O chamado...

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O chamado...

Mensagem  Duxhill H.U. em Sab 12 Set 2015, 14:53

Diana ficou em silencio. Porque no fundo ela sabia que eles não tinham qualquer escolha. Mesmo que fosse Valentina a ser sacrificada, o ciclo continuaria a existir, pessoas continuariam a ser sacrificadas. Como eles conseguiriam conviver com isto? Não se tornariam....”Malfoys”?...Fingindo, sobrevivendo, coexistindo, nunca mais teriam paz. Muito mais do que a vida deles estava em jogo naquele momento.
 
A alma deles estava. E aquele caminho não tinha mais volta. Era quando Lucas dizia que não teriam sacrifícios, D ergueu o rosto e encarou Z alguns instantes, a forma como ela deixou os lábios entreabertos e depois sacudiu a cabeça em negativo, deixava claro, que aquela esperançosa frase de Lucas. Não existia naquele mundo.
 
Falavam sobre vudu. E Diana apenas completava a falar de Aaron.
 
- Sr Mark deve ter sido escolhida exatamente pela influencia de diversos tipos de religiões, inclusive as não usuais, e as mais perigosas. De que modo uma Igreja poderia abrigar o mal, se ela não fosse feita de parte dele?
 
O olhar dela ficou-se em Aaron de modo sério, e era como se ela perguntasse ao rapaz: Você tem noção de como vai ser entrar nesta Igreja, o que ela abriga, e o que ela significa?
 
E então Vickie falava com ela, o olhar azulado da menina repousou na irmã de Valentina, e logo ela citava algo que Lyssa falava.
 

- Pessoas que não ocupam lugar definido na história de 10 anos atrás, mas que podem se tornar importantes neste momento, elas não vieram do passado, mas podem ser capazes de mudar o futuro. É como...um paradigma, de tanto que mexem na história, no tempo, e do modo como alguns acontecimentos foram impedidos, estas anomalias começam a se tornar mais poderosas diante do que já estava predestinado. São capazes de mudar o jogo, de trocar as cartas....
 
E ela perguntava se ela concordava, Diana quase chegou a sorrir, e então ela murmurou.
 

- Eu concordo sim, que as anomalias podem mudar algo, podem nos dar esperança. Mas mudar as coisas desta forma, vai causar consequências, e vai abrir buracos, que ninguém mais neste mundo vai conseguir fechar...É o preço que estamos dispostos a pagar neste momento....
 
A menina falava que somente os nomes dos homens apareciam na pedra, e ela dizia dos rapazes não chegarem a entrar na Igreja. Era uma ideia...Mas obviamente os rapazes não iriam aceitar.
 

- Não quero te desanimar....mas depois que cruzarmos aquela linha...as vontades vão mudar....Então apenas tomem cuidado...E busquem dentro de vocês, algo bom...foquem nisto, e lutem....
 
Após estas falar, a viagem toda, todos ficaram calados, afinal...no fundo...Eles sabiam para o que estavam caminhando, o perigo que estavam correndo. Mas após algumas horas, e a noite dar sinal de sua vinda, o frio se amplificar. E espero que Aaron tenha uma blusa ou jaqueta a mais pra Z, já que a jaqueta dele está com D, e está frio lá fora, acreditem.
 
O carro parava em frente a Igreja...Dava para ver a forma como o gelo tomava a vegetação, o telhado da Igreja, e certamente havia algum lago congelado por lá também. Afinal estamos em Patheshire. Mas este lado da cidade é completamente abandonado, só tem vocês lá queridos. Lendas Urbanas.
 
E todas...todas as palavras de Diana, pareciam nem se comparar....a Ve-la.
 
St Mark:
 
A neblina encobria a mesma, e a forma como se podia olhar pra ela, era como ter a sensação que ela se movia, como se vocês não conseguissem focar a imagem.
 
O grupo descia do carro, e os olhos de Diana apenas abriam-se mais encarando aquilo. A forma como a neblina envolvia a Igreja, e o vento sacudia a vegetação em volta dela, e algo ali parecia assobiar o tempo todo.
 
Os lábios de Diana chegaram a tremer. Mas uma coisa é você ler sobre tudo aquilo, você sentir aquela energia estranha tocando de leve sua pele, deslizando pela sua alma, e tentando te envolver....
 
Outra é estar diante dela, a forma como vultos pareciam estar em volta da Igreja, e depois desapareciam, ou a sensação de que tudo ali estava errado, o mal estar. A vontade de chorar, que fazia os olhos azuis cintilarem e lacrimejarem.
 
Dizem que o mal não tem lar, mas se eu pudesse apontar algum provável. Ali seria a colônia de férias dele. Porque algo muito podre mora ali, diferente de ver TV e saber que pessoas matam pessoas, cortam e enterram. É saber que existe prazer nisto, prazer no sofrimento, e a forma como a cruz torta ali em cima demonstrava isto. Era aterrorizante.
 
Mas era só percorrer aquele caminho em meio ao mato, e entrar lá queridos. Afinal...Aaron, Zachy, Luke e Troy. Você se sentem completamente atraídos por aquele lugar, diferente de Diana e Vickie que deve ter uma reação parecida a Diana. Aquele lugar parece confortável, bom, prazeiroso. As portas estão sempre abertas pra vocês.
 
Porta:

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Re: O chamado...

Mensagem  Zachary Mateschitz em Dom 13 Set 2015, 09:43

Sim, aparentemente, não havia saídas.

Aparentemente.

Eu vou encontrar um modo, não importa que você não esteja vendo, D.

Por isso, não adianta me olhar assim por conta do positivismo de Luke… Eu vou dar um jeito de que as palavras dele sejam verdadeiras.

Ainda que ele seja um otário.

Por fim, focou-se na explicação que Aaron, Vickie e Diana davam.

Zack pensava em tudo o que eles diziam, e finalmente quando estavam reunidos com Troy, antes de entrar na igreja, ele falava.

Ele abraçava o próprio corpo, deixando as mãos cobrirem o máximo possível de sua pele.

Era possível ver a pele, já ligeiramente branca, assumindo uma nuance pálida. Os pequenos pelos do corpo todos eriçados, deixando os poros visíveis aos olhos.

- Desculpa, mas não acho que simplesmente mandar vocês duas vá mudar algo. Primeiro, não estamos lidando com o sobrenatural pura e simplesmente… Ao passar pela aquela porta, o que impede que um deles coloque a arma na cabeça de vocês, e nos force a fazer o que eles quiserem? - Ele olhava fixamente para Diana. Falava com dificuldade, já que o queixo batia em um compasso acelerado, chocando dente contra dente. Mas ainda assim, a voz dele soava firme e bem clara - Segundo – Ele voltava o olhar a russa, pela primeira vez, diretamente, depois da briga no hospital - … Victorine, você sabe bem porque vou dizer isso… Você tem facilidade em lidar com o outro lado. Ainda que diga que só viu um dos lados, quer entrar sozinha em um lugar impregnado pela maldade? Vai ser como sair de uma banheira aquecida com seu namorado, para mergulhar em um poço de piche fervente com o demônio querendo te estuprar… Não parece muito inteligente se olharmos por esse ângulo, não acha? - O tom dele não era agressivo, tão pouco visava fazer com que ela se sentisse mal. Queria apenas deixar claro o quão insano aquilo soava a seus ouvidos. Independentemente de você ser uma adolescente mimada e birrenta, você fazia parte do grupo, era importante - E eu quero o seu colar. Vou te devolver assim que isso acabar, prometo… Mas… Se vamos enganá-los ou tentar mudar o rumo das coisas… Deve ser com as peças que temos em mãos, e não colocando nossas vidas em perigo maior do que já corremos até agora ou mesmo o risco que corremos por simplesmente estar aqui. Por isso, eu acredito mesmo que esse seu colar tenha algo relacionado a isso tudo… Não existem coincidências. Por favor, confie em mim... Se eu estiver errado, bom ele só vai passar alguns minutos no meu pescoço. Você se importa? - Ele estendia a mão, esperando pelo colar.

Se ela iria atendê-lo ou não, não importava. Caso ela entregasse, ele agradeceria.

Caso não entregasse, simplesmente faria um movimento negativo com a cabeça e continuaria falando com os demais.

Ao menos ele tentaria mudar o óbvio.

- Enfim, não vou deixá-las entrar sozinhas lá… E não acho que ninguém deva entrar sozinho – O olhar se voltava a todos agora, um a um, conforme ele ia falando - Como Diana disse, precisamos nos focar no que nos motiva… No que nos trouxe até aqui. O amor que sentimos um pelo outro. A amizade que sentimos um pelo outro. Não pensem no próprio umbigo. Juntos somos mais fortes… Não importa o que aconteça lá dentro… Precisamos ficar juntos e ajudar uns aos outros. Só isso fará a diferença. Só isso poderá nos fazer mudar essa história… Salvar Valentina e acabar com essa merda toda… Sem sacrifícios – Ele olhava para Luke por alguns segundos, e em seguida para Diana - Ninguém fica para trás. Caso alguém pense de outro modo, por favor… Fique de fora. Quero estar lá dentro do lado de pessoas em que posso confiar minha vida, e não que vá colocar a corda no meu pescoço na primeira dor de barriga. Estão todos comigo? - Ele olhava um a um, esperando que concordassem.

E caso todos estivessem dispostos, finalmente iria em direção a maldita igreja.

Antes de entrar, fazia um sinal da cruz…

Quando era criança, era católico.

E quando cresceu, se tornou ateu.

Mas bem… Nessas horas, toda ajuda conta, certo?

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Dom 13 Set 2015, 22:47

Victorine olhou com bastante atenção para Diana. Ela estava despida de qualquer arrogância ou egoísmo que pode ter passado inicialmente. Ela não guardava rancores. Tinha ficado sim bastante chateada no inicio por conta da forma imperativa como Zachary havia falado com ela. E porque ela não havia omitido nenhuma matéria que fora revelada a ela.

Apenas a fonte. E ainda assim foi uma omissão parcial, por assim dizer.

Agora, no entanto, ela olhava pensando no coletivo. Não era apenas o terrível Zachary, era mais um membro do grupo que estava tentando resolver aquela situação toda. E quando Zachy não agia como um babaca, ele era super legal.

Sem rancores.

Voltando...

Vickie ouviu as informações de Diana e tentou absorvê-las. Para tal, a russa precisava ficar quieta e pensar. Ela não tinha um raciocínio logico avançado. Sua mente funcionava mais de modo intuitivo.

Encolheu-se um pouco, levando a mão até o colar e engolindo em seco.

Olhou novamente para Lucas, observando o perfil dele.

Apesar de tudo, ela não achava que ele tinha falado aquilo em vão. Não queria que houvesse nenhum sacrifício ali.

Ela forçou um pequenino sorriso para ele, parecido com o que ela dera quando agradeceu pelas malas. Aquele tipo de sorriso tímido que quebrava um momento desconfortável, de clima pesado. Virou a cabeça para o outro lado.

Anomalias...

Quantas anomalias existiriam dessa vez?

A mente dela continuava produzindo enquanto o caminho se fez de forma bastante silenciosa.

Até que eles chegaram até St. Mark, em Patheshire.

Se Victorine tinha achado uma ideia interessante Diana e ela entrarem naquela igreja, a ideia evaporou no instante que ela viu aquele lugar.


- Vocês também estão sentindo isso...?

Perguntou com a voz meio embargada e os olhos marejados. Era como os dementadores de Harry Potter! Sua felicidade e vitalidade estavam sendo sugadas e sendo substituídas por medo, angustia, terror.

Engoliu em seco e olhou para Zachary.

Por que ele não estava com o mesmo medo que ela estava vendo nos olhos de Diana? Mesmo cheia de casaco, ela tremeu um pouco.

Principalmente quando ele falou de seu colar.

Por que...?

Justamente no momento mais escuro, ela ficaria sem sua principal “proteção”.

- Antes...

Ela pigarreou com os olhos marejados.

- Deixe-me explicar... – Olhou par ao grupo. – Eu realmente, REALMENTE... – Ela enfatizou bem, olhando para Zachary. – Não sei que tipo de relação o meu colar tem com essa história. A Valie me deu depois que eu saí do coma...

Você pesquisou sobre a vida dela, Z. Sabia que Vickie tinha ficado em coma por cerca de 6 meses.

- Ele tem sido minha proteção e eu nunca, nunca o tirei. Mas...

Levou as mãos até o colar e o olhou. Na verdade, a única vez que ela tinha tirado o colar, tinha sido na visita à Barbara, pelo vidro. Era a segunda vez que ela olhava para a peça fora de seu pescoço. Abaixou e o olhou para Zachary.

Uma lágrima escorreu. O nariz estava mais vermelho por conta do frio.

- Se você acha que pode ajudar...

Entregou o colar na mão dele. E, mais do que isso, também deu seu cachecol para ele. Aaron não tinha levado casaco extra, nem tinha pensado nisso. Como o sobretudo de Vickie não caberia em Zachary, o cachecol devia ser de qualquer valia.

Afastou-se um pouco dele de novo, ouvindo o discurso final.

Era quase que um motivacional.

Vickie secou as lágrimas e respirou fundo.

Fechou os olhos, tombando um pouco a cabeça.

Tinha que pensar em coisas boas...

Coisas felizes...

Amigos...

Familia...

Patinar no gelo.

Arregalou os olhos quando pensou nisso e olhou ao redor.


O coração dela falhou uma batida, mas agora eles só podiam seguir em frente.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Dom 13 Set 2015, 22:58

Em meio a todas aquelas vozes e opiniões, ele permanecia em silêncio.

Porque as respostas, as explicações eram necessárias para esclarecem o que estava acontecendo, e como poderiam impedir aquilo. Logo saberia mais detalhes a respeito dos eventos de 10 anos atrás das possibilidades que tinham diante deles e o que deveria ser feito...Mas as opções permaneciam sendo péssimas, como se cada uma delas fosse a escolha errada.

Como se ja tivessem decidido por eles.

Ou pior, a escolha fosse indiferente.

Estivessem apenas sendo guiados ao lugar onde tudo iria acabar.

De uma forma ou de outra.

- Você concordaria se fosse o contrário? - Era retórico, sequer esperava uma resposta ao comentário de Vic. Em especial porque SABIA qual seria a resposta. Zack reforçava o ponto que ele ilustraria se falasse mias..Ok, talvez de maneira não tão clara. Entretanto, aquilo que Diana falava realmente parecia algo novo. "Anomalias". Não havia pensado daquela forma mas era uma forma interessante de analisar a questão daqueles que talvez "não tivessem sem local", e exatamente por este fato se tornavam tão importantes.

E não o contrário.

Preços e consequências. Era a frase mais dita ao longo do dia.

E mais uma vez, até agora não tinha escutado nenhum cenário aceitável.

Se é que existia uma opção que levasse a um cenário assim.

Logo estavam no local acertado, e Lucas parava o carro logo saindo do veículo e mantendo a porta aberta. Porque era quase que hipnótico aquela...Presença. Poderia um lugar emanar uma presença tão forte? Mesmo sem saber ou sem olhar para os colegas era como se soubesse que eles estavam sentindo o mesmo. Realmente estavam sendo guiados a entrar ali...Victorine questionava a respeito daquilo mas ele não respondia.

Seria a sensação a mesma para as garotas também? O que aconteceria a seguir?

A explicação sobre o colar desviou a atenção dele. Ao menos de certa forma ja que entre olhares para a a garota e Zack ele acabava ainda quase que de maneira involuntária levando os olhos na direção daquele lugar. Que parecia quase que hipnótico e mais forte do que qualquer outra coisa.

Olhava ao redor para ver se eles estavam dispostos a aquilo, e percebia Zack fazendo o sinal da cruz. Ele concordava como Zack em um sinal de "vamos". Independente de que Lucas em outras ocasiões ja ter deixado claro que acreditar em "alguma coisa" era importante, não era exatamente uma pessoa religiosa naquele sentido. Sua fé e sua crença, funcionava para ele. O que realmente importava.

- Talvez eu tenha julgado você errado... - Comentava olhando na direção de Zack depois daquele discurso. Era a forma dele dizer que estava enganado, que talvez não deveria ter agido daquela forma e que realmente quando ele não agia como um babaca, ATÉ que era um cara legal. Afinal Lucas também acredita Zach, sequer considera uma "opção". Se trata de tirar todos dali. Todos.

Mas falamos nisso depois.

Em frente...

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Dom 13 Set 2015, 23:27

- Anomalias...

Aaron ponderou.

- E esperança. Já é a segunda vez que escuto sobre isso hoje. O Forrest falou que a “esperança é a ultima que morre”. Um ditado idiota, mas...agora que você está falando em anomalias...

Olhou para Diana e Victorine.

- Nem pensem em entrar naquela igreja sozinhas...Vamos todos juntos.

E a viagem seguiu, silenciosa como todos já sabiam.

Aaron não tinha um casaco extra para Zachary, infelizmente. Ele nem tinha passado em casa para pegar suas coisas e aquele carro não era dele.

Apesar do clima esquisito naquele lugar, Aaron se sentiu bem por finalmente sair do carro.

E a verdade era que...

Aquele lugar não o assustava.

Era quase como estar de volta à sua casa.

Aaron ficou hipnotizado por aquele lugar, ansioso por desvendar seus mistérios. Seus mistérios que, em seu intimo, ele já conhecia. Afinal, era um reencontro.

Felizmente Zachary atraiu a atenção deles e o rapaz conseguiu desviar o olhar da igreja.

Observou a interação entre ele e Victorine e franziu um pouco mais a sobrancelha. Ouviu o discurso motivacional de seu amigo e tentou encontrar um ponto de equilíbrio novamente.

Por que ele estava ali?

Por que ele precisava ser mais forte do que aquele desejo psicopata?

Porque precisavam resgatar Valentina e encerrar aquele ciclo de maldade, ANTES que ele fosse efetivamente iniciado. Antes que Valentina precisasse se sacrificar.


Sem sacrifícios.

Todos juntos.

Pensava, realmente, no quanto gostava e amava seus amigos. E no quanto desejava reencontrar Valentina de novo.

Isso por si só já era mais poderoso do que qualquer maldição

Só não sabia se era mais resistente...

Precisava ser.


Não podiam falhar logo agora.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Seg 14 Set 2015, 14:02

Depois do MUITO que Troy havia pensado, o garoto decidiu que não falaria absolutamente nada. Ele estacionou a motoca um pouco mais atrás de onde o pessoal parou o carro e tirou o capacete lentamente, desligou a moto lentamente, desceu dela lentamente... fez tudo lentamente. COmo um prisioneiro no corredor da morte que anda devagar achando que aquilo o daria mais tempo de vida... mas não dava.

Desceu da moto e já viu ali na frente daquela igreja macabra os amigos conversando. Era quase uma conversa entre eles. Eles olhavam uns para os outros, falavam uns com os outros... mas nunca com Troy. Era como se ele fosse um fantasma, um espírito que não estava ali. Pior! Era como se ele fosse incapaz de fazer a diferença.

Por diversas vezes Troy pensou "O que diabos eu tô fazendo aqui"? Do tipo... ele estava longe de ser heróico como os outros. Ele não entendia nada do sobrenatural. Ele não tinha quase ligação nenhuma com tudo aquilo! Ele ponderava se era apenas um peão na mão do pessoal, ou se ele tinha real importância para todo aquele caso. Zach falava sobre entrarem juntos e pediu o cordão da Vickie... Troy se perguntava porquê? Aquele cordão era algum tipo de proteção e Zach estava com a fala mansa para conseguir a proteção para si? Ou o cara tinha realmente boas intenções e tava querendo apenas ajudar? Zachy sempre foi um cara difícil de se ver...

Troy ouviu tudo que os outros disseram, mas ficou calado. Porque normalmente quando abria a boca era para falar alguma besteira. E aquele não era um momento para nenhum tipo de besteira.

Ele abriu o celular e olhou a foto de Faith mais uma vez... a foto que ele ficou encarando enquanto estava dormindo. Aquilo fez ele tomar uma boa dose de esperança e espantar um pouco do medo ali. Esse era o momento para que pensassem coisas boas, não era? Era o momento em que deveriam se imbuir de energia positiva, certo? Então, sem olhar para ninguém, ele falou em tom baixo, mas audível.

Troy: Eu... eu sou virgem. Eu nunca confessei isso abertamente pra ninguém, mas eu sequer tive uma namorada. Agora eu tô conhecendo essa garota... Faith e... e ela parece ser muito bacana. Diferente das outras que eu conheci. Acho que pode ser... sei lá... que role algo.

Continuou com um ar meio melancólico.

Troy: Meus pais são muito pobres e eu... eu aprendi a roubar bancos por computador pra poder dar a condição de vida que eles merecem... mas eu fui pego e tô em Dux como parte da minha pena. Eu nunca tive um cachorro... eu não sei dirigir... eu soube que existem cirurgias pra curar asma e eu queria ter dinheiro no futuro pra conseguir ter uma vida normal...

Engoliu o choro. Não iria chorar na frente dos outros, mas estava prestes.

Troy: Mas principalmente... eu nunca tive amigos. Amigos de verdade. As primeiras pessoas que me trataram como um ser humano foram alguns aqui de Dux, como Jeff, Loulou, Nate, você Luke, você Aaron... e Faith. São tantas coisas que eu preciso fazer... que eu quero fazer que...

Olhou para os amigos finalmente.

Troy: Eu não posso morrer agora... tem muita coisa pra eu fazer na minha vida ainda. Também não posso deixar que nenhum de vocês morra. Podem contar comigo... pro que precisar. Só quero mesmo é que isso tudo acabe e... e que voltemos todos juntos e bem, pro fim desse pesadelo.

Era isso. Ele estava junto com vocês.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Seg 14 Set 2015, 15:05

[ADENDO]

"Sem sacrifícios."

Quando foi que a meia duzia de frases de Lucas começaram a virar bordões?

Se tratava de um princípio claro: Todos envolvidos ao longo daquela história, independente de quem fossem, conhecidos ou não eram vidas em jogo. Não importava quem fosse, o pensamento básico é que a vida de ninguém era mais ou menos importante. Conforme ja havia comentado anteriormente com Zack ao tira-lo do carro, "ninguém fica para trás". Da mesma forma, havia dito para Victorine a questão que tudo que poderiam fazer era impedir que aquilo voltasse a acontecer.

Sem mais mortes.

Alguns estavam mais confiantes, alguns mais assustados.

Mais uma vez, nada fora do normal.

Luke entretanto...Apenas sentia vontade de entrar naquele lugar. E mais nada.

Victorine parecia preocupada...Bem, ela SEMPRE parecia preocupada. Se alguém se preocupava mais com os demais do que o próprio Lucas, era ela. Apesar de ser mais sentimental e ele um pouco mais....Pratico. Troy parecia estar encarando o local da mesma forma, refletindo e com uma expressão bastante preocupada. Ao mesmo tempo que ele e ela estavam incertos e com um receio talvez maior em comparação aos demais.

Se alguém como ZACK conseguia falar palavras de incentivo... - Talvez devesse levar o capacete, funcionou bem com Aaron.

Falolu em tom baixo para Victorine. Convenhamos, se aquilo não deu SORTE para Aaron, realmente não sabia mais o que havia sido. Voltava-se para Troy ao ouvir a voz do rapaz e...

Bom.

Acho que todos tinham parado por um instante.

Era impossível não fazer depois daquela tempestade de informação.

Poderia culpa-lo?

- Não sei do que esta falando. - Comentava com Troy antes de se virar para frente, voltando a caminhar - Somos amigos Troy...

Ao menos ali conseguia bem "colocar para fora".

Não era uma habilidade ruim afinal.

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Re: O chamado...

Mensagem  Diana Grayssom em Seg 14 Set 2015, 15:19

Os olhos azuis de D ficaram sobre Zachy, no fundo ela sabia o que ele pensava, exatamente como ele também sabia como ela pensava.
 
Eram opostos. Zachy sempre ia achar que existia uma saída e que poderiam sair daquela Igreja sem alguém ter que se sacrificar em prol do grupo. Diana não era uma garota positiva. Vamos dizer que ela era realista.
 
Apesar da boa vontade, o coração inflamado em bondade que Zachy tinha....Ele não conhecia o mal....
 
Diana piscou lentamente, e pensando profundamente. Nenhum deles ai conhecia a maldade, o mal, a escuridão...
 
Eram pessoas boas, alguns talvez com uma vida melhor, mas todos com um bom coração, todos tomados da mesma esperança que fazia eles acreditarem que podiam ir contra 80 anos de pura e irrestrita...
Maldade.
 
Diana conhecia o mal, ou porque era parte dele, ou porque ele habitava nela, fato é que ela conhecia o suficiente para saber, que dívidas seriam cobradas, e alguém teria que pagar. Era a relação de equilíbrio, era sempre nisto que ela acreditava. Se eles devolverem Valentina, alguém terá que ficar no lugar.
 
E quem será meus queridos? Quem vocês estão dispostos a sacrificar? A Mandar direito pro portal do Inferno? Se moveram o mundo e contrariaram os próprios instintos de sobrevivência para virem salvar Valentina Zelyaeva...Qual de nós ocupará o lugar dela?
 
Ah por favor, vamos ignorar esta máxima e pensar que um milagre irá nos salvar, que um bem maior vai dominar esta Igreja e toda a luz do mundo virá sobre nós.
 
Fé, virtude...Elas estão cegando vocês.
 
Por isto os olhos de Diana voltaram a Zachy, e ficaram fixos ali, ele iria viver aquela mentira sozinho. Nem por um segundo ela deixaria de pensar o óbvio.
 
Falando em realidade, em sobrevivência. Diana devolveu a jaqueta a Z para que ele não morresse de frio ao descer do carro, enquanto Vickie cedeu uma blusa a loira.
 
Logo ouvia a pergunta de Vickie, e limitou-se a encara-la.
 
Se ela estava sentindo isto?. Todo dia...
 
Mas então Z vinha com seu discurso. E Diana limitou-se a ouvir. E assim que ele a olhou Diana voltou os olhos a Z, e eles estavam completamente foscos, sem brilho, sem aquela malicia, ou aquela pureza. Estavam mortos. Porque o discurso dele a fazia remexer coisas dentro dela, que a traziam a uma morte lenta e não dolorosa.
 
A morte que toda aquela bondade e esperança dele, causava nela. Por não ser capaz de sentir o mesmo. Deus... Zachary era um completo desiquilíbrio diante dela, era o oposto, era tudo que ela não podia ser, era exatamente do que ela devia se afastar. Mas ela estava ali, e estavam se chocando. E depois que eles passassem por aquela porta da Igreja...
 
Não ia mais ter volta.
 
Por isto Diana cruzou os braços junto ao corpo, embora não sentisse frio algum, embora não sentisse mais nada. E ouviu.
 
E Zachy fez a coisa mais improvável do mundo, mas era algo digno dele, se tem alguém no mundo que podia fazer aquilo, era aquele garoto estupido dono de uma marca idiota de energéticos.
 
Ele pediu o colar.
 
E a explicação que Vickie dava, fazia Diana focar no colar, e logo voltar os olhos a Igreja. Vickie falava dele como uma. Proteção.
 
Mas no instinto de D, estava longe de ser. E Vickie estendeu então o colar a Z e também o cachecol. E Zachary tinha aquele dom idiota de fazer as pessoas confiarem nele o tempo todo, e entregarem até a própria vida se ele pedisse. Não admiraria que Vickie trepasse em frente à Igreja com Z, se ele dissesse que era para o bem dos EUA. Porque ele era assim, ele convencia qualquer um de qualquer coisa.
 
Até a si mesmo. E aquela atitude irritou ligeiramente Diana, por isto ela cerrou os olhos, enquanto Z novamente desatava em falar.
 
Focar no que nos motiva. Talvez um tapa bem no meio da sua cara Zachary, posso pensar nisto enquanto tento não pisar em falso no Templo da Puta que te Pariu.
 
O amor....sempre o amor, o amor que move Aaron a vir até o Inferno por uma Valentina que ele mal conhece. Ah porque você não a conhece, Aaron. Não a Valentina psicótica, metódica, sádica consigo própria, viciada em remédios para manter um controle que ela já perdeu há anos. Talvez você deva passar uma semana em algum tipo de Big Brother com ela, para depois decidir se deve vir até o fim do mundo ajuda-la. Já viu o que acontece quando ela toma os remédios com vodca? Wake Up! Nenhum de vocês conhece Valentina Zelyaeva.
 
Nem você Victorine, no auge da sua perfeição enfadonha de criança chorona, você nunca viu sua perfeita irmã vomitar em suas perfeitas roupas e muito menos imagina o quanto a forma como vocês foram criadas de modo tão diferenciado, a fez se tornar uma bomba relógio. Enfiada em livros de medicina, disposta a salvar pessoas, enquanto se afunda dentro de si mesma. Mas não se preocupe, o amor vai salva-la.
 
Vai salvar todos vocês. E você Luke? O que você faz da vida além de correr atrás de uma garota que acabou de conhecer, só porque ela parece alguma capa de revista que você viu em algum sonho erótico seu? Ah por favor, vamos mesmos ser hipócritas a ponto de não dizer que todos aqui pensam que você só está aqui pra garantir a trepada com a garota dos seus sonhos.
 
E também podemos fingir que alguém aqui se importa com Troy, e que na ordem de importância ele não é o primeiro a mandarmos queimar no mármore.
Porque Aaron se importa com Valentina, que se importa com Vickie. Logo Aaron se importa com Val e Vickie.
 
E Vickie se importa com Luke, Zachy, afinal ainda não decidiu pra quem vai dar. Obviamente ela se importa mais do que todos ali com Valentina, que se importa com Aaron, logo Vickie se importa com Luke, Z, Aaron e Val.
 
Zachy se importa com Diana e quer a paz mundial, Diana se importa com Zachy, talvez ela se importe um pouco com Valentina.
 
Luke se importa com Vickie.
 
Onde você fica nesta ordem Troy? Não vi seu nome escrito em nenhum lugar.
 
Mas como o discurso de Zachy é mais bonitinho, vamos seguir ele.
 
Por isto Diana limitou-se a seguir o grupo, mas preferiu ser a última ali. Ouvindo Luke falar sobre estar errado sobre Zachary.  Logo após Troy começava a falar, como um desabafo, alguém que via o filme da própria vida antes de morrer e pensa em tudo que quer fazer.
 
Diana fitou o rapaz alguns instantes, a simplicidade das palavras dele, não deixam nem em pensamento ela conseguir ataca-lo. Mas o fato era. Troy sempre seria o estereotipo do garoto que não tem nada, até que encontra vestígio de algo e se apega nisto como se nada mais existisse em sua vida. Se ao menos ele soubesse do próprio potencial. Não ia ser o nerd que finalmente vai perder a virgindade. De todo modo....Ele também fazia jus as palavras de Z, então...
 
Pelo menos você vai morrer amado, Z.
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Re: O chamado...

Mensagem  Duxhill H.U. em Seg 14 Set 2015, 16:17

Viram como o mal começa a se manifestar pouco a pouco? Um pensamento, uma sensação, tudo isto são pequenos sinais que ele está presente.
 
Mas vocês estão tomados de coragem, esperança, e ao final....desespero.
 
Por isto tomam aquele caminho estreito até a Igreja, sem nem olhar pra trás. O grupo segue passo a passo, tendo a imagem da Igreja cada vez mais próxima.
 
Caminho:
 
O caminho passa em meio a uma espécie de floresta, tomada de folhas secas pelo tempo rigoroso de Patheshire, ainda não há sinal de neve, somente as montanhas que se erguem por trás da Igreja, denotam o branco da mesma em seus topos.
 
O grupo segue em total silencio, até que chega diante da porta da Igreja, é uma porta pequena de madeira, ve-se de longe que a mesma não tem mais tranca, e está entreaberta, um pequena fresta deixa ver uma espécie de luz turva la dentro.
 
Basta apenas empurrar de leve a porta, o som da mesma reclamando das dobradiças quebradas se faz diante do local, e logo a entrada se faz diante de vocês.
 
A Igreja está com as vidraças quebradas o que deixava a luz entrar, embora esteja de noite, alguns locais da Igreja parecem estrategicamente iluminados e no momento que vocês
 
Pisam dentro da Igreja, podem notar que apesar de toda a bagunça do local tomado pelo tempo, paredes destruídas, vitrais, estende-se diante de vocês um pequeno corredor, a passagem que leva ao altar, ao lado deste corredor, estão algumas velhas cadeiras, onde antes os fieis deveriam se sentar, e ao lado destas cadeiras, nas paredes, estão pequenos altares, onde estão algumas imagens.
 
Assim que olham pra direita, a primeira imagem que veem, é de uma pequena “santa” colocada em cima de um altar. Os delicados e pequenos pés vistos ao longe, parecerem até reais, podem ver que os mesmos são bem pálidos, assim como toda a pele da “virgem”. A mesma traja uma espécie de manto branco, levemente transparente, o que denota as curva do belo corpo que parece desenhado a mão, embora entre as pernas não seja possível ver o sexo, apenas uma fenda escura, algo como uma buraco. Na parte dos seios, os mesmos são visíveis por denotaram-se fartos, embora os mamilos parecem não estar la. O tecido marca perfeitamente os mesmos, e a forma como os fios negros está disposta, em torno deles, mostra claramente...Cabelos reais. Assim como delicado rosto, erguido  ao ar, quase como se olhasse na direção do corredor, para vocês, Olhos que tiveram seus azuis eternizados, tomados em formol, olhos azuis que após vistos, jamais poderiam ser esquecidos, olhos azuis reluzentes em um corpo morto. Sonhos perdidos diante de uma imagem castigada, um corpo apodrecendo sem um sinal sequer de sangue dentro dele. Havia também uma delicada coroa de floresta na cabeça, aquelas mesmas flores rubras.
 
Do lado esquerdo, há outra imagem. Esta muito semelhante a da morena, mas de cabelos longos e louros, caídos em torno do corpo desnudado pela transparência do tecido, embora esta parece menos e mais delicada, menos encorpada. Tem olhos azuis também não tão chamativos como o da outra, mas voltados ao mesmo corredor.
 
Encarando vocês.
 
Mais a frente, há mais dois pedestais, sem qualquer imagem, como se aguardassem, as outras duas. As não-prometidas.
 
Quem poderiam ser? Façam as contas.
 
E então diante do altar, está lá...a Prometida. A verdadeira origem de tudo, a busca que finalmente termina.
 
Valentina estava diante do altar. Tomada das mesmas vestes. Ah sim Aaron, você não vai ser o primeiro daquele lugar a ver curvas tão suntuosas, estão ali, expostas. Um corpo perfeito, tomado de detalhes, nada em exagero, tudo na medida certa. Desde os seios mediados, que demarcavam o tecido, parecendo convites ao deleite, até a cintura fina e bem marcada ao tecido, assim como as coxas levemente grossas, e o que já para se perder entre elas. Os cabelos louros, caiam escorridos pelos ombros, haviam uma mesma coroa sobre a cabeça dela, os braços estavam estendido ao lado do corpo. Mas em uma das mãos estava uma arma. A mesma reluzia diante da imagem.
 
O rosto estava levemente baixo, e não demonstrava expressão alguma, os olhos fechados, os lábios cerrados. Era como se estivesse....
 
Adormecida...
 
Valentina:
 
E atrás dela, estava, uma espécie de arco feito em pedra, como ornando a imagem da mulher, algo que parecia não ter sido atingido pelo tempo. E lá estavam....os nomes....se formando bem diante de vocês.
 
Jhonas Forrest                                     (Espaço em Branco)
Zachary Mateschitz                               Troy Bateman
Aaron Willians                                       Lucas McKnight
Joseph Lewis-Parker
 
E no momento que Zachy se aproxima, ele pode notar quando o rosto de Valentina se ergue quase bruscamente, e os olhos azuis completamente gélidos caem sobre o pescoço dele, onde ele ostenta o colar.

Diana era a ultima a entrar na Igreja, mas ela logo parou um pouco antes das imagens, os olhos piscaram lentamente por trás das lentes do oculos, e logo ela virou o rosto, e em seguida o corpo, encarando um ponto fixo a parede, os olhos ficavam um tanto mais abertos, e logo ela franziu a sobrancelha, como se algum tipo de pesar estivesse sobre o seu semblante, mas era como se ela não estivesse lá, como se ela interagisse com "outra coisa". Logo os lábios trêmulos entreabiam, enquanto os olhos marejaram e a voz saiu rouca, como de uma criança que tenta se desculpar com o rigido pai.

- Porque é assim que a protejo.....Pai?....

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Re: O chamado...

Mensagem  Zachary Mateschitz em Seg 14 Set 2015, 19:56

A princípio ele recusava a jaqueta, mas ante a insistência de Diana, ele acabava a vestindo.

Logo voltava-se para todos, e ouvia a justificativa de Vickie.

Ele movia a cabeça afirmativamente, apenas concordando com ela.

- Estamos juntos, vamos proteger uns aos outros. Assim que acabar eu te devolvo… Se eu estiver errado, você só vai dar uma volta sem ele – Ele exibia um pequeno sorriso.

Pequeno até demais.

Mas logo pegava o colar e o prendia contra o próprio pescoço.

Devido a extensão do colar, este ficava ligeiramente justo no pescoço de Zack, com o pingente preso um pouco abaixo do pomo de adão.

Em seguida, apanhava de bom grado o cachecol e envolvia o pescoço.

Afinal, ainda morria de frio – Obrigado… Vamos.

Dizia a Vickie, e voltava a caminhar.

Podia ler cada olhar de Diana, e os lia com perfeição.

Sabia bem o que ela pensava.

E pensava o extremo oposto. Sabia disso.

Mas era impossível não era, Diana?

E por mais que sua razão a trouxesse para outro lado, em seu íntimo… Você quer que eu esteja certo.

Enquanto caminhavam, ouvia Luke dizer que talvez o tivesse julgado mal. Zack dava de ombros levemente, tentando parar de tremer ao falar – Isso é mais comum do que eu gostaria…Tá tranquilo – Ele exibia um meio sorriso.

E logo ele se afastava, deixando Victorine conversar em paz com ele.

E ele não estava te citando tentando usar para si suas citações, Luke. Fique tranquilo.

Na verdade, ao dizer a frase que você disse na frente de todos, olhando diretamente para você, só queria dizer uma coisa: Concordava com ela.

A essa altura do campeonato, manter a guarda tão alta contra os que estão ao seu lado não parece ser muito inteligente.

Por mais que eu te considere um otário. Porque sim, Luke, pra mim, você sempre vai ser um otário.

Mas se esse otário quer manter todos aqui vivo, quero manter esse otário do meu lado.

E era justamente por isso que ele deixava você se isolar com Victorine na frente, porque até mesmo Steve Wonder podia ver que você se molhava todinho só de olhar pra ela.

Zack ficou para trás, com Diana ao lado.

Logo ouvia Troy e era impossível não sorrir – Se sobrevivermos a isso, Troy… Prometo que pago sua cirurgia de asma com o melhor profissional que encontrar e um final de semana em Punta Cana com sua namorada.

Era estranho, em meio ao inferno, ver tanta inocência em Troy.

Por isso a promessa era verdadeira: Pagaria pela sua cirurgia e pelas férias em Punta Cana assim que aquela merda acabasse.

E eles não terminassem em um caixão.

Enquanto falava, não olhava para Diana, porque sabia bem como ela estava olhando para ele.

Zackary estava a cada segundo mais trêmulo.

Teria hipotermia em pouquíssimo tempo.

Mas se sentia tão bem ali.

O som dos passos faziam das tábuas velhas rangerem.

E devido aos vidros quebrados, a temperatura no interior da igreja era tão confortável quando lá fora.

Logo os olhos se prendiam na santa.

Santa?

Era Aileen.

A reconhecia de pronto.

O coração de Zack disparava ao vê-la.

O modo casto que ela havia sido colocada.

O modo que retiraram seu sexo e mamilos.

Estavam tentando purificá-la?

Era estranho ver ela naquele estado e não se sentir mal.

Sentia-se em casa.

E se odiava por sentir aquilo.

Aileen era uma jovem linda, com toda vida pela frente… E não merecia nada daquilo.

Por isso se odiava por não se sentir mal.

Precisava acabar com aquilo.

Logo seus olhos encontram os de Valentina, mais distante.

O modo que ela olhava para o colar fazia Zack estacar por alguns segundos.

Lentamente os olhos dele procuravam os de Victorine.

Era quase como uma tentativa de dizer que estava certo.

Logo notava o modo que Diana ficava, e imediatamente dava as costas para Valentina para ir atrás dela.

A segurava pelos ombros, tentando fazer com que ela olhasse para ele – Diana… Diana?!

Perguntava, tentando trazê-la de volta.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Seg 14 Set 2015, 20:53

Victorine não tinha a melhor das impressões sobre Troy. Ironico, não? Desde que eles tinham se conhecido, Troy só tinha feito “implicar” de forma divertida com Victorine, mas ela como uma russa que leva brincadeiras ao pé da letra, acabou absorvendo da pior forma possível.

Curioso como são nesses momentos finais que as pessoas mais se aproximam e conseguem, finalmente, enxergar o que sempre esteve ali.

A russa baixou um pouco suas guardas e apesar de todos os medos, angustias e receios que ela sentia, ela se aproximou de Troy e deu um verdadeiro abraço nele.

- Eu tenho certeza que ainda teremos muitas histórias pela frente, Troy... – Disse durante o abraço.  – Vai dar tudo certo. E eu tenho certeza que você vai voltar para a Faith-chan, hm?

Afastou um pouco e o encarou dando seu típico sorriso. Olhou para os outros e logo começaram a seguir caminho.

No fim das contas, Lucas e ela meio que tomaram a frente do grupo.

Depois que eles começaram a andar, a densidade do lugar começou a tomar conta, deixando a caminhada deles mais pesadas. Vickie não chegou a rir do comentário de Lukas, encolhendo-se um pouco mais. Havia cedido o casaco para Diana, mas agora sentia um frio que atingia seus ossos.

E aquele lugar...

Oh aquele lugar...

A russa seguiu no mais absoluto silencio, sempre olhando à frente.

Até que eles chegaram à igreja.

Victorine não se sentia confortável. Pelo contrário. Ela sentia a maldade que habitava aquele lugar e começava a sussurrar pensamentos ruins ao pé de seu ouvido. O vento gelado do lugar sussurrava palavras de dor e sofrimento. Palavras para que ela recuasse, como se ela não fosse nem um pouco bem vinda aquele lugar.

E, justamente por isso, ela sabia que precisava entrar.

Não trocou olhares por mais ninguém.

Victorine estava focada nos sentimentos que carregava dentro de si. Nas lembranças boas, divertidas e felizes que tiveram ao longo de sua curta, porém intensa, estadia em Duxhill.

Realmente, ela não conhecia aquelas pessoas. Tampouco conhecia sua irmã. Havia muitas coisas que ela gostaria de perguntar, muitas coisas que ela gostaria de esclarecer. Mas a verdade é que eles também não conheciam aquela menina. Não por falta de vontade, mas porque certos segredos nós guardamos apenas para nós mesmos.


Valentina tinha preferido esconder de todos o tremendo esforço que fazia para manter o mundo em seus ombros. Para orgulhar e honrar sua familia super rígida.

Victorine fingia que tudo sempre estava bem. Fingia que tinha parado de ver “monstros” quando pequena. Fingia que tinha sonhos bons. Convertia tudo de ruim que recebia em bondade ao próximo. Porque a única forma de se combater algo ruim, é oferecendo a bondade que você tem.

O mal é uma corrupção. Corrompe aquilo que é bom. Se a bondade se mostra mais forte, enfraquece o mal.

Por isso que, mesmo diante de todas as sensações que tentavam repudiá-la dali, ela seguia em frente. Os olhos fixos nos portais do inferno, quase que literalmente.

Ao contrário dos olhos de Diana, os olhos de Victorine eram luminosos. Porque mesmo sem a sua “pseudoproteção” -  o colar -  ela ainda se mantinha firme em seu pensamento e em suas posturas.

Talvez ela esperasse por algo cruel ali dentro.

Só não esperava por algo tão cruel assim.

O queixo dela tremeu diante das imagens santificadas daquelas duas meninas. Ela não tinha conhecido Pandora, mas lembrava-se de Aileen. E da voz angelical que ela tinha, fora o dom ao piano. Esteve com ela em sua ultima noite de vida, num momento de confraternização entre as meninas na sala de musica.

- Aileen...

Ela sussurrou.

- Eu sinto muito... – As lágrimas escorreram. – Eu sinto muito...

Levou as mãos até o rosto.

- Que haja misericórdia e justiça nesse e no outro mundo...Meu Deus...

Fechou os olhos, com os ombros tremendo. Ela sentiu o primeiro impacto daquele lugar por conta de Aileen e Pandora. Chegou a demorar um pouco a reconhecer Valentina, mas assim que os olhos encontraram o da irmã ela deu um passo na direção dela.


- Valie!!

Ela abriu os olhos, focando o olhar no colar de Zachary. Olhou para o rapaz também e Aaron passou por seu lado, aproximando-se de Valentina.

- Aaron!

Mas ele pareceu não ouvir Victorine. Ela correu, posicionando-se na frente dele, bem diante do altar.

- Não se aproxime dela!

Pela história das prometidas, ela imaginava que Valentina fosse a de Aaron. E se ele já havia sofrido alguma influencia, aquele lugar só pioraria isso. A ideia de Victorine se convalidou ao sentir o olhar gelado e cheio de desprezo de Aaron.


- Saia da minha frente...

Nem a voz parecia ser dele.

- Não.

Victorine pareceu crescer também, tomada pela determinação de proteger por sua irmã.


- Não...?

Aaron forçou um sorriso no canto dos lábios. Um sorriso psicopata. Antes de Victorine tivesse tempo de reagir, ele a agarrou pelo rosto. Ela soltou o ar pela boca e fez sinal para que ninguém se aproximasse.

- Você não é a minha prometida...O que eu deveria fazer com você...?

- Esse não é você, Aaron. Olha pra mim!!

Victorine bateu no peito dele com a mão fechada.

- É a Valentina! A Valie!! Não é a sua prometida!! E esse olhar não é seu!!

Aaron apertou o maxilar de Vickie.

- Lembre-sedoqueoZacharyfalou!! Lembre-seporquevocêveio!!!


Fechou os olhos. A pressão era tamanha que ela chegava a lacrimejar.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Seg 14 Set 2015, 21:20

Perfeição.

Era isso o que aquela igreja significava para Aaron.

Oh sim...

Discursos motivacionais;

Ultimas palavras...

Por favor, vamos ficar juntos, unir nossas forças e nossos sentimentos...

Aham.

Vocês estão tão absortos nos próprios pensamentos e na comunhão e união de seus poderes – Quase chamando o Capitão Planeta – que nem chegam a perceber que Aaron estava perdendo feio aquela batalha.


Ou vocês realmente acham que depois do que ele tinha passado na casa do Forrest, ele seria normal na igreja St. Mark?

Vocês, todos vocês, estiveram presos em sonhos dentro de sonhos...

Mas nenhum de vocês FOI o assassino.

Com exceção de Sean que consegue, de uma forma empática, chegar ao sentimento do criminoso, Aaron foi o único a sentir o gosto e o sabor de ver a morte de perto.

Então era ASSIM que elas terminavam.

Como santas, mesmo sendo putas.

Mesmo não sendo a prometida...

Aaron tinha começado a perder aquela batalha desde os primeiros passos.

Em seu normal, ele jamais teria deixado Troy sem uma resposta. Até porque, ele realmente gostava do rapaz como amigo. Gostava de todos ali. E por gostar de todos, ele teria ido na frente, não teria deixado Victorine e Lucas serem os primeiros.


Aaron se escondendo?

Hm...

Aaron mesmo?

Felizmente todos estavam muito ocupados quando chegaram naquele lugar.

Cada um enfrentando seus próprios demônios ou abraçando os que tinha. O olhar de Aaron para aqueles corpos era de pura contemplação.

Falsas prometidas merecem o seu destino...

Mas aquela central...

Os olhos dele brilharam e ele esboçou um sorriso insano. Talvez Troy reparasse nisso, mas haveria voz para avisar aos outros?


Tarde demais.

Victorine chorava, Zachary acudia Diana.

Aaron se aproximava.

Meu lar.

O monstro dele foi adormecido naquele hospital e apagado anteriormente por conta de um golpe na cabeça. Por mais teimoso que Aaron fosse, ele realmente não deveria ter pisado naquele lugar.

Por que vocês não conseguem simplesmente dizer não a ele?

Por mais boa vontade que ele tivesse, ele não podia ter controle sobre o que ele não conhecia!

As pessoas mudariam no instante que pisassem ali.

E ele mudou.

Porque, como dito, ele já carregava aquela influencia desde aquela fatídica visita aos Forrest.

Mas Victorine realmente tinha que se meter.

Talvez fosse a única que pudesse se meter.

Aaron sentia tanta RAIVA daquela garota e seus olhos luminosos!

A expressão estava retorcida, os olhos avermelhados. Por que aquela MOLECA IDIOTA estava afetando tanto?

Eu quero estrangulá-la.

Vamos oferece-la?

Vamos mostrar qual é o lugar de falsas prometidas!

Tem mais dois lugares vagos!

Ela realmente daria uma bela Santa. Tem olhar de anjo.

Ah...seria, se ela não tivesse esses olhos.


- Você não é a minha prometida...O que eu deveria fazer com você...?

Ele apertou um pouco mais e então Victorine apelou.

Usando o nome de Valentina, tentando mostrar que aquele não era o caminho.

Por que ele tinha ido até ali?

PARA ABRIR O PORTAL!!!!

- Não. – Vickie sussurrou e então falou mais alto – Acorda, Aaron...Por favor. Pela Valie. Ela não merece isso! A Valie e as outras prometidas, elas...elas não merecem isso. Ela te ama tanto que não suportaria viver depois disso...Aaron...

Enquanto a irritante voz de Victorine alcançava sua mente, Aaron começou a mexer a cabeça. A mão dele ficou mais suave e ele caiu de joelhos. Uma mão continuou na altura da cintura de Victorine e a outra mão escondendo o rosto.

Vickie estava com os olhos arregalados, com a marca no pescoço e no maxilar, mas respirando. Viva.

E Aaron tremia completamente, sem conseguir erguer o olhar.

- Está tudo bem, Aaron...


- Tina...A Tina...

Vickie olhou para trás, para sua irmã e, somente então, viu a pedra.

- Existe um espaço em branco...

Nós ainda temos...

Uma chance.


Esperança.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Seg 14 Set 2015, 23:09

As palavras do pessoal soaram da melhor forma possível para motivar a coragem de Troy. Luke, tímido como sempre, disse apenas o básico, mas pesou bastante. Apesar da promessa muito feliz de Zachy, foi o abraço sincero de Vickie que foi a maior luz naquele lugar. Troy demorou a fechar os braços em torno dela... talvez um medo de entender as coisas erradas, ou de sentir que estava traindo Faith, ou...

AH, DANE-SE!

Abraçou Vickie de volta, com o sorriso bobo de sempre.

Troy: Valeu, pessoal... é isso.

Eles adentraram na igreja e

JESUS! COMO ESTE LUGAR É MACABRO!

A primeira coisa mais sinistra que viram foi Aileen naquele lugar... sem a genitália e sem os mamilos. Troy não conseguiu olhar, segurando o vômito na boca. Ele conheceu pouco Aileen, mas foi a garota pra quem ele emprestou seu computador e confiou as anotações de Malfoy. Mesmo que fosse uma total estranha, Troy não conseguia olhar. Então eles continuaram, mas logo... Aaron mudou.

E sim, Troy percebeu, porque estava quase do lado dele. Um sorriso macabro se fez e ele agarrou Vickie, segurando a cabeça dela, mandando que os outros não se aproximassem.

Não era possível... mal tinham entrado ali e um deles já iria se dar mal? Os amigos haviam combinado que voltariam todos juntos pra casa, mas... aquilo?

Aaron falava coisas muitos estranhas... era óbvio: estava possuído!

Troy agarrou um castiçal cheio de velas ali e ergueu sobre um dos ombros, fazendo menção de quem iria bater, mas receoso e mantendo a distância, para que Aaron não fizesse mal à Vickie.

Troy: SOLTA ELA, QUEM QUER QUE VOCÊ SEJA! SOLTA ELA E SAI DO CORPO DO MEU AMIGO, SENÃO...

Mas Vickie com o discurso afável conseguiu contornar a situação e Aaron caiu de joelhos ao chão. Troy se adiantou, puxando Vickie para trás de si e para mais perto do grupo. Queria tirá-la do alcance de Aaron.

Troy: Você tá legal?

Disse sem tirar os olhos de Aaron. Aproximou-se um pouco mais, ainda cabreiro...

Troy: Aaron...? É você, cara? É melhor você sair daqui... esse lugar... isso tudo tá te mudando, parceiro!

Ainda estava com o castiçal. Caso Aaron tivesse uma recaída, iria levar uma pancada na cabeça.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Ter 15 Set 2015, 07:14

Eis uma diferença simples: Vocês parecem se preocupar muito a respeito das razões, de "porquês", de quem quer proteger quem, salvar quem e os "motivos ocultos" na mente de cada um que fazem com que os mesmos estejam ali.

Eu não, eu realmente não me importo.

Vocês querem impedir que isso acabe, isso me basta.

No mais, pensem o que quiserem.

Até porque se fosse começar a analise...Quantos sentimentos amargos Diana.

E um pouco de ciumes, claro.

Mas como eu não leio pensamentos, e Edge esta em outro lugar...Vamos em frente.

Ouvia o comentário de Zack e não dizia nada.

Eu disse "Talvez".

Alem disso, não se tratava de "usar" as frases dele e assumir a autoria, e sim de elas serem la grande coisas parar ficarem sendo repetidas como se fossem la de grande importância. Qualquer um poderia ter dito aquilo, ele apenas foi o único que expressou, não significando que fosse de grande mérito ter sido o primeiro. Enfim...

Tranquilidade, como se fosse possível esse tipo de sentimento nesse lugar. Talvez fosse a única coisa que seriam incapaz de sentir frente aquela força quase que hipnótica que faziam com que entrassem na igreja. O que viria a seguir? A escolha de sacrificar Valentina ou algo ainda pior? É bom ter um plano Zack...Quando me ofereci para ajudar foi exatamente para isso, uma vez que nenhuma idéia de outra alternativa surge em mente.

Ou seja, nenhuma opção parece válida.

Zack também complementava o que Troy dizia, era engraçado mas ele não ria. Apenas balançava a cabeça negaticamente mais uma vez imaginando o que o garoto falava. Sua especialidade Zack? Jogar dinheiro emcima dos outros? Você realmente parece um cara legal quando deixa isso de lado. Comemorações, festas...Tudo que queria era que aquilo acabasse. Que as aulas recomeçassem, a faculdade lentamente voltasse a normalidade e ele tivesse tempo para focar naquilo que havia o trazido até ali. Era bem simples, mas o suficiente para ele.

Apesar...Que as coisas deixaram de ser simples a algum dia.

Talvez devesse ter escolhido uma faculdade melhor afinal.

Ou talvez não.

O frio era forte. Mas além de resistência fisica ser sua especialidade, o que claro não salvaria ele de morrer congelado por uma diferença de minutos dos demais, havia algo ainda mais forte. Aquele...Chamado em direção a um local que nunca haviam visitado antes. Porque por alguma razão que mesmo que tivessem todas as respostas ainda seria inexplicavel, precisavam estar la.

E para ver aquilo diante deles.

As duas garotas...Apesar de mesmo que tivesse visto as duas algumas vez não ter realmente prestado atenção, os relatos e cartazes a respeito do desaparecimento de Pandora eram mais do que o suficiente. Tudo aquilo estava armado daquela forma... E por mais que parecesse uma imagem doentia ter as duas garotas mortas ali daquela forma, não conseguia se afastar. Zack parecia preocupar-se com Diana, Victorine parecia comovida e se direcionando as garotas e ele não conseguia tirar sua mente de um ponto específico:

- Tem que ter algo faltando... - Era nesse instante que Aaron atacava Victorine daquela forma, e Troy parecia disposto a salva-la...Ou quase. Lucas fazia menção a avançar mas...Mais do que um golpe físico, as palavras da garota pareciam tentar atingi-lo e qualquer outra atitude anularia isso. Tratava-se dele mesmo se libertar no final das contas. Quando isso aparentemente acontecia, somente então ele se aproximava.

Victorine falava sobre a pedra e la estavam mais uma vez os nomes...Com um espaço em branco.

Um ultimo nome necessário...

Mas.

- Não é exatamente...O que eles querem? As noivas falaram sobre romper o pacto dos sete e não...- Continuar com ele. Não estariam apenas prosseguindo com aquela história no final das contas?  Tinha que existir uma forma de não prosseguir com aquilo, de colocar um ponto final naquela historia.

Mas como?

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Re: O chamado...

Mensagem  Diana Grayssom em Ter 15 Set 2015, 09:43

Recusa a jaqueta, mas facilita no cachecol, Diana vai te fazer sentir calor com um tapa na fuça, Zachy. Só avisando...
 
E ele tinha o colar, e os olhos de Diana continuavam ali aos dele, e a expressão dela, ele poderia ler de trás pra frente. E era odioso a forma como no fundo, assim como ali, ela queria mesmo que Z estivesse certo, e que todos saíssem dali bem.
 
Aquela bondade de Zachy a contagia, assim como ela o havia ensinado o pior de uma pessoa, ele sempre acaba lhe ensinando o melhor.
 
E iriam sempre odiar um ao outro por isto.
 
Luke ia na frente com Vickie, e Z não parecia se importar. Diana seguia meio ao lado dele, até Troy começar a falar, e depois Zachy prometeu algo como camisinhas e Red Bull infinitas pra ele, e Diana apenas suspirou.
 
Ela desviou o olhar pra Igreja, e desta vez um evitava olhar o outro. Mas Diana ficou pra trás, no momento que Z entrou a Igreja. E ela não pareceu ver mais nada, não ver nem mesmo...as “Santas”.
 
Ela simplesmente abriu mais os olhos ao ouvir algo, e virou a cabeça e em seguida o corpo, ficando os olhos na direção da parede, mas era como se viesse além, como se conversasse com alguém ali. A forma como os olhos mal se moviam enquanto ela olhava seu interlocutor era impressionante. Por um momento Z pode ver Diana meio acuada, como se ouvisse uma ordem, como se quem falasse com ela, fosse superior.
 
Respeito...
Medo?
 
E quando ela ia continuar o assunto, os lábios entreabiam, ela sentiu o toque aos ombros, o corpo se balançou e Z entrou a frente dela, afastando a imagem, os olhos piscaram na direção dele, e ela logo buscava os olhos de Zachy, como se fosse algum caminho para sair daquela “prisão” onde ela havia se enfiado.
 

- Zachary...

 
Dizia de modo lento, quase entorpecido. O corpo estava quase mole aos braços dele, e então ele pode ver quando aqueles olhos azuis abriram-se mais por trás das lentes e chegaram a reluzir.
 
Ela estendeu uma mão ao ar, com o dedo indicador voltado ao teto.
 
- Você está ouvindo?...A música...

 
E ele pode ver, quando D recuou um passo pra trás, voltando os olhos por cima do ombro de Z, e a expressão de temor era evidente, quase como se pudesse ver além, Z via o reflexo de uma bela garota de cabelos negros nas obres azuis de Diana.
 
O espelho do submundo.
 
Então Z você podia ter certeza, aquela garota estava atrás de você.
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Re: O chamado...

Mensagem  Duxhill H.U. em Ter 15 Set 2015, 10:04

Valentina apenas deixava os olhos fixos no pingente que reluzia ao pomo de adão de Zachy, ela nem sequer parecia ver algo que não fosse aquilo. Ainda imóvel ao altar, em frente a pedra que pedia por mais um nome.
 
Aaron por um momento deixou-se levar, aquele mal sempre fora mais forte nele, ele fora o primeiro a ter contato diretamente com as lembranças que o fariam trilhar um caminho sem volta.
 
E Valentina apenas assistia Aaron apanhar sua irmã daquela forma, quase ao ponto de machuca-la, ao passo que os olhos apenas seguiram Z quando ele virou as costas e foi acudir Diana.
 
Onde estava Diana? Quem ela estava ouvindo? Pai?...
 
Vickie a sua maneira, sempre construindo pontes e salvando almas, conseguia trazer Aaron de volta, ao menos por algum tempo, Luke ainda não intervinha, Troy tomava-se de uma coragem e seria capaz de realmente derrubar seu amigo se fosse preciso...
 
Ah Troy...porque você se preocupar tanto com ele, se uma voz já fala a seu ouvido.
 
“Ela não é a prometida, continue seu caminho....”
 
Luke você assiste a tudo de camarote, e novamente aquela voz soa a seu ouvido.
 
“Bruce...Luke...”
 
Não tem mais diferença.
 
Aaron cai de joelhos perante o mal, e logo todos vocês vão sucumbir, porque quase como se pudessem sentir., Troy e Luke, sentem aquela cortina negra envolver seus corpos em uma caricia, e é tão aconchegante. A imagem de Aileen e Pandora não é mais aterrorizante, tenebrosa, é bonita, é linda. È a justiça, a justiça sendo feita aquelas que ousam enganar os escolhidos.
 
Mais do que seus nomes na Pedra do Pacto, são suas almas sendo corrompidas, encaminhadas, levadas.
 
O cheiro do sangue já é praseiroso. E a vontade de ver Vickie em um dos pedestais também.
 
Mas você Z...Você tem o colar, por isto o mal parece não te atingir, não de imediato. Ou não do modo como atinge os outros. Você sacode Diana pede pra ela voltar.
 
E pode ver reluzindo aos olhos dela a imagem de Aiileen, bem atrás de você. Assim que você olha pro lado, a ve ali, ao menos a imagem dela, a seu lado, colada em você, te encarando, ao passo que do outro lado, está Pandora, elas estão tão próximas de você. Aos poucos você ve sua “noiva”. Lembra dela?...Ela está atrás de você, assim como começam a aparecer outras, garotas, usando aquele vestido branco, aquela coroa, vestidos até mesmo antigos, mas todas se aproximam e parecem rodear você e Diana, pouco a pouco o espaço fica limitado, como se fossem sufocar vocês.
 
E você tem certeza absoluta, são todas as almas sofredoras de 80 anos de um Maldito Pacto.
 
Em pouco tempo vocês podem ver surgir a frente de Valentina, e sentarem-se em cadeiras ordenadas ao altar, as outras “Anastacias”, assim como Valentina, sentando-se a frente dela, para a encararem. E Elizabeth está ali.
 
Elizabeth Thorne é a última a se sentar.
 
E então Z você apenas tem Diana a sua frente, imóvel, cada vez mais próxima de você, pela forma como vocês são rodeados. E ela parece ouvir algo, ao ponto que ela leva ambas as mãos ao ouvido, ignorando o braço ferido, abrindo ainda mais o corte, ela grita alto.
 
Um grito que atravessa a Igreja, que parece sucumbir a tudo, aquele grito que atravessa mundos, sonhos, pesadelos.
 
- Faça parar....
 
Ela ajoelha-se diante de Zachy, enquanto todas as garotas a volta, seguem o movimento com os olhos, quase como se a castigassem. Z pode ver o sangue escorrer pelos ouvidos dela, enquanto as mãos tentam tapa-los em vão.
 
O grito de Diana parece ter algum efeito sobre Valentina, pois ela pisca, e assim que ve Aaron ajoelhado diante da irmã, aquela cena que faz seu coração acelerar e seu corpo dar sinal de que está vivo.
 
Nem que seja por um segundo. Aquele segundo de lucidez. Os olhos azuis de Valentina encaram as garotas a sua frente, e ela apenas a olham em total aprovação.
 
“Faça”.
 
Logo a mão de Valentina que segura a arma, se ergue tremula, ao passo que ela posiciona a arma em sua cabeça, na lateral, tremendo muito ainda, os olhos erguem-se ao ar, aos vitrais quebrados, a imagem do sacrifício que Jesus fizera diante de seus olhos, mesmo que quebrada, manchada pelo mal. Se torna o caminho que mais reluz.
 
É quando todos podem ouvir o som dos vitrais que sobraram se quebrando, eles estraçalham ao ar, quase como se uma força fizesse isto, em pouco tempo a imagem de Thedodore surge a porta da Igreja. Theodore Thorne.
 
E diferente do que você imagina Vickie, os olhos azuis do rapaz que você já sente falta, voltam-se a Zachy.
 
Ele fica ali parado encarando Z. Ao passo que o nome dele começa a ser riscado na pedra, diante de todos.
 
O ritual vai se fechar. O mal será libertado.
 
E talvez Theo não seja a pessoa boa que você imaginou Vickie, ou talvez seja a forma de sua irmã ficar viva....Ao passo que ela está prestes a explodir os próprios miolos.
 
Até que ponto vocês estão dispostos a se sacrificarem?...
 
Atrás dos ombros de Theo uma luz muito forte surge, quase como se um sol invadisse a porta da Igreja, uma luz muito forte que reluz em seus olhos Vickie.
Luz:
 
A ponte.....
 
No mesmo momento que a luz surge, todas as almas que cercam Zachy, voltam os olhos a porta. A Luz.
 
Porque vocês conseguem ver agora, recostados em uma pilastra perto. Joseph e Forrest. Ambos encarando a pedra com os olhos fixos. Quase hipnotizados.
 
E o nome de Theo está quase finalizado a pedra.
 
Ele era o sétimo.
 
É neste momento que a esperança acaba. E a Prometida deve se sacrificar.




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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Ter 15 Set 2015, 11:03

Parecia tudo acabado.

Da forma que eles sempre temeram que acontecesse.

Mesmo depois de tantos planos haviam chegado tão longe para isso

Apesar de tudo, em meio a falta de ideias praticas ou talvez o medo por tomar a decisão errada, tudo seguia de acordo com o planejado. Alguma...Coisa fazia com que Lucas, Troy e os outros caíssem de joelhos. Zack ainda parecia resistir, talvez ele estivesse certo com relação ao colar. Valentina parecia prestes a se sacrificar e tudo estaria acabado.

Haviam outras pessoas ali, tornando aquele ritual completo. Provavelmente não "inocentes" como ele mas importava realmente?Nada poderia impedir que o pacto fosse concretizado, independente do que iria acontecer todos os nomes estavam na pedra e logo o pacto dos Sete seria mais uma vez concretizado e...

Espere um momento:

- Zack! Eles precisam de nos como hospedeiros...Nos SETE. - E ele sentia as trevas nublando seus pensamentos daquela forma mais que sedutora, Lucas balançava a cabeça com força e até mesmo batia a mão com força na parede buscando recuperar o foco, se concentrar na dor, não deixar que aquilo nublasse o seu pensamento. Havia uma série de outras coisas acontecendo, mas o esforço para se manter "ali" era forte demais.

Fora que não fazia a menor idéia de quem era aquele outro cara. Não tinha "foco" nos olhos o bastante para ler o nome.

Talvez a luz e tudo mais fossem apenas uma peça de sua mente, ou daquele lugar.

Preciso manter...O foco.

- Sem todos os hospedeiros aqui o ritual não se completa. - Sabia que a ideia de algum deles não sair dali era contra tudo que havia dito antes mas... - Não podemos sacrificar TUDO. Faça logo uma escolha!

Permitir que Valentina se sacrifique não é uma opção.

Impedir que ela se sacrifique...Parece uma pior.

Mas ao menos, parece haver outra escolha.

Mesmo que parecesse tão boa quanto as demais...Ao menos era uma escolha.

Infelizmente (ou felizmente) você é o único que pode fazer Zack...Acredite se estivesse em seu lugar eu faria mas...

Não, não faria. Não saberia escolher.

Ok, talvez o "policial" ali seria  melhor que acabar provavelmente quebraria minha palavra metendo uma bala na minha cabeça.

Você tinha razão, precisava ser você.

Espero que realmente saiba o que vai fazer...

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Re: O chamado...

Mensagem  Zachary Mateschitz em Ter 15 Set 2015, 11:39

Era quase impossível descrever o horror que sentia.

O modo que o envolvia.

Ao mesmo tempo… Aquela sensação de prazer.

De que ficar imóvel era o mais correto a se fazer.

Zachary via Aaron atacando Victorine, a enforcando… Mas nem cogitava em deixar Diana.

Ainda mais por Luke e Troy estarem mais próximos.

Focava-se apenas em Diana.

Em tentar trazê-la de volta.

- Olha pra mim! Diana!

Ele gritava, a chacoalhando pelos ombros.

Até que via seu olhar desfocado.

E a imagem refletida da mulher atrás de si.

Mais do que depressa ele soltava seus ombros e ficava de frente para a mulher, colocando o corpo entre a mulher e Diana, como se a defendesse.

Era caos absoluto.

Todas as noivas começavam a surgir.

Emergindo das trevas.

Rodeando Zachary e o aterrorizando.

Ouvia o grito de Diana, e ela despencava atrás de si… Implorando para que aquilo parasse.

Os olhos se voltavam para ela, a tempo de ver seus ouvidos sangrarem em profusão.

A passo que Lucas gritava.

Fazer uma escolha?

Você que não era apto a sacrifícios e queria que todos se salvassem… Estava praticamente gritando para que eu me matasse?

Que heroico.

Logo os vitrais explodiam.

E aquele desconhecido aparecia.

Todos olhavam para ele, era impossível que ninguém olhasse.

O caos era mais do que latente.

Mas ele olhava para mim.

Diretamente para o pingente.

Assim como Valentina, que não desviava o olhar.

Era como se a cena toda parasse e ficasse em câmera lenta.

Eu conseguia ouvir até o som das batidas do meu coração em meus ouvidos.

Ouvir o ar entrando e saindo ruidosamente dos meus pulmões.

E via o olhar de Victorine, admirada ao ver aquele recém-chegado.

Era ele, não? Seu amigo.

Precisava agir.

E não sacrificaria ninguém.

Nenhum dos seus amigos, não importasse o quanto Lucas gritasse.

Tinha um plano… E esperava que ele funcionasse.

Os olhos dele se fixavam no recém chegado, conforme a mão dele vai até o pingente de cristal, o apertando com toda força.

Sentia o cristal se espatifar entre os dedos. Os cacos se cravarem na pele.

E a dor o fazia apertá-lo com ainda mais força, misturando os cacos com seu sangue.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Ter 15 Set 2015, 13:26

Aaron caiu de joelhos diante de Victorine. Ela estava de costas para Valentina, mas logo Troy a tirou de perto de Aaron e continuou chamando por ele. O britânico ainda não conseguia entender, não conseguia concatenar as ideias. Ele ainda estava perdido.

Ainda havia aquele rastro de maldade, a vontade de estraçalhar Victorine e coloca-la num daqueles pedestais.

Mas também havia sua força de vontade, misturada à sua teimosia. A cabeça dele continuava abaixada enquanto o rapaz de contorcia em dor, tendo duvidas de quem dominaria, no fim das contas.

O grito de Diana – que conseguiu transcender mundos – foi que acabou sacudindo a mente de Aaron e o trouxe de volta para a realidade.

Os olhos ainda estavam vermelhos por conta do esforço – as veias que rompem e deixam aquela imagem um tanto quanto selvagem. Ele ergueu a cabeça e logo os olhos se depararam com Valentina. A forma como ela se desesperou por conta da cena, as mãos tremulas com a arma.

- NÃO!!

Aaron ergueu-se e começou a se aproximar do altar.

Com muita vontade, era verdade.

Todas aquelas prometidas, desde Anastacia...

Todas as mulheres que um dia “ele” amou.

Olhou para todas elas e meneou negativamente.


- Eu nunca quis isso! Eu nunca quis isso com nenhuma de vocês! Será que nunca teremos a possibilidade de sermos felizes?

Ele era sincero em seu apelo. Voltou o olhar para Valentina e não era mais os outros. Era apenas Aaron.

- Abaixa essa arma, Tina...

Não era um tom imperativo. Era um tom de suplica.

Ele se aproximou cada vez mais. Passou por suas prometidas e levou as mãos até os pés dela.

- Lembra do primeiro dia? A forma autoritária como você me encarou só porque eu estava bebendo e rindo. Ali, você já sabia, não? Você já sabia que todos os meus sorrisos só poderiam ser seus...

Ele apertou os pés dela.


- Não...faça isso...Por favor, Tina. Eu te...

Os vitrais quebraram nesse instante. Aaron também se assustou, vendo que havia mais alguém à porta e uma luz que não existia antes.

Voltou a encará-la, vendo além. Vendo um “T” surgindo na pedra.

- Tina, não!!!

Ele não tinha altura para atirar nela.



- Se você quer atirar em alguém, atire em mim!! Eu que fui o culpado por ela ter criado esse ciclo de maldade. A irmã da Anastacia só queria o meu amor, mas eu não posso mandar em sentimentos. Em quem vou amar. A fonte do mal sou eu...Não você... 

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Ter 15 Set 2015, 14:01

Victorine recuou quando Troy a puxou daquela forma. Era reconfortante a forma como eles se protegiam uns dos outros.

- Está tudo bem, Troy...Está tudo bem.

Disse meio nervosa.

Não estava nada bem! Mas Victorine continuaria apostando suas fichas de que sim! Tudo ficaria bem. Enquanto eles lutassem, enquanto eles continuassem se provando, tudo seria possivel. Eles só precisavam acreditar.

É nos momentos mais sombrios que a fé se faz mais presente.

Tudo ficará bem no final.

Se ainda não ficou, é porque não acabou.  

O grito de Diana realmente acordou todos eles. E aquelas noivas, aquelas prometidas ou falsas prometidas, tinham surgido quase como numa releitura de seu pesadelo.

Foi nesse momento que tudo ficou lento. Lento demais.

Victorine voltou o olhar para o chão, vendo o piso de concreto rachado, quebrado.

Piscou os olhos e viu o lago congelado.

Sua irmã estava a um triz de perder o ar. E, como ela mesma pôde constatar ao olhar para o altar, estava a um triz de puxar o gatilho.

Aaron tinha corrido até lá para tentar impedi-la. Estava lutando, recuperando o controle.

Mas os espíritos estavam saindo do lago congelado. De todos os lugares.

Victorine soltou o ar pela boca e pôde ver a fumaça de frio.

Olhou para o lado, vendo que Troy ainda estava com o castiçal pronto para atacar qualquer um, mas já começava a ser afetado pela vontade de feri-la – não quer dizer que ele faria isso. O mesmo com Lucas que estava perdendo as referencias, mas ainda buscava uma resposta.

Tudo estava tão lento que ela quase conseguiu ver os vitrais trincando e explodindo em mil pedaços. A porta abrindo-se com a entrada dele...


Jhon.

E a luz logo atrás que a cegou por um instante.

O coração dela parou de bater, falhando uma batida.

Ela tinha chorado pela morte dele e lá estava Jhon novamente. Ele não havia morrido de vez, como ela tinha pensado. E estava ali por conta do colar.

Que não estava com ela, mas com Zachary.

Talvez Victorine realmente não conhecesse Jhon.

Mas ela se conhecia.

E ela ainda acreditava que poderia participar daquela luta também. Não sabia qual era o final, mas sabia que aquilo faria bem. E não o mal.


Os passos dela começaram a leva-la na direção da confusão de noivas e Zachary.

Os olhos dela estavam focados na direção da luz, vendo muito além de Jhon – que ela não tinha visto se chamar Theodore.

O nome continuava sendo escrito, mas ela andava.

E não ouvia ninguém.

Naquele circulo de noivas e o desespero de Diana, Victorine foi apenas mais uma que passou, mas não ficou para o circulo. Elas ainda estavam focadas no colar.


O colar.

Foi curioso como a nuca dela se arrepiou ao sentir o cristal se partindo na mão de Zachary, misturando-se ao sangue dele.
Mas não era exatamente o sangue dele que queriam.

Sacrifícios.

Todos devem fazer o seu.

Estava ainda caminhando na direção de Theo, mas começou a falar em russo.

- Он обещал О , видит свет . Она прямо здесь ... Просто то, что вы хотите достичь его . Вы не хотите , чтобы избавиться от боли и страданий ? Вы не хотите ... мир ? (Vocês, ó prometidas, vejam a luz. Ela está bem aqui...Basta que vocês queiram alcança-la. Vocês não querem se livrar da dor e do sofrimento? Vocês não querem...paz?)

Passou por Theodore e se abaixou um pouco, pegando um dos cacos de vidro que tinham explodido da catedral.

- Давай, давай со мной ...(Vamos, venham comigo...)

Victorine cortou as mãos, um pouco mais fundo para que o efeito fosse mais rápido. Trincou os dentes por conta da dor, mas em nenhum momento pareceu recuar do destino. Fechou as mãos, deixando que o sangue pingasse pelo caminho até a porta da igreja. E espalmou as mãos na abertura da porta.

- Приходите найти покой ... (Venham encontrar a paz...)

Dizia alto o suficiente para que as noivas a ouvissem.


- И освободить тех кого я люблю. (E libertem aqueles que eu amo). - E sussurrou sem tirar os olhos do horizonte.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Ter 15 Set 2015, 22:06

Troy não havia refletido ainda sobre o que viu na pedra... o seu nome: TROY BATEMAN, ao lado do nome de outros caras, mas também do de Johnathan Forrest e Joseph Lewis-Parker. Para Troy, aquilo só podia ter uma conclusão... Os caras estavam vivos e, por isso, não precisavam de substitutos. Mas porque o nome de Troy estava na pedra? Quem ele estava substituindo?

Depois que muita coisa aconteceu, Valentina tinha uma arma apontada para a própria cabeça e Aaron tentava convencê-la a não fazer nenhuma tolice. Quando Troy puxa Vickie mais para perto, ele ouve em seus pensamentos...

"Ela não é a prometida. Continue o seu caminho"

Troy: Mas quem disse...?

Então uma fumaça estranha cerca Troy e Luke. Eles podem ver Aileen e Pandora, lindas como nunca... e eles começam a sentir o mal se apoderando deles. A vontade de ver Vickie morta, como as outras garotas! Luke tenta lutar contra isso... Troy também.

Troy: Vickie... cai fora! Algo está acontecendo aqui e... eu quero te matar! Quero tanto te matar, vadia!

A voz e o semblante de Troy mudavam... oscilavam... trocavam como um cara possuído.

Troy: Não...! Não! SAI, VICKIE! FOGE!

Troy cai de joelhos, tentando manter o controle. Então, ele olha para algo que talvez possa salvar tudo nestemomento. Há milênios a humanidade acreditava que o fogo era purificação... expiação! Tinha de ser. O fogo, mais do que destruição era a renovação!

O nerd pega o candelabro e o coloca bem embaixo do seu queixo, fazendo com que a chama da vela queime um pontinho na mandíbula do rapaz... mas que deve doer como o inferno!

Troy: AAAAARGGHHHHHH!!!

Talvez aquilo tornasse mais difícil da sua mente se perder.

Então, ele olha para o lado e vê Joseph e Johnathan, hipnotizados, olhando para apedra dos nomes.

Troy: Desgraçados! A culpa toda é de vocês, não nossa!

Começava ase levantar e ir em direção a eles...

Troy: Vocês são os culpados, não a gente!!! Deixem ela ir! Deixem ela ir AGORAAA!

Avançava em direção aos dois...

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Re: O chamado...

Mensagem  Duxhill H.U. em Qua 16 Set 2015, 09:33

Diana não respondia, ela parecia tomada por algum tipo de perturbação, algo que somente ela ouvia, capaz de tortura-la a ponto de seus ouvidos sangrarem.
 
As “não-prometidas” iam se aproximando cada vez mais de você Zachy, envolvendo você e Diana, em uma espécie de círculo, elas te encaravam, como se esperasse que vice fizesse algo.
 
Afinal...você tinha o colar...
 
Por isto que Lucas pedia seu sacrifício, ele não deixava claro, mas você sentia o que o rapaz queria....
 
E sim Zachy, todos ali do outro mundo olhavam para seu pingente, todos ali esperavam algo de você. Era como se de algum modo, aquilo pudesse exercer algum controle ali.
 
E que controle podia existir, quando Theodore entrou a Igreja, e seus olhos também foram ao pingente, ao passo que o nome dele era escrito a pedra. Os olhos azuis do rapaz flamejavam. Era difícil dizer Vickie, se Theo era realmente Jhon, aquele que você conheceu e confio cegamente desde o começo. Aquele que você teve mais afinidade e deu mais liberdade que a qualquer outro ali.
 
Teria você se enganado tanto? Será que no momento que Lucas ficou bem, foram as forças de Theo que ele levou? Ou a bondade? Ou a parte que o fazia lutar contra tudo aquilo.
 
Agora era o fim.
 
Ao passo que a mão firme de Z envolvia o pingente, a voz grave de Aaron ecoava a Igreja, pedindo clemencia, pedindo esperança. Gritando a todos que ele nunca pediu nada daquilo, que ele tinha o direito de ser feliz. Que todos ali tinham.
 
JUSTIÇA.
 
Assim pedia o S.r. Williams.
 
Pedia isto enquanto estava diante de sua amada, que mais parecia outra estatua ao pedestal, com a arma apontada para a própria cabeça, com apenas um vestígio de sanidade, que fazia o dedo somente deslizar pelo gatilho. O rosto ficava erguido aos vitrais, e a voz de Aaron parecia longe.
 
Longe....
 
E ele falava do dia que se encontraram no Pub. Os olhos de Valentina se abriram mais, e ela quase levava um choque contra a alma, ao passo que o rosto se abaixou, e os olhos com muito esforço buscaram os de Aaron.
 
Ela lembrava…Ela ainda estava lá. Ele apertava os pés descalços dela, cobertos pelo tecido que deixava o corpo quase seminu, e ela mexia os mesmos.  E no momento que você tocou o tecido Aaron, você sentiu verdadeiro arrepio.
 
Era um tecido diferente, era…feito…de pele....
 
Pele Humana.
 
Ela estava ali Aaron...em algum lugar.
 
Assim como os outros dois do pacto. Forrest e Joseph, os mesmos que matariam Aileen, Pandora, e até mesmo Kath. Que fora usada para vestir as “santas”. Todos tinham sua serventia não?
 
Era no momento que Victorine entendia o que ela precisava fazer.
 
Ela era a salvadora! Sempre fora!
 
Por isto o colar foi dedicado a ela, entregues pela mão da prometida, um pressagio, uma missão, a salvação.
 
E a menina entendia, entendia quando via a luz, quando as almas olhavam a luz.
 
Ela seria a guia, seria ela a estender a ponte que os levaria a paz.
 
Que findaria 80 anos de sofrimento.
 
E ela logo tomou o rumo de seu destino, ignorando um Troy desesperado que dizia para ela sair de perto dele, que ele não podia mais se conter, e unia suas forças para atacar os dois, que eram tão inocentes quando ele.
 
Em suas almas, não em seus atos Troy.
 
Luke assistia a tudo, esperando o momento de agir. E Vickie virou-se a luz, que refletia o brilho de seus cabelos, a delicadeza de seus traços, e o esplendor das orbes vítreas e caminho na direção da luz.
 
E sim Vickie....
 
Eles te seguiram…se você tivesse algo entre os dois mundos.
 
Mas o seu tesouro, você dedicou a outro.
 
E era neste momento que os pedaços de cristais. Deslizavam ao ar, junto com as gotas de sangue da mão de Zachary....
 
Vickie...você jamais poderia guiar as almas, sem aquele colar. Sua esperança acabava de ser destruída. Ao mesmo tempo…você acaba de ser salva.
 
Salva por aquele rapaz que você já julgou tanto, e ao mesmo tempo buscou consolo. O mesmo Zachary de olhos amendoados que se achava capaz de conquistar o mundo todo, quando não conseguia nem ao menos superar seu passado.
 
Que em formato de um anjo pecador, estava de joelhos encolhida atrás dele, tentando não ouvir a canção da escuridão.
 
Sacrifício....
 
O mesmo que fazia Valentina pressionar a arma a cabeça, enquanto Vickie ia para a luz, e os olhos azuis da russa, lacrimejavam ao passo que não saiam dos de Aaron, as palavras não saiam, e o corpo todo estava rígido. Ela ia atirar.
 
Como vocês poderiam achar que sacrificando Vickie, salvariam Valentina, ou vice e versa?
 
Eram irmãs, eram metades de uma mesma alma, amavam—se é buscavam-se como poucos. Mesmo tomadas de segredos, medos e refúgios. Matar uma era matar outra.
 
Levar as almas a luz, seriam matar as Zelyaeva para sempre, porque Valentina atiraria na própria cabeça, ao passo que Victorine deixaria a luz leva-la.
 
Não existia saída, não é? Era um final programado, o qual você sempre souberam. O qual Diana avisou, mas vocês preferiam ignorar tudo em nome da esperança....
 
Do amor....
 
O amor....sempre o amor.
 
Foi o amor que fez tudo aquilo.
 
O amor que fora impossível, e o mesmo amor que fora de sacrifício.
 
Como vocês podiam achar que não seria um sacrifício de amor a salvar todos....
 
O sacrifício da irmã pela outra? O amor de família?
 
O sacrifício do eterno amante?
 
Ou o sacrifício do verdadeiro amor? Aquele que mesmo correspondido, transcende mundos e incide em benevolência. O sacrifício que a irmã de Anastacia nunca fora capaz. Quando não amada, vestiu-se de maldade, e criou uma maldição que transcendeu mundos.
 
Como não seria o contrário a quebrar a maldição?
A prova de que no mundo existia sim o verdadeiro amor....
 
E que nem sempre as cartas estão marcadas, e mesmo que vocês tenham pisado naquela Igreja capazes de dar a própria vida um pelo outro, sem nem mesmo entender o porque.
 
Existia alguém que nem sequer pensou que seria ela ao fazer, que tentou lutar contra isto, ou que de algum modo, desviou seu coração do sentimento que se tornou perpetuo....
 
Não crianças.....Nenhum de vocês eram os salvadores daquelas almas, pois vocês precisavam salvar a vocês mesmos.
 
Gostas de sangue....
 
Gotas de amor.....
 
Eram estas que pingavam aquele chão de piso frio, espalhando-se em uma poça. O delicado rosto estava tombado de lado, recostado a parede, com os cabelos castanhos a tomar o colo, os lábios já um tanto roxos, e a forma como os braços caíram ao lado do corpo, tocando com as mãos viradas o chão.
 
Era a posição da verdadeira Santa.
 
Aquele era o sangue do sacrifício.
 
Aquele era o sacrifício do amor.
 
Passos rápidos ao corredor, denotando o desespero de uma doce garota em busca de uma amiga que acabara de conhecer. Mas já a considerava tanto. Situações de desespero unem mais as pessoas que anos de convício.
 
Por isto Faith corria como louca, e tentava abrir a porta do banheiro, que estava trancada, teve que ter um tranco do policial a porta, para a mesma abrir. E Faith gritar e tentar correr em desespero, ao corpo de Bree, enquanto o policial envolveu a menina pela cintura, a erguendo do chão e a impedindo.
 
Gritos e gritos, dos e desespero. Choro....
 
Enquanto um Mustang que já carregava tanta tristeza e dor, cruzava a pista a uma velocidade extrema, indo de encontro a um caminhão. E outro sacrifício seria feito, e outra alma seria dedicada.
 
Silêncio....
 
Este é o verdadeiro sentido do amor?...A morte?....
 
Enquanto o Oficial Memphys, Louise, Jeff, Lyssa, Edge subiam na direção do quarto de Barbara Thorne, a qual acreditavam precisar ser salva.
 
E podiam ver médicos dentro do quarto, enfermeiros segurando lanterna, e os médicos tentando reanimar um corpo já sem vida.
 
O rosto tombado a cama, com os negros fios ao rosto, já consumido pela morte.
 
Caos. Como a 10 anos atrás, profundo e absoluto caos.
 
A luz que invadia a Igreja, quase chegava a cegar todos. Ao ponto de fazer o dedo de Valentina vacilar no gatilho.
 
E no momento que Vickie abria as portas duplas, a luz também a cegou.
 
E uma linda jovem surgia ali. Vestida em puro lindo branco, quase como um anjo deveria ser. Cabelos castanhos e olhos no mesmo tom. Um sorriso que jamais poderia ser esquecido. E a forma como os pés ficavam a pontas, denotavam que aquele pequeno sonho não havia morrido no banheiro do HU.
 
Os olhos suaves de Breanna encararam Vickie por um segundo, e eles nunca reluziram tanto, e nunca existiu tanta luz. Ao passo que ela encarou o altar, onde estava a pedra, e a mesma já começava a se rachar diante de todos.
 
Não demorou as almas começarem uma a uma, caminharem na direção da luz, passando por Vickie, passando por todos, e indo até Bree.
 
A salvadora.
 
O sorriso ao rosto dela, só trazia confortos as pobres e sofridas almas. Uma a uma, todas foram saindo, sendo consumidas pela luz, caminhando na direção dela. E logo Bree estendeu uma mão, a qual Anatascia, "O inicio" tocou, e a outra mão, a qual Elizabeth "o fim",  tocou.
 
Os olhos das três se cruzaram, e finalmente elas deram as costas caminhando na direção da luz. De súbito Bree parou e logo virou o rosto na direção de Theodore. O rapaz suspirou fundo e fitou a garota.
 
Sacudiu a cabeça em negativo.
 
Não ainda.
 
E olhou uma última vez pra Vickie antes de desaparecer.
 
A pedra se fez em pedaços atrás de Valentina, e o corpo dela apenas desabou sobre o altar. Desmaiando em meio a tudo aquilo.
 
Pouco a pouco a luz se extinguia, e uma única certeza podia estar em todos.
 
O mal havia partido...não por mais 10 anos....Para sempre.
 
Exatamente por isto, a muitos quilômetros de distância, aqueles lindos olhos cinzas se abriam para o mundo novamente, e alguns médicos diziam que era milagre. E que Barbara Thorne, havia voltado a vida.
 
Ao passo que um jovem Jason, fazia de tudo para tentar ao hospital, e a luz retornava. Ao passo que os seguranças finalmente deixavam o rapaz passar, em desespero. E ir atrás da garota que ele tanto procurava.
Na Igreja os gritos de Castle e Mirella ja rendiam Forrest e Joseph.
 
E aquela linda e doce garota, que nem todos puderam compreender, que cometeu tantos erros. Ao final...dava a vida em prol do amor. Para salvar o único garoto que seu coração verdadeiramente amou. Mesmo sabendo que ele amava outra.
 
E sem saber....aquele doce anjo.
 
Salvou a todos ali.
 
Descanse em paz meu amor.

 


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Re: O chamado...

Mensagem  Zachary Mateschitz em Qua 16 Set 2015, 10:19

Não sabia mais o que fazer.

Esperava que, ao quebrar o colar, aconteceria algo útil.

Algo que fizesse aquilo parar.

Mas não.

Elas continuavam avançando.

O olhando.

E Diana a cada segundo mais distante.

Victorine tomava a frente, se sacrificando… Tentando levá-las a luz.

Mas era inútil.

Não havia reação.

Era uma batalha sem modos de vencer.

Diana estava certa.

Sempre esteve.

Olhava para o desespero de Aaron tentando salvar Valentina.

Para Lucas e Troy lutando contra aquilo.

Para Victorine em desespero.

E o pior… Para Diana, sem reação alguma.

Zachary caía de joelhos, finalmente vencido.

Após destruir o colar, finalmente passou a sentir o que eles sentiam.

E o desejo de salvar Diana já não era tão forte assim.

E isso, por si só, já era um incentivo mais do que gritante.

Os dedos se fechavam em um grande caco de vidro ao chão, e vagarosamente ele guiava o caco afiado ao pescoço.

Lucas tinha visto antes dele o que era necessário, só não era capaz de fazê-lo.

Poderia tentar matar os outros dois assassinos, mas eles estavam longe demais para isso.

E Zack estava cercado.

Voltou o olhar para Diana e levou o caco até o pescoço, o forçando contra a pele.
O corte ardia, fazia o sangue escorrer… E Zack se esforçava para ignorar a dor e cravar o vidro mais profundamente.

Até que as portas se abriam.

Breeanna?

Zack cerrava os olhos e via as noivas a seguirem.

O clima perdia todo peso.

Aqueles pensamentos negativos que o aflingiam desapareciam.

A pedra se despedaçava.

E ele finalmente entendia.

Ela havia se sacrificando.

Mas como e por que? Ela nem estava ali.

Mal se lembrava dela se dedicando aquelas coisas.

Mas ainda assim era impossível conter o nó na garganta e os olhos se inundarem de lágrimas.

Eu sinto muito, Bree.

Sinto muito mesmo…

Voltou o olhar para Diana, a erguendo do chão, para tentar ver seu rosto… Ver seu estado – Diana? - Chamava por ela, com uma voz pastosa… Grave demais.

Ao mesmo tempo erguia os olhos, procurando ver o estado de Aaron e Valentina.

Lucas e Victorine.

Troy.

Como seus amigos estavam.

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Re: O chamado...

Mensagem  Convidado em Qua 16 Set 2015, 10:44

Epa...Quem falou em "suicídio"?

Ok, isso que eu ganho por não saber se expressar. Certo, eu aceito isso.

Sabe, "Vai la para cima de um daqueles caras" ia chamar um pouco de atenção.

Em especial porque...Bem um deles estava armado.

Nunca diria para alguém se matar. Ok, talvez se a arma tivesse em minha mão o faria mas...

"Faça o que eu digo, não faça o que eu faço".

Depois de toda aquela...Série de eventos levantava-se devagar como se ainda levando algum tempo para realmente entender o que havia acontecido. Talvez até que a sensação que algo no ultimo momento apareceria mostrando que aquilo ainda não tinha acabado passava, mas so restava o silêncio, de forma que ele poderia ouvir sua respiração e seus passos. Olhava para Troy vendo que o garoto estava bem, ou ao menos "bem" da forma que era possivel no momento. Faria um sinal de positivo com a cabeça mostrando que estava tudo bem, que havia acabado ou algo do tipo.

Afinal ele nao é uma pessoa fácil de entender.

Até mesmo a policia estava ali, antes tarde que mais tarde pelo visto. E ja levava os "culpados", se é que era possível prender alguém naquele mundo que fosse o responsável pelos atos. Aproximou-se de Zack, ironicamente aquele com quem pior se relacionava entre eles era a quem dirigia a palavra: - Bela escolha...Também achei que aconteceria algo. - Estendia a mão para ajudar o garoto a se levantar. Provavelmente falava a respeito do colar, e porque provavelmente, no seu lugar eu acabaria levando um tiro do "policial" tentando avançar contra os dois. Não havia sarcasmo na voz enquanto ele olhava em volta, ainda prestando atenção aos detalhes como o vidro quebrado, Aaron chamando por Valentina, olhava para o corte no pescoço de Zack e fazia uma expressão de dor...Mas provavelmente o garoto estava mais preocupado com Diana e não iria o impedir.

"Faculdade maluca"

Como pensaria em encontrar SENTIDO no que havia acontecido ali? Melhor deixar para la... Era de certa forma engraçado pensar que tinha ao menos uma "lenda urbana" para contar da proxima vez que o time se reunisse. Era isso agora nao era? Voltar, seguir com a faculdade, o time.

Olhava em direção as portas...Aquele ultimo cara, não o conhecia e não havia conseguido ler o nome dele mas...Porque ele era de certa forma familiar? Alguem mais deveria ter as respostas mas ele REALMENTE não ligava, estavam bem, a salvo. Era o que importava...

- Victorine! - Pareceu despertar daquela resolução que levava interminaveis segundos dentro de sua cabeça. Se deslocando em uma pequena corrida até perto dela, que ainda olhava em direção aonde so existia um "vazio" naquele instante. - Acabou Vic. - Olhava para ela sem saber ao certo se sequer estava o ouvindo. Mesmo que ainda estivesse com a mente em outro lugar, o que era mais do que compreensível, escutava o som de pano se rasgando enquanto Lucas arrancava uma das manga da camisa segurando o braço dela com cuidado, enquanto enrolava os cortes nas mãos feridas de forma improvisada.

- Uma vez na vida não seja teimosa... - Dizia como se imaginando o que ela diria, que não era preciso que estava bem. Sem olhar para o rosto dela, sorrindo discretamente enquanto terminava o que fazia para apenas depois olhar para ela. Abria os lábios para falar que...Bem, se tratando de Lucas, jamais era algo que podia se ter certeza. Mas parecia ouvir Aaron falando com Valentina, e olhava na direção deles: - Vai la, viemos pela sua irmã afinal....Se der me explica depois o que foi aquilo, meu Russo é horrível.

E logo que ela saísse, daria um passo na outra direção a medida que Castle e os demais chegavam ali e provavelmente viriam com uma série de perguntas. Permanecia no mesmo local, se sentindo como se tivesse acabado de sair de um jogo, com a roupa rasgada, completamente esgotado fazendo um esforço para se manter de pé e sorrindo...Sem nenhuma razão em especial olhando na direção da luz de instantes atras, sentindo-se bem como não lembrava de ter se sentido a muito tempo. Como se houvesse vencido o jogo de sua vida...

Sem mais uma vez, se preocupar com a razão.

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Re: O chamado...

Mensagem  Diana Grayssom em Qua 16 Set 2015, 10:47

Diana encolhia-se como podia, aquilo ficava a cada segundo mais insuportável, o sangue escorria pelas delicadas mãos, e deslizavam pelos braços, e ela gemia de dor, até que o corpo tombasse ao chão, meio de joelhos, meio caída de lado, encolhendo-se ainda, contorcendo-se.
 
Era como se fosse sentir aquela dor até seu último suspiro. Era uma batalha que pedia sacrifício, o mal não deixaria eles, se algo não fosse dado em troca. Ao final o mundo sempre pedia o equilíbrio. Era claro que Diana jamais poderia imaginar quem seria o sacrifício.
 
O que Diana envolvia remetia a uma Diana pequena e assustada de anos atrás, uma Diana que nem mesmo ela conhecia, ou se lembrava. Mal pode sentir Zachy se ajoelhando ali próximo, enquanto os pedaços de cristais reluziam em volta deles, e finalmente as almas iam deixando aqueles dois em paz.
 
Mas Diana ainda não era capaz de ver a luz. Mal podia ver a pobre Bree a se sacrificar. Ou Vickie a tentar. E muito menos Zachy desistir e tentar tirar a própria vida.
 
Apenas encolhia-se e não sabia como era capaz de existir tanta dor no mundo.
 
Mas então as gotas de sangue, que saiam do pescoço de Zachary, reluziram ao chão, fazendo com que finalmente os olhos azuis se abrissem, por trás das lentes da armação que estava completamente torta ao rosto, as mãos paravam de pressionar tanto assim os ouvidos, porque a dor começava a se esvair.
 
Mas a forma como o sangue brilhava ao chão, a fazia entrar em um novo desespero. Chegava a ficar ofegante, enquanto, parecia ter certo receio de erguer os olhos e ver da onde vinha o sangue, foi quando sentiu as mãos firmes de Zachy, tomando seus ombros, e a erguendo, pouco a pouco ela, envolveu as mãos aos braços dele, e ergueu-se do chão.
 
Diana finalmente se situou, os cabelos cinzentos estavam aquele coque, que pouco a pouco começava a cair pelos ombros e costas, os ouvidos tinham sangue pisado, e o braço ainda estava ferido. Lentamente o rosto ergueu-se e os olhos iam aos de Zachy.
 
Ele a chamava...E finalmente ela ouvia. Os olhos de D se abriram ainda mais, quando ela finalmente pode ver Zachy.
 
- Zachary....
 
Ela quase tinha um sobressalto, como se despertasse, as mãos de imediato foram ao pescoço dele, envolvo em sangue, e ela segurou o mesmo com ambas as mãos, tentando impedir o sangue, o olhando.
 
- O que....
 
A voz falhou, porque ela nem sequer precisava olhar para trás para saber que estavam salvos de algum modo. Aquela paz que invadiu a Igreja, aquela sensação de um peso que deixava os ombros, uma dor que deixava alma.
 
Era o necessário. Mesmo para alguém como Diana, ter a bondade e a esperança invadindo seu peito daquele modo, era um banho de felicidade. Por isto os lábios ficaram trêmulos, ao passos que os olhos vacilavam em lagrimas, sem sair dos de Zachy.
 
O sangue dele estava a mão dela, junto ao dela, estavam feriados, machucados, sujos. O rosto ainda tinha aquela fuligem de antes. As pernas queriam fraquejar.
 
Mas eles estavam vivos, e Deus ...pela primeira vez D pode sentir aquela sensação invadi-la.
 
Talvez não pela primeira vez, mas foi a primeira vez que pode testemunhar.
 
E Zachy estava ali.....estava bem....
 
O sonho tinha se tornado realmente somente um pesadelo, não mais a verdade, não mais o medo que a fez atravessar tudo para estar ali naquele momento.
 
Por isto ele pode ver quando ela desabou. Quando as lagrimas simplesmente tomaram por completo o rosto, escorrendo sem parar, e ela não podia mais se conter, a cabeça sacudiu em negativo, ao passo que os lábios se cerravam, querendo falar palavras que simplesmente não iam nunca sair.
 
E então o rosto simplesmente se aproximou do dele, de um modo quase brusco, quase delicado, e os lábios colarem-se aos de Zachy, de modo firme, grave, de modo como se precisasse de todos os modos sentir a boca dele a sua.
 
Sem mais se perguntar se aquilo era certo, era errado, se era um jogo, se ela estaria jogando uma carta errada, se estava fraca ou disforme.
 
Bem ou mal, quando a boca tocava a dele, tudo se tornava uma coisa só. E a forma como ele podia sentir o salgado das lagrimas no rosto dela, diziam apenas uma coisa.
 
Nem Anjo...
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