A mente que nunca descansa....

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A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sab 19 Set 2015, 11:07

Valentina havia decidido se afastar. Após tudo que a russa passou, após quase dar uma tiro na própria cabeça, há de se convir que ela precisava de um tempo sozinha.
 
Precisava pensar em tudo, e para isto tinha que se afastar até mesmo de Aaron.
 
E depois de Vickie...
 
Não foi fácil a despedida. No fundo Valentina sabia e via nos olhos de Aaron que ela queria vir junto, que não queria ficar longe. Mas era exatamente por naquele pouco tempo ter descoberto gostar tanto daquele rapaz. Que ela fechou suas fronteiras e o encarou com os olhos gélidos. Como antes.
 
Despediu-se sim, e mesmo que quisesse ser mais fria, ao sentir o toque aos lábios, ela não pode não corresponder, quando menos percebeu, sua mão estava ao ombro dele, e aponta dos dedos apertava, para senti-lo. Naquele momento de fraqueza, o nariz deslizou pelo rosto dele, e logo foi ao pescoço dele, sentindo seu cheiro, enquanto o envolvia naquele abraço.
 
E era quase impossível despedir-se assim.
 
Por isto fico algum tempo abraçada a ele. Mas logo chamaram o voo delas, e Valentina se afastou, sendo acompanhada da irmã, que deixava um Luke desiludido para trás.
 
Já em casa, Vickie ficou ao cuidado dos pais, e Valentina partiu ao Haras, onde disse que queria ficar sozinha e pensar em tudo.
 
Mas aquele semana foi além disto. Procurou sim Alexandra, e após muito tempo sentiu uma emoção novamente. Raiva. Frustração. Ela simplesmente não lhe contava nada, não lhe ajudava em nada, e mesmo que ela sentisse que era uma forma de proteção.
 
Também era uma forma de covardia.
 
Por isto Valentina viajou novamente pela Russia e foi consultar algumas pessoas. Ela não podia deixar de ir atrás de saber e tentar entender o que realmente aconteceu naquela igreja.
 
Mas naquela tarde....Estava no Haras.
 
Estava em frente ao lago, os olhos vítreos focados ao lago, o frio na Russia castigava. Por isto Valentina usava uma calça de couro preta, botas longas até os joelhos de cor preta. Uma casaco de couro por cima, e um cachecol ao pescoço, os cabelos ficavam meio encobertos pelo cachecol, e alguns fios ficavam ao ar pelo vento.
Val:
 
De algum modo...Eles haviam estado entre dois mundos, eles haviam quase atravessado aquela linha tênue entre os dois lados. Durante algumas  horas...Ela foi outra pessoa.
 
Ela pegou o próprio carro, dirigiu quase um dia todo, entrou em um Igreja, deixou que a despissem. Expondo seu corpo aqueles dois doentes, deixou que eles colocassem aquele vestido feito com a pele de uma das meninas que ela devia proteger. Deixou que a manipulassem como uma boneca, a colocassem onde bem entendessem, que mostrassem o que quisessem dela. Que a fizesse ignorar as pessoas que se importava, que quase desse um tiro a própria cabeça.
 
E por mais que estivesse dominada. Ela estava lá em algum lugar. Mas foi fraca.
 
Era fraca.
 
Os olhos abaixaram a mão dela envolta em uma luva de couro preta, onde havia um dos potes dos remédios.
 
Era fraca, precisava de remédios sucumbiu ao mal, ao domínio. Não tinha controle se não tomasse aqueles remédios. Não era digna de ser uma Zelyaeva, cuidar de uma fraternidade onde as meninas esperavam que ela as protegesse, e não se deixasse dominar para ser aquela que iria destruir tudo.
 
Como poderia ficar com Aaron?..Era fraca. A garota que ele nunca sequer deu atenção, foi aquela a se sacrificar por todos. Aaron devia ficar com uma garota assim, forte. Digna dele.
 
E Vickie...Ela escondeu tudo da irmã, e continua escondendo, não pode protege-la, teve que depender de terceiros para isto.
 
Valentina apertou a mão com o vidro do remédio e fechou com força os olhos.
 
Era uma fracassada.
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Valentina Zelyaeva

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Sab 19 Set 2015, 21:15

No momento em que aquela sensação de fracasso dominou cada célula de Valentina, o celular vibrou pela primeira vez. Ela segurava o frasco das drogas como último recurso, como se fosse a única solução para seus problemas. A única forma dela conseguir se saciar.

Será?

O celular vibrou mais uma vez.

A família sabia que Valentina não queria ser encontrada. Eles nem ao menos sabiam qual era o real refugio dela; o lugar que ela mais gostava de estar no mundo, onde podia ser ela mesma, sem receios do que seu pai poderia achar ou não.

Apenas Victorine sabia onde ela estava, porque ao contrário dos pais, ela sempre se preocupou em dar mais amor do que cobrar qualquer coisa dela. Sabia que ela queria paz, mas sabia onde encontra-la. E, justamente por respeitar esse momento da irmã, não podia ser Vickie quem estava mandando mensagem.

Quem então?

Aquele número era o da Russia apenas.

A curiosidade falou mais alto. Um numero “estranho” apareceu no whatsapp dela. Mas Valentina poderia reconhece-lo, porque era impossível esquecer aquele numero. Ela havia decorado mesmo que ele estivesse salvo em sua agenda anterior.

Por isso, foi muito fácil ler aquelas mensagens como se elas fossem ditas ao pé de seu ouvido.


“Eu sei que você precisava de espaço, mas doze dias é o máximo que eu posso fazer.


Não suportaria ficar mais uma hora separado por um oceano de distancia.


Se você quiser me ver, por favor, venha até a entrada.


Se você não quiser me ver, bom, achei o lugar bastante agradável para passar uma temporada e posso reservar um quarto pra mim.


Por favor, venha até a recepção, Tina.


Seu.”

Como assim?

Aaron estava ali? Não nos EUA? Não em Cambridge?

Desde quando?

Muito simples...

Ele realmente não estava mais suportando aquela ausência física e o distanciamento emocional de Valentina. Queria respeitar o espaço que ela pediu e, por isso mesmo, ele dava escolhas para ela.

Ou ela descia e o via.

Ou ele subia e tentava a sorte de encontra-la ao longo dos dias.

O fato é que não aguentava mais ficar na Universidade. As aulas estavam encerradas e as casas estavam se preparando para receberem os novos alunos – muitos alunos. Zachary estava cheio de trabalhos, bem como Edge. Isso sem contar Louise.

Mas aos poucos as pessoas se adequavam aos seus novos cargos e funções.

Haveria uma viagem logo na primeira semana. As aulas começariam mais tarde porque eles precisavam se reestruturar. Muita coisa tinha mudado – e Aaron não podia se importar menos. O problema era deles.


Passou um semestre inteiro se preocupando com tudo e todos e para que? Para ver sua vida indo embora.

Talvez Ethan estivesse certo, no fim das contas. Às vezes você simplesmente tem que mandar tudo para o espaço.

Por isso mesmo ele pegou seu cartão, comprou uma passagem para a Russia e foi. Oras, ele não era obrigado a ir para Punta Cana – mesmo que o frio russo fosse meio embaçado, complicado de lidar. Era primavera e Aaron estava todo encasacado, morrendo de frio.


Já na Russia foi outra história. Mas talvez Valentina, inteligente e perspicaz como era, logo entendesse como ele chegou ali.

De toda forma, ele deu as costas para os elevadores, observando o belíssimo jardim que dava para ser visto por uma das grandes janelas da recepção. Estava usando um jaqueta marrom bem grossa, cachecol azul claro, calças sociais escuras e sapatos perfeitamente alinhados. O óculos ray-ban aviador ornamentava seu rosto, escondendo os olhos cansados da viagem. A barba estava por fazer, dando um ar mais maduro a ele.

Estava com uma postura clássica, com uma mão apoiada na janela e a outra no bolso.

Ele era quase uma miragem – que outras pessoas tinham enquanto Valentina decidia se desceria o não.

As pessoas até que poderiam aproveitar aquela visão por mais alguns segundos.

Porque aquela miragem...


Tinha dona. 


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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Dom 20 Set 2015, 12:18

Os olhos estavam fixos ao lago, tendo ainda o vidro de remédio a mão, foi quando o celular vibrou. E obviamente ela estranhou. Mas quando o mesmo vibrou a segunda vez, Val estendeu a mão livre ao bolso do casaco, e tirou ele de lá. Somente Vickie sabia onde ela estava. Obviamente seria ela, e Valentina não mais iria deixar de atender os chamados de sua irmã, ela voltou os olhos a tela. E aquele numero....
 
Reconhecia com facilidade. Por isto logo abriu a mensagem que vinha dele, e os olhos passaram pela mesma, mas era como ouvi-las...
 
Aquelas palavras soavam tentadoras, assim como a proposta daquela noite no baile.
 
A dança, as mascaras, aquele magia que os envolveu naqueles minutos. Como se todos aquele horror que os rondava pudesse deixar de existir e eles fossem capaz de criar aquele mundo a parte.
 
O mundo do Sr Wiliiams e da Dra Zelyaeva.
 
Valentina suspirou fundo, e logo os dedos deslizaram pelas teclas, e Aaron receberia a mensagem.
 
E não importava mais onde ele estava. Ele estava onde deveria estar.
 
E mesmo afastada de tudo, tendo confiado as meninas aquela viagem a Louise, a vice que acabava de assumir. Ela impossível se afastar dele....
 
Ela bem que tentou...Mas aquele oceano, Aaron venceu com facilidade.
 
SMS para Aaron:
 
“Me encontre na minha cabana as 20:00, Sr Williams.
Sua.
Obs: Traga vinho...
 
As cabanas eram locadas pelos hospedes que pediam privacidade no Haras. Elas ficavam um pouco mais afastadas. Mais em meio a área onde a neve que vinha de outras estações se acumulava.
Você esta na Russia, Aaron. Mesmo na primavera vai sentir o frio, aquele mesmo frio que sentia ao olhar pela primeira vez os olhos vítreos de Valentina.

Mas ela te deu  numero da cabana dela, e com uma breve informação na recepção, eles te indicavam o caminho. Você tria que ir com o veiculo que alugou, como eu disse, era um pouco afastado.
Uma estrada não muito segura, mas bastava dirigir com cautela, a paisagem valia a pena.



 

 
Mas como você era pontual, chegaria as 20:00 em ponto em frente a belíssima cabana que era a escolhida da Zelyaeva. Já era uma cabana que pertencia a Dra, ela pegava pela exclusividade da mesma. Próxima ao Haras onde podia praticar seu esporte predileto e ter todos os recursos necessários a sua estadia.
 



Você desce do carro sobe alguns degraus na varanda e logo está em frente a porta, duas batidas são necessárias, para você já conseguir ver o vulto de Valentina, caminhando até ali, já que a porta é de vidro fosco, assim como toda a cabana, rodeada por vidro, mas que pode ter sua devida privacidade com o fechar das cortinas.
 
Não demora Aaron pode ouvir o som da tranca da porta, e logo a mesma é aberta, e Valentina surge diante dele.
 
Não está usando os vestidos clássicos de antes, muito menos maquiada de modo impecável, nem mesmos os fios estão presos naquele coque que não deixa nenhum fio solto. Ali ela se sente bem, ali ela pode se vestir de modo confortável.
 
Por isto ele pode ver que ela está com uma cala de coton negra, colada ao corpo, por cima uma blusa de lã, larga de gola fofa para proteger do frio, a mesma é de cor vermelha, e denota total conforto ao corpo. Os pés estavam descalços de sapatos, mas envoltos em meias de la de cor preta bem quentes, com a barra virada, bem fofas também. Na cabeça esta uma touca de cor negra, deixando os fios caírem levemente ondulados aos ombros e costas, pareciam até mais cumpridos quando soltos assim. O rosto estava sem qualquer maquiagem, expondo as suaves sardas na região do nariz e maças da face. Os lábios rosados, sem qualquer brilho, apenas eles em sua simplicidade. E os olhos apesar de não tão chamativos por delineador, ou rímel. Estava mais reluzentes do que nunca.
 

Estavam libertos.

 
Sem papeis, rigidez, decoro, etiqueta. Era Valentina uma jovem de seus 23 anos, com responsabilidade e peso demais nas costas.
 
E em nenhum momento quando ela te viu Aaron, ela foi arredia, ou denotou aquele olhar que você conhecia muito bem, capaz de gelar a espinha de qualquer um. Ela apenas ergueu os olhos e te olhou longos instantes, até dar um passos em sua direção, os braços simplesmente envolveram seu pescoço, e o corpo recostou ao seu, em um abraço longo, apertado. Ela deixava até mesmo os pés ficarem entre os seus, para conseguir ainda mais aproximação, tendo que ficar um pouco a ponta deles, devido a sua altura, o rosto deitou-se a seu peito, e os olhos se fecharam.
 
Você então podia saber se era bem vindo, aquela cabana, só de estar próximo a porta, você já notava como era quente e aconchegante la dentro.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Dom 20 Set 2015, 15:06

A mensagem de Valentina foi um meio termo entre os dois extremos que Aaron havia pensado num primeiro momento, mas era melhor resposta que ele poderia ter recebido. Até porque, ele também precisava descansar um pouco e pensar no que diria quando a visse. Tantas coisas passavam por sua mente que chegava a ser difícil conseguir concatenar com perfeição todas as palavras que precisavam ser ditas.


E depois de tudo o que eles tinham passado, tinha que ser um momento sem erros. Perfeito.

Por isso ele pediu um quarto ainda no hotel do haras e procurou descansar um pouco. Ele tinha o mapa para a cabana dela com o tempo estimado de chegada, combustível no carro e agora tinha pedido o vinho também. Bom, parecia que tudo estava pronto.

Só faltava o fôlego.

Como um verdadeiro lorde britânico, Aaron se arrumou com bastante cuidado e logo seguiu até seu carro. Programou o GPS para que fizesse o melhor caminho.

Não era o seu aston martin. Era um Mercedez-Benz num tom quente que acaba contrastando com o cenário, na mesma medida em que o complementava. Apesar de estar bastante ansioso para encontra-la, Aaron não tinha pressa e buscava aproveitar o melhor daquela imagem.



Era como olhar para Valentina.

Porque tudo ali era o gelo, o mesmo gelo que ele viu e quebrou em seus olhos. A mesma montanha que ele tinha escalado – e que árdua escalada! – apenas para poder tirar um sorriso e baixar a guarda dela.

Eles tinham se apaixonado desde o primeiro momento, mas essa não foi a parte dificil. Dificil mesmo foi admitir o que estava mais do que claro para todos. Dificil foi ter que castrar a vontade de se amarem no consultório dela, porque precisavam ajudar os outros. Dificil mesmo foi ver a vida de todo mundo seguindo em frente e a deles ficando em segundo plano. Quase como os pais daquele grupo.

E para que?

Para serem chamados de frios demais. Mandões demais. Orgulhosos demais. Para se afastarem.

Uma coisa, contudo, valia muito a pena – e não era apenas a vista!. Eles poderiam ter paz e Aaron só sairia daquela cabana depois de conversar absolutamente tudo o que precisava ser dito.

O carro parou logo atrás do carro dela e logo Aaron saiu do mesmo, carregando o vinho.

Aaron estava usando uma blusa de lã creme de gola alta, calças jeans acinzentada – mas uma calça mais quente por baixo -  e um sobretudo bem alinhado, mas com um toque ligeiramente moderno. Ele não estava mais tão formal quanto estava quando chegou no Haras. Talvez por conta do tempo que pode “respirar”.

Look

Estava na metade do caminho até a porta quando a mesma começou a ser destrancada por Valentina.

Nem em mil anos ele teria uma visão mais bela do que aquela.

Pode um homem se apaixonar duas vezes pela mesma mulher?

Porque foi isso o que aconteceu naquele momento e Valentina poderia ter certeza quando olhasse nas íris azuis claríssimas dele.

Era a primeira vez que Aaron a via como “ela mesma”. A essência que ela escondia por trás da Dr. Zelyaeva, por trás da Presidente da ZBZ, a médica perfeita, a irmã perfeita, a filha perfeita, a mulher perfeita. Todas essas alcunhas escondiam algo que Aaron nem ao menos conseguia nominar.


Os olhos dele estavam hipnotizados naquelas sardas de seu nariz e pouco a pouco, toda aquela expressão séria que ele vinha carregando foi se desfazendo. E o sorriso cativante que há algum tempo ele não mostrava, novamente se fez presente.

Vê-la sem o mundo de responsabilidade em suas costas, fez com que Aaron também se sentisse mais leve.
E se Valentina tinha duvidas se ele iria gostar dessa “nova Valentina”, o abraço que os dois trocaram podia responder tudo.
Era um abraço saudoso, mas também de reconhecimento.

Ambos tinham caminhado até se aproximarem e Aaron fechou os olhos ao recebe-la, rodeando o delicado corpo com seus braços fortes. As roupas de frio impediam que eles sentissem o calor, mas a tensão já era presente.

Aaron levou os lábios até o pescoço dela, beijando a região antes de apoiar o cotovelo.

- É um prazer conhece-la, Valentina...

Ele murmurou e afastou-se um pouco para encará-la de perto.


- Eu me chamo Aaron.

Ele deu um sorriso meio bobo. Aquele sorriso que diminuía seus olhos já pequeninos. Mas que iluminava tudo ao redor. Permitiu-se encará-la de pertinho por mais alguns segundos.


Até que beijou cheio de ternura a testa dela.

Voltou a encará-la.

Roçou a ponta do nariz gelado contra o nariz arrebitado dela, divertindo-se com as sardas.

Sorriu.

E logo alcançou seu principal objetivo.

Tombou a cabeça e colou os lábios aos dela. Todo o roteiro que ele precisava seguir tinha ficado no hotel. Não havia nada que ele quisesse mais naquele momento do que sentir o gosto de Valentina e o calor de seus lábios.

Todo o resto poderia ficar para depois.


E realmente ficaria.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Dom 20 Set 2015, 15:56

Sim Aaron...
 
Algumas regras teriam que ser quebradas. Para você chegar naquela Valentina que havia se isolado de tudo e de todos. Fechada em seu castelo de gelo. Você precisava quebrar as regras da Dra Zelyaeva, da perfeita médica, irmã, filha, namorada.
 
Você teria que sucumbir a forma como ela te disse que precisava daquele tempo sozinha, você teria que ignorar os olhos gélidos que se trancavam para você, e ir além.
 
Assim que ela abriu a porta, e os pés passaram pela mesma, e ele pode ver naquela roupa mais simples. Não diria totalmente a vontade. Ainda assim era um modelo com o qual ela poderia até mesmo sair para jantar. Mas nada comparado aquela perfeição e classe de se vestir de antes. Muito menos as sardas que finalmente apareciam quando não escondidas pela base.
 
Ela surgiu ali, a sua frente, e parecia até mesmo. “Pequena”. Menos altura, menos pose, menos nariz empinado. Apenas uma menina.
 
Afinal é o que toda mulher como ela esconde dentro de si. Uma menina que por algum momento, em determinado tempo, teve que ser atrofiada.
 
Não que ela fosse infantil, ou que fosse agir como uma criança. Mas ao menos naquele lugar não precisava ser a pessoa sempre pronta a aguentar todo o peso do mundo em seus ombros, a dar noticias todos os dias a pais desesperados que seus filhos haviam morrido, a noivos que não haveria casamento, a irmãos que eles agora estavam sozinhos.
 
Enfrentar e desafiar a morte todo dia, e saber que nem toda batalha seria vencida, e depois chegar em uma casa pink onde todas as meninas parecem depender de você  e mostrar uma força que já nem poderia existir.
 
Muito menos ser forte o suficiente para erguer todas as barreiras possíveis diante de um rapaz como Aaron. O príncipe encantado, o que todas desejam, o cheiro, as roupas, o sobrenome, o jeito, o toque. Como diabos ela conseguiu?
 
Mas ali...ela não precisava enfrentar as três irmãs Podia apenas fugir de tudo, tomar vinho, olhar para a o gelo na montanha. Distante.....
 
Ela saiu a varanda, ficando próxima da porta, meio dentro, meio fora da cana, e logo viu como ele estava bonito. Perfeito naqueles roupas, perfeitos como sempre. Mas carregado de um roteiro que não teria espaço naquele canto de paz. Por isto logo pode ver o sorriso dele surgir. Aquele que sempre a desarmava, aquele que parecia iluminar tudo.
 
Os olhos encontraram os dele, e por um instante eles puderam pensar em tudo que haviam passado. E como realmente se podaram, como abriram mão diversas vezes deles mesmo pelas outras pessoas.
 
E Valentina pensou naquele pequenino instante. Como Aaron devia ter se sentido ante o sacrifício de Breanna. Embora ele denotasse ser uma muralha, dar ordens e não pedir opiniões. Eles eram muito parecidos. Deuses eram jovens em seus vinte e poucos anos, não sabiam tudo da vida, não tinham todas as respostas e sempre se privavam de fazer as perguntas.
 
Mas aquele instante durou pouco, porque logo os pés tomados pelas meias, foram caminhando na direção de Aaron, e ele fez o mesmo, em pouco tempo, o abraço se fez, nos braços de Val que passaram ao pescoço de Aaron, tão envolvido pelo cachecol. Sentiu o toque dos lábios a seu pescoço, e como a boca dele encontrou espaço na roupa dela para chegar a pele, ela apertou mais os braços envolta do pescoço dele, e logo fechou os olhos, recostando a cabeça a seu peito, ouvia o que ele dizia. E um pequeno sorriso surgiu nos lábios dela, ainda escondido tendo o rosto ao peito dele.
 
Somente quando ele se afastou um pouco, que ela ergueu o rosto, ainda próxima dele, deixando os olhos encararem aquele sorriso dele. E então ela finalmente sussurrou.
 
- Você pode me chamar de Tina....
 
Ela sorriu de leve a ele, deixando o nariz franzir um pouco e as sardas ficarem em maior evidencia, e logo sentia o beijo a testa.
 
Os olhos subiam a ele, e logo estavam sobre os dele, quase ao mesmo tempo que os narizes se roçavam, e naquela temperatura fria lá fora, as pontas já estavam vermelhas, e ela via como ele sorria diante da visão tão limpa dela. E foi inevitável não sorrir de volta.
 
E quantas vezes aquela mulher havia sorrido pra você, Aaron? Ela podia ter te desejado, te beijado, deixado você toca-la, mas sorrir daquele jeito...
 
Sorriso:
 
Os olhos não puderam evitar de abaixar aos lábios de Aaron, e a forma como ela mordeu o inferior dela ao fazer isto, só demonstrava o quanto o desejava, enquanto os braços soltavam um pouco do pescoço dele, para as mãos tomarem a nuca dele, acariciando ali com a ponta dos dedos.  O rosto tombou-se lentamente, e logo os lábios foram aos dele, beijando-o, com vontade e acima de tudo com saudade.
 
E todo o roteiro se desfazia em meio aquele beijo na porta da cabana, o frio não parecia mais atingi-los, ao passos que o casal apenas ficava ali, em frente a porta, se beijando. Valentina não cansava daquele gosto, da forma como os lábios pressionavam os dele, e a língua brincava com a dele, as mãos deslizavam da nuca ao rosto dele, e ela queria senti-lo em cada traço, desde a forma como o maxilar era bem formado, até mesmo aquele furinho ao queixo, que o tornava charmoso desde o primeiro sorriso.
 
E era sempre assim com eles, as palavras que tinham que ser ditas, sempre ficaram para trás, porque o desejo, a saudade era sempre maiores.
 
Mas desta vez vocês tinham tempo....e acima de tudo, vocês tinham um ao outro.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Dom 20 Set 2015, 17:50

O sorriso de Aaron apareceu novamente quando a delicada – e gelada – mão de Valentina tocou em seu furinho do queixo. Afastou os lábios dos dela e a encarou de perto. Passou a mão pelo rosto de Tina, encaixando-a no pescoço dela logo em seguida. Por mais “simples” que fossem seus trajes, os dois não podiam ser mais perfeitos, quase que um casal de modelos para algum comercial famoso.


O melhor de tudo era que aquilo era bem real. Não havia nenhum tipo de propaganda enganosa.

Aaron voltou a beijá-la, mas a surpreendeu dessa vez. Antes que Valentina pudesse se dar conta, ele a pegou nos braços. Equilibrou a garrafa de vinho e a colocou sentada em seu colo como se fosse uma princesa digna de ser reverenciada. Ela teria que se apoiar no pescoço dele e ficaria à critério dela se eles continuariam se beijando ou não. Por ele, eles nunca mais precisavam abrir a boca para mais nada que não fosse aquele gesto.


Tão logo ele entrou na cabana, ele retirou os sapatos, puxando com os próprios pés e empurrando de levinho para um dos cantos. A porta ficaria por conta de Valentina fechar. Ele deu mais alguns passos, abrindo um dos olhos para reconhecer o lugar, até que a colocou sobre um dos sofás do primeiro andar.

Afastou os lábios após mais um longo beijo e então mostrou o case com o vinho dentro.

- Não esqueci a sua observação.

Mas a questão era...

Antes ou depois?

Durante?

Antes e depois?

Aaron deu mais uma risada com os pensamentos tontos e passou a mão pela nuca dele, arrepiando o cabelo loiro.

O lugar já estava devidamente aquecido por conta das lareiras e a calefação. Era uma cabana apenas no nome, porque seu interior – apesar de uma decoração um pouco mais rustica – era bem equipado. Quase dava vontade de morar ali para sempre.

As janelas continuaram expostas, mas quem haveria de vê-los ali?

Eles estavam num local mais remoto do haras, longe de tudo e de todos. Por piores as lembranças que eles tivessem de lugares remotos, nessa cabana, eles podiam confiar cegamente. Porque não haveria ninguém nem portal ou realidade paralela que pudesse evitar o que estava para acontecer.

Porque quando Aaron retirou seus sapatos na entrada, seria a primeira de todas as peças que ele iria retirar. Tanto dele quanto de Valentina.

Logo, o vinho ficaria para depois.

E antes.

E depois, se sobrasse mais um pouco.

Mas o que eles teriam agora era muito mais caro e especial do que um Romanée Conti. Era o momento deles.

Que eles pelo menos pudessem aproveitar sem nenhum tipo de moderação.

Aaron sentou-se no sofá também enquanto tirava o sobretudo. Ele não permitiu que Valentina começasse a se despir. Quando ela teve essa intenção, ele segurou a mão dela ternamente e meneou em negativo. Era um trabalho dele.


Ou melhor, o prazer – nesse instante – seria dele.

Por isso as sombras projetadas por conta do da lareira logo começaram a mostrar como foi que Aaron tirou peça por peça.

Lentamente.

Saboreando cada pedaço de pele que ia surgindo.

Valentina já estava despida de qualquer formalidade antes. Pois agora seria despida de todo e qualquer pudor.

Diferente da explosão de paixão e necessidade que aconteceu no consultório dele, Aaron decidiu ser um pouco mais devagar – e muito mais provocante. Ele já era um homem experiente, é verdade, e se havia uma coisa que ele aprendera ao longo dos anos era que uma mulher deveria ser conquistada e cortejada de todas as formas possíveis.

Aquele ato não seria apenas para saciar o desejo que ele alimentava há meses.

Era para que fosse especial para ambos.

Mesmo que não fossem mais virgens, era a primeira vez que eles se descobririam. Obviamente que havia um toque muito mais adulto e maduro do que se fosse um jovem casal de adolescentes apaixonados. Eles eram decididos e sabiam o que faziam. Mas...O frio no estomago que o jovem casal apaixonado tinha, também estaria presente ali.

Havia muita expectativa.

E a realidade só poderia superá-la.

Por isso, os lábios de Aaron – que eram tão bons para tomar os lábios dela e pronunciar palavras de liderança – também se mostraram excelente em outros pontos do corpo de Valentina.

O pescoço delgado dela foi presenteado com mordidas – que não marcaram –, sopros e demorados beijos.

Seus seios descobriram que havia mais de mil maneiras, ângulos e pontos para serem apreciados, beijados, tocados, sentidos.

Até mesmo os pés dela descobriram que podiam ser admirados. E era quase como um símbolo que ela, melhor do que ninguém, entenderia.

As mãos dele também auxiliavam bastante. Como ela já podia ter percebido, era uma mãos mais rustica por conta das escaladas, por conta da cicatriz que o incêndio na ZBZ deixara. Mas era um tato único, de quem sabia o que estava fazendo; de quem reconhecia cada ponto dela, como se fosse único.

As mãos que tomaram espaço entre as pernas dela e o beijo íntimo. Capaz de ensandecer a mais racional das mulheres, quando feito de modo correto. As mãos dele não deixaram que ela fugisse, apenas reagisse ao contato. Chegava a ser uma tortura aquilo, mas uma tortura merecida e mais do que prazerosa.

Um beijo que realmente era capaz de abrir portais para outras dimensões. Mas dimensões que eles nunca antes tinham experimentado e cujo retorno era mais do que bem-vindo.


E era apenas o primeiro lugar de um universo inteiro de possibilidades.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Dom 20 Set 2015, 19:15

Ela tocou naquela região, enquanto o beijava, e sorriu em meio ao beijo, quase junto com ele, porque sabia o quanto aquele furinho fazia sucesso na ZBZ. Deixou que os lábios se afastassem, mas manteve os dela entreabertos, e logo sentia ele tocar seu rosto, já gelado pela temperatura la fora, encaixando a mão a seu pescoço, os olhos não desviaram dos dele, um segundo sequer.
 
E não demorou muito os lábios buscaram-se novamente, e eles já se beijavam, sem se importar com o frio la fora, mas em breve o mesmo faria diferença, por isto Aaron a tomou nos braços, e Valentina deu um leve suspiro ao ser surpreendida daquele modo, os pés ficaram pendurados ao ar junto com as pernas, e logo as mãos envolviam o pescoço dele.
 
Os olhos ficavam fixos aos dele, e no momento que ele entrou a cabana, novamente os lábios se uniram, naquele beijo que parecia não ter fim, ficar longe dos lábios dele, parecia ter se tornado uma tarefa difícil. Mas Valentina ainda estendeu a mão, e deixou a porta bater.
 
E logo Aaron podia ter a visão da aconchegante cabana, obvio que a russa prezaria pelo melhor, desde o material que fora feito a cabana, até os sofás, o tapete peludo que tomava toda a sala, a lareira clássica. Os moveis, os enfeites, tudo parecia escolhido a dedo e ter uma harmonia perfeita com o ambiente.
 
Ambiente:


Aaron colocava Valentina no sofá principal da sala, o maior, e por isto sobre o encosto dele, estava uma espécie de cobertor de pelos que ficava ornando ao mesmo. Valentina acomodou-se ao sofá. Deixando os pés sobre o mesmo, as costas pressionadas de leve ao braço, e logo ela abaixou os olhos ao case, ouvindo o que ele dizia, ela sussurrou.
 
- Depois...
 
E ao mesmo tempo....antes....
 
E ela viu quando ele riu e sabia que o mesmo pensamento dela, foi o dele. Sacudiu a cabeça em negativo, ao ver ele passar a mão na nuca e arrepiar os fios louros, e logo Valentina levou a mão a touca, retirando-a da cabeça, e sacudindo um pouco a mesma, deixando os fios tomarem liberdade, caindo em perfeição pelas costas, com aquelas leves ondas.
 
O ambiente era acolhedor, desde os moveis confortáveis, até a temperatura que ficava a sala. O frio parecia não passar pelas portas daquele lugar. E as janelas podiam ficar expostas, eles estavam sozinhos.
 
E mais importante...Seguros...
 
Aaron deixava a case na mesinha ao lado do sofá. E Valentina apena ficava sentada ali, observando os movimentos dele, viu quando ele tirou o sobretudo, e ele pode sentir aquele mar azul tomado de desejo, sobre o corpo dele. E quando ela tocou a própria blusa, sentiu o toque da mão dele, e logo os lábios ficaram entreabertos ante a atitude dele.
 
E mesmo que ela fosse um poço de feminismo e atitude fora daquela cabana. Ali dentro só queria ser dele, por isto ela afastou a mão. Os olhos apenas assistiram, a forma como as roupas de Aaron ia caindo ao sofá , ao chão da sala, e o belo corpo se mostrava, os músculos, o abdômen, o peitoral, os braços fortes, cada centímetro da pele dele exposta, já quente pelo ambiente que a tomava quase em caricia.
 
Não demorou a sentir a mão dele tocar sua blusa, e ela estendeu apenas os braços ao ar, deixando que ela tirasse a mesma, depois a regata branca que estava por baixo, expondo a lingerie de cor branca que estava por baixo, logo a calça deslizava com facilidade a pele macia, e ela ficou ao sofá, o encarando, despedida de seu rígido pudor. Com uma imagem perfeita a Aaron, envolta em branco.
 
Lingerie:
 
A forma como a renda tocava a renda em torno do quadril era quase um convite. As sardas que apareciam na região do colo era outro. E os fios dourados caindo pelos ombros, colo, pescoço, davam um ar quase angelical a Valentina.
 
Embora não fosse a primeira vez deles...era como se fosse. Ao menos a primeira vez que sentiam algo tão forte assim, e ao mesmo tempo...tão..sereno. Ela deixou que Aaron tomasse as rédeas, vindo por cima dela, enquanto os braços envolviam o pescoço dele, e logo os beijo tornou-se mais ardente, menos controlado, enquanto as mãos buscavam as costas dela, a despindo da peça, enquanto as dela, deslizavam espalmadas pelas costas dele, sentindo os músculos moverem-se ao menor movimento dele.
 
A ultima peça deixou o corpo, e finalmente nada mais podia atrapalha-los. Valentina fechou lentamente os olhos, deixando que os lábios dele a tomassem, o pescoço, o colo, sobre as sardas, os seios, o corpo todo contorceu-se nos braços e lábios dele, ele a beijou e a tomou por completo, e ela se deu como nunca antes.
 
Como nem imaginava que pudesse se dar a alguém, assim como também o buscou, o puxou, o mordeu, o arranhou, o beijo, e o descobriu. E o corpo deitou-se por completo ao sofá sobre o cobertor que já caia ali em meio aos movimentos de ambos, e ela deixou que ele a beijasse daquele modo mais intimo, e gemeu alto desta vez.
 
Algo que somente aquelas paredes puderam presenciar, e as sombras dos corpos se mexendo, projetadas a lareira. O desejo tornou-se quase insuportável, quando Valentina agarrou-se ao corpo de Aaron, envolvendo as pernas a cintura dele, os braços as costas dele, e deixou que ele a possuísse, enquanto as mãos quase sem controle chegavam a arrancar as costas dele, os gemidos só foram calados quando os lábios se encontraram, e eles ficariam assim, até que finalmente pudessem se sentir saciados. Até que finalmente o mundo pudesse conspirar, nem que por aquela noite, para que eles pudessem finalmente ficar juntos.
 
 
Estavam ao chão, Aaron ficava deitada meio com as costas ao sofá, as almofadas garantiam o conforto as costas dele, e tinha o corpo de Valentina deitado de lado, meio sobre o seu, a cabeça estava a seu ombro, e a mão acariciava sem pressa a região do peito dele, deslizando ali a ponta dos dedos, enquanto o olhar se perdia a taça de vinho pela metade que estava sobre o tapete ao lado dele, o cobertor que antes estava ao sofá, cobria o corpo dela até a altura dos seios, assim como o dele, mas não havia frio ali, a lareira ainda mais próxima, proporcionava mais conforto.
 
O rosto de ambos estava meio avermelhado pelos beijos, pelas sorvidas e mordidas, e as costas de Aaron um tanto marcadas pelas unhas de Valentina.
 
E talvez fosse finalmente o momento de conservar. Por isto ele pode ouvir a voz baixa dela.
 
- Foi a Vickie, não?...
 
Obvio que ela falava, sobre quem havia lhe dado o endereço.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Seg 21 Set 2015, 00:30

Foi um momento sublime, algo belíssimo de ser sentido – ou até mesmo visto, quase como um quadro da beleza humana. Quando dois corpos se completam de tal forma que formam uma dança única, cheia de sentimentos.


Havia sim muito desejo e Valentina fazia questão de deixar marcado nas costas dele, assim como Aaron marcava com sua presença e impondo, de tempo em tempo, um ritmo mais firme. No entanto, também havia muito respeito e, por que não, amor?

Não é cedo para falar isso, porque algumas paixões começam de forma fulminante. Eles tinham sido assim, mas eles logo converteram aquele sentimento em amor. Porque eles desejavam estar juntos mais do que qualquer coisa e todos os infortúnios do destino apenas serviram para uni-los. E eles esperavam que nunca mais se separassem.

O quadro em si era belíssimo.

O corpo de Aaron era muito bem definido por conta do amor pelo esporte. Ele gostava de exercitar o cérebro, mas também o físico – não apenas por vaidade, mas por saciedade. Ele formava um ligeiro contraste com a delicadeza de Valentina, que agora – mais do que nunca – parecia uma princesa de gelo.

E, justamente pelo contraste, eles se complementavam e tinham aquela sala como testemunha de cada movimento, som, gesto e palavras.

O vinho foi uma companhia muito bem-vinda e aproveitada no depois que antecedia o antes.

Os dois estavam deitados de modo preguiçoso e a garrafa estava pela metade, bem como as taças deles. Aaron sentia a língua formigar, mas não chegava a estar bêbado. Estava em estado de graça, extasiado, mas não bêbado. Ele tinha total controle sobre suas ações e jamais se perdoaria se deixasse que o álcool apagasse qualquer instante daquela noite.

Valentina encontrou o conforto em seus braços e ele acariciava de modo delicado o ombro dela. Os olhos pesavam um pouco, mas logo voltou o olhar em sua direção, bastante atento para o que ela dizia.

Esboçou um sorriso com a pergunta dela.

- Quem mais...?

Ele manteve o sorriso.

- Tentei ligar, mas o numero não era mais o novo. Eu tinha seu endereço e fui até sua residência. Felizmente Victorine estava em casa. Ela me entregou o endereço, deu as coordenadas. Na verdade, foi ela quem me ajudou a alugar o carro, inclusive.

Meneou negativamente.

- Acho que ela acabou mais ansiosa do que eu. E, pelo visto, ela manteve a promessa de ser uma surpresa.

Continuou a acariciar o braço dela e suspirou.



- Não estou com pressa, mas...Quando você pretende voltar para lá, Tina? Se é que realmente pretende voltar para lá...

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Ter 22 Set 2015, 14:34

Valentina mantinha-se deitada sobre Aaron, a cabeça tombada ao peito dele, um dos braços estendidos sobre o próprio corpo, e o outro ficava acariciando o peitoral dele, assim como ele ela também bebeu bastante vinho, o que a deixava ainda mais naquela situação de extase profundo.

Mas não estavam bêbados, estavam leves, exaustos, satisfeitos e acima de tudo...felizes. Naquele lugar isolado tendo somente um ao outro, e os carinhos que ainda não cessavam, o cheiro, o toque, tudo ficava naquela sala, e eles não queriam mais se soltar, tão pouco que o tempo passasse.

Sentia o carinho suave ao ombro, e encolhia-se um pouco embaixo daquele cobertor e do contato com o corpo do rapaz, logo vinha a pergunta e ela ergueu um pouco o rosto, deixando o queixo meio apoiado ao peito dele, para os olhos chegarem aos dele, e ele confirmava o que ela já sabia. Ouviu em silencio a tudo que ele disse, e logo sussurrou.

- Parece que a Vickie sabe mais do que eu preciso, do que eu mesma poderia saber...

Valentina deu um sorriso leve e suspirou fundo, roçando de leve o queixo a pele dele, e logo estendeu a mão deixando cair a lateral do corpo de Aaron, ouvia o que ele dizia sobre volta, e logo o rosto voltou abaixar e pender ao peito dele, ela sussurrou de modo abafado.

- Não me sinto pronta para voltar....Embora tenha se mostrado um fim pra nós, aquela menina teve que se sacrificar, porque eu não estava preparada para o que aconteceu, não tinha conhecimento algum sobre aquilo tudo, e isto me tornou vulnerável, fraca.

Ela suspirou fundo e continuou.

- Fui dominada, fiz coisas fora de mim, e não acho que o sobrenatural possa ser uma desculpa pra tudo. Se eu sai dos trilhos, algum motivo interno teve, e eu preciso me consertar...

Ela mordia de leve o lábio inferior, deixando os olhos se perderem ao encarar o copo de vinho.


- Não posso fingir que nada aconteceu e esperar o próximo sacrifício, tenho que entender tudo isto, para saber como lutar contra....se um dia tiver que lutar contra....


- Se não conheço meu oponente, não tenho chances, visto que ele me conhece....E eu ainda preciso superar o sacrifício de Breanna....tentei falar com minha prima, mas ela agora é apta que a ignorância é uma dadiva, e prefere isolar-se em sua vida familiar e me dar informações....e dizem que é o que todos em Dux acabam fazendo. Fugindo se isolando, com medo que aconteça de novo, que percam sua família. Não quero viver embaixo desta sombra. E não vou.

Valentina então afastou-se levemente do peito de Aaron, apoiando uma das mãos ao chão, e erguendo o tronco, para que pudesse o olhar melhor, os cabelos caiam de um dos lados dos ombros e estavam um pouco bagunçados, as sardas estavam ate um pouco avermelhadas. ela sussurrou.

- Me desculpe...me afastar....te afastar....eu só não queria colocar mais ninguém em risco...ninguém que fosse a Vickie....ou você...Mas ao mesmo tempo...fui egoista...porque imagino que você estava precisando de mim, o mesmo tanto que eu estava precisando de você, e preferi ignorar. Vickie me disse isto...e ela está certa....
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Ter 22 Set 2015, 20:15

Aquele era um dos raros momentos em que Valentina falava sobre si mesma, sobre seus pontos de vista e seus sentimentos. Era momento de se calar e apenas ouvir tudo o que ela tinha a dizer.

Cada palavra importava, porque Aaron realmente gostaria de saber como ela se sentia. E se ela se sentia da mesma forma que ele.

Por isso, o rapaz nada disse. Apenas ficou acariciando o ombro dela enquanto as palavras saíam de seus lábios. O discurso dela tinha um tom de fracasso. Talvez fosse bom lembrar que ela era uma sobrevivente e isto, por si só, significava uma vitória.

Aaron voltou o olhar para ela quando ela, por fim terminou de falar. Levou a mão até seus fios dourados, colocando uma mecha atrás da orelha e mantendo a mão naquela região por um tempo. Cravou os olhos azuis nos olhos dela e meneou negativamente.


- Se você quer ouvir isso, eu te desculpo. Mas...sinceramente, isso não importa mais, Tina. Estamos juntos agora e eu aprendi, a duras penas, que é melhor aproveitar o que temos no momento do que remoer situações pretéritas.

Ele suspirou, ajeitando-se um pouco melhor. Sentou-se, com as costas apoiadas no sofá e segurou o rosto dela com as duas mãos.

- Eu só quero que você entenda uma coisa, Tina...

Franziu as sobrancelhas.

- Nada do que aconteceu foi culpa sua. Você foi mais uma vítima e uma sobrevivente de toda aquela sórdida trama. Em momento algum, eu quero que você se sinta fraca ou que carregue o sentimento que fracassou em algum momento.

Umedeceu os lábios.


- Nós somos humanos, Tina. E, ao contrário do que as pessoas gostam de pregar, nós não somos perfeitos. Nós temos nossas fraquezas, que não nos fazem fracos. Faz com que sejamos vulneráveis e suscetíveis a situações que não podemos compreender.

Suspirou.

E Valentina podia sentir que era um campo perigoso e dolorido no coração e na mente de Aaron. Mas se ela precisava conversar sobre tudo, tudo bem. Eles conversariam.

- Eu também estive sob influencia de algo poderoso, desde o instante que pisei na residência Forrest. Eu sei que foi algo que mexeu com um lado sombrio que eu desconhecia, mas...não era o verdadeiro eu. Ainda estou tentando me perdoar pelo que aconteceu ali, Tina.

Engoliu em seco de novo, abaixando o olhar.

- Eu vi duas formas de lidar com isso. Ou eu deixo essas lembranças eliminarem os planos que eu tinha para o futuro ou eu continuo persistindo. Essas memorias sempre estarão presentes, mas esse passado não pode ser mais poderoso do que o meu futuro. E eu não posso deixar que mude a minha essência, quem eu realmente sou.

Ajeitou o cabelo dela de novo, acariciando a bochecha com o polegar.

- Eu quero lutar e ser o homem que merece estar ao seu lado. E, para isso, eu quero lutar ao seu lado. Bater nos meus fantasmas e nos seus. Acho que somos mais fortes juntos. E, quem sabe, não podemos montar nosso caderno Winchester que se chamará “Zelyaeva-Williams.”

Disse brincando, mas ele faria, se ela desejasse.

- Tem muitas coisas na vida que desconhecemos. Acredito que seja uma premissa válida para o lado de lá. No entanto, quando acumulamos conhecimento, nos tornamos mais sábios e não cometemos erros banais, porém mortais. Como...Deixar que nosso grupo fique nas mãos de pessoas que não acreditam. Ou julgar sem saber. Ou ainda, o que pra mim é o pior erro, deixar alguém para trás.


Valentina provavelmente já sabia que Aaron não gostava, nem confiava em Edge.

Mas ele também se martirizava pelo que tinha acontecido à Breanna, por conta da briga que eles tiveram no Chatteau. E também lamentava por não ter prestado atenção em Pandora e Aileen.


Era por isso, afinal, que elas tinham morrido.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sab 26 Set 2015, 11:33

Era raro mesmo, ela falar de si mesmo, ainda mais admitindo que havia fracassado, e que ainda se sentia fraca demais para retornar.
 
Por isto ela disse a ele tudo que queria realmente dividir com ele, e no fundo sabia que ele também sentia aquele peso aos ombros, sentia o toque da caricia a seus ombros, e ao final pode sentir a mão tocar seus fios, e acomoda-los atrás da orelha, para revelar ainda mais do rosto dela para ele, os olhos ficaram aos dele, e ela notou quando ele parecia não concordar.
 
E ele dizia que a desculpava, e que não importava mais, pois estavam juntos agora. E que ele havia aprendido que precisavam de todos os modos aproveitar aqueles poucos e raros momentos que a vida as vezes lhes dava.
 
Valentina continuou encarando-o nos olhos, deixando ele se acomodar melhor, logo as mãos dele tomavam seu rosto, uma de cada lado, e ela não desviou os olhos um segundo sequer, enquanto ele dizia que a culpa não era dela. E que ela precisava entender isto. Que não havia fracassado, que era uma vitima e uma sobrevivente. Valentina suspirou fundo, e os lábios se abriam para falar algo, mas logo se fechavam ouvindo ele dizer.
 
E sim eram humanos, cheios de defeitos, de erros, tinham suas fraquezas, eram vulneráveis. Mas era tão difícil aceitar isto. Por isto ela sentiu sim que ao final ele também estava ferido, e ele falava. Sobre quando esteve sob aquela influencia, que o obrigou a fazer e dizer coisas, que ele certamente ainda não havia se perdoado.
 
Val ergueu as mãos, deixando o cobertor ficar sobre o colo, não se importando com a nudez do tronco, e as mãos repousaram as dele, acariciando com a ponta dos dedos, ainda o ouvindo.
 
E ele falava sobre o futuro, e sobre este passado não poder fazer ele desistir do futuro que o espera e muito menos ditar quem ele realmente é. Ela sentia o toque novamente aos cabelos, que pareciam insistir em voltar ao rosto, e logo a caricia a bochecha, as mãos ainda estavam sobre as dele, acariciando também.
 
Ouvia o que ele dizia, e um leve sorriso tomou os lábios, enquanto ela sacudia de leve a cabeça em negativo, diante da brincadeira dele.
 
Quando ele terminou de falar, ela delicadamente tirou uma das mãos dele do rosto dela, e segurou ela com ambas as mãos dela, abaixou o rosto, encarando a palma da mão dele e ficou deslizando a ponta dos dedos de uma das mãos pela palma da mão dele, até que perguntou.
 
- Você se culpa...pela Breanna?...
 
O rosto ergueu e logo os olhos iam aos dele, e era obvio que ela sabia a resposta, mas queria ouvir dele, no fundo ele precisava falar sobre aquilo.
 
E estar juntos...significava estar juntos de verdade.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Sab 26 Set 2015, 13:09

Aquela pergunta seria feita, cedo ou tarde.

Mesmo que fosse uma pergunta bastante incômoda, era melhor que ela tivesse partido de Valentina. Porque ele não precisaria mentir ou ignorar a pessoa. Ele podia simplesmente dizer a verdade.

Porque não havia mais máscaras entre eles – apesar de existirem muitas coisas que eles não sabiam sobre o outro, mas que também não tinham pressa para descobrir tudo de uma vez. Era mais gostoso saber de pouco em pouco.

Aaron abaixou o olhar, repousando sobre o contraste da delicadeza da mão de Valentina e a aspereza da própria mão. Elas só eram iguais por conta da precisão que ambas tinham – a dela para manusear os instrumentos médicos; a dele para escalar e pegar nos pontos certos das montanhas.

- Sim.

A voz grave dele saiu um pouco mais baixa.

- Não pela morte em si, porque pelo que vimos, foi por amar o Ethan que ela morreu.

Ergueu o olhar para encará-la.

- Mas pelas coisas que eu fiz e disse a ela enquanto estava viva. Eu me lembro das exatas palavras que usei com ela, eu disse que nunca confiaria nela para nada de novo.

Piscou lentamente. Apesar dele não se emocionar, a voz dele era carregada de...culpa.

- E não foi nenhuma influencia que me fez dizer isso. Eu disse porque eu quis, porque eu queria que ela sumisse depois de ter nos deixado sozinhos no Chateau. Eu estava tão furioso porque ela agiu de modo impulsivo e egoísta que eu nunca a perdoaria se algo acontecesse a você.

Aaron arqueou uma das sobrancelhas.


- Que direito eu tinha de fazer isso, Tina? – Franziu as sobrancelhas, engolindo em seco. – Ela não tinha nenhuma obrigação conosco e eu não devia ter sido tão agressivo.

Fechou os olhos, dando um longo suspiro. 

- Eu não dei nenhuma pista pra ela, pelo menos não diretamente. Ela sempre ficou à margem e, no fim, ela precisou morrer para que eu finalmente pedisse perdão. Pedir perdão a um caixão e não a ela. Isso tem algum valor?

Umedeceu os lábios.

- Eu quero mudar meu temperamento ruim. Por exemplo, o Edge. Eu não consigo confiar nele, nem gostar dele. Desde o inicio eu fui reticente, porque nunca o vi como um bom presidente ou líder. Ele nunca quis ser líder, mas a partir do momento que você ganha o status de presidente, você lidera, assume responsabilidades. E eu nunca o vi fazer isso.

Meneou negativamente.



- Mas nem por isso, eu quero que ele morra, entende? Eu estou tentando vê-lo com outros olhos antes que o “tarde demais” apareça “cedo demais” de novo. 

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Seg 28 Set 2015, 11:03

Existem algumas coisas que você simplesmente não pode fugir.
 
O fato é que apesar de Aaron sempre ter aquela postura firme e rígida, ele tinha um bom coração, e com certeza iria se culpar pela forma que tratou Bree. Engraçado que as pessoas precisam morrer para que as outras se tornem mais compreensivas.
 
Ou não. A Morte nos torna frágeis e por tal mais suscetíveis a achar que erramos, a culpa sempre tem dois lados. Se Valentina achava que Aaron é culpado? Absolutamente não. Mas talvez se estivesse no lugar dele, ela se sentiria igual.
 
Bons corações, em pessoas de muito poder. Era nisto que dava.
 
Ou de nenhum poder. Será que algum de vocês sabe a real essência de poder. Poder não demanda culpa, isto por si só já prova que de fato ninguém em Dux tem poder.
 
Valentina acariciava a palma da mão de Aaron, mantendo os olhos ali, enquanto aguardava ele responder a pergunta, e quando ouviu a voz dele, o rosto ergueu-se junto aos olhos, que ficaram aos dele. E ele dizia o que no fundo ela já sabia.
 

- Um sacrifício de amor....
 
Valentina dizia aquilo em tom tão baixo, que era quase como se o pensamento lhe escapasse. E Aaron continuava, e Valentina ficou em absoluto silencio ouvindo cada palavra dele.
 
- Você não mentiu, Aaron. Ela perdeu sua confiança, não pode se culpar pelas atitudes que ela teve antes de partir, apenas porque ela partiu. A partida dela nos inspira gratidão eterna, nos faz sentir falta, mas não muda em nenhum momento as atitudes passadas, que geraram sentimentos de outrora, que não podem simplesmente sem apagados por profundo martírio....
 
E ele fazia aquela pergunta sobre direito e Valentina suspirou fundo, enquanto sussurrou.
 
- São relacionamentos, Aaron...Não existem regras....Você apenas faz o que sente, e ao passo que é sincero, acaba realmente tomando mais peso sobre os ombros...ela não tinha obrigação conosco, fato. Mas ela foi imprudente e deixou que você dissesse isto a ela, aceitou....em nenhum momento ela te enfrentou....e isto não é culpa sua....não somos perfeitos, não somos corretos. As pessoas apenas nos temem....Porque não denotamos a fragilidade delas....e este....é o maior pecado do mundo.

 
E ele falava sobre pedir perdão a uma caixão, e Valentina mordia de leve o lábio inferior, e logo deslizava ainda os dedos a palma da mão dele.
 

- Perdão sempre tem valor, Aaron...não importa o momento que seja pedido, de algum modo...ele terá valor...Não que a Breanna fosse uma pessoa má, eu só acho que no começo ela se interessou por você e não soube lidar com a forma como você mudou seu interesse, isto em pessoas imaturas acaba sendo sempre um martírio....não se culpe por isto, Aaron...ninguém manda no coração...
 
E agora ele falava de Edge, e Valentina voltava a se calar, e abaixar a cabeça. E por fim ela ergueu a mesma e encarou Aaron nos olhos.
 
- Apenas porque...a culpa está nas suas costas você vai passar a encarar o mundo como se fosse cor de rosa? Não enxergar a realidade das pessoas? Edge não é um bom líder, ele sempre prioriza as vontade dele e da noiva, todos na Universidade falem isto, até mesmo aquele blog ridículo de fofocas. Talvez ele tenha seus motivos para fazer isto, mas não precisamos fechar os olhos e fingir que ele se importa o suficiente...Você não tem que mudar sua visão do mundo, Aaron....você precisa apenas buscar a paz no seu coração, mas sem mentiras...não seja um tolo iludido como a maioria naquele lugar....Ingenuidade não combina com você....
 
Ela voltou a erguer o rosto e deixou os olhos sobre os dele, de modo sério.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Seg 28 Set 2015, 14:19

Aaron voltou a acariciar o ombro de Valentina e esticou o braço para pegar a taça de vinho novamente. Deu um gole, saboreando aquela textura rara e especial. Aquele vinho valia cada centavo gasto nele, realmente.

Deixou a taça de lado e voltou os olhos para Valentina.

Franziu as sobrancelhas quando ela falou sobre o possivel interesse que Breanna poderia ter nele. O loiro meneou negativamente.

- Eu não tenho esse radar feminino. Eu não tive segundas intenções com ninguém naquela universidade, nem detectei nenhum tipo de interesse mais profundo de Breanna. A única que eu desejei do inicio ao fim, foi aquela pela qual eu me apaixonei.

Ele esboçou um pequeno sorriso no canto dos lábios, passando a mão pelo rosto dela.

- Eu senti sua falta, sabia?

Murmurou antes de entrarem no tópico acerca de Edge.

Valentina estava certa.

Mas Aaron não disse que veria o mundo cor de rosa. Apenas quis dizer que tentaria ser menos rígido à tudo.

Porém Edge...

- Ele é realmente dificil. Consigo confiar mais em Natalhie com seu jeito egoísta, porém esperto, do que em Edge. Ele não esteve presente nas boas-vindas da ZBZ. Na verdade, Zachary tem tido trabalho em dobro. Louise também, mas a diferença é que você está em outro continente, enquanto Edge está trancado.

Aaron cerrou os olhos.

- Eu sei que existem complicações que ele tem que lidar, mas...Sei lá. Eu acho que não quero falar sobre isso. Está vendo? Eu vou ficando irritado com essas coisas.


Massageou a têmpora.

Era melhor deixar pra lá.


- Mas...Você não me respondeu.

Estalou o pescoço.

- Quando vamos voltar?

Vamos...

Porque ele nunca mais volta pra Duxhill sem você, Tina.

Vocês são duas metades que se completam.


E Deus sabe como aqueles meninos vão precisar de vocês.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Seg 28 Set 2015, 20:04

Valentina mantinha-se ainda ali, junto dele, o cobertor cobria ambos até a altura da cintura somente, ela estendeu a mão assim que ele ia deixar a taça de lado, e a apanhou para ela, deixando um leve sorriso aos lábios, levou a taça aos lábios, e tomou outro gole.
 
Falavam agora sobre radar feminino, e Valentina ria com mais vontade, levando uma das mãos livre a boca, enquanto a outra ainda segurava a taça, impedindo que o vinho saísse, porque começou a rir bem quando ele falou de “radar feminino”.
 
- Então o Sr Williams é ingênuo para garotas com interesse nele?...Hm....
 
Ela tombava de leve o rosto pro lado, e deslizava o indicador pela borda da taça, o encarando com os olhos levemente cerrados propositalmente. E então sentia o toque ao rosto, e ele dizia daquele modo baixo, que sentiu a falta dela, ela aproximou o rosto, e colou os lábios aos dele, roubando um selinho, e deixando ele sentir o gosto do vinho a boca dela. O nariz roçou ainda ao dele, enquanto ela sussurrou.
 
- Eu estou feliz que está aqui, Aaron....
 
E agora falavam de Edge, e ele falava sobre Zachy e Lou estarem se esforçando e que Edge parecia alheio a isto, Valentina apenas prestava atenção do que ele dizia. E ele logo se irritava com o assunto, até massageava a tempora. Valentina levava a taça aos lábios, sorvendo outro gole.
 
E ele faia a pergunta novamente, e agora se incluía, ela voltou os olhos a ele, e murmurou.
 
- Uma semana é suficiente, eu preciso te mostrar algo e....
 
E quase como se sentisse algo estranho, Valentina virou o rosto na direção da janela da sala, a qual dava a visão do casal la fora, e de súbito ela viu um vulto ali, que logo pareceu sair da visão dela. Mas com certeza ele havia visto o casal sim, naquele momento intimo.
 
- Tem alguém la fora....
 
Valentina dizia enquanto com a mão que não tinha a taça, puxou o cobertor contra o tronco, cobrindo a própria nudez, os olhos foram a porta, quase no instante que foram dadas duas batidas a mesma.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Ter 29 Set 2015, 14:31

Era para ser um momento de paz e tranquilidade. Um momento onde as mentes cansadas daqueles que estavam acostumados a carregar o peso do mundo em seus ombros, finalmente poderia ter um pouco de descanso. Eles não precisariam pensar em nada, a não ser um ao outro.

O plano era bem simples: acabar com aquele vinho e se enfiar debaixo das cobertas de novo.

Aaron ria do primeiro comentário de Valentina. Ele realmente não era um conquistador nato e ignorava ou não percebia esses “sinais” que as mulheres costumam apontar e afirmar, com uma convicção impar, que existem.

Ao ouvir que ela estava feliz por ele estar ali, Aaron também ficou. E deu mais um longo selinho nela, sorvendo seus lábios.

Por um momento, ele pensou em deixar o assunto de lado e levar aquele beijo adiante, mas...Eles precisavam mesmo colocar alguns pingos nos “is”. E expor opiniões.

Após falar tudo o que estava em sua mente, Aaron apenas escutou o que Valentina tinha a dizer. Que ela gostaria de mostrar uma coisa...

Mas o que?

Não deu tempo para saber.

Aaron também teve essa sensação estranha e olhou para a janela, à tempo de também perceber um vulto indo embora.

Eles estavam paranoicos.

Mas depois do que tinham passado, toda segurança era pouco.


- Tem algum quarto do pânico aqui, Tina?

Ele perguntou baixinho. E alguém bateu à porta.

Aaron engoliu em seco e rapidamente se levantou, colocando as calças de novo.

Bom, quem quer que fosse, não era uma entrada de um homicida. Antes que ele fosse, ele sussurrou.

- Pegue o celular e leve com você. Se tudo não passar de algo bobo, nós vamos embora hoje mesmo, tudo bem?
Porque estamos no meio do nada, Tina! E agora que alguém sabe que só nós dois estamos aqui, esse lugar não é mais um pedaço do paraíso.


Apenas depois de ver Valentina se afastando dali ou se escondendo com o celular – e vestida – era que Aaron seguiria até a porta para ver quem era.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sex 09 Out 2015, 09:40

Valentina deixou os lábios tocaram os de Aaron, e fechou lentamente os olhos, sentindo ele sorver sua boca, o sorriso continuava ali. Mas logo eles afastaram um pouco o rosto, apenas para que conseguissem conversar.
 
E então eles viam alguém ali a janela, Valentina era a primeira a dizer que havia visto. E então Valentina ouviu a pergunta dele, e virou o rosto, os olhos azuis focaram os dele, e ela apenas sacudiu a cabeça em negativo.
 
E então vinha as batidas na porta, e Aaron já se erguia de debaixo das cobertas nu, e colocava as calças, enquanto Valentina estendia a mão e apanhava o blusão dela, vestindo-o, rapidamente e erguendo-se envolvendo os ombros com o cobertor, e então Aaron vinha falar com ela.
 
Ele pode sentir quando as mãos dela tomaram as dele, e ela as apertou com força.
 
- Não Aaron...
 
Os olhos azuis dela fuzilaram os dele, e ela disse em tom extremamente sério e centrado
 
- Estamos seguros aqui, eu conheço este lugar a muito tempo, se alguém está batendo a porta, é alguém do complexo e não é nada demais. NÓS não vamos ficar paranoicos. Não vamos deixar nos guiar pelo que aconteceu naquela Igreja. Vamos ter vidas normais e agir como pessoas normais.
 
Uma das mãos soltou a dele, e tocou ao rosto dele, deixando-o espalmada ali em uma caricia, e sem tirar os olhos dos dele, ela sussurrou.
 
- Temos que seguir este caminho, Aaron. Não podemos enlouquecer....ok?...Vamos juntos ali abrir aquela porta, e depois vamos voltar aqui e terminar nosso vinho. Estamos seguros, temos um ao outro....E eu não vou deixar você ficar preso neste passado. Nunca mais.
 
Ela deixou a mão escorregar do rosto dele ao ombro, e murmurou.
 

- É o que importa....
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Sex 09 Out 2015, 13:49

- Valentina...

Ele disse num tom mais baixo, mas ainda preocupado. E até mesmo surpreso por conta do tom  que ela usara, bem como o olhar que lançava.

Aaron franziu um pouco as sobrancelhas e engoliu em seco. Virou-se para ela, levando as duas mãos até seu rosto, passando os polegares pela bochecha dela.

- Tina...Não é questão de ser paranoico, mas...Depois de tudo o que passamos, não tem como ficar completamente calmo.

Fechou os olhos e sentiu a caricia que recebeu em seu rosto. Voltou a encará-la e os olhos gelados ainda estavam focados em seus próprios olhos.

- Tina...

Ele apelou mais uma vez, mas Valentina estava irredutível. Ele suspirou, abaixando a cabeça e meneou positivamente.

- Tudo bem, mas eu vou sozinho até a porta. Se a pessoa não souber falar inglês, eu te chamo.

Antes que ela falasse de novo, ele fez um sinal para ela.


- Por favor. Pelo menos isso...

Afastou-se lentamente dela e seguiu até a porta. Segurou a maçaneta de modo firme, respirou fundo e a abriu para o desconhecido.


- Pois não...? 

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sex 09 Out 2015, 14:42

Val mantinha os olhos sobre Aaron, e ela entendia sim o tom preocupado dele, mas ela não iria se submeter a paranoia, ela não iria deixar aquilo tomar conta da vida dela, e ditar seus movimentos. Ela ficaria firme.
 
Ela parou a frente dele, e deixou que ele tocasse seu rosto, deslizando os polegares pelas sardas, e ele explicava a ela, que depois de tudo, ele não podia ficar plenamente calmo, que ele precisava se precaver. Ela não tirou os olhos dos dele, e logo tocou a face dele, e deixou claro a ele, que não iria se esconder e muito menos temer.
 
E sim ela estava irredutível, os olhos seguiram ele abaixar a cabeça, e logo consentir em positivo, ele dizia que ia sozinho até a porta, e que qualquer coisa chamava ela, ela fez menção de falar algo, mas ele logo pedia ao menos aquilo.
 
- Eu vou estar aqui...
 
Dizia enquanto as mãos tocavam a nuca dele, e ela aproximou o rosto, selando os lábios aos dele, murmurou.
 
- Você vai ver, é apenas alguém perdido, vá até lá, e volte logo, ainda tem muito vinho na garrafa....
 
Ela dizia sempre em tom baixo pra ele, e logo o deixou ir ficou a sala, mas de modo que pudesse ver quem estava lá fora, quando ele abrisse a porta. Ela estava somente com a blusa que ficava na altura das coxas, os pés ainda descalços, e os cabelos um pouco bagunçados, ela cruzou os braços frente ao corpo, e ficou observando.
 
Aaron então abria a porta, e podia ver um rapaz, envolto em uma jaqueta muito quente, com um capuz de pelos, calças jeans, coturnos, e um boné a cabeça, ele estava todo encolhido devido ao frio, o nariz avermelhado, e assim que Aaron abriu a porta, ele pode ver ele abrir um grande sorriso.
 
- Me desculpe te incomodar amigo, é que eu acabei ficando sem gasolina e está muito frio aqui fora. Meu chalé está a alguns km só daqui....
 
Ele quase notava que estava sendo meio não cordial, e logo estendia uma das mãos envolta em uma luva preta pra ele.
 
- Steve.....Me desculpe não falar antes, acho que o frio está me deixando meio tonto já....
 
E então o olhar dele foi pro lado, passando pelo corpo de Aaron, e avistando a loira la dentro, ele logo voltou a olhar Aaron.
 

- Me desculpa mesmo incomodar.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Sab 10 Out 2015, 01:03

- Eu sei que estará...

Aaron murmurou e logo os dois trocaram um delicado selinho, fazendo um som de estalo quando se separaram.

Ele deu um meio sorriso quando ouviu o comentário dela sobre a garrafa de vinho.

Certo...

Vamos logo resolver isso para que eles pudessem voltar ao vinho e à lareira.

Aaron abriu a porta com bastante receio, mas não demonstrou nada disso. Ao abrir a porta, o homem do outro lado veria um rapaz encorpado e bastante ousado – para abrir a porta sem camisa e aguentar aquele frio.

Na verdade tinha sido um lapso, mas o orgulho de Aaron era grande demais. Aaron era alto, tendo quase 1.90m de altura e tinha um corpo de nadador. Não tão desproporcional, mas era bastante definido e os ombros eram largos e os braços definidos sobressaltavam mais aos olhos do que as pernas – apenas delas serem bastante definidas e Valentina ter tido a comprovação disso.

Olhou o estranho da cabeça aos pés e voltou o olhar para ele.

Não falava em russo.

E Aaron não gostou disso, por algum motivo.

Era estranho ter um estrangeiro na Russia, ainda mais falando em inglês.

Menos, Aaron.

Não seja paranoico...

Aaron respirou fundo e estendeu a mão para o rapaz.

- Prazer, Steve.

Não se apresentou.

- Eu tenho um frasco de gasolina extra no meu carro e podemos preparar uma xicara de chá para aquece-lo do frio. Só um segundo, por favor.

Bateu a porta de novo e olhou para Valentina.

- Ele precisa se aquecer antes de voltar para a estrada.


Ou seja, vou deixar o estranho entrar, mas você vai colocar uma roupa antes.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Dom 11 Out 2015, 16:32

Valentina demorou-se naquele selinho, deixando os lábios se afastarem naquele som, ela deixou ele ir abrir a porta, enquanto ela arqueava o tronco e apanhava a taça de vinho do chão, caminhando até proxima de Aaron, deixando a taça sobre uma das mesas.
 
E Deus...Aaron abria a porta sem camisa, ele iria congelar. E Valentina viu de relance o rapaz que se apresentava a ele. E sim era estranho. Ele falava inglês. Por isto Valentina somente cruzou os braços frente ao corpo, e manteve os olhos em Aaron.
 
O rapaz sorriu e estendeu a mão, tocando a de Aaron e apertando de leve. Mas ele não dizia seu nome, e a forma como o rapaz o encarou, parecia esperar por isto.
 
Ele logo recuou a mão, e ficou mesmo sem um nome, ouvindo ele falar sobre um frasco de gasolina extra e uma xicara de café, ele uniu as mãos e esfregou uma a outra, se encolhendo pelo frio.
 
- Isto realmente seria muito bom, eu fico muito agradecido....
 
Aaron batia a porta, e o rapaz consentia em positivo que aguardaria, ficava la fora, meio que dando pulos para se aquecer.
 
Valentina apenas fitou Aaron em silencio, e ele dizia que o rapaz tinha que se aquecer. Ela consentia em positivo, e logo caminhou até o sofá, onde estava sua peça intima e sua calça de coton, ela vestiu as mesmas rapidamente, ajeitando a blusa ao corpo, levou as mãos aos fios louros, e os puxou, amarrando-os em um nó com o próprio cabelo, Colocou o cobertor ao braço do sofá, e apanhou a garrafa de vinho, deixando-a a mesinha junto da taça, os pés ainda ficavam descalços.
 
E após uma arrumada bem básica na sala, que estava com tudo denotando o momento do casal, ela voltou-se a Aaron, e apontou a porta com os olhos.
 
- Pode abrir...Vou colocar a chaleira no fogo....
 
Dizia isto e logo dava as costas, caminhando rumo a cozinha. Aaron então poderia abrir a porta, o rapaz entrava a casa, completamente tremulo, e obviamente olhava a volta.
 
Mesmo Valentina tendo arrumado tudo rapido, dava para ver a renda do sutiã branco, aparecendo por baixo do cobertor ao braço do sofá, ele ficou encarando aquilo, mas logo voltou até Aaron.
 
- Vocês são da Russia mesmo?...
 
Estava puxando assunto mesmo, enquanto olhava a volta na casa, você não estava sozinho, estava Aaron?
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Dom 11 Out 2015, 18:58

Aaron também caminhou até onde eles estavam e, somente então, soltou aquela fumaça pela boca, mostrando que tinha morrido de frio ali fora. Colocou a camisa, pelo menos e olhou para Valentina.  

- Ele fala inglês...

Disse baixo e a encarou.


- Nem um pingo de sotaque russo ou coisa do tipo. – Esfregou as mãos.

E Aaron deixaria o rapaz mais algum tempo no frio, não por maldade. Mas porque ele precisava antecipá-lo.

- Tente camuflar seu sotaque, se for falar alguma coisa, Tina.

Foi tudo o que disse antes de se afastar dela de novo e caminhar até a porta novamente. Esperou que ela desse o “ok” e então abriu de novo, deparando-se com Steven.

Aaron ainda o encarava seriamente, com aqueles olhos extremamente azuis que ele tinha.

- Entre, por favor. Vamos preparar um café para você se aquecer um pouco.

Indicou uma poltrona próxima a lareira para que ele se sentasse.

Quando Aaron percebeu que ele ficou tempo demais olhando para a peça íntima de Valentina, ele enfiou-se na frente e escondeu, enfiando debaixo do cobertor de vez. Olhou de uma forma quase ameaçadora para Steven, demonstrando que tinha percebido e não tinha gostado da indiscrição dele.

Sentou-se na outra poltrona e cruzou as pernas, de modo elegante.

- Não. Não somos russos. Somos irlandeses.

O que explica o sotaque britânico e que ele forçava um pouco mais para a Irlanda. Seria muito difícil dizer que era americano por conta do sotaque dele. Seis meses não foram o suficiente para que ele perdesse o sotaque.

Uma vida inteira não seria o suficiente.


- E você, Steven, né? De onde vem? 

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Seg 12 Out 2015, 11:54

Valentina mantinha o olhar sério a Aaron, e quando ele disse que o rapaz la fora falava inglês, ele pode notar que ela também estranhou. Era quase no momento que ela ia colocar o cobertor de volta ao sofá, mas aproximou-se de Aaron, e logo envolveu o corpo dele com o cobertor, quase em um abraço, ela sussurrou.
 

- Vamos apenas ficar atentos, eu tenho certeza que estamos seguros aqui. Se aqueça...
 
Ela dizia em tom baixo, deixando o cobertor com ele, e logo passando de leve as mãos aos braços dele para aquece-lo, ouvia ele falar sobre ela tentar camuflar seu sotaque, se é que fosse preciso ela falar algo, e ela consentiu em positivo, e logo se afastou, para preparar o café que eles haviam prometido ao estranho rapaz.
 
Steve entrava e sorria a Aaron, esfregando as mãos, e agradecendo muito pela hospitalidade, ele logo sentou-se na poltrona que Aaron indicou, e tinha como não olhar a peça intima?
Convenhamos. Aaron era um rapaz bonito e forte, parece ter vindo de uma revista de modelos escolhidos a dedos, imagina como diabos deveria ser a mulher que estava com ele, era impossível não associar Aaron, sinto muito.
 
Ele notou que ele não gostou do olhar, e logo ele desviou o mesmo, para as janelas, vendo como a casa era bonita, e então ele voltou-se a Aaron e começou a conversar com ele.
 
- E o que fazem na Russia?...
 
Ele falava na maior naturalidade possível.  E logo vinha a pergunta de Aaron, ele deu um sorriso amigável, e logo respondeu.
 
- Nova York, sou americano....Nossa vocês tem um chalé lindo por aqui, o que eu comprei não chega nem aos pés dele, acho que o local é muito disputada, não tive muitas opções...Eu vim com minha namorada pra cá, mas ela veio mais cedo deve estar preocupada com a minha demora....
 
Ela passava as mãos ao rosto visivelmente preocupado, e logo os olhos meio tristes encaravam Aaron.
 
- Estamos pensando em nos casar....
 
Ow homem  que fala....
 
- Eu tenho uma foto dela aqui, vou te mostrar...
 
Ele logo apanhava a carteira ao bolso, e revirava a mesma, e logo estendia uma foto de uma loira muito bonita pra Aaron.



 
Ele sorria pra Aaron, e ele podia ver a dedicatória atrás da foto.
 
“Steve, te amo. Com amor. Angel”
 
Ele apanharia a foto de volta sorrindo, quase ao mesmo tempo que Valentina chegava a sala, segurando uma bandeja, com 3 xícaras e uma garrafa de café, ela aproximou-se da mesa que separava a poltrona de ambas, e deixou a bandeja ali, logo apanhou uma xicara enchendo a mesma de café quente, e entregou ao rapaz.
 
- Boa Tarde...
 
Ela dizia sem qualquer tipo de sotaque russo mas não olhava diretamente o rapaz, logo enchia outra xicara e esta ela entregava a Aaron, logo em seguida, sentava-se ao lado dele, acomodando uma das mãos a coxa dele, e finalmente encarando o rapaz.
 
Este ficou sentado, e seguiu cada movimento da loira, até que ela lhe entregou a xicara, ele estendeu a mão, e tocou a dela, mesmo que com luvas, e logo observou ela indo se sentar ao lado de Aaron.
 
- Muito Obrigado....
 
Ah parece que não é só ele que namora uma loira estonteante, não é Aaron?
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Seg 12 Out 2015, 15:20

Ao contrário de Steve, Aaron não era um homem que falava muito. Pelo menos não com um estranho que aparecia do nada, numa espécie de condomínio fechado de um Haras russo, falando inglês.

Seria muita coincidência se a namorada dele também fosse Russia, como era o caso de Aaron e Valentina.

No entanto, por que as primeiras palavras dele foram em inglês? E se o casal fosse russo e não soubesse falar uma virgula de inglês?

E por que ele estava espiando daquela forma antes?

Muitas perguntas, poucas respostas. E Steve continuava falando, como se Aaron realmente estivesse interessado em sua história. A única coisa que Aaron estava interessado era que ele fosse embora – para tentar convencer Valentina a irem embora também!

Não era questão de ser paranoico – talvez um pouco. Mas...Eles estavam muito expostos ali. E, agora, só de imaginar que Valentina tinha ficado tanto tempo sozinha ali, Aaron já sentia um comichão percorrendo seu corpo.


Antes que respondesse à pergunta de Steve, esperou que o rapaz respondesse a sua.

Pegou a foto que ele ofereceu, olhando brevemente, mas prestando atenção nos traços da moça.

- Casamento é um passo muito importante. Vocês realmente devem se amar muito.

Devolveu a foto à Steve e voltou a encará-lo.

Aaron silenciou-se quando Valentina surgiu de novo. E ele reparou, Steve. Ele estava atento à cada movimento e palavra sua.

Quem fala demais também se enrola. E um homem tão apaixonado por sua Angel está demonstrando interesse demais na namorada de Aaron. O rapaz deu um longo suspiro e pegou o café das mãos de Valentina.

- Obrigado...

Deu um gole em seu café. E não disse o nome de Valentina em nenhum momento, assim como não dissera o seu. 


- Estamos aproveitando as férias, seguindo o fluxo contrário das pessoas.

Que foram para o sol e o mar enquanto estamos no frio.

Aaron deu um gole em seu café.



- Espero que o café o ajude a se aquecer um pouco. Longe de mim deixar sua namorada ou noiva ainda mais preocupada, Steve.  

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Ter 13 Out 2015, 17:25

Steve apanhou a foto de volta e manteve o sorriso ao rosto, e ela consentiu em positivo.
 
- Impossível não amar uma pessoa tão bondosa como ela, e você está certo, casamento é um passo muito importante, mas eu não tenho duvidas do que quero...
 
E então Valentina chegava e roubava a atenção do rapaz, que realmente reparava demais na loira, para quem já tinha intenção de casar com outra. Ele tomava o café, olhando o casal.
 
Valentina entregava uma xicara para Aaron, e logo sentou-se ao lado dele. E ela não diria seu nome, nem entregaria seu sotaque, deixava Aaron falar e obviamente concordaria com tudo que ele diz, mantendo o olhar cumplice sobre ele.
 
E Valentina notou quando Aaron deixava claro que já era hora de Steve partir. O rapaz consentiu em positivo, dando outro gole ao café.
 
- Claro...eu novamente agradeço muito, pelo café, pela hospitalidade, e bom...eu estou realmente com muita pressa de não deixar Angel esperando.
 
Ele sorria para o casal e depois parava os olhos em Valentina.
 
- Aliás ela me lembrar muito você, loira, olhos claros, magra....
 
Gostosa...
 
Quase saiu, mas ele se conteve, apenas voltou a olhar Aaron e deu um sorriso cretino pra ele, agora ele ficava extremamente provocativo. Mas logo ele erguia-se do sofá, deixando a xicara sobre a mesinha.
 
- Bom...você poderia então me emprestar aquela gasolina?...
 
E logo ele fazia menção de ir até a porta.
 
Valentina ficou em total silencio, apenas seguindo o rapaz com os olhos, que agora falava de uma namorada dele, e ficava realmente cada vez mais confusa a situação, e ela notou como ele pareceu querer provocar Aaron.
 
Ela ergueu-se do sofá logo atrás de Aaron, e acompanharia eles até la fora, mas como Aaron havia pedido, ela só falaria o essencial.
 

E acredite Aaron, assim que você desse a gasolina para Steve, ele iria realmente embora dali e agradeceria....novamente.
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Re: A mente que nunca descansa....

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