frente.

Que chifrasse Aaron, e colocasse uma coleira em Valentina, dando vários tapas em sua bunda branca.

Quem sabe Faith, com seu jeito nipônico, para sentir-se em um hentai.

Ou Aileen, que era a mais provável, já que a Gossip dizia que ela era uma vadia.

Inferno, que estivesse sozinho, se masturbando ao ver um filme adulto!

Tudo… TUDO… Menos Diana.

Menos Diana que mentiu e o enganou por tanto tempo.

Que apenas o usou.

Mas essa não era a vontade do destino, era?

Não.

O destino o fez vivenciar o inferno na terra.

O fez sentir o quanto ainda se importava com ela.

E agora, ele não queria mais ninguém ali naquele box de motel barato, a não ser Diana.

Era ela que ele desejava, de um modo que fazia todo seu namoro com ela parecer um filme romântico adolescente.

O que sentia agora era completamente diferente.

Porque passava por cima de todas as mágoas e se traduzia em uma única palavra: Desejo.

A desejava tanto que perdia por completo sua capacidade de pensar.

Não o bastante, a entrega de Diana.

Seu modo submisso.

Aquilo era completamente inédito.

Porque o Zack de anos atrás era apenas jovem e inexperiente. E Diana o guiava como bem entendia.

Agora não.

Agora ele a dominava.

A provocava.

A fazia confessar em tom completamente entregue e submisso.

E aquilo o tirava de órbita.

Ter Diana entregue e submissa daquele modo era algo simplesmente único.

Por isso ele a segurava daquele modo firme e dominador.

Estava lhe dizendo que não era mais o garoto ingênuo que você fazia o que bem entendia.

Mas que te desejava tanto quanto.

Não, a desejava muito mais.

E isso se traduzia nas mãos que agarravam a delicada lingerie de cetim e a puxava com firmeza pelo corpo.

Nem se preocupava em joga lá pra fora do box, simplesmente a soltava no chão da banheira, deixando a peça afundar e ficar de testemunha.

O beijo que tinha se interrompido para que tirasse a peça, agora se voltava para o corpo. Lhe sugando o pescoço, ombros, peito, seios… Só beijá-la não era o suficiente. E isso se traduzia nas marcas que ele deixava em seu corpo.

Parecia querer devorá-la por completo.

E conforme o fazia, também se dedicava a retirar sua última peça de roupa, também a jogando pela banheira.

Finalmente não havia mais nada entre eles.

Mas apesar daqueles trejeitos dominantes, agora ele se continha um pouco.

Interrompia os beijos e as mãos que a agarravam e acariciava sem cessar, para procurar seus olhos.

Queria olhá-la fixamente.

Queria gravar cada segundo daquele momento. Cada respiração dela.
Cada nuance e gemido que escapasse por seus lábios.

Porque era daquele momento em que queria se lembrar.

Daquela noite, e não de tudo o que havia acontecido durante o dia.

Segurava o rosto dela, a olhando fixamente.

- Também te quero… Como nunca quis…Você é minha, Diana...

E era a mais pura verdade.

Agora não se tratava mais de provocação.

De meias palavras.

Era a verdade explicita em gestos e poucas, porém fortes, palavras.

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Seg 31 Ago 2015, 09:39

É Z...
 
Ao final nunca se tratou de qual dos dois teria o controle, mas sim até que momento vocês dois perderiam ele.
 
No final das contas, ninguém tem poder sobre o que realmente vai sentir, ou sobre o que realmente sente. Você pode mentir sim pra todo mundo, mas vai chegar um momento como aquele, que você vai se desarmar, se despir e se entregar.
 
E não existem vencedores, ou perdedores. Somente a sinceridade das bocas ofegantes em meio ao vapor do banheiro.
 
E era engraçado...Como o dia começou de um jeito e terminou de outro completamente diferente. Mas mesmo que você olhasse pra outras Z...No fundo você sabia, que toda vez que encarasse aquele mar azul traiçoeiro de Diana, você iria se perder de novo, você iria estremecer, e nada nem ninguém iria substituir isto.
 
E sim...você viu algo nela. Algo diferente do que estava acostumado, pela forma como ela ficou irritada ao te ver agir com a Garota Russa, pela forma como ela fez questão de te lembrar isto no carro a todo momento.
 
Ciumes...Provocação. Tudo isto fazia aquele desejo adormecido ou atrofiado, explodir agora. E não existia nada no mundo que pudessem desejar mais do que aquele momento. Aquele motel barato, aquele impedimento de seguir viagem, aquele água quente, naquele Box minúsculo, que os fazia ficar ainda mais unidos.
 
E não...não era como voltar ao passado e cometer os mesmos erros. Eram novos erros, novos beijos, toques, sussurros, porque não eram os mesmos. E nunca mais seriam.
 
Mas ainda eram D e Z...E parece que no final das contas, além de ser um contra o outro, era os dois contra o mundo.
 
Contra todas as probabilidades.
 
Nem que fosse só por uma noite.
 
Nem que fosse uma noite para ela ser dominada, e ele descobrir que poderia deseja-la ainda mais.
 
Por que se hoje eu te perguntasse Zachary.
 
- Você a ama?....
 
E você iria fazer aquela expressão de raiva, que só você é capaz. E eu te responderia.
 
- Claro que ama, como poderia odiar assim se não amasse....
 
Ela poderia ter despertado o seu pior, mas de certo modo. Isto te fez um homem único, capaz de tomar uma garota como ela daquele modo, e a fazer confessar que sim, que te desejava, que te queria naquele momento mais do que jamais quis outra coisa.
 
Você podia realmente invadir além de suas pernas, invadir sua alma, invadir seu coração. E toma-lo pra si. Foi este o homem que você se tornou.
 
Ela havia confessado aquilo, e os lábios ficavam entreabertos, próximos aos dele, ofegante, enquanto o corpo estava completamente colado ao dele, e naquele fino tecido, ele podia sentir cada centímetro dele, cada curva sinuosa, e também a pele quente em atrito a dele.
 
Ela deixou que ele tomasse a lingerie, e logo a mesma, saia do seu corpo, e ela pisava sobre a mesma, sem se preocupar com nada.
 
Ficava sim nua diante dele, como nunca antes, e sentir os toques ao corpo, de modo que a fazia gemer baixo a cada beijo, desde o pescoço, colo, seios, as marcas, que a fazia, se pressionar ainda mais ao corpo dele.
 
Mal sentia quando o corpo deixava a ultima peça, e finalmente estavam livres para pertencerem um ao outro. Se é que algum dia deixaram....
 
Os beijos paravam e os rosto novamente estavam unidos, os olhos estavam um ao outro, e as mãos de Diana subiam espalmadas das costas dele, a nuca dele, enquanto os lábios ainda estavam abertos, ofegantes, parecendo ainda mais carnudos devido as marcas vermelhas que Zachy deixara em sua boca.
 
Deixou que ele segurasse seu rosto, e os olhos baixaram a boca dele, como se pudesse deseja-la ainda mais do que antes, mas logo ergueu-se novamente aos dele, e as palavras vieram, tomando-a por completo.
 
“Você é minha, Diana...”
 
Era a mais pura e tentadora verdade...
 
A forma como o corpo roçava-se ao dele, e ambos pareciam não suportar mais, denotava isto, Diana então deixou o rosto aproximar-se mais do dele, até recostar de lado ao dele, aos poucos ele pode sentir, a respiração dela forte a seu pescoço, e a forma como o rosto virou-se e os lábios tocaram seu ouvido, a voz veio tão rouca, e a respiração estava tão ofegante, que tornou tudo ainda mais excitante.
 
- Então me pega pra você...
 
Ah sim, a forma ofegante com que ela ficava, denotava exatamente isto, me pegue, me roube, me tome, me dome, como você mesmo disse. Eu sou sua...
 
E se for só por esta noite....tudo bem...Vai ser um sonho que vale a pena se lembrar.
 

Porque ao final Zachy...você é a única história que ela não cansa de ler...
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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Zachary Mateschitz em Seg 31 Ago 2015, 10:00

Consequências?

Se aquilo seria só durante aquela noite, ou se mudaria algo?

Sinceramente ele não pensava.

Ou sequer se importava.

Apenas se concentrava naquele momento.

No agora.

E nada mais importava.

Se esquecia do que o tinha levado até ali.

Do perigo que Valentina corria.

Sequer imaginava que Aaron, Vickie e tantos outros tentavam contatá-lo, com medo do desconhecido.

O mundo que explodisse.

Só Diana importava.

Só existia ela.

Como há anos, a história se repetia… Ainda que em ritmo completamente diverso.

Pois assim que ouvia aquela voz rouca contra seu ouvido, mais uma vez seus pensamentos desapareciam.

E só havia instinto.

Instinto guiado por aquele desejo enlouquecedor.

Ele a abraçava mais forte, com as mãos envolvendo o começo das coxas.

A pequena Diana ganhava mais altura.

Sentia a água quente com ainda mais intensidade contra o corpo, já que ele a erguia e a colava contra a parede.

A erguia daquele modo porque apenas te ouvir não era o bastante.

Como já afirmado, ele queria ver cada reação em seu rosto.

Cada expressão.

Saborear cada gemido e suspiro.


Por isso só quando a apoiou contra a parede, e seus olhos fixou-se ao seu rosto, é que finalmente seus corpos se tornaram um só.

Em um encaixe perfeito, como se tivessem nascido para se tornarem um.

Seu modo de se mover, a princípio carinhoso, tornava-se mais intenso e agressivo, porque seu combustível era as reações dela.

Era Diana que o impulsionava a mover-se mais. A dominá-la mais.

A lutar para que aquele momento não acabasse nunca.

Não se importava com o horário.

Com as paredes finas.

Com o que os outros hóspedes pudessem ouvi-los.

Mais uma vez, que se dane o mundo!

Só ela importava.

Só o prazer que ele lhe dava o fazia bem.

Porque agora ele a pegava para si.

Por quanto tempo? No relacionamento, era difícil dizer.

Porque aquilo não se tratava de reatar um namoro.

De firmar um compromisso ou mudar o status no Facebook.

Ele a tomava para si de outro modo.

Domava seu coração mascarado, não batendo a porta, mas o invadindo com um chute para arrombá-la.

Marcava território em sua alma, a marcando para que ninguém mais pudesse ocupar seu espaço.

Por mais que o desejo fosse enlouquecedor, não se resumia apenas a sexo.

E o constante olhar fixo aos dela deixava isso mais do que claro, independente da dança perfeita que o corpo dela fazia.

Os olhos dele não deixavam os dela.

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Re: A caminho do Desconhecido - Z e D

Mensagem  Diana Grayssom em Seg 31 Ago 2015, 10:24

Nem tinha tempo para pensar em consequência alguma. Não importava o dia de amanhã, se é que iriam estar vivos amanhã. A dor, o medo, a perda, agem de forma diferente nas pessoas. Por mais que estivessem se beijando, tomados por um desejo insano, a forma como as mãos apertavam e marcavam a pele, como os corpos se apertavam, e batiam contra a parede, boxe do banheiro pequeno. Denotava o medo. O desespero em pensar naquele momento de perda que havia mexido com eles de um modo único.
 
Podiam sim ter escondido aquilo, ter simplesmente ido atrás de pistas, dando as costas a toda aquela agonia, engolido as lagrimas, e ter seguido em frente para ajudar quem precisava. De certa forma, eram até altruístas, não importava o motivo.
 
Mas agora nada disto existia, medo, perigo, ou pessoas que precisavam deles, nada além daquele momento podia existir, e me desculpem se soa egoísta.
 
Mas Diana só queria tê-lo dentro de si e que o mundo todo se explodisse em consequências, mistérios e o que quer que fosse.
 
Valentina, Aaron, Vickie...me desculpem, mas vocês não cabem mais naquele momento. Mesmo que o celular pudesse ter sinal, eles não estavam naquela sintonia mais, e nem naquele mundo. Nada poderia tira-los de si mesmos.
 
E ouvi-lo dizer aquilo, só enchia seu corpo com ainda mais calor, só fazia vir mais desejo, a voz rouca dele era capaz de fazê-la gemer, ela então deixava o rosto se aproximar, e os lábios irem a seu ouvido, dizendo para ele lhe roubar.
 
E era o que precisava, era a gota de água para não existir mais nada que pudesse impedir o momento, ela sentiu ele lhe envolver de modo mais forte, e não podia evitar de gostar da sensação dos braços fortes a tomando, a erguendo, a manipulando, por isto ele podia sentir as mãos dela tomando os músculos, e sentindo-os. Ela gostava.
 
Ele a erguia e a tomava sem delongas, enquanto as costas se pressionava a parede, e uma das mãos batia com força ao vidro, deixando os dedos se marcarem ali, os cabelos colavam-se a parede, o rosto ficava mais erguido, e a água caia nele, deslizando em cada detalhes com perfeição, a ponta do nariz empinado, o queixo, os lábios que ficavam abertos e se tornavam um atrativo a parte, ele podia ter toda a visão dela se entregando ao momento.


Mas em nenhum momento os olhos saiam deles, o braço livre envolvia o pescoço dele, e os rosto ficavam muito próximos, com os olhos se encarando. Porque no fundo...Estavam se lendo....
 
Estavam o tempo todo trocando confissões naquele silencio, e aquele mar azul tão traiçoeiro, não parecia mais tão perigoso, ao contrário, era uma sensação única se aventurar nele, e ele estava ali somente pra você Z.
 
O carinho, o jeito, tornou-se ritmo, porque a forma como ela o apertava contra si, e as mãos arranhavam suas costas, e as pernas o pressionavam, pedia mais, e isto os levava a agressividade, que quase fazia vir o boxe abaixo. O mesmo tremia a cada movimento, e eles se marcavam, se arranhavam, se mordiam.
 
E foram tomados até que não existia mais forças, e o tempo havia parado, porque tinha perdido a importância. Não importava títulos ou certezas. Não precisavam provar nada pra ninguém.
 
O corpo contorceu nos braços dele, e ele libertou-se em puro prazer, cada gesto, cada movimento, podia ser memorizado por Z. E nem sequer era possível saber quanto tempo havia se passado.

Ao final, o corpo encolheu-se e logo demonstro cansaço aos braços de Z, e a cabeça deitou-se a seu ombro, ele pode sentir a pele e os cabelos tocando ele ali, buscando conforto, enquanto os braços envolviam o pescoço dele, de modo ainda levemente apertado, querendo te-lo perto, deixando a ponta dos dedos, acariciar seu pescoço, quase distraída. O delicado corpo se encolhia ali, buscando alento. Os pequenos pés ficavam um sobre o outro, com as pernas envolvidas ainda a cintura dele, o corpo nu, tomado por ele. Não queria sair dali, nunca mais...era um fato....que a realidade não chegasse, e a madrugada fosse eterna.

 O corpo branco estava marcado, as costas, os braços, a boca, e nunca esteve tão bonito, com a água ainda escorrendo por ele, e o jeito com que Diana buscava manter-se encaixado em Z, demonstrou que ele estava certo....Ninguém mais podia ocupar aquele espaço. Ele podia tomar seu coração agora, do mesmo modo que tomou seu corpo, e ambos estavam em calmaria, ele podia ouvir o mesmo batendo colado ao corpo dele, e a forma como o suspiro demonstrava que não existia outro lugar no mundo que ela pudesse querer estar. Os olhos se fecharam, e ela entregou-se novamente.

Não ao desejo, mas a proteção. Podia mesmo abandonar todas as defesas, e se apegar aquele momento, se apegar a Zachy, e saber que naquele momento. Ele a protegeria, ela não teria o que temer, e todo o modo e desespero, havia ficado para trás, naquele boxe, dissolvido em meio a água e prazer.
 
Talvez o quarto não parecesse tão pequeno ou inóspito agora, o cheiro não fosse desagradável, e por mais que fosse um Motel barato no meio da estrada.
 
Existia melhor lugar no mundo para ela do com você Z?...estava em casa...Podia descansar.
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