Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

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Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Sab 24 Out 2015, 10:42

As dez horas em ponto você não encontraria Sköll te esperando do lado de fora, Rebecca.

E não havia explicações, afinal você saiu bravinha e não lhe deu seu telefone.

Porém, as dez em ponto, estaria uma limusine do Uber estaria parada em frente a ZBZ, com uma plaquinha escrito “Rebecca” em mãos.

Ah sim, um dos patrocinadores de Sköll era o Uber.

Assim que ela se aproximasse do homem, ele se identificaria e explicaria a situação.

- O Sr. Sköll lamenta não poder vir buscá-la pessoalmente, porém ele tinha treino hoje pela manhã e não podia se ausentar. Como não gostaria de atrasar, pediu para que eu viesse buscá-la. Até chegarmos no estádio, ele já estará livre… Espero não haver problemas – Era um senhor de meia idade, vestido de quepe e tudo, além de bem simpático.

Logo ele abria a porta do carro para que ela entrasse, e havia uma cesta de café da manhã no carro.

A pequena geladeira abrigava suco, água e achocolatados.

Duas garrafas térmicas com água quente para chá, leite e café.

Fora a cesta com diversas opções de pães, torradas, bolachas (xiu!), frios, manteiga, geleia e até mesmo alguns snacks.

Acima da cesta, com um laço, estava um presente, uma pelúcia do time de Sköll, que se dobrava e se disfarçava em disco de hockey, além de uma camisetado Bruins, personalizada com o nome “Mitchel” atrás.

O número nas costas? 300.

A viagem era bem lenta e tranquila, talvez ele dirigisse daquele modo para garantir que Rebecca conseguisse comer tranquilamente.

A Mercedez possuía vidros filmados lhe garantiam privacidade no trânsito e, por estar com o vidro interno fechado, o motorista não a veria trocar de blusa, caso assim desejasse.

Após chegar ao estádio, ela podia ver o quão imponente era.

Por abrigar os dois times da cidade de Boston, era um local muito conhecido e comentado.

Como não havia jogos oficiais, por ambos os times estarem de férias, o estádio não estava personalizado com o verde do Celtis ou o amarelo do Bruins.

Porém, ao rumar para a entrada exclusiva de jogadores, alguns fotógrafos tentavam tirar fotos do carro, na esperança de captar algo no interior, com o auxílio do flash.

A limusine logo parava na entrada dos vestiários, e Sköll a aguardava de pé, com um sorriso no rosto.

Ele usava uma touca beanie preta, que mantinham seus cabelos puxados para trás.

Além disso, um blusão do time, inteiramente negro, com detalhes amarelos e o brasão do Bruns no peito. Jeans azul-claro e tênis Nike, brancos, no estilo skatista, terminavam suas roupas.

Assim que ela descesse, ele iria se aproximar lentamente, sem parar de sorrir – Bom dia, Rebecca… Espero que tenha feito uma boa viagem. Como você está?

E aproximava-se, fazendo menção de beijar seu rosto.

Rosto!

Viu como sou bonzinho?

Blusão
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Sab 24 Out 2015, 15:53

E as dez horas ela ainda estava na cozinha, terminando de tomar o seu café da manhã, que foi apenas um copo de suco, e de mandar algumas mensagens. Estava sentada na cadeira, com o cotovelo apoiado na mesa e até meio distraída enquanto terminava de digitar uma SMS.

Tranquila, tranquila.

Ficou se revirando na cama, sem conseguir dormir... e desistiu de tentar. Quando saiu do quarto para fazer qualquer coisa que ocupasse a mente, Taylor a interceptou no corredor. O que foi muita sorte, pois aproveitou para se desculpar pela "desfeita" e também porque o novo convite calhou num momento mais do que oportuno. Não falou nada sobre Sköll, e quando o assunto seguia por esse caminho, Rebecca era evasiva e superficial, preferindo não entrar em detalhes. Mas caso alguém perguntasse, ela certamente responderia, sem problemas. Não tinha feito nada de errado para ser julgada...

Mas isso não a impedia de se julgar.

Só que ninguém precisava saber.

E depois de algumas taças de vinho... as risadas eram fáceis.

A noite terminou de maneira leve e quando retornou ao quarto, desmaiou na cama num sono pesado.

Depois do encontro...

Encontro não!

Depois do passeio... precisava marcar uma consulta no HU. A dra. Cavallan deixou bastante claro que Rebecca precisava iniciar o tratamento antes da viagem.

- Isso é tão gentil!

Rebecca franziu o cenho ao escutar os "mimimis" vindos da sala principal. Rapidamente guardou o iPhone na bolsa, depois de verificar o horário, e seguiu o som das vozes e... risinhos? Algumas meninas estavam coladas na janela, mas quando viram Beckie, mostraram um enorme sorriso para ela.

- Acho que é para você, Beckie - Brenda falou, ainda rindo, dando espaço para Rebecca se aproximar... - Que fofo, né? - e mais risadinhas encantadas.

Os olhos se estreitaram atrás das lentes escuras ao ver a limusine parada em frente a fraternidade, com um senhor todo arrumando e que segurava uma plaquinha com o seu nome.

Nem precisava adivinhar de quem se tratava, claro...

- Ah, sim... Adorável... - ela sussurrou e estava fazendo um tremendo esforço para não soar irônica.

Opa, acho que voltamos a agir na forma defensiva!

Despediu-se das garotas e foi para o lado de fora, ajeitando o óculos no meio do caminho.

- Imagino que o sr. Bilskirnir seja realmente muito ocupado... Não tem problema - sorriu de um jeito compreensivo e também simpático para o homem após a explicação - Obrigada...

A limusine era extremamente confortável. Na verdade, todos os detalhes foram pensados com extremo cuidado. Ela deixou a bolsa ao lado, e os óculos em cima dela, e a primeira coisinha que pegou foi a pelúcia, que Rebecca achou fofa.

- Você é muito bonitinho - transformou o urso em disco, deixando só a cabeça de fora e achou ainda mais graça.

Então, a camisa.

Mordeu o lábio como se para segurar um resmungo ao ver as provocações impressas no tecido.

Mas tudo bem...

Faz parte do jogo.

E ela sabe brincar.

Sem pressa, ela tirou a sua própria blusa, bagunçando o cabelo no processo. A dobrou antes de vestir a do time, que serviu direitinho. E durante o percurso, Beckie ficaria beliscando as guloseimas, tomando cuidado para não se empanturrar. Ela adorava biscoito (xiu!²), principalmente aqueles com gotas de chocolate, que por sorte, era o caso.

A sensação foi de que a viagem passou depressa, mesmo com o motorista dirigindo de maneira mais lenta.

Foi impossível não arregalar os olhos com o tamanho do estádio... e com a quantidade de fotógrafos que avançaram na limusine, que ainda estava em movimento!

Era de família ser tão famoso?

Por instinto, Rebecca se afastou da janela, mesmo estando ciente de que ninguém poderia vê-la ali dentro.

A Mercedez finalmente parou.

Haviam chegado e quando o senhorzinho de crepe abriu a porta, ela já podia ver Sköll.

Sorrindo.

E ela também sorriu... para o motorista, novamente o agradecendo, pois assim que se virou para Sköll, a feição se alterava.

Aliás, era a mesma mulher de ontem, Sköll?

Sem toda aquela maquiagem, o batom vermelho e com efeito molhado... Os olhos destacados pelo rímel...

O vestido preto e acinturado, os saltos...

Parecia até mais jovem, vestida com uma calça num tom mais forte de nude e a camisa do seu time. O cabelo castanho e brilhoso estava preso num rabo de cavalo baixo, com uns cachinhos teimosos fugindo do penteado simples. Sem toda a pintura, era possível notar as poucas sardas cobrindo o nariz e partes das bochechas naturalmente coradas... O gloss era de um rosa bem suave, e ainda assim, o que se destacava mais.

A diferença era gritante, mas não estava menos bonita...

E como você mesmo disse...

É algo na postura, certo?

Independente das roupas...

Os olhos claros com pequenos sóis escondidos pelo azul límpido... ainda eram os mesmos.

Assim como o nariz empinado, os lábios formando o típico beicinho, o queixo erguido para encará-lo, desafiando a diferença de alturas...

Aquele ar esnobe e dominador...

Era ela, afinal.

- Bom dia, Sköll... Foi ótima, obrigada pela delicadeza. Ah... - levantou o ursinho, o balançando diante do rosto dele - E por isso também - soltou uma risada rápida.

Permitiu o beijo, mas não o devolveu, como da primeira vez.

- Estou bem, e você? Como foi o treino? Espero que ainda tenha energia sobrando... Mas não vou te julgar mal se ficar apenas me observando... cair, com certeza...

Um passo discretamente foi dado para trás.

E novamente a zona de segurança era ampliada entre eles.

A maneira que Rebecca estava se comportando...

Será mesmo que vocês se beijaram noite passada, Sköll?

Acho que não, hein?

Envolveu o bichinho de pelúcia nos braços e ficou o encarando, com a cabeça pendendo um pouco para o lado.

Tão ingênua, boazinha e simpática...

Tão... perfeitamente controlada...

Vamos, Iceman?

Roupa (agora com a camisa do time, êêêê!)

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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Dom 25 Out 2015, 22:57

Por que você ficou tão armada repentinamente, Rebecca?

Eu não fiz nada.

Mas só esclarecendo, o seu nome na camisa não é provocação. Tão pouco o número, é só uma brincadeira.

Afinal foi o lance que você deu por mim

Mas tudo bem, você já se cercou com um milhão de barreiras novamente, vamos agilizar o passeio, uh?

- Imagina… Fico feliz que tenha gostado – Sorriu em resposta ao riso dela.

Mas logo notou que ela não correspondeu o beijo.

Sério?

Um beijo no rosto?

Quanta falta de educação para quem está sendo tão gentil com você.

Decepção².

Se você optava por ignorar a noite passada, por favor, fica a vontade.

Não sabia que você era do tipo que bebia demais, fazia algumas coisas e se arrependia depois.

Sou abstêmico, mas entendo.

E respeito.

Por isso era estranho, Rebecca. Sabe toda aquela investida?

Aquele modo de agir incisivo, de te encarar, cercar e derrubar suas defesas?

Parecia ter ficado com na Fabric.

Como você, ele também parecia distante.

As mãos logo buscavam os bolsos, conforme ele ia te guiando pelo lugar – Foi ótimo… Mais leve do que eu gostaria, mas é bom que eu guardo energias para te ensinar, não? - Ele dizia com um sorriso simpático.

Tão diferente daquele sorriso cafajeste que você viu ontem a noite. Será que só você tinha amanhecido diferente?

Ele caminhava com as mãos no bolso, te guiando pela entrada dos jogadores – Bom, em dia de jogos, chegamos por aqui, de ônibus… E descemos na zona mista – Ele caminhando pelo imenso corredor – Aqui os jogadores dos dois times passam, dão entrevistas e as vezes atendem alguns fãs…. Neste andar também fica a sala de imprensa e mais algumas salas administrativas que eu não faço ideia para que serve…

Logo eles pegavam um elevador privativo, e desciam no andar dos vestiários… Ele ia entrando calmamente, demonstrando-se estar em casa.

- Aqui é o vestiário do Bruins… Ele sempre fica assim, arrumado para nós, em dia de jogos… - Ele apontava para os armários.

Em cada um deles havia roupas penduradas, com a parte do número e nome voltados para fora. Rebecca podia ver, além das camisas, todo equipamento de segurança, tacos e patins.

Sköll a guiava até o vestiário que estava com suas coisas. Apesar de haver uma plaquinha com o nome dele acima, havia um conjunto de equipamentos femininos completo do time. Além da camisa, com o nome de Rebecca e o 300 que ela tinha se incomodado, havia segunda pele, bermuda, equipamentos de proteção, patins e tacos.

Tudo personalizado com o nome dela e o número 300, afinal… Ele tinha prometido que quem ganhasse, seria praticamente jogador por um dia, certo?

- Enfim, aqui está seu equipamento… Por mais tentador que seja ficar e ver você se trocar, vou me trocar no vestiário dos visitantes e te encontro no gelo, sim? Até daqui a pouco… - Ele acenava, despedindo-se com um sorriso e afastando-se em passos lentos, fechando a porta atrás de si antes para lhe dar privacidade.
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Dom 25 Out 2015, 23:38

Armada repentinamente, Sköll?

Olha, acho que quem bebeu demais foi você...

Ela estava se comportando da mesma maneira que ontem, e até mais simpática, acredite. E Rebecca não reclamou de nada até agora, muito pelo contrário... Demonstrava apreço pelas gentilezas.

Mas ela percebeu a sua mudança, pois foi mais do que clara, não? Como se você fizesse questão de mostrar... desinteresse com essa sua excessiva educação? Afinal, você estava se comportando muito bem. E esse era - ironia, pelo amor de Deus, vá embora agora! - o problema.

Porque ele não se comporta.

Ao menos não se comportou noite passada.

Caminhava do lado dele, mas não colada, e à medida que Sköll falava, Rebecca olhava ao redor, parecendo cada vez mais admirada.

- Aqui é realmente enorme... Em dia de jogo, deve ser... maravilhoso...

Já provou da sensação, mesmo estando do outro lado das grades. Quando Sebastian jogava, Rebecca não perdia uma única partida. Por isso, não estava fingindo emoções ali ao observar cada cantinho, até com certa nostalgia.

Nunca mais provaria daquela emoção única...

No elevador, olhou de canto para Sköll, porém nada disse.

Porque se ele tinha novas impressões, Beckie também.

Ela respirou fundo e acenou num movimento milimetricamente lento, demorado, e os olhos fixos no rosto de Sköll.

Caladinha.

Quando ficou sozinha no vestiário, Rebecca começou a se trocar.

Minutos depois, e provavelmente Sköll já estaria no rink, ela apareceu. Estava ainda com a camisa personalizada do time, calça jeans e as sapatilhas. Apenas colocou as joelheiras, cotoveleiras e o capacete. Para ela, estava suficientemente protegida. Os patins se encontravam caídos pelo ombro, e ela trazia o taco em mãos, e a maneira que segurava... era meio perigosa.

- Um a um, Sköll... - ela falou de repente, substituindo os sapatos pelos patins e os movimentos eram leves, calmos... como se fossem habituais, e estava de costas para o loiro, ignorando qualquer ajuda, caso ele oferecesse - Era a outra opção, né?

Com o auxílio do taco, ela colocava o primeiro pé no gelo e... o cuidado redobrava. Então, o outro...

Pronto.

Rebecca era uma pessoa extremamente perceptiva, notando as nuances mais discretas na personalidade de alguém. No entanto, isso não a impedia de interpretar errado certas vezes, o que poderia ser o caso.

Mas sua postura beirando a um descaso, o que era contraditório... a irritava.

Uma irritação que ela não demonstrava, claro.

Ela não está aqui para te agradar, Sköll, e nem manter o seu interesse.

Rebecca não deslizava pelo rink... Parecia trotar de uma maneira bruta e engraçada enquanto ia para o meio.

- Vem...

Não era um convite.

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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Seg 26 Out 2015, 00:05

Não?

Ué… Você parecia tão diferente.

Me enganei então.

Perdão?

- Sim… É muito cheio. Sinta-se intimada para o próximo jogo… - Ele sorria, ainda do mesmo modo educado que te incomodava tanto.

Agora fico em dúvida.

Se sou incisivo, derrubo as barreiras e te beijo… Eu te incomodo.

Se sou educado, e respeito suas barreiras… Eu te incomodo?

Decida-se, Becca. Você me quer te beijando ou só te tratando bem?

E sim, ele já te aguardava no rink, tinha decido diretamente para ele e patinava calmamente.

Girava o corpo, dava alguns sprints e patinava de costas.

E diferente dela, não usava proteção alguma, afinal… Ia apenas ensiná-la, não?

Assim que ela desceu ele esboçou um pequeno sorriso.

E Rebecca, você poderia jurar que o sorriso se abriu ainda mais quando você demonstrou toda aquela calma e frieza.

Porque isso pra ele só significava uma coisa: Você estava irritada.

E, desculpa, mas… Eu consegui exatamente o que queria.

Te tirar desse seu porto seguro e te trazer para o jogo novamente, afinal… Se eu fosse incisivo, você demonstraria tanto quanto está demonstrando agora?

Posso já abrir o contador em um a zero antes de começarmos?

Ele se aproximava lentamente – Você não deveria segurar o taco assim… - Disse em tom de voz baixo, e estendeu a mão para ajudar ela entrar.

E a viu entrar sozinha, com toda aquela dificuldade.

Arqueou a sobrancelha.

- Achei que ia te ensinar, mas você veio para me humilhar então? Ok, 1 x 1… - Ele piscava.

E olha só quem voltou, Rebecca!

O sorriso cafajeste que você odeia!

Não dá vontade de matar ele, agora que, provavelmente, você se tocou que ele te tratou daquele modo para ver se você iria se irritar… E você ficou toda bravinha?

Ele apanhava o disco e dava um chute com a lâmina nele, para que ele fosse em sua direção.

Ao mesmo tempo que arqueava a sobrancelha, patinando de costas para o gol, em velocidade bem inferior a dela.

Porém com movimentos bem fluídos e limpos. Ele realmente havia nascido para aquilo.

Sebastian tinha sido muito bom, e realmente não podia discordar disso.

Mas Sköll…

Sköll fazia aquilo parecer mais fácil do que respirar.

- Espero que você saiba frear… - Ele disse com um meio sorriso, e repentinamente, estacou na frente dela.

Se ela não soubesse frear, os dois iriam ao chão, com você por cima.

Olha aí como sou um cavalheiro! Até deixo você ficar por cima no nosso primeiro encontro.

Sou quase tão educado quanto a Taylor.
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Seg 26 Out 2015, 00:37

Isso não era justo.

Ela sabe o que quer... só não podia dizer. Ah, isso não...

Não, não, Sköll.

Então, você a irritou... de propósito? Pois vem... Vamos jogar um pouquinho.

Quando ela finalmente chegou ao meio do rink, ficou apenas o observando se mover com graça, deslizando perfeitamente, e com aquela maldita segurança que fazia ter vontade de derrubá-lo com o taco. Mas ao mesmo tempo... era incrível. Mas ela não vai ficar te admirando, seu cretino. O objetivo era outro... ainda mais agora. Mesmo com a relativa distância, ele poderia sentir os olhos faiscando em sua direção... de raiva.

O que a entregava.

Vendo que ele não usava nenhuma proteção, Rebecca tirou o capacete, bagunçando o cabelo, mas dessa vez não se importou em ajeitá-los.

E assim que o sorriso apareceu...

Ela soltou o capacete, que fez um ruído alto ao cair.

Completamente desastrada, conseguiu parar o disco com o taco, e só nesse movimento, já ficou com a respiração alterada.

- É só diversão, certo...? Me ensinando não seria tão legal, eu acho... E quem sabe eu não tenha um pouco de sorte...

Nesse caso em particular, precisava de muita.

E Sköll se aproximava, naqueles movimentos fluídos e perfeitos... e parava bem na sua frente. Rebecca separou as pernas de leve para ganhar equilíbrio e flexionou os joelhos... sem tirar os olhos dele. E vagarosamente, arqueou uma sobrancelha e franziu os lábios.

- Quem disse que quero frear?

Rebecca investiu, batendo o taco no disco e se jogou contra Sköll, chocando o corpo delicado ao dele, fazendo um encontrão proposital, que quase a derrubou. Porque ele parecia ser feito de pedra!

Era capaz do lugar ficar roxo.

Conseguiu sair da marcação daquele jeito estabanado, e ia atrás do disco, que fugiu completamente do seu controle.

E ela não vai cair!!!

Olhou por cima do ombro, para ver se Sköll a estava seguindo, o que não foi uma atitude muito inteligente...

Quase despencou no chão, mas recorreu ao taco, de novo.

- Vem pegar!

Ela gritou quando ficou com o disco em sua posse de novo e mais lenta do que gostaria, partia em direção ao gol.

Aos trancos e barrancos, mas a gente chega lá.

Né?

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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Seg 26 Out 2015, 12:46

Cretino?

Olha só quem está se soltando.

Vai querer me algemar mais tarde?

Apenas girava no rink, conforme ela entrava com toda aquela dificuldade.

Arrancou o capacete, o arremessando no chão, bagunçando todo o cabelo.

A deixando ainda mais linda.

E ele como o sorriso mais largo – Você não deveria tirar o capacete…

Já era o segundo conselho, não?

Logo ela parava o disco com o taco, conforme ele a olhava, segurando o taco com as duas mãos.

- Ok, vamos nos divertir então, Becca… - Ué, a formalidade foi toda pro ralo agora?

Como você é mal educado, Sköll.

E então ela vinha lhe dar aquele encontrão.

Sköll ficava imóvel, apenas sorrindo, aceitando o impacto.

Ela o empurrava alguns metros ao empurrá-lo, mas ele logo parava o impulso com o giro, vendo ela tentar se equilibrar, para manter o equilíbrio, domando o disco com uma dificuldade imensa.

Fora que ela não patinava, mais parecia caminhar… De um jeito nada gracioso ou bonito.

Por isso ele ria.

E ria porque você nem percebia o que havia a sua volta.

Sim, Rebecca ia na direção do gol, mas estava bem próxima do vidro que envolvia todo o rink.

Sköll começava a patinar de costas, saltava e girava, ficando de frente, ganhando velocidade.

E ia aproximando-se dela.

Era sua vez de tomar um encontrão, Rebecca.

Você viu aquele vídeo que eu faço um marcador atravessar esses vidros?

Ele sorria, e pela velocidade que vinha, não ia sobrar muito de você para contar história.

Quem mandou você desafiá-lo, Rebecca?

O ruído das  lâminas deslizando em alta velocidade era agressivo.

Assustador para quem não estava acostumado.

E então quando não havia quase distância, ele dava uma travada seca, erguendo uma parede de gelo raspado que era atirada em sua direção.



E então o impacto.

Mas lento que o dela.

Mas forte o bastante para travar o corpo dela contra o vidro, e talvez, levá-la ao chão.

Ou ficar espremida no vidro, com o corpo dele a apertando.

Vai das suas habilidades… Quem mandou não aproveitar o momento e ficar por cima, uh?
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Seg 26 Out 2015, 15:51

É verdade... não estava sendo exatamente graciosa em seus movimentos pesados e fora de ritmo. Além do mais, o corpo balançava para frente e para trás, sempre buscando um equilíbrio... que não parecia existir. Mas o importante era que se mantinha em pé. E estava cada vez mais próxima do gol.

Ela ia marcar o primeiro!

E estava sendo tão fácil...

Fácil demais para acreditar.

Um sorriso chegava a delinear o beicinho, tornando sua expressão provocadoramente debochada.

Mas era muito cedo para cantar vitória.

E Rebecca ignorou todos os avisos...

Afinal, existiam coisas demais que ela não deveria fazer, e bem... estava fazendo, não?

A forma como Sköll a tinha chamado antes a fez aumentar o sorrisinho.

Ela também poderia te arranjar um apelido...

Todavia, o gesto não tardou a desaparecer.

Pois ela arriscou uma outra olhada por cima do ombro e viu quando Sköll começou a avançar de maneira assustadoramente veloz e agressiva. Rebecca arregalou os olhos, e por instinto, soltou o taco, e até tentou sair da mira dele, mas não tinha chances... sem alternativas, ela se virou, estendendo as mãos, numa tentativa de se proteger da pancada...

Um gritinho ecoou pelo rink quando as costas se chocaram contra algo sólido, e dessa vez, não teve como se manter equilibrada... Porém, não chegou a cair.

Sköll pressionava seu corpo ao dela, a mantendo entre ele e o vidro, completamente dominada. Por ter erguido os braços, estes acabaram ficando presos contra si mesma e o peitoral do loiro, como uma camisa de força.

A cabeça se ergueu devagar para encará-lo e...

Rebecca piscou algumas vezes, como se tentando entender o que tinha acabado de acontecer ali.

Ele parecia tão ameaçador agora, que Beckie chegou a engolir em seco, e ele notaria o movimento lento da garganta, assim como a respiração novamente descompassada, as bochechas mais rosadas que o normal... E ambos até poderiam estar literalmente cercados pelo gelo, mas o corpo coberto de roupas que ele espremia, encurralando... Era quente e macio... Por mais forte e segura de si que ela pudesse ser, ainda era uma mulher vulnerável. Então, Sköll não teria a menor dificuldade em mantê-la quieta, mas ela também não tentava afastá-lo. Apenas o encarava, sem saber exatamente o que fazer, ou falar...

Alguns cachos caíam pela testa, atrapalhando sua visão, a deixando completamente descabelada, mas como o próprio islandês observou, ficava ainda mais linda...

Agora é uma boa hora para responder a sua pergunta de antes...

Você todo a incomoda, Sköll.

Seu jeito incisivo de olhar, seu sorriso carregado de malícia...

Sua postura dominadora, que duelava com a dela...

Essa é a grande questão.

Você não deveria provocá-la desse jeito.

E justamente por conta disso, dessa facilidade de tirá-la do seu juízo perfeito...

Acabava não sendo como os outros caras com que ela tinha se relacionado.

Todos os... três?

- Isso... é permitido nos jogos, Sköll? - falava baixinho, soprando as palavras - Não lembro de ter visto Sebastian ou qualquer outro jogador pressionar uns aos outros dessa forma...

Ela engoliu em seco mais uma vez e mordeu a parte interna do lábio inferior.


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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Seg 26 Out 2015, 16:14

E essa era a grande graça daquilo, não acha?

Porque o que mais o atraía em você, Becca, era seu jeito de perder a linha perto dele.

De começar com aquela postura séria e austera.

E então se perder, se irritar e ficar sem saber como agir.

Por isso que ele agiu como agiu.

Porque sabia que você chegaria enrolada em todos os escudos possíveis e imagináveis.

E no fim, ele não precisou derrubar nenhum deles.

Apenas te tratar com indiferença, para te ver derrubando todas as barreiras, em fúria, por ele ter a ousadia de tratá-la com indiferença.

Que tipo de cara teria esse raciocínio?

Você poderia ter ficado com trezentos mil, Rebecca… E nenhum deles pensaria assim.

Porque Sköll era único.

Assim como nenhum cara ousaria patinar tão agressivamente na direção de uma garota.

E se ele errasse?

A jogaria pelo vidro.

Mas ele era tão confiante em si, e em suas habilidades, que arriscava.

Ela podia vê-lo sorrir quando ela gritava.

Mas logo ela fechava os olhos, e tudo o que sentia era aquele spray de gelo nas pernas.

E então, o corpo de Sköll finalmente freando, prendendo o dela contra o vidro.

Com aquele maldito sorriso estampado no rosto.

Como ontem, a encarava agora, aguardando pacientemente ela abrir os olhos.

E não dizia nada.

Na verdade, achava graça na falta de jeito dela, afinal não tinha pensado em lhe prender os braços.

Mas a situação havia levado a isso, e não deixava de ser perfeito, não é?

Logo ela falava daquele modo, rendida… Ao tempo que mordia o lábio inferior, de modo discreto, por dentro.

Ele então respondia, no mesmo tom – Você disse que era para eu te pegar… E para eu me divertir- Ele dizia, no mesmo tom, conforme ia aproximando o rosto bem lentamente.

- Eu peguei… - Sussurrava novamente, passando lentamente a ponta da língua contra os próprios lábios – Acho que… - Ele aproximava mais, deixando os lábios a milímetros dos dela – Mereço um prêmio, não acha, Becca? Para deixar o jogo mais... Divertido...

Ele não alterava o tom.

Era o mesmo tom baixo e grave, com aquele sotaque esquisito.

Mas, como da outra vez, não a beijava.

Aproximava-se o bastante para que ela sentisse sua respiração.

Sentisse seu hálito, quente, contra o rosto.

Sentisse seu perfume, naquela fragrância fresca que parecia emanar no gelo.

E o corpo dele, rígido… Como uma parede, pressionando seu pequeno e frágil corpo.

Mas ele não a beijava.

Não, te beijar seria o que todo cara faria, não é mesmo?

Sköll não roubaria outro beijo.

Você vai ter que sair de trás dos muros novamente, Rebecca.

Acha que consegue?
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Seg 26 Out 2015, 17:38

Isso deveria soar assustador, e de verdade... realmente era, como não?

Era como se jogar de um precipício, esperando não se machucar... muito.

Mas ao mesmo tempo, Rebecca não tinha como lutar contra, pois não era uma covarde. Você era o desconhecido, Sköll, e ela... ela não foge diante de um desafio. Apesar da aparente desvantagem.

Certo?

Ou não?

Ela estava em desvantagem?

Rebecca também sabe brincar, ou você esqueceu?

Lidar com situações adversas e complicadas... Ela era perfeitamente capaz de fazer isso.

Porque aquela garota também era única... de formas convidativas, e outras nem tanto.

Única, porém não perfeita.

Sua agressividade a incitava, mexia com seus sentidos... Ela não quer ser tratada como uma taça de cristal. Fraquezas, Sköll, fraquezas...

Então, ele descia o rosto, deixando-o próximo o suficiente para Rebecca sentir o hálito acariciando suas bochechas, o cheiro dominando seu olfato... Espera...

Desde quando gelo tinha cheiro?

Mas ela poderia jurar que, naquele instante, sentiu o esse cheiro, ao ponto do nariz queimar de leve...

Porque gelo queima.

E o Sköll era a prova viva desse fato.

Acompanhava suas palavras, uma por uma, e não resistiu em observar o movimento da língua passeando sobre os lábios, o que a fez morder o próprio, com mais força.

Novamente ficava tonta e mal compreendia o que ele dizia, e não era por causa do sotaque, que sim, podia parecer esquisito, mas para Rebecca... era tão charmoso quanto ele inteiro.

Era por... tudo.

Ela chegou a semicerrar os olhos transparentes, deixando apenas duas linhas azuladas e brilhantes, de um jeito que Sköll já conhecia... E esperava o beijo.

Que não veio.

Não demorou para entender a intenção dele...

A feição ficava séria, com a ruguinha entre as sobrancelhas.

Devagar, ela afastou a distância, pressionando as bocas só para que ele sentisse o volume macio e carnudo, já que a afastava antes que ele pudesse aprofundar o contato. E mantinha as pálpebras um pouco separadas, para observar as reações de Sköll...

Deslizou o nariz pelo dele, sempre em movimentos excessivamente lentos, e era de propósito.

Mas não calculado.

Instintos...

Eram os instintos se rebelando.

Traidores...

Como a paixão, não é mesmo?

Como o desejo... e a entrega.

Uma das mãos escapou do aperto e traçou caminho até o queixo de Sköll, tocando-o por baixo com o dedo indicador, o forçando a erguer um pouco o rosto. E o narizinho deslizava pela lateral do seu pescoço, aspirando o aroma refrescante até alcançar a orelha, onde Rebecca roçou o lábio.

- Não... - sussurrou - Eu que te peguei, Sköll, não se esqueça...

No leilão.

Ela te comprou.

Fez com que você a enxergasse entre tantas outras...

O dedo subiu pelo queixo, e era como se ela fizesse desenhos em sua pele com aquele deslizar suave...

A pontinha parou em sua boca, e você poderia sentir a unha contornando o lábio...

Naquela altura das circunstâncias, vocês não roubavam mais nada.

Simplesmente ganhavam...

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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Seg 26 Out 2015, 22:38

Jogar-se de um precipício?

Que comparação…

E sim, ele a instigava. A dominava.

A forçava a fazer coisas que nunca faria.

Os lábios ali, tão perto, implorando por um beijo.

O hálito doce que sentia na boca de Rebecca.

Aquele biquinho que ela sempre fazia, que parecia provocá-lo ainda mais, principalmente quando aliados a carinha de brava.

Mas Rebecca dava o braço a torcer?

Nããão.

Pelo contrário, ela resolvia tomar as rédeas e me provocar. Sério?

Tem certeza que você quer me provocar? Quem brinca com gelo acaba se queimando, como você bem disse.

Ele chegava a fechar os olhos quando sentia seus lábios contra os dele, e logo os abria, quando você recuava.

Ele arqueava uma das sobrancelhas, como se tentasse entender, quando sentia a unha do dedo indicador arranhar sua pele, forçando seu pescoço para cima.

Pela proximidade, antes de beijar, você podia notar a pele ligeiramente pálida toda arrepiada.

Ver cada poro eriçado por conta do seu toque, principalmente após você roçar o lábio contra a orelha dele.

Sussurrar contra seu ouvido.

E então ela recuava a mão, colocando o dedo contra seu lábio.

Ele sorria laconicamente, e sussurrava – Você é uma péssima perdedora, sabia? - E então ele avançava.

Você tinha ganho, Rebecca. Ele que avançou.

Ele que eliminou de vez a distância e a beijou.


Novamente aquele mesmo beijo intenso da pista de dança, com a língua sedenta a buscar a dela.

Como se fosse viciado no sabor de seus lábios.

Adorava pressionar com aquela “agressividade” controlada aqueles lábios delicados.

Mas desta vez… Ele estava com as mãos livres, e você o tinha provocado, não?

O gelo também queima.

Ao mesmo tempo que ele a beijava, ele recuava um pouco o corpo, apenas para lhe espaço para soltar os braços, enquanto as mãos dele buscavam seu corpo.

Sem a menos hesitação, as mãos fechavam-se contra seus glúteos. Agarrando com força, para em seguida, erguê-la… Usando a parede de apoio.

Em menos de um segundo, praticamente ao mesmo tempo em que ele cedeu às suas provocações, você sentia o gelo desaparecer abaixo dos seus pés, e sentia o corpo dele entre suas pernas.

Mesmo no gelo, ele parecia ter o controle o bastante para não perder o equilíbrio, nem soltá-la, já que o vidro do rink ajudava.

E nem por um segundo ele hesitava. Queira durante o beijo, queira naquele agarrão em seu corpo.
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Seg 26 Out 2015, 23:12

Quando é que ela se imaginaria fazendo algo do tipo?

Jamais!

Por isso, mais tarde, quando estiver numa distância segura de você, ela vai se amaldiçoar, e amaldiçoá-lo três vezes mais. Mas só depois...

Porque agora estava ocupada demais para pensar.

Era interessante analisar as reações do seu corpo, porque elas não mentiam. Sua pele se arrepiando nos pontos exatos em que no nariz arrebitado roçou... E sim, Rebecca via o quanto você era pálido, até mais do que ela, embora Beckie tivesse um tom mais puxado para o rosado.

Os calafrios se espalhavam depressa, né, Sköll?

Ainda mais quando ela sussurrou daquele jeito...

Os olhos novamente se encontraram e ela carregava aquele sorrisinho vitorioso, até que ele a chamou de perdedora. Rebecca chegou a entreabrir os lábios para rebater o termo, mas apenas facilitou as coisas para o islandês.

Que investiu.

Como o de ontem, o beijo não era delicado ou carinhoso.

Era firme, dominador... uma batalha.

A boca esmagava a sua, buscando a língua para iniciar o duelo.

A barba arranhava a pele, mas era um combustível a mais...

A resposta era a mesma.

Só percebeu que suas próprias mãos estavam livres quando Sköll a ergueu com facilidade, a sustentando pelas nádegas. Beckie cruzou as pernas ao redor da cintura dele, e o ruído das lâminas dos patins se chocando... ecoaram por um segundo pelo rink, travando-a naquela posição íntima.

Enfiou os dedos na cabeleira loira de Sköll, não chegando a puxar os fios, mas o mantinha próximo. Só que não parava quieta, pois logo a palma tateava o ombro, e escorregava pelo começo das costas... aproveitando a brecha da camisa...

E encontrando carne.

Ela afastou um pouco a cabeça, já de olhos fechados e soltou um suspiro profundo, procurando fôlego... e não teve obteve sucesso. Porém, voltava a avançar, chupando o lábio inferior de Sköll, num estalido alto.

Quem estava dominando?

Impossível saber.

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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Seg 26 Out 2015, 23:42

Se tivesse feito uma aposta, com certeza teria perdido.

Por que nunca esperaria uma reação como aquela.

Rebecca se revelava.

Seus movimentos o completavam.

O instigava a buscar por mais.

Suas pernas o envolviam.

O ruído das lâminas se chocando era só um incentivo a parte.

Assim como as mãos dela, buscando seus cabelos, fazendo sua touca ir ao chão no processo.

Mas no momento em que sentiu as unhas dela contra as costas, foi impossível não conter o movimento.

Ele forçava ainda mais o quadril contra o corpo de Rebecca. Naquela posição, era impossível esconder o quanto a desejava.

Seu corpo implorava pelo dela.

Assim que ela afastava o rosto, procurando o fôlego, ele a encarava, por um único segundo… E logo ela avançava, retomando o beijo.

Que desta vez ela retomava.

Podia sentir ela com a respiração rápida.

E mesmo estando naquele lugar gelado, sentia calor.

Não só no próprio corpo, como no de Rebecca.

Podia sentir sua pele quente por baixo da roupa.

E era no instante em que ela o beijava que ele continuava avançando. Lhe mordiscava o lábio superior, em resposta ao chupão que ela lhe dava.

E usando o vidro de apoio, podia subir com uma das mãos pela lateral do corpo dela, e como ela, buscava de modo afoito por sua pele.

Precisava senti-la.

Sentir a pele frágil e delicada contra suas mãos grandes e ligeiramente ásperas.

Mas não se contentava apenas com sua pele, afinal… Sköll não tinha freios, ao menos fora do gelo.

As mãos dele lhe envolviam o seio esquerdo, o segurando com cuidado, mas o tomando para si.

Um gesto que parecia servir para marcar território, pois ele deixava escapar até um baixo gemido grave assim que seus dedos envolveram seu peito.

Como ela havia puxado sua touca, os cabelos louros despencavam pela lateral do rosto, ficando tão bagunçados quanto os de Rebecca.

Mas não menos bonitos.
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Ter 27 Out 2015, 00:17

Acredite, Sköll... ela também.

Perdido feio.

A sensação superficial dos músculos por baixo de sua palma era...

Ela tinha vontade de cravar as unhas com força, arranhar... mas limitava-se em escorregar os dedos, com cautela até, conhecendo o território do inimigo. E gostando do que sentia.

Parece que Sköll aprovou o toque, e avançou ainda mais, e Rebecca engoliu em seco de novo, em meio ao beijo... Ela tinha entendido o recado e o corpo começou a tremer de maneira involuntária, ansiando por mais, completamente insatisfeito com migalhas.

Só que esse "mais"...

Rebecca sabia o quanto você a queria naquele instante...

E ela também, Sköll.

Engraçado como todo o sarcasmos e a troca de provocações os abandonavam em momentos assim, né? Mais um pouco, e sua expressão ficaria tão séria quanto a dela.

O sangue fluía numa velocidade assustadora, deixando a tez ainda mais avermelhada, principalmente na região do rosto, pescoço... e colo, que você ainda não tivera o prazer de ver.

Eles retornavam ao beijo, famintos...

Qual seria o estrago?

Um gemido foi abafado pelas bocas unidas quando Sköll tocou sua cintura, e foi subindo, deslizando pelo contorno sinuoso da lateral do corpo, pela maciez... e ela era absurdamente quente, e a diferença de textura de sua palma grossa contra a pele sedosa...

Os dedos encontraram algo diferente, e Sköll reconheceria ser a renda do sutiã. E mais do que isso, a mão envolvia o seio redondo, a medida certa de encaixe...

Era a vez dele de gemer contra seus lábios, e o ruído se mesclou ao seu, pois foi impossível contê-lo diante da pegada.

Então, algo aconteceu.

Ela delicadamente interrompeu o beijo, encostando a parte de trás da cabeça no vidro enquanto as mãos seguravam seu braço, o impedindo de continuar. Mãos que tremiam... E abra os olhos, Sköll, e olhe para ela...

O olhar era o mais perto de...

Não frágil, mas desolado.

Porque ela queria...

Mas essa barreira ela não conseguiria ultrapassar.

Não hoje.

Ficou observando seu rosto, esperando uma reação...

Ajeitou algumas mechas do seu cabelo atrás da orelha e suspirou, só que agora era de pura... frustração.

Aliás, era meio surpreendente imaginar que ela...

Bem, não depois de toda a explosão.

Não quando os olhos seguiam translúcidos pelo desejo...

Com aqueles discretos sóis iluminando o azul...

Tocando o gelo.

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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Ter 27 Out 2015, 10:41

Ele parecia a cada segundo mais sedento por você, Rebecca.

Ávido.

Impossível esconder o quanto a desejava.

E isso ficava claro em seus gestos.

No quadril que se movia contra o seu em movimentos ávidos.

Na mão que tomava seu corpo.

Até que você se afastava.

E fazia aquela expressão, segurando sua mão.

Vagarosamente ele a soltava, recuando alguns poucos metros – Qual o problema, Rebecca?

Sua expressão?

Era de confusão.

O que raios tinha dado em sua cabeça?

Você vinha, me provocava daquele jeito e agora corria?

Sim.

Confusão.

Irritação.

Frustração.

Tudo isso bem claro em seu rosto.

Ele apenas a olhava, com aquela expressão fechada… Tentando entender o que havia de errado.
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Ter 27 Out 2015, 12:56

Aquela era uma situação difícil para ela, ainda mais agora que comprovava que sua atitude não foi compreendida da maneira certa pelo islandês. E era algo atípico pra você, certo, Sköll? Uma mulher afastá-lo...

Dessa vez, não foi por provocação ou com intuito de se mostrar dominadora, não era isso.

Devagar, ele a colocava no chão e Rebecca precisou se apoiar no vidro para não cair pela falta de equilíbrio. E a raiva e frustração dele eram tão sólidas quanto o gelo.

Duras e frias.

E agora, Beckie?

Você não sabe lidar com tudo?

Vai fazer o que?

Huh?

Ela ajeitou os cachos bagunçados atrás das orelhas, como se para ganhar tempo. E então, erguia o rosto para encará-lo, ignorando sua fúria...

Nariz empinado e os lábios formando aquele beicinho que você tanto gostava.

- Eu sou virgem, Sköll.

Era estranho ter que verbalizar...

Na verdade, até então, não era um assunto constantemente comentado... e só era da sua conta, afinal.

Rebecca ainda o olhava, com a expressão igualmente fechada.

Só não contava que ficaria com o rosto quente após falar...

Esse era o problema.

E a verdade que estava ansiosa com a sua reação... Pois ele estando tão aborrecido, era intimidante.

Novamente mordeu o interior do lábio... Aguardando...

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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Asger Carr em Ter 27 Out 2015, 13:46

Sköll permanecia imóvel, analisando cada atitude sua, Rebecca.

Como você, cada detalhe era analisado, mensurado e interpretado.

Os dois eram bons nisso, não?

E então ela dizia ser virgem.

Peraí…

Virgem?

Era sério?

Alguém bonita e gostosa como você, virgem? Qual era seu problema?

Ele exibia um meio sorriso, e movia a cabeça de modo afirmativo.

- Eu entendo, Rebecca… Sinto muito por isso tudo o que aconteceu… - Ele disse, sem dar a entender exatamente pelo que ele sentia.

Mas seu tom de voz era baixo e levemente rouco.

Não expressava mais raiva.

Na verdade, não expressava muita coisa.

Vagarosamente ele aproximou-se, lhe beijando demoradamente a testa. Ao mesmo tempo, lhe acariciava os ombros – Está tudo bem… Sua virgindade… Seu coração… - Ele se afastou, a encarando – São coisas muito importantes. Muito importantes mesmo, não é? - Ele sorria um pouco mais largamente, e fazia um leve carinho em seu rosto. Seu tom era compreensivo. No mínimo carinhoso – Por isso, é melhor você dá-los a quem se importe…

E então vagarosamente ele se afastava – Seu carro está lá fora te esperando, eu ainda vou ficar aqui por um tempo… Tenha um bom dia – Ele sorria e acenava, patinando na direção dos vestiários.

Agradecendo aos céus por você não ter aberto as pernas pra valer, Rebecca.

Afinal, você era a virgem mais maluca deste mundo. Primeiro o provoca até, e depois recua? Se diz virgem mordiscando o lábio?

Era até difícil pensar, sabe.

Mas esta era a melhor saída, afinal… Se ele conseguisse tirar sua virgindade, você iria se tornar um coala.

Grudaria e não soltaria nunca mais.

Algo que Sköll abominava.

Agora você compreende porque o apelido dele era Homem de Gelo?
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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

Mensagem  Convidado em Ter 27 Out 2015, 15:16

Ela esperava por tudo, Sköll... menos aquela reação.

Menos aquelas palavras.

Rebecca chegou a arregalar os olhos diante da maneira carinhosa com que ele a tratava, quase como se ela tivesse uma doença. O beijo na testa, a raiva dissipada... tudo.

Mas a gota d'água foi a maneira que ele fazia parecer...

Que conhecia seus sentimentos.

Então ela era a princesinha que guardava sua castidade e coração para o príncipe corajoso que subiria a torre mais alta... e mataria o dragão para salvá-la?

Virou um conto de fadas?

Não, Sköll...

Não são importantes.

Porque a virgindade dela não era um troféu e seu coração...

Já estava quebrado.

E, olha que surpresa... Não foi um homem!

Acredita nisso?

Mas o que ela respondeu?

- Não se desculpe.

Aquilo foi a maior humilhação pela qual ela já passou em toda a sua vida.

Porque ele fez exatamente o que Rebecca abominava...

A considerou uma garota estúpida, vulnerável... que se apaixonaria por causa de uns beijos encaixados e uma pegada mais forte.

Ela gostou de cada toque...

Dos olhares...

Você mexeu com ela.

Mas era aquilo, né?

Está lhe dando as costas? Ah, ela supera...

Já superou muita coisa.

(Superou?)

Não...

Esperou que ele sumisse de suas vistas para fazer o mesmo trajeto, mais demorada e sem jeito, obviamente. Despencou para fora do rink, tirando os patins e colocando as sapatilhas de novo.

A máscara estava de volta.

Ela deixou os patins no banco, arrumados, e voltou para o vestiário contrário ao de Sköll. Trocou a camisa e aproveitou para ajeitar o cabelo, prendendo-o num coque frouxo. E então, pegou sua bolsa e já ia largar os presentes, mas...

Não, era melhor que levasse.

Guardou o ursinho e a blusa.

Era bom manter a lembrança do quanto uma idiotice pode custar.

O seu orgulho.

Isso sim era algo com que Rebecca realmente se preocupava.

Ela deveria te agradecer, sabia?

Enfim... saiu do estádio, mas não precisava da sua carona.

Quanto vale 300 milhões de dólares?

Você não valia esse valor, Sköll.

E ela também não.

Dentro do táxi, viu as mensagens, até mesmo a da Gossip, e a feição era impassível, talhada em pedra...

Deletou.

WHATSAPP/Grupo ZBZ:

(Apelido: Rebecca M.)

"Olá, meninas!
Desculpem a demora, estava longe do celular...
É só marcar, Taylor. Já estou disponível. E curiosa para saber do que trata, rs"


Ponderou na outra mensagem, pensando no que responder.

SMS/Taylor:

"Estou bem, Tay. E você? Hmm, foi interessante... Mas já terminamos...
Te vejo na ZBZ, sweet ;* "


Encostou as costas no assento e fechou os olhos, tentando desligar a mente. Não era hipócrita...

Ainda estava trêmula pelos toques de Sköll.

No entanto, fazia questão que suas palavras ficassem gravadas.

Taylor tinha mesmo razão...

Mãos quentes, coração frio.

Você não era o único gelado, Sköll.

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Re: Quanto vale 300 mil dólares? - Sköll e Rebecca

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