A mente que nunca descansa....

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Qua 14 Out 2015, 14:29

Aaron estava tentando trabalhar o temperamento explosivo. Estava longe de ser um homem possessivo, mas ele realmente não admitiria que Steve continuasse agindo daquela forma desrespeitosa na sua frente.

Os olhos dele cerraram um pouco mais diante da provocação, mas ele também acabou colocando um sorriso cretino no canto dos lábios.

- Compartilhamos do mesmo gosto, então. Elas que possuem um gosto bem...diferente, hm?

Obvio que Aaron era melhor.

- Claro. Agora mesmo.

Os dois se levantaram e Aaron indicou o caminho da porta, seguindo logo depois dele. Lançou um breve olhar para Valentina e caminhou até seu Aston Martin, sem dizer absolutamente nada. Pegou a gasolina extra que carregava e até mesmo ajudaria Steve a colocar no carro dele.


Aproveitaria para decorar placa, modelo e afins. Bem como tentaria dar uma olhada no painel, mesmo de relance. Mas caso Steve abrisse mão da gentileza de Aaron, ele se limitaria a decorar a placa e o modelo do carro.

- Espero que faça uma boa viagem, Steve.

Encarou o rapaz uma última vez e voltou para a cabana de Valentina.

O olhar que ele lançou para ela, dizia tudo.


Diga que você não achou aquilo muito estranho, Tina. 

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qui 15 Out 2015, 12:55

Steve sorriu com o que Aaron disse, e logo fitou Valentina, depois voltou a olhar Aaron.
 
-É...bem diferente...
 
E logo saia os dois da cabana, e Valentina apenas ficava a porta, seguindo os movimentos de ambos.
 
Não demorou muito Aaron ajudou o rapaz, e ele podia decorar a placa do carro, era da Russia, provavelmente ele havia alugado ali, e não havia nada no painel, podia ser que Steve era mesmo somente uma pessoa meio sem muito bom senso sem gasolina, hm?
 
Steve aceno para Aaron antes de entrar no carro, e agradeceu.
 
Logo ele finalmente ia embora, e Valentina apenas voltou os olhos a Aaron, ela entendia bem aquele olhar dele, e ela logo foi até ele e tocou o braço dele, o conduzindo pra dentro.
 
- Vamos entrar, é muito frio ai fora....
 
Entrava junto com ele, e logo caminhava até a mesa onde estava a garrafa de vinho e a taça, ela parava ali, e mantinha a cabeça meio baixa pensativa, logo ergueu o rosto e deixou os olhos sobre Aaron.
 
- Eu não vim pra cá só pra refugio...Eu vim pra cá pra saber mais sobre o que aconteceu. Amanhã eu vou até uma cidade vizinha onde tem o caso de uma garota que jura ter passado por uma experiência além vida, que jura que caminhou entre os dois mundos. E eu quero ouvir o que ela tem a dizer. Eu preciso entender porque fomos escolhidos pra viver aquilo. E acima disto eu preciso saber que não vamos ser novamente escolhidos, e se formos, desta vez eu quero estar preparada.
 
Ela deixava as mãos se acomodarem a cadeira e apertava de leve ali, voltando a abaixar o rosto levemente.
 
- Me desculpe se eu não te falei antes, eu realmente não queria te envolver ainda mais nisto, depois de tudo que passou, as lembranças...não te fariam bem. Por isto eu também afastei a Vickie. Mas eu não vou desistir, Aaron.
 
Ela suspirou fundo e apertou ainda mais forte a cadeira.
 
- Não vou voltar pra Dux fingindo que nada aconteceu, e quando acontecer de novo ficar alienada a tudo fingindo que não é comigo. Esta não sou eu.
 
Ela soltou as mãos da cadeira finalmente e logo caminhou até a estante da sala, abrindo uma gaveta ali e tirando de lá uma pasta, colocou a mesma sobre a mesa ao lado da garrafa e da taça, e colocou ambas as mãos sobre ela.
 
- Esta pasta tem todo o material que consegui juntar, de pessoas que passaram por coisas semelhantes, fatos sobrenaturais, espíritos, vingança, casas mal assombradas. Tudo que eu consegui ver que podia me ajudar a entender isto.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Qui 15 Out 2015, 20:56

Aaron acompanhou o carro se perdendo no horizonte até que ouviu a voz de Valentina. Realmente, aquela temperatura estava congelando os seus ossos, mas Aaron estava numa postura de Sentinela e ainda não conseguia perceber os danos que as intemperes do tempo poderiam causar nele.

Entrou pelo pedido de Valentina, mas também porque teve a impressão – ou falsa impressão – que eles estavam sozinhos de novo.

Caminhou com Valentina até a mesa e serviu-se com um pouco mais de vinho. Deu um gole naquela excelente safra, mas também pegou papel e caneta e anotou os dados que tinham decorado. Mesmo que o carro fosse alugado, ele estava no nome de alguém. Informação nunca era demais.

Quando terminou de registrar a numeração, ouviu o desabafo de Valentina.

Aaron virou-se para a russa e bom, a verdade é que ela não estava contando nenhuma novidade a ele.

Imaginava que Valentina, do jeito que era, certamente continuaria procurando por respostas. Assim como ele vinha registrando as suas no livro. Ele havia brincado com ela sobre criar o Diario Winchester, mas ele mesmo já havia começado o seu.

Puxou a cadeira e se sentou, ainda a encarando e aproveitando o seu vinho.

Olhou para a pasta que ela estava criando e suspirou. Começou a ver algumas fotos e voltou a encará-la.

- Eu só tenho uma duvida...

A voz rouca dele soou e ele inclinou um pouco o tronco para a frente, levando a mão até o rosto dela, acariciando a região.

- Por que você ainda insiste em fazer as coisas sozinhas? Já não reparou que nossas histórias estão entrelaçadas?

Ele parou de acariciar o rosto dela.

- Você nunca estará sozinha enquanto eu respirar, Tina...

Aaron deu um pequeno sorriso no canto dos lábios.

- Eu sabia que você não estava aqui apenas para descansar. Você está trabalhando ao modo russo, mas por que acha que a história começa aqui? Eu também tenho montado um diário. Com o que aconteceu conosco, não estava brincando quando falei.

Umedeceu os lábios.


- Não acho que, necessariamente, tenha a ver conosco. É o lugar. Alguma coisa acontece em Duxhill, Tina. Como está sua prima? Ela não fala do que aconteceu, mas ela esta tendo uma vida normal agora, longe do lugar. O mesmo com Valmont e sua esposa.

Aaron tombou a cabeça.

- O problema é aquele lugar. E sim, eu quero voltar. Porque eu não quero deixar portais abertos. Eu quero entender porque aquele lugar é amaldiçoado e como podemos poupar futuras gerações do mesmo sofrimento que nós temos passado desde então.
Pegou a taça e deu um gole no vinho.

- Sempre tem a mão humana, mas não sejamos tão tolos de ignorar o sobrenatural. Tem um sobrenatural forte também. Você quer descobrir comigo?

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qui 15 Out 2015, 23:17

Valentina apenas manteve os olhos sobre Aaron, anotando algo sobre o veículo do rapaz. E então finalmente ele a olhava, depois dela dizer que não havia viajado para a Russia e se isolado de todos, somente para colocar a mente em ordem.
 
Afinal a mente dela nunca descansava. Ela observava ele sentar-se e logo bebericar o vinho, e então ela colocava a pasta sobre a mesa, e deixava que ele pegava a mesma. Eram relatos de jornais, de acontecimentos, suicídios, mortes, ou pessoas que diziam morar em casas mal assombradas, ou verem assombrações, nada muito concreto. Mas estavam ali.
 
Ele dizia que tinha uma duvida, e ela apenas mantinha os olhos a ele, ele sabia que podia lhe perguntar. E pela proximidade, ele precisava realmente somente se inclinar para alcança-la, por ser mais alto, conseguiu tocar o rosto dela, mesmo ele estando sentado, e ela em pé a frente dele.
 
E então ouvia a pergunta dele, ela suspirava fundo e fechava lentamente os olhos.
 
- Acho que eu sou um pouco teimosa....
 
Ela dizia em tom bem baixo, e logo ela voltava a abrir os olhos, o encarando, vendo aquele sorriso aos lábios dele, e ouvindo ele falar que já imaginava que ela não estava ali somente para um refugio. Um descanso. E ele dizia que sabia que ela estava trabalhando, ela encolhia os ombros, como quem não sabia sobre onde a história começava, e ouvia ele falar do diário que ele estava montando.
 
- Um diário?..

 
E ele fava a opinião dele sobre ele não achar que era algo ligado a eles, mas sim ao local. Dux...E dava exemplos de pessoas que haviam saído dali, literalmente fugido para poder ter paz e felicidade.
 
Este seria o destino deles? Passar aquele carma para outros e fugirem para a Russia para serem felizes?
 
 
E Valentina estendeu a mão e apoiou a mesma ao ombro dele, logo em seguida a outra ao outro ombro, e ele dizia que queria entender o lugar, que não queria deixar portais abertos e amaldiçoar os próximos a chegar naquele lugar. Não queria aquele sofrimento para mais ninguém.
 
E vinha aquela pergunta que era como uma proposta. Val suspirou fundo, e aproximou-se mais de Aaron, deixando o corpo sentar-se ao colo dele, deixando as pernas de lado, e o quadril ao colo dele, acomodando-se ali, deixou os braços envolverem o pescoço dele, e sem tirar os olhos dos dele, ela murmurou.
 
- Eu quero, Aaron....

A mão subiu do ombro dele ao rosto dele, e deslizou na bochecha e depois proximo ao ouvido dele, acariciando aquela região, murmurou.

- Mas só depois que você se aquecer...
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Sex 16 Out 2015, 12:17

- Sim, um diário...

Aaron ponderou um pouco.

- Um diário sobre tudo o que aconteceu, mas dá para procurarmos histórias passadas. Penso que poderíamos aprender com elas, a não cometer os mesmos erros e identificar os sinais. Nós tivemos o diário de Julianne, de Elizabeth, mas não estou colocando nenhuma carga de magia neste. Estou apenas juntando um quebra-cabeça, que servirá para a nossa história. E isto também pode ajudar ou pode acrescentar o diário aqui.

Deu de ombros de novo e logo sentiu a mão de Valentina sobre seus ombros. Aaron estava vestido de novo, por conta do frio que fazia do lado de fora, mas ele deu um pequeno sorriso com a aproximação ela.


Deixou que Valentina sentasse em seu colo e deixou a taça de vinho de lado, apoiando ambas as mãos nela – uma na coxa, outra na cintura.

Ouviu a proposta e aumentou ainda mais o sorriso.

- Gostei mais dessa proposta...

Murmurou e virou o rosto na direção dela.

Levou os lábios até os de Valentina, movendo as mãos para que a apoiasse e se levantasse.


Os lábios se separaram por um segundo, mas eles logo retomaram o ritmo enquanto Aaron a conduzia pela cabana, procurando pelo primeiro quarto que encontrasse.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Ter 20 Out 2015, 11:29

Valentina mantinha os olhos sobre os de Aaron, ouvindo ele falar sobre o diário. Que era uma forma de deixar registrado algo que podia sim ajudar gerações futuras. Talvez se eles tivessem tudo algo assim para orienta-los, pessoas poderiam ser salvar. Ele dizia que o que ela tinha encontrado poderia ajudar também naquele registro.
 
E logo ela deixou a mão sair do ombro dele, e tocar o queixo dele, deslizando o dedo pelo furo que ele tinha no queixo, o qual ela sempre gostou, ela murmurou, enquanto, deixava o corpo sentar-se ao colo dele, acomodando-se ali.
 
- Então nós vamos terminar este diário, e nós vamos descobrir o que temos para descobrir aqui na Rússia. Depois voltamos pra Dux....
 
Ela sentia a forma como ele a envolvia, apoiando uma mão a sua coxa e outra a sua cintura, e murmurou.
 
- Mesmo porque eu pretendo me dedicar mais ao HU, e passar a presidência para Louise, ela tem mais do que condições de assumir o cargo, e Cavallan vai entender minha posição.
 
Tinham ainda muito a discutir e descobrir, mas por hora, Valentina dizia que o rapaz tinha que se aquecer, ele tinha saído sem camisa la fora, sem pensar em mais nada devido a forma como Steve pareceu ali, e logo ele dizia que gostava da proposta, ela abria um sorriso leve, deixando os lábios se recostarem lentamente, e logo iniciarem um beijo longo.
 
Deixou que ele a apanhasse ao colo, e logo as mãos de Val envolviam a nuca de Aaron, e ela prolongava ainda mais o beijo, deixando a língua tocar a dele, enquanto aquilo parecia ir se tornando cada vez mais viciante.
 
E não Aaron, ela não tinha mais vontade alguma de ir embora, ao menos não naquele dia. Vocês raramente podiam ficar sozinhos, raramente podiam ter paz.
 
Aaron caminhava pelo corredor, após subir as escadas, e logo ele abria a primeira porta que via, por sinal um dos quartos de hospedes.
 

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Ter 20 Out 2015, 13:32

A partir do momento que Valentina começou a envolver Aaron naquele abraço e ele voltou a tocar em sua pele de modo mais intimo, as frases começaram a perder um pouco o efeito. E ele apenas ouvia de longe palavras soltas.

Voltamos...Duxhill...

H.U....Cargo...Presidência.

E, apesar de se importar muito com o que acontecia em Duxhill, com seus amigos e por ser meio que um Conselheiro, ele não conseguia pensar em mais nada que não fosse Valentina.

Aquela russa conseguia tirar Aaron do prumo. Tinha sido assim desde o inicio, desde o primeiro olhar reprovador quando nem sabiam o nome um do outro. Até que ele dedicou-se a não ver mais sangue no gelo.

Na sua rainha do gelo.

A montanha mais dificil de ser escalada e que tinha a visão mais bonita de todas.

Tudo tinha mudado depois que Valentina entrara em sua vida. E Aaron sentia-se grato por isso. Porque percebeu que sua vida não era uma vida de verdade até que ela chegasse. Bom, ele teve essa conclusão quando ela partiu, na verdade. Ele apenas comparecia aos eventos e ajudava como podia, além de observar as pessoas, mas faltava uma parte de si.

Foi então que percebeu que não estava apenas apaixonado por ela.

Ele a amava profundamente.

Os olhos se fecharam com o inicio do beijo e tudo o que eles tinham era os outros sentidos e os próprios instintos. Eles chegaram a esbarrar em alguns moveis e paredes, vez ou outra – o que arrancou risadinhas em meio ao beijo. Logo depois do longo percurso, eles chegavam até o primeiro quarto que encontravam.

De hospedes.

Mas o lugar em si, não faria diferença.

Seria perfeito desde que estivessem juntos.

Aaron foi levando Valentina até a cama de novo, deitando-a gentilmente no colchão e encaixando-se por cima dela, ainda de roupa. O beijo saiu dos lábios e começou a descer pelo pescoço dela.

Aquela, de fato, era a melhor forma que eles tinham de se aquecerem e se livrarem do frio.

Ou de qualquer outra coisa.


Porque estavam juntos.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Ter 20 Out 2015, 15:56

E realmente nem deveriam ter efeito. Duxhill, cargos, presidência.
 
Naquele pequeno paraíso perdido na Russia, coisas como estas não deviam ter voz ativa. Era sempre difícil saber com o que realmente Valentina se importava. Ela realmente havia solicitado licença e deixado tudo nas mãos de Louise, após tamanho trauma nas ZBZs.
 
Havia deixado seus pacientes para outros médicos, e havia até mesmo deixado o rapaz com quem desenvolveu um romance ao longo daquela trama. O rapaz a quem seus olhos teimavam em procurar sempre. E ele havia atravessado todas as fronteiras, inclusive as dela para chegar ali.
 
Valia a pena, Aaron?
 
Valentina era uma mulher extremamente egoísta. Ela havia largado tudo e ido atrás dos próprios propósitos, e você estava ignorando isto Aaron. O que era realmente perigoso.
 
Até mesmo a irmã, por quem era tão amorosa, ela deixou isolada. Enfiou-se naquele lugar em meio ao nada, e fez pesquisas individuais sobre tudo que acontecia, em nenhum momento pensou em dividir aquilo. Somente depois que o viu naquela porta., que o deixou entrar, que o deixou possui-la.
 
E então por aqueles momentos, dividiu algo com você, Aaron.
 
Mas sua vontade de voltar, de ver como estavam seus amigos, ajuda-los no que fosse necessário, ficava a cabo dos caprichos da bela russa. E no momento, estava claro.
 
Ela não queria voltar, ainda.
 
Talvez você fosse realmente o único homem da face da terra a ve-la sem a pose imponente, a maquiagem, as roupas impecáveis, a postura solida de uma verdadeira Zelyaeva.
 
Talvez por isto ele estivesse tão ligado a ela, ve-la sem aquela carcaça que ela apresentava ao mundo, quase denotando fragilidade, era de enlouquecer.
 
Mais perigoso ainda pra você, Aaron.
 
Lembra como você é com a outras garotas? Elas mal tem chance...e pra aquela mulher você pegava aviões e ia a lugares sem saber se seria bem recebido.
 
Em poucos instantes eles estavam se beijando, e toda aquela voz de razão que ainda poderia ter no rapaz, calava-se em meio aos lábios e as respirações, em pouco tempo ele estava subindo escadas, derrubando coisas, rindo em meio ao beijo, e logo Aaron abria a porta do quarto de hospedes.
 
Mesmo que não fosse muito grande, ele dispunha de uma enorme cama king, envolta em coberturas de pelos  e muitas almofadas e travesseiros, um sofá menor, lareira, e um closet para acomodar os pertences, a janela estava fechada, mas dava para ver pelo vidro a neve que começava a cair la fora. Mas ali dentro.
 
Tendo um ao outro, estavam seguros, de diversos modos possíveis.
 
Mas não um do outro.
 
Em pouco tempo Valentina estava deitada a cama, tendo Aaron por cima de si, ela tombava o rosto pro lado, deixando o delgado pescoço a mostra para que ele beijasse, enquanto as mãos iam as costas dele, tocando por baixo da blusa, e o arranhando com uma força moderada, sentindo a pele dele em seus dedos, a forma como ele suspirava sobre si.
 
Lentamente os olhos se abriam, e ela encarou a neve caindo lá fora. E não demorou a ver uma garota surgir em meio a neve, ela usava um vestido quase transparente branco, pes descalços, cabelos negros e lisos e o frio não parecia incomoda-la, dado como a pele já era pálida.
 
Ela nem sequer parecia respirar.
 
Mas Valentina apenas fechou lentamente os olhos e deixou-se levar pela onda de prazer que tomava seu corpo.
 
Aquilo lá fora.
 

Não importava agora. E não faria diferença depois.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Ter 20 Out 2015, 23:24

Valentina não era uma mulher perfeita. Tampouco Aaron era o homem perfeito. As pessoas que colocavam rótulos e viam os dois como desejavam, não como eles eram.

Aaron não fechava os olhos para os defeitos dela. Ele bem sabia como Valentina poderia ser dificil e geniosa. Também não tinha concordado com o afastamento dela. Mas sendo bastante sincero, quem não teria feito aquilo depois do que ela sofreu?

Todos tinham sofrido danos psicológicos e físicos.

Mas era Valentina quem estava exposta naquele altar, depois de ter o corpo violado – de formas que Aaron vinha evitado pensar – e que quase deu um tiro na própria cabeça. Ela foi a escolhida para ser a “Noiva do Mal” ou aquela que interromperia a maldição por mais dez anos, tendo como preço o sangue. Seu próprio sangue, sua vida.

Quem iria querer ficar ali depois disso?

Apenas um louco aceitaria. E por mais que tivesse doído passar algumas semanas longe dela, Aaron soube que ela precisava se encontrar. Ou os danos seriam muito piores.

Podia ser egoísmo por parte dela, mas era um egoísmo necessário.

Como ela poderia ser a mesma sem fechar aquelas cicatrizes?

Era assim que Aaron via. Não adiantaria nada Valentina permanecer em Duxhill se ela estivesse quebrada. E ele preferia Valentina inteira, por inteiro.


Se ela perguntasse se tinha valido a pena ter corrido o risco de ser rejeitado quando aparecesse na Russia, ele apenas sorriria.

E não responderia com palavras, preferia demonstrar como aquilo tinha valido a pena.

As outras garotas nunca tiveram chances com ele porque nunca despertaram os mistérios que Valentina conseguia fazer. Porque nunca apresentaram um grau de complexidade tamanho que ele sentisse a ânsia de sempre querer estar com ela. Valentina sim.


Ela era a montanha mais desafiadora de todas.

Aaron não era tolo.

Sabia que havia muito mais escondido ali, muitas brechas que ela não demonstraria de primeira, nem segunda. Precisavam ser analisadas e descobertas com calma. E pelo menos com ela, ele tinha uma paciência infinita.

Os únicos sons que dominavam aquela cabana eram os suspiros e os beijos que às vezes soltavam um ruído um pouco mais alto. Os atrito dos corpos sobre os lençóis também, vez ou outra, faziam parte do momento.

Aaron viu que Valentina virou a cabeça na direção da janela e fechou os olhos. Ele afastou os lábios do pescoço dela e levou a mão delicadamente até seu queixo, fazendo com que ela o encarasse de novo.

Ele não disse nada, apenas a encarando e logo voltou a beijar os lábios dela e começar a recuar na cama na medida em que a fazia se sentar também. Começou a puxar a própria blusa, interrompendo o beijo para arrancá-la. Deixou em algum canto do quarto e então a puxou lentamente para o seu colo.

Não queria a atenção ela voltava para mais nada além deles.


O resto podia ficar para depois.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qua 21 Out 2015, 11:11

É....
 
Esta era uma boa pergunta, que tipo de coisas ela havia sofrido naquele tempo que ficou na Igreja?...Era uma resposta que ela realmente não iria responder. Se tivera o corpo violado, adornado naquele vestido, esculpido por flores e perversão. Não era uma resposta que ela iria responder. De algum modo aquilo a havia mudado sim.
 
E ela se afastou, se isolou. E ela realmente não iria admitir que ninguém a culpasse por isto. Muito menos que fosse julgada como se a coisa mais importante do mundo fosse ser presidente de uma fraternidade.
 
O que mais sentia falta mesmo era do HU. Mas ocupou sim a mente com outra coisa naquele meio tempo, pesquisou, quis ser parte daquele universo o qual ela deveria querer se afastar pra sempre.
 
Vocês sempre imploram pelo complicado, pelo impossível, pelas garotas que parecem respirar problemas, complexidades, jogos. Ninguém parece realmente feliz com a felicidade pura e simples, de pessoas que tem facilidade de sorrir, ou que não tem segundas intenções. Vocês desejam segundas intenções, desejam ser partes de jogos de poder, sedução. Isto é o que realmente move a maioria em Dux.
 
E Valentina aspirava a isto, a pessoa intocável, a garota inacessível.
 
Sempre haveria segredos, sempre haveria aventura, nunca seria o marasmo da rotina dos namoros corriqueiros, e isto era viciante, Aaron. Confesse.
 
Vocês estavam viciados.
 
Mas eram pensamentos para outrora. Vocês estavam no quarto, que nem mesmo era o dela, mas ele parecia aconchegar com perfeição os corpos em meio aos cobertores, enquanto os lábios não se desgrudavam.
 
Um suspiro alto saiu dos finos lábios de Valentina, e lentamente o rosto tomou pro lado, na direção da janela, enquanto Aaron tomava sua pele ao pescoço, em pouco tempo sentiu o toque ao queixo, e logo o rosto virou-se para ele, os olhos o encararam, e ela ficou em silencio, o admirando por alguns segundos, enquanto os fios louros se espalhavam pelo travesseiro.
 
Os olhos se fecharam ao passo que os lábios novamente se encontravam, uma das mãos agora envolvia a nuca do rapaz, e a outra ficava espalmada, apoiada ao peitoral, não demorou a sentir o recuo, e ve-lo tirar a própria blusa, expondo novamente o belo corpo a russa, e logo ele a puxava pro colo, ela erguia o tronco, a medida que as pernas envolviam a cintura dele, e os braços seu pescoço.
 
Novamente os rostos estavam próximos, ela recostou a testa a dele, enquanto uma das mãos descia pelo pescoço dele, peitoral, abdômen, o sentindo, e ela somente fechou os olhos e buscou novamente os lábios dele, enquanto o tocava modo mais intimo, querendo ouvir não somente os suspiros dele, mas os gemidos.
 
E nada mais lá fora era capaz de desviar a atenção da russa, ela assim como ele pediu naquele toque ao queixo dela, o fazia.
 
O resto ia sim ficar para depois, Aaron. Todo o resto.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Qui 22 Out 2015, 15:01

Quando Aaron chegou a Duxhill não estava procurando por problemas ou mistérios. Ele ainda era um jovem que havia feito uma proposta aos seus pais. Dois anos livre, pensando no que fazer de sua vida e depois ele levaria a profissão à sério, se dedicaria. Voltaria a ser o filho perfeito, um garoto exemplar.

No entanto, nem todas as aventuras de dois anos pelo mundo poderiam superar o que ele viveu naquele primeiro semestre em Duxhill.

Foram tantos mistérios, tantos problemas e desafios que aquela época feliz de sua vida parecia perdida em suas lembranças. Parecia pertencer à outra vida, até. Afinal, ele não era mais o mesmo rapaz que tinha chegado ali. Que conseguia sorrir com facilidade apesar de não ser muito sociável. Aquele que tinha o sorriso mais bonito do mundo e, por isso, ele conseguia o mundo.

Não dava para saber exatamente porque você tinha sido escolhida, Valentina.

Na verdade, talvez Aaron que tivesse sido escolhido. Ou talvez ele ganhou pela persistências.

Mesmo que você não tivesse se interessado por ele, ele não desistiria antes de tentar. Mas vocês perderam e ganharam naquele baile do Chateau. Era impossível desistir da escalada depois daquilo e, para você, foi impossível resistir ao sorriso mais bonito do mundo.

Independente de qualidades e defeitos, vocês finalmente conquistaram esse momento.

E olha, se você se acha egoísta e pensa que Aaron não vê, o que falar dos defeitos que ele tem e você finge não ver também?

Ele é orgulhoso, vingativo, rancoroso, teimoso, dentre tantos outros defeitos que podem ser – e foram – problemáticos em momento.

Mas vocês ignoram tudo, porque a energia entre os dois é viciante. E todos os defeitos ficam para depois. E tudo o que o mundo acha, também fica para depois.

Só importa que vocês finalmente tem este momento de paz. E depois de meses e meses, barreiras, mortes, desafios, discussões e momentos interrompidos, vocês tinham um ao outro.

Talvez vocês tenham o direito de serem um pouco mais egoísta e continuarem ignorando os gritos de socorro.

Os toques faziam os dois soltarem gemidos cada vez mais altos e se era desejo que Valentina queria despertar em Aaron, foi desejo e prazer que ela recebeu. Os lábios tomaram outras partes do corpo de Valentina enquanto ela o tocava de modo intimo, por cima dele. As mãos procuravam por ela, querendo prolongar aquelas sensações.

As roupas voltaram a ficar jogadas pelo chão e os dois retomaram a dança que tinha começado no tapete da sala.

Os dois se reconheciam novamente e encontraram com facilidade o ritmo e o encaixe perfeito. Aaron voltou a beijá-la, mas não era um beijo delicado, ele era interrompido por conta dos suspiro e gemidos que os dois soltavam.

Inconscientemente, Aaron também tentava proteger o corpo dela, evitando que ficasse exposta às janelas, como havia ficado na sala.

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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sab 24 Out 2015, 18:19

Aquele baile definiu vocês, aquela brincadeira, o jogo de sedução, vocês se escolheram ali. Com certeza antes haviam se reconhecido, haviam se atraído, mas a escolha foi no momento que a bela dama mascarada desceu aquelas escadas e te chamou com aqueles olhos de gelo, Aaron.
 
Awn Aaron, Valentina não achava estas suas características defeitos. Afinal era isto que te separava dos demais, e que trazia a tona que você não era um qualquer. Isto te tornava o Aaron que ela aprendeu a admirar e acima de tudo desejar.
 
Os cobertores de pelo recebiam o corpo de modo muito prazeroso, e eles suspiravam e gemiam a medida que os corpos se roçavam, as mãos se tocavam, ela mantinha-se ao colo dele, o beijando enquanto o tocava daquele modo, que o faria gemer um pouco mais alto, ao bem prazer dela, e era instigante ve-lo daquele modo, tão entregue. Em pouco tempo sentia ele tomar sua blusa e tira-la, e a calça foi so mais um obstáculo, deixava ele tomar seu corpo com os lábios, e em breve o desejo era maior.
 
Ela o queria dentro de si novamente, e ele veio e encontrou aquele encaixe perfeito, o ritmo que os fazia alucinar. Exatamente por isto aquele beijo era nada suave, os lábios se roçavam, se beijavam, as línguas se procuravam, a respiração parecia ficar mais forte, e mesmo assim eles continuavam se beijando.
 
E quase sem notar Aaron mantinha seu corpo sobre o de Val, mantendo a nudez dela protegida por seus músculos, mantendo a visão do belo corpo da russa somente pra ele, e em meio aquele beijo descompassado, ele poderia notar que ela atingia o ápice em seus braços, e após o corpo todo tensionar e ela morder seu ombro para abafar o gemido, ele pode sentir o corpo cair a cama abaixo do dele, tomado em suor, em cansaço, o rosto vira-se para o lado, mas desta vez os olhos não se abriam, as mãos ficavam espalmadas ao peitoral do rapaz, e a respiração ofegante, fazia o colo subir e descer, em um ritmo que ia ficando mais lento. Ainda de rosto virado e olhos fechados, ele pode ouvir quando ela sussurrou.
 
- Aquecido agora?....
 
Ela deixou o rosto tombar novamente na direção dele, e abriu lentamente os olhos, deixando os mesmos encontrar a bela face do rapaz, ele pode notar as mãos subirem pelo seu peitoral, passarem ao ombro, e logo estarem ao rosto, deslizando pelo maxilar e depois pelas laterais do mesmo, sentindo os perfeitos traços.
 
Ele podia notar a forma como os olhos seguiram as próprias mãos dela a face dele, admirando cada detalhe da mesma, as mãos chegavam aos fios baixos e louros, e ela os puxava de leve pra trás, até deixar ambas encaixarem a nuca dele, e então ele pode ouvir quando muito baixo ela falou.
 
- Tinha que ser tão bonito?...
 
E um sorriso surgia nos lábios dela.
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Re: A mente que nunca descansa....

Mensagem  Convidado em Sab 24 Out 2015, 21:35

A respiração irregular não escondia o sorriso de Aaron. O corpo forte estava úmido por conta do suor e bastante arrepiado por conta do prazer que os dois compartilharam. Valentina também tinha deixado sua marca ali, em mordidas e arranhões. As marcas que ele deixou tinham sido pegadas mais fortes naquela pele clara, macia e perfeita que ela tinha.


Ouviu a pergunta dela e deu uma risada enquanto passava a mão pelo cabelo, bagunçando mais seu cabelo.

- Acho que...ainda posso me aquecer mais.


A puxou para perto de si enquanto ela se virava e deixou as pernas entrelaçadas. Olhou para Valentina, aquela mulher perfeita e extremamente misteriosa. De todas as garotas, ele realmente tinha que ter escolhido aquela. Além de ser o escolhido.

Colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e apenas sentiu enquanto a mão dela deslizava por seu peitoral e alcançava seus ombros, subindo ate seu rosto.

Os pequeninos olhos azuis continuaram sobre os dela, meio desconfiados e curiosos. Ele sorriu para o comentário dela até que virou uma gostosa risada.


- Tinha que ser tão fascinante assim?

Ele a abraçou e a trouxe para perto de novo. Os dois logo rolaram e voltaram a se beijar.

Talvez ainda realmente tivesse mais um pouco de frio para espantar ali.


Depois de tanto tempo, eles estavam insaciáveis.

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Re: A mente que nunca descansa....

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