Bem vindos...Culpados.

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Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Duxhill H.U. em Qua 09 Ago 2017, 14:09

Bem vindos....
 
Culpados....
 
Talvez vocês ainda não sabiam que são culpados, ou o motivo de serem culpados.
 
Talvez como todos os seres da face desta imunda Terra, vocês simplesmente não sejam capaz de verem as consequências de seus atos, ou como tantos outros. Não querem ver.
 
O fato é que nem sempre a vida segue seu rumo normal.
 
Não depois do que aconteceu.
 
Vocês talvez ainda não saibam, afinal foi muito bem abafado, e vocês também não se importam o suficiente para saber.
 
Vocês apenas receberam uma belíssima carta da Universidade Duxhill, oferecendo uma bolsa de medicina na melhor Universidade do pais.
 
O mundo simplesmente sorriu pra você.
 
E você poderia já estar tentando isto, você poderia estar esperando isto, ou pode ter sido o seu grande dia de sorte.
 
Cada um tem uma história, e cada um recebeu a noticia a sua maneira.
 
Fato é que a condição da bolsa era um estágio no H.U.
 
E Deus, quem nunca sonhou em trabalhar naquela imensidão? No mais conceituado e moderno hospital que já se ouviu falar?....
 
Quem nunca sonhou em estar na posição que cada um de vocês está agora...
 
Vocês tiraram na sorte grande!
 
Acabaram de chegar em Cambridge, e não me importa se você veio de avião, de taxi, de bicicleta, ou se teleportou.
 
Importa que você está aqui.
 
E agora você é parte do que está por vir.
 
Esta foi sua primeira escolha.
 
Injusta?
 
Talvez...afinal você não sabia todas as condições....
 
Mas ainda assim, sua escolha.
 
Você vai chegar ao luxuoso hospital, e assim que mostrar o belo selo que tem em sua carta/convite, de imediato uma das funcionárias vai abrir seu melhor sorriso, e pedir que você a acompanhe.
 
Após o elevador te deixar no CPD, ela vai te levar até um extenso corredor.
 
Você percebeu que até mesmo para entrar no elevador, ela precisou passar a credencial dela, parar abrir portas, e até para abrir a sala de reunião.
 
Nada além de uma extensa mesa com muitas cadeiras, e a melhor vista de Cambridge.
 
Alguns quadros, lembrando prêmios e mais prêmios que aquele lugar já recebeu,. Outros de arte abstrata, mais caros do que você possa imaginar.
 
- Pode ficar a vontade, em breve os doutores virão te receber....
 
Você apenas ouve o som da porta se fechando.
 
E trancando....
 

Mas é bom se acostumar, no H.U. dizem que quando uma porta se abre, outra imediatamente se fecha.

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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Samantha Prince em Qua 09 Ago 2017, 23:26

Escolhas, huh?

E o que você escolheu, Sam?
Da sua vida inteira, quais foram as suas escolhas?

- Obrigada.

Sam entrou naquela sala, passou os olhos pela enorme janela, pela vista quase panorâmica, mesa, cadeiras. E a mocinha simplesmente avisava naquela voz agradável que os doutores virão receber.

Certo.

Ela sai.

Ok.

Fecha a porta.

Não tranca, não tranca, não tranca, não tranca, pelo amor de Deus… não tranca.

E ela tranca a porta.

Merda.

Respira fundo e caminha até a janela. Espaço. Imensidão. Cambridge inteira aos seus pés ali diante daquela janela. E os olhos de lanterna LED só observam enquanto os braços cruzam diante do corpo.

O cabelo loiro solto, levemente ondulado, bem cuidado. E a pele alva com aquelas pintinhas super discretas no nariz. Bonitinha, ne? Uma graça. Blusa branca com decote em “V” um pouco mais larga no corpo esbelto, calça jeans preta e lisa, clássica e praticamente uma skinny. A bolsa de um vermelho envelhecido. Salto alto, porque não? Scarpan preto. E a jaqueta preta por cima. Não, não é de couro e nem tenta imitar. Sam é vegetariana, mas quem se importa? Aliás, quem sequer sabe disso? Não tem facebook, não tem nenhuma mídia social que sequer denuncie qualquer coisa sobre ela.

Quê? Não ta sabendo que na África do Sul as pessoas são como índios e moram em árvores?!

Ah, Sam. O que você veio fazer nesse lugar? Escolhas, huh? Afinal, você está no comando.

Sempre no comando.

Respira fundo.

Mexe no cabelo, puxa pra trás delicadamente.

Vai olhar por cima do ombro assim que ouvir o barulho da porta mexendo.

E ela que achou que seria a última a chegar…

***

Roupa: http://www.gotceleb.com/wp-content/uploads/celebrities/bar-refaeli/showroom-boutique-in-la/Bar%20Refaeli%20-%20Attends%20the%20inauguration%20of%20a%20Showroom%20boutique%20in%20LA-08.jpg

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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Oliver Baudelaire Jr em Qui 10 Ago 2017, 07:21

Vem de Geek Pub

Não demorou para que chegasse ao H.U. Na recepção nenhuma grande surpresa, apenas apresentou a carta que havia recebido e foi conduzido pelos corredores do hospital.

Segurança demais? Talvez o suficiente, o que deixava o rapaz um pouco mais tranquilo. Difícil de entrar... Difícil de sair Oliver... Mas ele nem se importava, apenas seguia a pessoa que o levaria a sua futura tarefa diária pelos próximos meses.

Viu a mulher destrancar a porta e entrou em uma sala de reuniões grande, vista panorâmica.

- Você sabe onde posso... - Mas antes de completar a frase, ela já desaparecia atrás da porta e... trancava?

Okay, segurança é um assunto levado bem a sério ali.

Virou-se, colocando a mala pequena aos pés da mesa. Talvez devesse ter ficado mais um dia no hotel e não ter trazido toda sua grande bagagem ao primeiro dia do estágio. Com sorte a mala era pequena o suficiente para passar despercebida.

Uma mulher olhava pela janela, bonita, muito jovem para ser residente. Colega de estágio? O emprego acabara de ficar mais interessante.

Se aproximou fazendo ruídos leves para ser notado, não que uma porta sendo destrancada, aberta e depois trancada de novo já não tivesse feito isso. Passou a mão nos cabelos cacheados e ajeitou a jaqueta marrom, que compunha o vestuário, juntamente com uma camisa branca, um jeans e um All-Star. Talvez com o tempo ele aprendesse a se vestir como alguém que trabalha em um hospital.

-Ham... Oi... Suponho que você também esteja aqui pelo estágio. - Disse ao chegar perto da garota. Aquele segundo onde o cérebro pensa no que falar demorando um pouco demais. - Que vista hem! - Disse olhando pela janela. Educação Oliver! - Ah... a propósito, sou Oliver Baudelaire, muito prazer. - Disse estendendo a mão. O Jr poderia e iria ser desprezado.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Asger Carr em Qui 10 Ago 2017, 17:32

Vindo daqui...

Logo a porta da sala de reuniões se abre, para a mesma simpática e sorridente funcionária que trouxe Samantha e o cabeludinho sem importância aí.

Samantha… Samantha…. Vou te chamar de Sam em minutos, loirinha… Quer apostar?

Adoro um jogo.

Mas hey, eu sou um cavalheiro… No momento o que é importante é o sorriso de orelha a orelha da recepcionista.

Não leve tão a sério, ela foi supersimpática com vocês… É o trabalho dela e ela é boa no que faz. (Boa mesmo, cabeludinho… Você reparou nesse corpo quando ela bateu a porta na sua cara? Ou você curte outra coisa? Nada contra, de verdade)

Mas agora tem um quê diferente naquele sorriso… Um tom saindo da melodia padronizada que ela vinha tocando desde que saiu da cama hoje.

Ela estava tão vermelha quanto a saia que usava. Sua respiração estava um tanto sem compasso.

E logo atrás dela vinha, talvez, o motivo daquela nora fora do lugar.

- Senhor Carr, n-não é o momento… - Ela dizia, baixo, sem jeito.

Os dois na sala mal podiam ouvir a justificativa da garota, de tão sem graça e abalada que ela parecia.

No bom sentido, é claro.

Mas a resposta dele vinha em alto e bom tom.

- Tem razão, não é… - Ele dizia, ao pregar os olhos em Samantha.

Repentinamente a recepcionista perdera a graça.

E o jeito também, ao ser jogada de escanteio tão facilmente ao ver Asger olhar diretamente para Samantha daquele jeito.

Sua voz era grave. Não grave como a de um tenor ou de um velho que fumou a vida toda.

Era apenas grave. As palavras carregadas de um sotaque tão forte que talvez fosse difícil até de entender o que ele dizia.

Não que ele falasse errado… Apenas sua pronuncia não era perfeita.

Ou talvez ele não fizesse questão de ter uma pronuncia perfeita… Afinal não era todo dia que se via alguém com um sotaque bizarro daqueles.

A garota finalmente saía, deixando o recém-chegado com um bater de porta até mais alto do que ela lhe deu, cabeludinho.

Asger exibia um largo sorriso a dupla de… Futuros colegas de trabalho.

Os cabelos do nórdico era em um tom louro bem claro, puxados para trás cuidadosamente com gel em um penteado com estilo molhado. Por conta do gel, o tom dourado ficava um pouco mais escuro.

Os olhos eram de um tom azul vívido, bem diferente da sua lanterna de LED, Sam. Era um azul que você adoraria ver pela manhã ao olhar para o céu após o sol nascer (já achou que eu diria besteira, né? Eu sei)

Seus olhos eram pequenos, ainda que bem expressivos… Emoldurado por um rosto de traços aquilinos e bem definidos. Demarcando mais estes traços, uma barba bem cuidada corria por todo seu rosto.

Ele usava um terno cinza escuro, quase grafite, bem alinhado ao corpo. Obviamente, feito sob medida, assim como a camisa de algodão egípcio que usava.

A grava também tinha um tom bem próximo ao do terno, com um pequeno e discreto nó.

Alguns anéis dourados, encrustado de diamantes, adornavam sua mão de tez pálida e longos dedos.

Dedos de cirurgião, por que acham que estou aqui, amiguinhos?

Em seu punho esquerdo, um relógio, também dourado, Patek Philippe de alguns milhões de dólares.

Terminando a vestimenta um par de sapatos Louboutin preto, com solado de couro, com a mesma textura que seu cinto de fivela dourada exibia.

- Parece que cheguei atrasado… - Ele dizia após o amigável sorriso, aproximando-se da dupla, já que o cabeludinho e Samantha estavam se cumprimentando.

Aliás, ele já estendia a mão para Samantha, certo? Ia no embalo e cumprimentaria primeiro o Junior e depois Samantha – Sou Asger Carr, fui chamado para fazer um estágio/intercâmbio… Prazer em conhecê-los... - Dizia de modo mais amigável que um Beagle com fome.

Apertaria com firmeza a mão do Junior. Não o bastante para ser intimidador nem nada disso, apenas para mostrar que tinha pulso firme.

Já Samantha, se curvaria e lhe daria um beijo nas costas da mão.

Como a boa educação norueguesa mandava.

O quê? É bem comum por lá.

Te juro.

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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Katrina Baker em Sex 11 Ago 2017, 13:55

O Aston Martin cinza parou com exatidão na vaga, e em pouco tempo, Katrina desceu do carro.
 
Os olhos de um verde azulado raro encararam em silêncio a frente do H.U.
 
Obvio que Katrina sabia o motivo do convite: Seu prêmio!
 
A jovem suspirou fundo, e logo fechou o veículo no controle, enquanto apanhou a bolsa loubotin negra a mão, e passou a caminhar na direção da entrada do local.
 
Usava uma roupa discreta, um clássico vestido negro de gola alta, com uma pequena abertura ao colo, denotando as sardas que vertiam sobre o mesmo. O vestido era colado ao corpo, dando a jovem um ar mais sofisticado, e denotando o corpo magro e alto.
 
Corpo de modelo, é o que sempre diziam.
 
Os fios dourados ao natural caiam pelas costas, e as pontas eram ainda mais claras quando tomadas pelo sol daquela tarde. Os mesmos estavam soltos as costas, mas presos na lateral, deixando o belo rosto a vista.
 
Apesar da pele não ser muito pálida, Katrina tinha sardas por toda a face, que nem mesmo a maquiagem encobria, ou fazia questão de encobrir.
 
Aquelas sardas a deixavam com um ar mais de menina, o que não combinava, com o modelo Armani do vestido, ou com os sapatos da mesma marca da bolsa.
 
Mas ela não podia andar feito uma colegial.
Podia?
 
Os passos medidos a levaram a recepção, onde ela retirou o convite da bolsa e mostrou a funcionária, que de imediato sorriu e pediu que a acompanhasse.
 
Katrina esboçou um sorriso a mulher e logo estavam ao elevador. Em pouco tempo ao extenso corredor que dava para a sala, pode ver a certa distância, o rapaz loiro de bom porte entrando a sala e conversando com outra funcionária. Era quando o celular de Katty tocava.
 
- Um momento....
 
Ela dizia a funcionária, e não era um pedido.
 
Era um aviso.
 
Logo ela afastou alguns passos e de costas a mulher começou a falar.
 
- Oie mãe...
 
Silencio, e mordida aos rosados lábios que indicava o nervosismo.
 
- Mãe....eles morreram…Certo? Você sabe, eu não preciso te lembrar...
 
Ela desligou o celular sem esperar resposta do outro lado, o guardou a bolsa e logo caminhou com a funcionária que abriu a porta pra ela.
 
E assim que os olhos da garota, focaram mais três pessoas a sala, de imediato aquele brilho nos raros olhos se foi.
 
Era como se em segundos, ela simplesmente se vertesse de trevas em meio ao mar verde azulado.
 
Então...
 
Ela não era a única ali?
Com aquele convite.
E como diabos alguém podia valer mais que ela e seu prêmio?
 
Katrina suspirou fundo, e entreabriu os lábios, vendo a cena de Asger beijando a mão da bela jovem loira, enquanto Oliver parecia perdido ali.
 
Katty revirou os olhos, a tempo de ouvir Asger falar que tinha vido para o estagiário, o que confirmava as suspeitas de Katty.
 
A jovem ouviu a porta atrás de si bater e se fechar, e logo virou-se na direção da porta.
 
- Sério?...
 
Porque diabos fechar a porta? Eles iam sair correndo?
 
Logo Katty virou-se e encarou o grupo a sala, e então puxou uma cadeira e se sentou, cruzando as pernas, e colocando as mãos sobre o colo junto a bolsa, os olhos piscaram suavemente, denotando os compridos cílios.
 
E Katty simplesmente ficou em silencio.
 
Vocês não existem.
 
E eu não tenho concorrentes.
 
Ou melhor.....

Obstáculos.
 
Cones...
 

Problemas.


Ah me desculpe se eu não sou meiga, educada, simpática, se não estou sorrindo, babando pelo Thor aí, ou tentando ser amiga do deslocado, ou até mesmo sorrindo para esta menina com cara de Pamonha.


eu realmente não faço questão de esconder ao que vim.


eu vim para vencer, então...saiam do meu caminho, queridos.


eu tenho um prêmio de distância de vocês já.






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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Alexsander Mackenzie em Sex 11 Ago 2017, 21:08

Parece que todos vieram de algum lugar...Ou de um veiculo muito caro.

Onde eu estava nas ultimas horas? Exatamente no mesmo lugar. Aqui.

Andando, olhado, observando, caminhando, lendo.

Engraçado como não fazem muitas perguntas quando você esta usando um jaleco branco.

E mesmo que perguntassem enquanto eu olhava um raio X, eu podia explicar por horas. Não sou um farsante.

Não não amigos...Isso eu deixo para vocês. Fingir, jogos mentais e teatros psicológicos bem elaborados.

Tramas dentro de tramas. Eu prefiro observar...Sim, e ficar atento a tudo. Fascinante.

Claro seria melhor se deixassem eu colocar uns eletrodos na sua cabeça. Descobrir o que faz"tic tac" ai dentro?

Ah os corredores do hospital de DU. Tantas histórias, tanta bobagem escrita pela internet.

Medo? Porque teria algo se eu sequer SEI o que aconteceu? Eu adoraria que alguma lenda urbana fosse verdade.

Tenho certeza que o cerebro de alguem com transtornos psicologicos deve ser algo fascinante de se analizar de perto.

No sentido figurado?

Bom...

O alarme do celular logo toca uma musica horrivel.

Sim, eu acho o alarme do MEU CELULAR horrivel.

Porque...Bem, eu quero que me chame atenção e desligar o mais rapido possivel, então...

Claro que tirar minha "roupa de medico" e pendurar no mesmo lugar que eu peguei n faz diferença.

Eu não fiz nada demais. Apenas o que eu faço. Eu analizo, eu observo.

Hora de chegar la e mostrar o meu belo convite...Claro que meia duzia de pessoas devem ter feito isso antes.

Por sorte a recepcionista é simpatica por nos dois.

Extra! Eu não sou sociavel. Mas eu não rosno, e nem mordo. Na maior parte do tempo.

Eu sei SORRIR. Não é preciso uma faculdade para sorrir. Eu só não sou a melhor pessoa do mundo socializando.

Não tenho vantagem ou beneficio nenhum com relação a todos. Eu não tenho cartas na manga. Apenas sou qualificado, e vai ter que servir.

Deve ser, eu ja estou aqui no final das contas.

Segurança. Lugar caro.

Como chamamos isso para universitários com familias milionárias? Ah sim, "Dia normal".

Ao entrar na sala, o som. Trancado.

Eu realmente não sei como cada um aqui reagiu, mas eu...Bem o que você faria?

Olho para a porta me virando, como se 3 interrogações surgissem na minha cabeça.

Afinal que diabos foi aquilo?

Claro alguns conversam, socializam, outros não. Nada fora do normal.

Roupas caras, acessórios caros. Ao contrário de Asger, apesar do terno de marca a gravata esta longe de parecer "perfeita" em um aspecto um pouco menos formal. Apesar de como todos devem muito bem saber, um terno é sempre um terno. E nem vamos falar da minha barba. Eu sei fazer a barba e tenho duzias de barbeadores em casa, eu apenas...Realmente não sou bom no que diz ao aspecto social entendem? Alguns sim, outros como eu talvez não.

Após minha reação normal e dentro do esperado, após olhar por aqueles que eventualmente crizaria um olhar e erguer os ombros, eu um claro sinal de "Não faço idéia de porque isto esta acontecendo, va entender" minha proxima ação é ainda mais simples para quem não é exatamente muito conhecido pela sua capacidade de fazer amigos.



Eu ja disse, sorrir não é nenhum tipo de segredo.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Sofia MacGrafh em Sex 11 Ago 2017, 21:23

Viradinha de lado, tá gata. Viradinha de frente, sai da frente do espelho e se benze, tá gorda, vai pra esteira, uma hora corrida em nível máximo para quando entrar naquele Hospital di-vi-no não parecer uma suína roliça e sem sal. Tira cachecol, coloca cachecol, coloca colar, tira colar, mira um sapato no espelho pra acabar com aquele sofrimento, mas lembra que dá sete anos de azar e desiste. Já basta estar indecisa pela roupa, quase ousou pegar o all star vermelho, com calça jeans clara e camiseta do AC/DC.

- Não se atreva, MacGrath. – Falou pra si mesma antes de decidir por fim largar o all star vermelho num canto do quarto da casa da tia Lucy, que morava em um dos bairros de Cambridge, um pouco afastado do centro e de Dux, cerca de vinte minutos de carro pra alguém normal dirigindo, pra ela seria em torno de quarenta minutos, vamos dirigir com segurança que pra morrer tá fácil.

O pai ainda não havia trazido seu carro pra lá, viria somente na próxima semana, por hora ia ter de se contentar em pegar carona com a tia, que tinha três gatos lindos, morava sozinha e aceitou de bom grado que a sobrinha ocupasse o sótão da casa, estava com moveis antigos, nem seria preciso trazer ou comprar algo para usar ali, a mulher de cerca de quarenta e cinco anos estava ansiosa pela vinda da garota.

- TIA EU PRECISO CHEGAR CEDO, SOCORRO, VAMOS! – Gritou do seu novo quarto, ainda bagunçado, durante aquela semana ela iria passar o tempo livre – se tivesse – para organizar tudo que fosse possível. A tia esperava a garota na sala de estar, sentada de modo confortável numa poltrona com um dos felinos no colo.

- Querida, você que demorou para se arrumar... – Falou rindo e indo pra porta, com as chaves na mão, dera dois tapinhas nas costas do bichano para que ele saísse de seu colo. Desligou o alarme e entrou no veiculo, a garota entrou e foi colocando o cinto, estava agitada, deveria ter tomado suco de maracujá, tomado algum calmante ou conhaque. Qualquer coisa pra acalmar-se.

- Será que demora? Não sei o que fazer? Eu só passei no teste... Eu estudei, eu virei madrugada, eu fiquei louca, ainda acho que estou louca... Enfim, será que só tem gente rica, algum enfermeiro gato, talvez um Doutor House... – A tia aumentou a velocidade, iam chegar rápido, ela ia se livrar daquele poço de perguntas e nervosismo. Adorava a garota, mas sabia o quanto Sofia tinha dificuldade pra se aceitar e aceitar que era sim boa.

Não era nenhum gênio da ciência, ou mesmo ganharia algum Nobel da Medicina.
Mas, ela era uma das garotas que se formariam pra ajudar as pessoas.
Ajudar de verdade.

- “Aimeudeosdocéu”, Tia me leva pra casa, nem para... Sério segue reto... Passa e disfarça, nem vão perceber que estamos parando na frente disso.... – Sim, aquele local era gigante, era maravilhoso e fascinante, era a droga da melhor faculdade conhecida na face da Terra – okay, pode ser exagero, ou não – mas, e ela tinha ganho não sabe-se por que cargas d’água um convite para cursar medicina – seu sonho de consumo – e ainda por cima estagiar.

Destravou as portas, deu um beijo na bochecha da garota e a enxotou do carro. Antes que a mesma pudesse voltar correndo para dentro do veiculo ela acelerou a deixou ali segurando sua bolsa com cara de pedinte.

- Respira, inspira, respira, inspira... Você é foda, você consegue, vai pra cova dos leões ser devorada, sua gatinha de beco... – Fez o sinal da cruz e seguiu em direção a entrada, estava com a carta em mãos, bolsa no ombro esquerdo e o semblante mostrava um pouco do nervosismo.

Chegou à recepção. Primeira impressão: VAZA DAQUI, SOFIA. Não é pro teu bico.

Respira fundo, vai para o balcão que parecia ser informações e cumprimenta uma das jovens, dizendo que lhe fora pedido para estar ali naquela hora, mostrou a carta e esperou a resposta, que veio num bonito da atendente. A mesma pediu-lhe que a seguisse, a garota o fez, ia observando a exuberância do local parecia “clean” e ao mesmo tempo sofisticado. Gostou muito, afinal quem não gostaria?

Usaram elevador e passaram por corredores até chegar ao local do encontro.

Já haviam quatro pessoas no lugar, dois homens, e duas mulheres, ambos jovens, o loiro estilo seriado Vikings – por Odin - é quem parecia o mais velho, mas deveria ser pela barba por fazer, e pela estatura maior.

- Obrigada... – Antes mesmo de agradecer a jovem que a trouxe ali a porta era fechada. Moça volta aqui pelo amor de Deus, não me deixa sozinha. Por quê? Não era seguro? Eles iam fugir? Eles precisariam fugir? Era algo estilo o Cubo, onde cada compartimento seria uma armadilha. Maldita imaginação, volta pra Terra.

ROUPA SOFIA

- Olá, pra todos! – Obvio que ninguém era obrigado a retribuir o cumprimento de uma estranha, mas ela era sim simpática, pra não dizer fofa. Ar jovial demais, mas o estilo de vestir-se era condizente com o ambiente. Jeito moleque pra quando estivesse em casa, na frente de adultos e daquele nível de lugar, se vista como tal. Ao menos no primeiro encontro, depois ela não fazia ideia de quanto tempo maquiagem ia durar – apesar de usar pouca – ou mesmo o quanto o cabelo ia ficar sedoso – porque era sim – foi e aproximando do grupo.

- Eu estava morrendo de medo de chegar atrasada. Ainda bem que nenhum dos responsáveis está na sala. – Deu um leve tapa na testa. Seu nome mal educada. Se apresenta.

- Meu nome é Sofia, encantada! – Não tinha porque não ficar encantada, as garotas eram lindas, e ela ficou com vontade de acariciar a juba encaracolada do rapaz por horas enquanto distraia a mente nem tendo contato visual com aquele projeto de viking encarnado em trajes sociais daquele modo e em um ponto da sala um rapaz de aspecto carismático, ou seria introvertido estava também usando terno. Um total de seis, agora com ela.

Eram todos concorrentes? Foda-se, trabalhariam e estudariam o melhor vence, e beijo pra quem perdeu. Ela não dava a mínima pra isso. Queria a vaga? CLARO QUE SIM, mas sabia bem que não era tão inteligente assim, daria o melhor, se não desse certo, “bora” buscar outra Universidade.

Melhor se não fossem concorrentes, mas isso só saberiam quando os adultos entrassem na sala e começassem a resolver o mistério das cartas.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Oliver Baudelaire Jr em Sab 12 Ago 2017, 11:23

Apreciar o sol entrando pela janela era realmente uma coisa agradável. Oliver era essencialmente uma pessoa do dia, odiava sair a noite... Ou pelo menos não tinha boas experiências nas poucas vezes que o fizera, mas se necessário, por que não? Aprendera que sociais noturnas servem muito bem para aproximar os envolvidos, ou as vezes afastar, mas isso não vem ao caso.

Virou-se para a porta assim que ouviu o barulho dela abrindo, com um sorriso no rosto estava pronto para cumprimentar quem quer que chegasse. Viu o rapaz loiro entrando e logo se sentiu mal vestido demais.

-Prazer, Oliver Baudelaire. - Disse retribuindo o aperto de mão e estranhando um pouco o excesso de cortesia com que o rapaz cumprimentou Sam, (Já chamando de Sam, que intimidade Oliver!) e o sotaque era um tanto difícil de entender. Qual o nome dele mesmo? Agir? Asgard? Agerd? Ah, ele teria tempo pra aprender.

- Sim, eu também vim pelo estágio, parece que vamos trabalhar junto. - Disse num tom alegre, beirando ao estereótipo Loser de faculdade.

Logo mais alguém entra na sala, e dá-lhe sorriso. Acho que dessa vez não funcionou, a garota nem olhou pra eles, só sentou e "Continuem conversando ralé, não consigo vê-los enquanto contemplo meu próprio umbigo."

Okay, estávamos ali para trabalhar e não fazer amigos não é verdade? O olhar foi para o chão meio envergonhado por ter sido totalmente ignorado.  

Mais um que entra e... Silêncio. O pessoal é meio introspectivo por aqui, acho que devia ser um tipo de Vaca Amarela não anunciada... Teria que aprender a lidar com isso. Não estava acostumado com lugares onde as pessoas eram frias e o sol era a única coisa que esquentava.

Felizmente Sofia entrou e, fim da vaca amarela. O olhar subiu novamente com a garota que já falava e se apresentava.

-Sim, chegamos todos no horário pelo visto. - Ele disse sorrindo e indo na direção da garota. - Sou Oliver Baudelaire, o prazer é meu. - Arriscaria um beijo no rosto? Não, sem intimidades, apenas cumprimentou-a com um aperto de mão totalmente profissional, embora o sorriso trouxa ainda estivesse lá.

-Acho que logo alguém chegará pra nos orientar... Ou pelo menos pra nos libertar do cativeiro. - Disse rindo. Piadas sem graça eram apenas uma das suas formas de sedução. Foi na direção da mesa e sentou na cadeira onde tinha deixado a mala.  

Vasculhou os bolsos em busca do celular para pegar o celular em um daqueles momentos em que você só pega o aparelho porque não sabe o que falar e o silêncio incomoda um pouco. Taxi, janela, pedaços... Lembra algo? Sem celular até sair dali. Vamos socializar? Humm, isso dependia mais dos outros do que dele. Apenas olhou em volta, pulando de rosto em rosto, sempre com um sorriso, esperando que alguém dissesse algo antes que aquilo ficasse estranho demais.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Duxhill H.U. em Dom 13 Ago 2017, 19:40

Você teria coragem de voltar?
 
Teria coragem de voltar ao seu Inferno Particular?
 
Sabendo que pode vivenciar os mesmos pesadelos de antes?
 
Teria coragem de voltar as Duxhill, depois de descobrir o que realmente é Duxhill?
 
Ao mesmo tempo, você realmente acreditaria em uma vida de paz e esquecimento longe daqueles muros?.
 
Não.
 
Não existe volta.
 
E não existe paz ou esquecimento.
 
Duxhill será parte de você para sempre, você pode apenas mentir para si mesmo e fingir que não está mais naquele lugar.
 
Mas agora.
 
Você É aquele lugar.
 
Os sapatos negros caminhavam a passos rápidos pelo extenso corredor, era até possível ouvir o eco lá fora.
 
Nem sequer precisou dizer quem era.
 
Todos já sabiam.
 
E o H.U. como sempre tinha passagem livre.
 
A sua credencial abria todas as portas.
 
E a sua presença fechava todos os sorrisos.
 
Depois de tudo.
 
Podia simplesmente voltar e ser parte da equipe? Assumir sua sala, sentar em sua poltrona e olhar para aquele lugar sem ver o que via?.
 
Os fios louros caiam pelas costas escorridos, perfeitamente alinhados, nenhum parecia se atrever a ficar fora do local.
 
Trazia em sua mão, sua maleta negra onde provavelmente estariam seus instrumentos e suas roupas, seus pertences.
 
Usava uma roupa simples e clássicas, mas como sempre caia ao corpo sob medida e tornava a peça única, como tudo que vestia.
 
Os olhos azuis se abriam mais enquanto encarava as paredes do corredor, e logo parou frente a porta da sala de Reunião.
 
Os olhos focaram a maçaneta, e logo estendeu a mão e girou a mesma ao passo que passava sua credencial.
 
Todos ali dentro podiam ver uma bela mulher loira, alta e magra, um porte único, dotado de uma classe que mesmo que vocês passassem a vida procurando, jamais encontrariam em outro que não ela.
 
O rosto tinha uma maquiagem tão básica que quase mostrava as poucas sardas na região do nariz e maças da face, mas os olhos sérios e opacos não encaravam nenhum de vocês.
 
Ela focou em um ponto fixo, a cadeira que tomava a ponta da mesa, e estava vazia.
 
Ela simplesmente olhou para lá como se alguém estivesse ali sentado.
 
Logo ela voltou os olhos a vocês, sem olhar um especificamente.
 
Os lábios vermelhos se entreabiram, e ela colocou a língua ao ceu da boca, em um movimento lento e hipnótico.
 
Finalmente a voz rouca e fraca se fez ouvir.
 
- Vocês vão todos morrer aqui....
 
Ela simplesmente deu as costas e deixou a porta atrás de si bater e se trancar.
 
Voltando a caminhar pelo corredor na direção da última sala do corredor.
 
Era quando colocava sua credencial presa ao vestido e finalmente se podia ler.
 

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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Rebecca Lowden em Dom 13 Ago 2017, 21:08

SOUNDTRACK:

Um fraco sol da manhã entrava suavemente através das cortinas finas da janela do estúdio que era a nova "casa" de Rebecca. Isso foi o suficiente para acordá-la mais cedo do que ela gostaria, mas não era algo ruim. Logo a loira se levantava da cama de casal com diversos travesseiros espalhados, espreguiçando e indo em direção a cozinha.

O que convenhamos, era a uns poucos passos de distância. Vestia apenas uma camiseta antiga, e mais nada.

Roupa

Após ligar a cafeteira, foi até a janela, que na verdade era uma porta de vidro que dava para uma pequena varanda, abrindo a cortina, o que tornou todo o ambiente mais claro. Era difícil não sorrir ao olhar a vista daquele lugar. Ou mesmo pensar no dia que teria hoje.

Era um recomeço, não? Além de ter conseguido a vaga na faculdade, um estágio no primeiro ano? Talvez finalmente tivesse se encontrado... encontrado algo que gostava de fazer, ajudar as pessoas. Fazer a diferença.

Era possível sentir um leve cheiro de tinta óleo no estúdio, na verdade a maioria das pessoas não perceberia, mas Rebecca sim, porque aquilo a fazia sentir como se estivesse em casa, sua mãe trabalhando no outro cômodo. Era, de certa forma, reconfortante sentir essa sensação familiar.

Após encher sua caneca com café, girou a trava da janela e empurrou ela, de modo que pode se sentar na pequena mesa com uma cadeira que havia na sua varanda. Sentou-se com a caneca diante de si, pegando um Marlboro do maço e um isqueiro azul claro que estava próximo, dando uma longa tragada e em seguida tomando um gole do café.

Agora sim estava pronta para começar o dia. E o melhor de acordar mais cedo que o necessário foi ter tempo para tomar um longo banho antes de ir até Dux para saber sobre o estágio para o qual fora admitida.

Uma das vantagens de morar tão perto do Hospital Universitário de Dux foi poder ir caminhando até lá.

---

A loira caminhava a passos decididos até a administração do HU, vestia uma blusa básica preta, uma saia cinza com zíper levemente colada ao corpo e jaqueta de couro por cima. Usava botas de salto baixo e meias pretas. Não havia pensado muito se havia um dress code para a ocasião, era só o que ela vestia normalmente. E não, mesmo com o fato de sua família ser muito bem sucedida financeiramente ela nunca se importou em vestir as roupas dos melhores estilistas ou as marcas mais caras.. Porque, bem.. não era algo com o que ela se importava.

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A maquiagem nos olhos destacava o quanto eles eram claros, juntamente com a pele e os cabelos muito claros dava a Rebecca uma aparência um tanto "fria", num primeiro olhar.

Mas o sorriso apareceu assim que ela cumprimentou a recepcionista, e isso "quebrava" um pouco a impressão de frieza. Logo acompanhava a mulher até a sala, onde já haviam algumas pessoas. Talvez estivesse atrasada?

- Mas o que? - Não pode deixar de reparar na forma brusca como a porta foi fechada e trancada atrás de si, o que fez com que ela até mesmo se virasse quase pegando a maçaneta num impulso para ver se realmente estavam trancados ali. Mas não o fez. Em vez disso voltou-se aos futuros colegas de estágio, cumprimentando-os. - Bem.. Olá à todos! -  disse um tanto tímida com um aceno para todos. Iriam trabalhar juntos por um tempo, então ela faria o máximo para ser simpática, certo? Por isso Rebecca sorria, olhando para os novos colegas de estágio.

... e o sorriso em seu rosto desaparecendo em algum lugar daquela sala.

--

Quando a mulher entrou, Rebecca assim como os demais já estava sentada na mesa de reuniões.

Esperava ouvir informações sobre o estágio, afinal se questionava o que fariam ali sem os conhecimentos básicos de medicina, já que iniciaria o curso agora. Mas a mulher estava parada, olhando para um ponto vazio.

Foi quando ela falou aquilo. Que todos iriam morrer. A reação imediata da loira foi erguer uma das sobrancelhas numa expressão de estranhamento.

E após falar isso a mulher simplesmente saiu da sala, trancando novamente a porta.

- ...o que diabos foi isso?

Será que ela estava drogada? Rebecca havia ouvido algumas histórias de médicos que usam cocaína para ficarem acordados por diversos plantões a fio.

Ou algum tipo de trote?

O fato é que estavam, novamente trancados ali.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Alexsander Mackenzie em Seg 14 Ago 2017, 01:12

Todos são (ou parecem ser) extremamente simpáticos.

Eu não, ou seja nada demais.

Sabe, existem diferentes formas de não ser uma pessoas sociavel: Você pode simplesmente não querer se comunicar, você pode não saber como fazer isso...

Ou você pode rosnar para todo mundo. Certo "Katty"?

Mas ei, é importante saber suas limitações. Ela não falou, porque talvez não queira...

Ou talvez, porque saiba que pisar na cara de alguem sem razão alguma...Não é lucro.

Esperta. Se fosse possível tirar uma radiografia seria bem fascinante!

Mas claro, ela esta quieta. Mas esta rosnando.

Se alguem quiser se aproximar do cão amordaçado, eu não. Estou bem aqui.

Sofia era educada, se apresentando logo ao mesmo tempo que eu entrava. Os garotos conversavam, nada de errado até aqui, e até deixo uma respiração pesada escapar...Em parte porque a situação não é la algo tão fascinante e porque...Bem, eu não gosto de não saber o que esta acontecendo, acho que ninguem aqui sabe.

E podem mentir para si mesmos, mas estamos todos aqui sem fazer idéia do que esta acontecendo.

Mas...Sem desespero. Ao menos por enquanto.

Oliver fazia as constatações óbvias. Porque não esperava morrer de sede ali.

Afinal, você morre bem antes de sede do que de fome.

Outra garota entrava enquanto Alexsander, mesmo com a gravata não muito justa sentia como se estivesse sufocando, pensando que não poderia ficar para sempre em silêncio. Contudo, quando sua mente ainda pensava uma outra garota entrou. Sim, bem bonita. De forma que "bem bonita" parece quase uma ofensa. Desculpe se não estou assim tão fascinado por hora. Suas reações e ações por hora tem toda minha atenção.

E ela...

E diz...

E sai da sala.

Silêncio.

Porque qual é, se aquilo não criou um instante de silêncio eu não sei o que criaria.

"Vocês vão todos morrer aqui"

Vocês sabem quando tentam conter uma risada, falham e houvem aquele som estranho?

Quase um soluço, um engasgo?

Isso acaba chamando a atenção para mim. E eu percebo, o que faz com que eu ria.

Porque...Qual é pessoal. Eu so posso achar aquilo engraçado. As paredes vão começar a transbordar sangue e nos afogar?

- Desculpem é que...- E olhava para a porta, e estendia as mãos para cima. Eu não sei reagir, ou o que dizer. Enfim. - Desculpe, eu sou Alexsander, Mackenzie. E eu não faço ideia que diabos foi isso... - Olhava para Rebecca por um instante, mas seu foco era a porta. Logo voltando sua atenção para a fechadura balançando a cabeça negativamente.

O que esta acontecendo afinal?

Porque parece tão surreal.

Mas ao mesmo tempo, tão interessante...
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Samantha Prince em Ter 15 Ago 2017, 21:51

Portas trancadas.

Quer saber a real? Vou liberar esse segredo pra vocês, usem com sabedoria: Samantha não saberia dizer se era pior estar presa numa sala completamente fechada e sozinha, ou se nessas condições mas acompanhada de outras pessoas.

O primeiro a chegar era Oliver. E aquela lanternas de LED observavam o rapaz entrando e ficando sem mal conseguir finalizar a pergunta. Sam nem se dava ao trabalho de virar o corpo, mantinha-se de frente pra janela e os olhos mirando por sobre o ombro. Falta de educação? Não. Apenas… não.

- Sim…

“Sim” está ali pelo estágio?
Ou “sim” que vista?
Acho que você nunca vai saber, Ollie.

- Prazer, Oliver Baudelaire.

Um sorriso até meio tímido. Tudo porque você foi realmente simpático, Oliver. Mas infelizmente Sam não pode corresponder da mesma forma. É questão de… costume.

Aquelas lanternas de LED se voltavam novamente pra vista. Espaço. Imensidão, Horizonte infinito.

A resposta dela era simples e objetiva. Não vai dizer o próprio nome? Não. Afinal, ele não perguntou. Mas ela via aquela mão estendendo, desviava as lanternas LED bem pra isso no instante em que a porta abria novamente.

Salva pelo gongo, talvez?!

Sua mão não foi apertada, Oliver, mas talvez você nem sinta por isso porque Asger entrava quase que como um furação passando. Ou não? Ou foi só a sensação que Samantha teve? Aliás, foda-se, ninguém ai é perito em sensações para sacar como Samantha sente ou deixa de sentir… mas a Drika gosta de ser prolixa. Ama! Sempre foi conhecidíssima por isso, desde o colégio e faculdade.

E sim, nem leiam esse trecho acima, é completamente inútil.

Oliver ficava ali? Porque Sam afastava… e não da janela, mas de Oliver.

Discreta, mas só porque Asger roubava a cena.

Quando digo que “entrou como um furação”, não significa necessariamente algo bom. Talvez não para Samantha Prince. Fica a dica.

E sabe o que acontece assim que Asger entra, deixando uma moça encabulada pra trás? Os olhos do loiro focavam em Sam e as lanternas de LED focavam de volta no loiro.

Hey Asger, se liga naquela frase famosa do nosso amigo Nietzsche? “Aquele que luta com monstros deve ter cautela para não tornar-se também um monstro. Pois quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha de volta para você”.

Que monstros você anda enfrentando, loirão?

E sabe qualé a minha resposta favorita pra essa? Que não existe maior monstro do que aquele que vive aprisionado dentro de você.

Pois bem.

Asger aproxima com seu sorriso maravilhoso. Lindo. Certamente um dos homens mais bonitos que Sam viu na vida. Galanteador nato, huh? Qualquer mulher no universo cairia de joelhos bem ali diante dele ou certamente se arrepiaria toda, pra não dizer outra coisa mais indiscreta.

E Sam? Sam vai umedecer delicadamente e rapidamente os próprios lábios como num tiquezinho involuntário. Nervosismo? Excitação? Estranhamento? Que caralho ela ta pensando, loirão?!

- Prazer, Asger Carr…

A voz é baixa, levemente rouca… não, calma. Quis dizer naturalmente rouca.

Já era a segunda mão estendida ali e Sam pela primeira vez demonstrava alguma reação quanto a isso, que não fosse fugir.

E a reação era “what the fuck?!”.

Porque, sim, quem disse que eles precisam se tocar pra se cumprimentarem? Para serem educados uns com os outros? Não basta somente um “bom dia” ou um “prazer em conhecê-lo”? Asger está sendo mais mal educado olhando dessa forma, demonstrando presunção e sorrindo como se isso valesse um milhão de dólares - e foda-se se realmente vale - do que uma Samantha que puro e simplesmente se nega a aceitar dar a mão pra qualquer um ali.

Qual o problema dessas pessoas que precisam tocar pra falar?

Uma garota entrava. Alguém que parecia imensamente decepcionada por existir seres vivos ali dentro da sala.

O que ela esperava? Daenerys e os três dragões?

Sem “prazer em conhecê-la” e, quer saber? Foda-se. Não no sentindo “amargurado” “foda-se”, mas no sentido “libertador”!

Sabe o que isso significa pra Sam? O que essa simples palavrinha significa? Significa tudo.

Asger já desistiu de pegar na mão de Sam? Porque Oliver suponho que sim, tadinho. Sam até respirava fundo quase como se temesse não ter ar suficiente ali dentro daquela sala, mas nada desesperador, apenas inflava os pulmões de atleta, umedecia os lábios novamente naquele tiquezinho e safastava mais uma vez até chegar no canto daquela vidraça, provavelmente afastada de Asger e Oliver, enquanto Katrina se sentava quase que entediada e outro rapaz entrava.

Quantos mais caberiam naquela sala? O que era isso tudo?

A expressão de Sam tomava um quê de estranhamento. Mas quem ta reparando nela, afinal? Quem alguma vez na vida reparou nela, for christ sake!

Os braços cruzavam com a alça da bolsa presa num dos antebraços. Mais uma vez a porta era trancada e esse que entrava, com seu terno despojado e desleixado, ficava ainda mais em silêncio que a própria Sam. E ai, rapazes? Não vão tentar segurar a mão dele também?! Qualé!

Não dava nem 1 minuto e a porta abria de novo. DELS! As lanternas de LED arregalavam num “meu Deus!” impressionado e calado, observando a entrada mais animada dessa manhã. Pois é, Sam pode dizer, afinal ela contemplou todas as chegadas. Inclusive a última da garota aparentemente tímida.

Que merda. Preferia bem mais ter sido a última. Enfim!

Sam apenas fazia um pequeno sorriso e acenava com a cabeça de leve assim que Sofia olhasse após o “encantada” que ela soltava para todos. É como se o número de caracteres diários de Sam tivessem acabado. Nada contra, Sofie, de verdade.

Mas… a pergunta inicial prevalece: que caralho cê ta fazendo ali, Sam?!

Ta vendo o que acontece quando você da liberdade pra passarinho que não sabe voar? O resultado é esse: volta a ficar trancado entre quatro paredes. A diferença é que dessa vez tem uma vista. Ah sim! Imensidão, espaço, horizonte infinito. É pra lá que as lanternas de LED focam enquanto todos ali conversam, flertam, observam, resmungam, dormem… não importa o que façam.

A única coisa que faz Sam desviar o olhar daquela vidraça é a porta abrindo. Mais um(a)?! As lanternas de LED focaram naquela mulher que parava além da porta encarando a cadeira vazia que Sam nem precisava olhar pra saber que estava ali. Não, somente encarava aquela mulher e acompanhava perfeitamente o que ela dizia, do jeito que dizia e como dizia.

Oi?!

As sobrancelhas arqueavam quase como se tivesse ouvido a maior surpresa do dia. Como é que é…? A expressão de estranhamento voltava e a porta batia e trancava… pela milésima vez.

Respirou fundo como se quisesse digerir isso enquanto aquelas lanternas de LED passavam pelos outros que estavam ali. Aquilo era alguma espécie de… piada?

Ouvia Rebecca questionar, ouvia Alexsander comentar.

Sam simplesmente repuxava os lábios e mordia de leve eles por dentro. Apreensão, pequena? O que tanto te afringe?

E não, mestre. Sam não teria coragem de voltar ao seu inferno particular.

Nem o dela.

Espera… isso tinha sido uma pergunta retórica? Shit.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Asger Carr em Ter 15 Ago 2017, 22:22

Esse lugar tá virando uma zona.

Após cumprimentar Oliver, era a vez dela...

E qual é, Sam?!

Galanteador?

Isso parece tão… Antiquado.

Eu não sou galanteador, sou apenas um rapaz bilionário muito simpático e bonito.

Tem certeza que não vai cair de joelhos? No meu caso, até Daenerys ajoelharia, hein…

Mas, no momento, eu só estava tentando ser educado.

Eu acho.

Enfim, não importa.

Porque você deixa o cabeludinho no vácuo, o que é legal.

Depois ME deixa no vácuo, o que é bem tosco.

Asger arqueava a sobrancelha e deixava o sorriso morrer.

Porque… Sério, era só um cumprimento de mão, apesar do desejo implícito de um beijo.

Mas hey, você não é a Jean Grey ou algo assim, é?

Logo… Era só um aperto de mão, e você deixou dois caras legais no vácuo.

Que cuzona!

Mas dessa vez passa.

Sabe por quê?

Por causa da filha da puta que entrou pela porta.

Katrina Baker.

Essa vaca é tão bonita que dá vontade de lamber o rosto dela.

Mas eu odeio ela, de verdade.

Por quê?

Bom, primeiro porque ela é um cu, vocês puderam notar quando ela entrou na sala, certo?

Segundo porque… Ela ganhou o prêmio Louisa Gross Horwitz.

E eu não.

Por isso eu a conheço tão bem

Porque, como essa ruivinha safada, eu odeio perder.

E só de saber que você está aqui, competindo também… Já leva esse jogo a outro patamar.

Asger aproveitava a mão estendida para fazer um cumprimento bem jocoso e expansivo em direção a Katrina.

Como um bobo da corte cumprimentando seu rei.

- Senhoras e senhores… É com imenso prazer que lhes apresento a pessoa mais simpática deste hospital, Srta. Katrina Baker. Estamos todos encantados com seu sorriso e boa educação, Srta. Baker! Seja bem vinda! - Obviamente, o tom era bem irônico.

E qual é, Katrina… Eu sei que você vai vir com um discurso agressivo, ácido para tentar acabar comigo por ter fodido com sua postura de malvada.

E é exatamente isso que eu quero.

Porque estamos competindo, e você está sendo uma vaca… E em poucos segundos, vai ser uma vaca esbravejando.

Você pode ser o cérebro da porra do Stephen Hawking.

Mas eu sou tão cuzão quanto Bill Gates e Ray Kroc, prazer em conhecê-la e boa sorte tentando melhorar seu relacionamento interpessoal.

E por isso que bobos da corte são tão legais... Eles fazem os reis parecerem idiotas.

Logo Asger afastava-se do “grupo”, ficando mais próximo da janela, talvez, mais próximo do cabeludinho.

E então entrava Sofia.

Mas que coisa mais… Nhui.

Você ficaria linda de espartilho e cinta liga, Sofia.

Sabe, Asger… Você deveria expressar menos seus pensamentos através de mim, de verdade.

De novo, com aquele sorriso de Beagle pedindo comida, ele acenava amigavelmente para Sofia.

- Eu que fiquei encantado, Sofia… Prazer em conhecê-la, sou Asger… - Respondeu naquele sotaque horrível de entender.

Eu sei que é foda, Oliver. Desculpa.

E então a porta se abre… Porra, é um estágio ou fila pro bom prato isso aqui?

E mais uma vez, com a pessoa que entra, Asger tem vontade de pedir demissão sem nem ter começado.

Ou então de fazer merda de novo, nunca se sabe.

Mas desta vez não havia o sorriso e olhar do Beagle.

Ele apenas olhava para Rebecca e nada dizia.

O que era bom, porque logo entrava a outra mulher.

E puta que o pariu, só tem mulher bonita nessa porra?!

Foco, Asger. Foco.

Ela então olhava para aquele lugar em específico da mesa.

E então fazia a ameaça.

Aviso.

Que porra foi essa?

Asger arqueava a sobrancelha e resmungava.

- Ok, isso foi bizarro…

Logo olhava para a cadeira que ela tinha olhado tão fixamente, e repentinamente, a puxava e se sentava.

Não acredito em fantasmas, gente.

- Bem vindo, Alexander… Eu acho… - Dava de ombros, com um sorriso, devido a modelo do apocalipse – Prazer em conhecê-los… Ao menos a maioria de vocês. Agora é só esperar e torcer para que o Jigsaw não fale pelo alto-falante…
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Katrina Baker em Qua 16 Ago 2017, 11:25

Katty apenas se limitava a observar as pessoas dentro da sala.
 
E o fato marcante é que tinha mais pessoas na sala do que ela esperar.
 
Ou seja...Ter um prêmio como o que ela tinha hoje em dia era a mesma coisa que não ter nada, visto que tinha tanta gente assim no mesmo patamar que ela a ponto de merecer a mesma chance naquela espelunca.
 
Espelunca sim, aceita todo tipo.
 
Porque tem todo o tipo de gente naquela sala.
 
E sério...
 
Se não estivesse tão entediada, ou raivosa, caso vocês prefiram.
 
Eu não estaria me ocupando vendo o Thor ficar com a mão no vácuo enquanto a garota ali o ignorava.
 
Ou ignorava parcialmente.
 
Mas quando ela respondia daquele jeito, com frases montadas ou pensadas demais, era de se julgar se a menina era alfabetizada, ou algum tipo de selvagem após uma lavagem de lojas de marca, aprendendo a se socializar.
 
E então Asger se virava pra ela, com aquele cumprimento exagerado, criticando de maneira cínica, sou educação e sorriso.
Ainda sabia seu nome.
 
E obviamente sabia o quanto ela se limitava a ser social.
 
O que mais ele sabia?
 
Katty suspirou fundo e finalmente voltou os olhos a Asger o encarando.
 
- Olha....
 
Ela pausava e cerrava de leve os olhos.
 
- Asger...certo?....
 
Era como se mal lembrasse o nome dele. Mas logo continuava.
 
- Eu não preciso sorrir e tagarelar para ser competente, não estou em uma reunião de pessoas desesperadas por socialização, diferente de você...
 
Katty olhava para Sam de canto dos olhos, deixando claro o vácuo que ele levara da menina.
 
- Aqui basta ser competente. Posso te garantir que você não está aqui para por em prática seu árduo talento para o galanteio... e manter sua boca fechada é um luxo que você poderia dispor a todos nós.
 
Logo Katty fechava a mão em sinal para ele ficar quietinho.
 
Era quase ao memso tempo que Sofia entrava na sala, e vinha toda simpática, falando demais para o primeiro dia.
 
Falando demais para o resto da vida.
 
Veja bem!
 
Eu não sou revoltada nem nada do tipo, eu sou prática.
 
Katty apenas se limitou a olhar pra menina, implorando para ela calar a boca.
 
Claro, pro seu bem.
 
Mas era o que precisava pro Oliver sair falando sem parar.
 
Ok. Vamos esclarecer.
 
Não quero saber o nome de vocês. Nem quero saber o dia de vocês, ou o que comeram no café da manhã, vamos ficar em silêncio e poupar meu cérebro que está até agora tentando entender o que diabos estamos todos fazendo trancados nesta sala.
 
Katty levava ambas as mãos as temporadas e fechava lentamente os olhos, aquilo já começava a dar dor de cabeça.
 
Entrava mais um rapaz e outra menina.
 
Eles se apresentavam,
 
E logo que todos olharam para a porta, Katty logo virou o rosto e encarou a loira a porta, olhando na direção daquela cadeira que não tinha ninguém sentado, e então dizia aquilo e se retirava.
 
Katty entreabriu os lábios, e logo voltou os olhos assustados para a cadeira.
 
Ok.
 
Ela tem medo de fantasmas, só de estar numa sala e alguém olhar pra um lugar com ninguém sentado, já é motivo para lembrar de mil filmes de terror.
 
Não é só isto, talvez eles não sabiam, mas Katty sabe quem foi que disse aquilo.
 
Ela tinha pesquisado tudo que podia sobre o H.U. sobre a equipe, sobre todos que passaram ai.
 
Matérias de jornal, qualquer coisa, até mesmo conseguir informações com alguns antigos funcionários.
 
E então Asger sentava na cadeira daquele jeito, fazendo tom jocoso enquanto falava com Alexsander.
 
Logo Katty ergueu-se e finalmente encarou a todos.
 
- Vocês realmente não sabem quem é esta mulher?...
 
Cerrou os olhos para Asger.
 
- Você devia ter pesquisado mais sobre este lugar e menos sobre mim, Sr. Carr.
 
Afinal, ele sabia o nome dela, e ela não se apresentou, logo ele não tem bola de cristal, então sabe sobre ela. Estou decepcionada.
Katty virou-se na direção da porta.
 
- Valentina Zelyaeva. Uma das melhores médicas deste lugar, ninguém sabe ao certo como ou porque, mas ela ficou um tanto....”esquisita”....
 
Fazia aspas ao ar.
 
- E teve que se afastar um tempo, nem imaginava que ela poderia voltar e ainda vir aqui nos dizer isto...
 
Aliás...
 
Porque estou dividindo informações com vocês?
 
E tagarelando mais que o Oliver?....
 
Katty parou e logo deu de ombros e voltou a se sentar, apanhando o celular e se entretendo com o mesmo, como se novamente ninguém ali existisse ou fosse importante o suficiente para existir.
“Vamos morrer aqui”
 
Porque morreríamos aqui?
 

Aliás porque diabos estamos todos nesta sala?....
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Duxhill H.U. em Qua 16 Ago 2017, 11:37

Vindo da Sala de Reunião I

 
 
-Logo tomou a frente de Key, e abriu a porta, entrando a sala dos garotos.
 
- Boa Tarde, sou a Dra Olivia Caufman. Este é o Dr Kayden Allen....Somos os seus supervisores.
 
Em que?.
 
- Como vocês sabem, receberam um convite raro e exclusivo, para estudar medicina em Duxhill e estagiar conosco. E sabe quando isto já aconteceu antes?...
 
Olivia abria um leve sorriso.
 
- Nunca! Então vocês realmente são...
 
FODAS.
FUDIDOS.
 

- Especiais....

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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Oliver Baudelaire Jr em Qua 16 Ago 2017, 15:49

Okay, sua primeira tentativa social falhou miseravelmente. Samantha ignorou sua mão e se restringiu a responder da forma mais rápida e direta possível. Senhorita Price pra você Oliver, nada da intimidade de Sam, no máximo Samantha se ela permitisse, o que eu duvido muito.

Recolheu a mão meio que sem graça, mas sem tirar  sorriso do rosto. Se restringiu a olhar fixamente para fora até Asger chegar. O rapaz é ignorado também. Parece que a garota não estava afim de fazer amigos por ali.

Vai entrando cada vez mais gente.

-Olá. - Oliver diz com um aceno leve e um sorriso para Rebeca que acabava de chegar.  

Riu disfarçadamente da enorme introdução que Arger faz de Katrina. Ok, ex-namorados... Será? Ou apenas dois riquinhos que tiveram que brigar uma vez por uma reserva em um restaurante chique? Os tristes dilemas dos pobres garotos ricos...

Katrina retruca e... Ih, alguém veio de TPM para o primeiro dia de estágio, ou talvez passe a vida de TPM, mas isso logo descobriria.  

Já estava sentado quando entra a loira que... MEU DEUS QUE LOIRA É ESSA? Quase tão bonita quanto assustadora. Franziu a testa enquanto arregalava os olhos para suas palavras e então , enquanto ela saia, olhou em volta, esperando que alguém pudesse dar alguma explicação. Claro não pode deixar de se sentir em um filme de terror, até esperou uns segundos a gargalhada maléfica da loira, que nunca existiu, é claro.
 
Rebeca faz a pergunta que todos queriam fazer e Alexander responde, aliás, apenas aumenta a pergunta e a tensão. É meus queridos, todos estão meio assustados agora né? Asger tmb solta sua expressão de WTF?  

-Não esperava um trote de faculdade a essa altura do campeonato. - Ele diz rindo, meio nervoso. Talvez uma piadinha o deixasse mais tranquilo.

O fato era que Oliver, embora meio nervoso pelo primeiro dia, era acostumado com bullies, como vocês devem imaginar, então alguém linda, e provavelmente mais poderosa que todos ali, falar algumas palavras intimidadoras não faria com que ele desistisse. Não ainda.

Oliver faz que não com a cabeça quando Katrina indaga sobre a mulher. Obvio que ele não a conhecia, mal conhecia a cidade. Katrina então desanda a falar. Cuidado para não gastar sua cota de palavras diárias mulher!

Então Valentina Zelyaeva  era médica ali, interessante. Uma mulher com distúrbios que trabalhava no HU. Parece que Katrina tinha feito a lição de casa, Oliver não.

-Esquisita de que tipo? - Oliver agora parecia um pouco receoso com a pergunta e provavelmente não tivesse resposta, porque logo entravam mais duas pessoas, afinal quanta gente tinha nesse programa de estágio?

Não eram mais estagiários, mas sim os supervisores. Será que eles iriam nos matar? Pelo que parecia, não.

Dr. Caufman começava a falar sobre o estágio e sobre a rara e exclusiva oportunidade deles e Oliver não pode deixar de esboçar um sorriso de orgulho. Ele estava no meio das poucas pessoas escolhidas, pessoas especiais.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Rebecca Lowden em Qua 16 Ago 2017, 17:30

Eu também não iria sorrir pra mim se fosse você, Asger. É... Compreensível.

Apenas uma infeliz coincidência.

A expressão da loira se alterava quando Alexsander lhe respondia, e se apresentava. Ela sorriu para ele, não chegou a rir, mas entendia que  alguém poderia achar graça da situação, afinal era bem absurdo.  – Meu nome é Rebecca Lowden. Eu também acho que isso só pode ser algum tipo de trote por sermos novatos ou algo assim. - falava por fim, dando de ombros e concordando com Oliver.

Asger se apresentava também para o rapaz.  Rebecca apenas desviou o olhar para outro canto da sala, de maneira desinteressada. E não, não teve como evitar um leve revirar de olhos ao ouvir “prazer em conhecer a maioria de vocês”.

A garota que parecia ter cara de mal humorada - até então só parecia, afinal não tinha presenciado a cena com Asger, apesar de que não poderia te culpar, Kat - então dizia algo que chamava sua  atenção. Não, obviamente Rebecca não havia lido “Duxhill – Uma História”  antes de ir estudar ali, Hermione. Mas... Isso mudava o contexto da fala da mulher.

Havia a possibilidade dela apenas ainda estar em surto, mas se fosse isso, porque teria voltado? E, se havia se recuperado, porque participaria de um "trote" assim? Não... Aquilo não fazia sentido.

Rebecca ainda estava absorta nos pensamentos sobre tudo que aconteceu até então, tentando decifrar a fala de Valentina, quando os dois supervisores responsáveis pelo estágio entraram na sala.

Eles se apresentavam e explicavam que era a única vez em que haviam chamado para estágio calouros como eles. Claro, não havia como não se orgulhar disso.

Ou se sentir foda, como preferir.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Ethan Davenport em Qua 16 Ago 2017, 22:26

Ótimo Ethan, você está atrasado para o dia mais importante de sua vida.

Conferia as horas em seu relógio de pulso, imaginando o quão orgulhosa sua família iria ficar desse comportamento exemplar... Ok, a realidade é que tinha alguém que realmente iria adorar vê-lo naquela situação, inclusive, enquanto atravessava a rua em direção ao hospital, ele jurava conseguir ver o rosto dela, com aquele olhar de desdém e um maldito sorriso cínico no canto do rosto. Ao alcançar a calçada o homem balançava a cabeça negativamente, como se buscasse arremessar para fora de sua mente aqueles pensamentos que não o auxiliaria em nada agora.

Adentrou o hospital ainda buscando silenciar os próprios pensamentos, apenas pegava aquele convite, se apresentava e seguia a funcionária que o guiava até a sala onde os demais já se encontravam reunidos. Guardava aquela informação em mente: não era o único a receber o convite, aliás, talvez não fossem poucos a ter recebido. Realidade que em instantes seria confirmada.

A porta fora aberta mais uma vez, adentrando a sala o loiro observava os presentes com atenção, dando um cumprimento geral, com um aceno de cabeça. Estava tudo muito bom, estava tudo muito bem, até o olhar se cravar em Katrina; Ethan apertava os lábios, respirando fundo e desviando o olhar, tornava a caminhar aproximando-se da mesa, em silêncio; não era, e nem parecia ser anti-social, deslocado talvez. Como a mestra é uma fofa, Ethan chegou a tempo de desviar a atenção da mesa e dos que estavam em torno dela, para ver a chegada dos médicos supervisores. Mas que sorte, rapaz, um tropeção e você teria perdido a apresentação deles, ou pior, teria chegado no meio da fala. Concentrou-se na fala de Olívia, desviou o olhar para o Dr Kayden quando ele era apresentado e tornava a observar a interlocutora, sorrindo de canto, satisfeito pelo convite recebido, dando-se conta - mais uma vez -, do quanto aquilo era significativo

Sua vestimenta consistia em um terno acinzentado,  de tom escuro, e que lhe servia como uma luva; camisa branca e uma gravata preta de nó bem ajustado; todo o conjunto estava em perfeita harmonia com os sapatos de couro preto, cuidadosamente engraxados.

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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Samantha Prince em Qua 16 Ago 2017, 23:07

Qualé?!

As pessoas tem obrigação de apertar a mão do senhor, Asger, só porque é bonitão? Só porque tem um sorriso lindo acha que todo mundo tem que babar ovo? Se fecha, mala velha!

Hey, Asger! Você curte um desafio? Mas um desafio assim MUITO desafiante? Vou responder por você: sim. Então arranca um sorriso da Samzinha. Ou vai desistir sem nem tentar?

O pobre Oliver acabava ficando sem graça e, coitadinho, não mereceu ne? O problema não é você, gatinho… é a Sam. Pelo menos ela trocou mais de duas palavras contigo e saiba que isso é um avanço! Fez até um sorrisinho tímido. Mas é… ela fugiu. Distância segura. Perto da vidraça.

Daí mais pessoas vão chegando, um diferente do outro.

E Sam? Só observando. Os que olham pra ela e cumprimentam ganham um aceno cordial de cabeça, mas ela continua ali naquele canto com os braços cruzados e em silêncio.

Invisível.

Pergunta pra esse macaco se sabe fazer truque, Katty.

Olha ai o dono do circo falando! Asger.

Ah, que delícia. Você vai ler seu nome nos meus turnos pelo menos umas três vezes, Asger. Agora quatro. E você gosta disso ne? Gosta da atenção. Do show. O loirão expunha Katty e por mais mal humorada que ela fosse, não precisa disso, não é? Sam respirava fundo devagar e assistia a cena sem qualquer emoção. Katty respondia e, ok, boa resposta. Muito boa resposta! Fazia Sam dar uma repuxada nos lábios para não gargalhar, e disfarçava abaixando a cabeça, dando uma checada no horário na tela do iPhone que puxava de dentro da Prada.

Disfarça, Sam.

Continue disfarçando.

Seja invisível.

E era ai que Valentina entrava e dava aquele aviso tão reconfortante.

Que jigsaw?

As lanternas de LED focavam em Asger e depois desviavam para Rebecca. Trote? É… pode ser um trote. Mas… praquê? Porque? O cenho franzia e as lanternas de LED voltavam ao iPhone novamente. O que tanto te aflige, Sam? Katty começava a explicar quem era a médica e a atenção de Samantha ia pra ela.

Pois é, que tipo de esquisita, Oliver?

As lanternas focavam em Oliver e depois desviavam para a porta que abria mais uma vez, assistindo Ethan entrar.

Ai gente, para tudo, que omão da porra!!!

SAI DRIKA, SOSSEGA!!!!

Silencioso, Ethan se aproximava da mesa e as lanternas desviavam pra baixo e depois pra vidraça novamente. Espaço. Imensidão. Liberdade.

Era mais uma abertura de porta e MEL DELS QUANTOS MAIS? Okay, Sam já tava começando a ficar incomodada com tanta gente e respirava fundo quase fazendo menção em sair. Mas não. Calminha ai, Sam. Muita calma!

Dra. Olivia Caufman.

Dr. Kayden Allen.

Supervisores. As lanternas de LED saiam de Olivia, iam para Kayden, e daí desviavam rapidamente para os outros quase que num tom perdido. Quase. E então voltava para Olivia ao que ela continuava a falar.

Especiais, huh?

As sobrancelhas arqueavam num suave quê de surpresa e lá tava Sam umedecendo os lábios de leve, nesse tiquezinho dela.

Okay, e agora? Porque tava todo mundo se orgulhando de si mesmo.

E Sam?

Bom, ela ta um pouco desconfiada.

Mas quem ta reparando ou ligando pra isso? Foda-se, ne?

- Obrigada, Dra. Caufman… Dr. Allen… é bastante gratificante ouvir isso. Sabe nos dizer quem nos escolheu para esse estágio? Porque sendo um convite raro e exclusivo assim, gostaria de conhecer quem nos acha especiais…

As sobrancelhas arqueavam num tom suave, humilde. Sabe uma pessoa que fala num tom sério, quase puro. A voz é naturalmente rouca, volume baixo, mas suficientemente alta para todos ouvirem. Ta vendo, Katty? O macaco sabe falar direitinho, com verbo, substantivo e tudo. Uau.

E PORRA, SAMANTHA! Cê é a única que ta falando, cala a boca!!!!

Asger senta na cadeira da jigsaw e Sam é a primeira a abrir a boca na hora que os supervisores chegam com a notícia. Certeza que os dois morrem primeiro.

E é a quinta vez que seu nome aparece aqui, Asger. Uhu. Agora seis.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Sofia MacGrafh em Qui 17 Ago 2017, 08:40

Sofia não conseguia ser antipática, na verdade ela sequer tinha motivos para ser isso, além do mais estava radiante, ela ficou imensamente feliz em ser selecionada, porque sabia bem que não tinha um cérebro com muita massa cinzenta, era esforçada, no máximo. Passou os olhos rapidamente pelas pessoas que iam acomodando-se da melhor forma possível pela sala, nem dava para julgar ninguém, nem meia dúzia de palavras tinham trocado ainda. Ou quase nenhuma.

Ela não desviou a mão quando levou a sua para apertar, Oliver, ao contrário, o aperto de mão dela foi forte para uma garota com físico de esportista de fim de semana. Ela arriscaria ter falado mais alguma coisa em resposta as frases dele, contudo, preferiu ficar calada por hora, indo pra um dos lados da mesa e apoiando uma das mãos no encosto de uma cadeira. Logo ia acabar puxando o celular da bolsa e ficar mexendo no facebook pra variar. Fazia isso quando ficava nervosa, ainda mais na presença de estranhos.

Parecia haver certa tensão, mas julgou que era apenas porque simplesmente ninguém se conhecia, e ao que a situação indicava eles não sabiam que haveriam outros ali.

Quando Rebecca entrou na sala, Sofia logo voltou o olhar para ela e cumprimentou-a do mesmo modo, discretamente, sorrindo em retribuição ao ‘olá’.

No meio das entradas de estranhos ali, Asger enão voltava aqueles olhos ferinos para a mocinha de olhar tímido, mas que internamente fazia uma "garrinha" com uma das mãos e miava – que homem era aquele – e o sotaque chamava atenção. Não que só um corpo escultural por baixo de um terno de bom corte chamasse sua atenção, mas alguns demônios atraem pelo olhar. Impossível ela não ter tido sua atenção desviada pra ele.

Sorriu de novo um pouco mais abertamente e procurou ficar de olho nele por mais alguns segundos, depois baixou os olhos e procurou algo interessante numa das janelas, até uma folha caindo de qualquer árvore pra não pensar besteira.

Tudo parecia ir bem até entrar na sala aquele furacão loiro dona de uma beleza esmagadora. Coisa que a deixou intimidada, sim ela era facilmente intimidada, ainda mais quando alguém com mais altura que ela ficava por perto. Sempre se sentia a hobbit dos grupos.
Linda e perigosa, porque mal entrou, causou com sua beleza e falou na cara dura:

“Vocês vão todos morrer.”

- Isso deve ser... trote. –Rezava por isso, desejava por isso, que fizessem um ritual satânico a noite com velas e capuzes escuros, pentagramas, pensando que deveria ter levado a sério a bruxaria na adolescência e entrado para algum circulo, pra não precisar ficar assustada com uma mulher mais velha dizendo que iam morrer logo no primeiro dia.

Falou aquilo e sumiu pela mesma porta que entrou.

Grata, conseguiu fazer Sofia sentar-se quietinha, mais ainda na sua cadeira segura e confortável junto dos possíveis novos colegas.

- Bem, todos vamos morrer um dia, fazer o que? - Era retórica. Afinal a morte vem para todos, algumas vezes silenciosa, outras não. O problema é que o olhar daquela mulher era conturbado, ou seria indiferente ao falar aquilo? Não soube dizer ao certo.

Algumas farpas eram trocadas e ela preferiu fingir que nada ouvia, protegendo sua alma e seu bom senso. Mas, voltou sua atenção quando Kath mencionou o nome da mulher que entrou assustando eles – pelo menos a maioria, da qual Sofia fazia parte – sobre morrerem.
Já havia lido algo sobre Valentina, mas nem lembrava sobre o que.

Tarefa de casa, procurar saber mais sobre “as personalidades dali”.

Outro abrir da porta – seria alguém com uma motosserra? – e finalmente entrava alguém para explicar algo para todos eles. A Doutora Caufman, e o Doutor Allen. Respirou fundo quando a mulher se apresentou e deixou o nervosismo esvair-se um pouco do corpo. Respira, inspira, devagar, calma, sem surtar e correr nua pelos corredores.

Lembrando neste meio tempo os nomes de algumas das pessoas que se apresentaram, era reconfortante. Será que iriam trabalhar nos mesmos setores, ou iam concorrer? E a porta abria novamente, mais um rapaz entrava na sala e tão bonito quanto Asger. Parecia ser o elenco de alguma série de medicina se reunindo. Bem, melhor série sobre medicina do que jogos mortais.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Alexsander Mackenzie em Qui 17 Ago 2017, 19:05

Todos superamos a cena da porta?

Apesar que não existe o que superar. Portas são portas.

Eu nem deveria estar dando atenção, eu posso abrir e sair se eu quiser.

E parece tão interessante aqui dentro, ainda mais que os corredores cobertos de sangue la fora.

Não literalmente, claro. Claro.

Nem sangue, nem interessante.

Claro que haveria um instante de silêncio, (talvez ainda maior) quando Asger falasse aquilo para a "Srta Katrina Baker."

Longo silêncio. Constrangedor, pessoas desviando o olhar.

Alexsander entretanto, parecia não ter sua expressão alterada.

Parecia olhar para uma imagem, revista ou tela de cinema como se sequer ele existisse para ambos os "protagonistas" daquela cena.

Até porque...Bem, com certeza Asger se falou aquilo não se importa com o que os outros pensam. O que por sinal é ótimo!

E Katrina...Bem, ela não se importa com a gente de uma forma...Diferente.

Alexsander desviava sua atenção. E não era nem o fato de ouvir seu nome que parecia chamar a dele.

Olhava mais para a cadeira que Asger havia sentado.

Bem, não que fantasmas existam ou qualquer besteira que podem ter lido na creepypasta.

Que bobagem.

Não respondia, mas não ignorava, olhava para o rapaz com um sorriso rapido antes de olhar em outra direção. Apenas porque...Não havia muito a ser dito no final das contas. E tão pouco tinha interesse em provar qualquer coisa a seu respeito, o que deixava qualquer tipo de comentário ou resposta a Katrina, agora entretida em seu celular desnecessária.

Vamos ficar em silêncio antes que eu irrite alguem. Ou mais alguém.

Mas ouvia a apresentação de Rebecca, e olhava para ela com atenção.

1 segundo. 2, 3.

Piscava um dos olhos, e o mantinha fechado enquanto falava.

- Não seriamos grandinhos e maduros demais para isso Srta Lowden? - E voltava a ficar com os dois olhos abertos após terminar. Mantendo a mesma expressão de um sorriso harmonioso, como se gostasse de certa forma da situação enquanto olhava ao redor.

Eu não sou mal educado. Não confundam.


Quando a dupla de supervisores entravam na sala, Alexsander ainda estava em pé, parado a frente deles e ouvindo as "instruções iniciais".

Sorria, como sempre. E fazia uma saudação silenciosa com a cabeça. Afinal o prazer, o privilégio era todo deles.

Daqueles ali na sala, e não o contrário.

Samantha agradecia. E fazia perguntas.

As quais as respostas para mim não faziam muita diferença.

Sem problemas, eu não tenho perguntas novas.

Antes de falar, eu sei muito bem que existe algo bem mais importante, ouvir.

Sim. Só não sorrisos, eu sou todo ouvidos.

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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Kayden Allen em Dom 20 Ago 2017, 11:58

Sim, Olivia… Vá na frente arrancando a atenção de todos para você.

Você sempre foi ótima nisso.

Só não tenha um surto de mau humor agora, por favor.

Ainda preciso… Entender… O que está rolando aqui.

Key caminhava a passos lentos.

Cumprimentava com um "bom dia" a apressada Valentina e arqueava a sobrancelha levemente.

De onde a conhecia?

Nisso via Ethan apressado, entrando na sala.

Chegava até segurar um pouco mais a passada para lhe dar tempo de entrar tranquilo.

Mas Olivia, não.

Ela caminhava feito um furacão e invadia a sala do melhor jeito Liv de ser.

Já chegava colocando pressão em todos.

É, talvez não tenha sido mesmo uma boa ideia a Liv tomar a frente.

Esperou alguns responderem ao cumprimento da médica mais mal humorada do DU inteirinho.

Mas não leva a mal, ela é uma das melhores pessoas que conheço. De verdade.

E por fim… Resolveu bancar o “policial bom”, como sempre.

- Bom dia a todos… Como minha amiga disse, me chamo Kayden Allen – Sim, o “Dr.” não faz parte do meu nome – E como bem colocado por ela, vocês fazem parte de um programa de estágio novo que estamos implantando no Hospital Universitário de Duxhill. Sejam todos muito bem-vindos e sintam-se em casa… Eu estou no D.U. fazem… - Os olhos viravam para cima, como se fosse um pouco difícil lembrar. Talvez pelo cansaço. Apesar da clara aparência de noites mal dormidas, Key ainda falava com desenvoltura e facilidade. Era “fácil” falar com pessoas, ao menos para ele. Seu sotaque britânico era bem característico e pesado, talvez até o típico britânico “estereotipado”. Porém, distante do esteriótipo britânico, ele não passava frieza - Cinco anos agora, se não me engano… Sou formado pela casa e desde que me formei nunca saí daqui. Atualmente estou compondo o corpo de neurocirurgiões, trabalhando ao lado dos melhores médicos que vocês já ouviram falar. Aprendendo muito a cada dia… Tive o prazer de trabalhar com nomes conhecidos por aí, como o Dr. Ethan Thorne, Dr. Noah Valmont e o rockstar Dr. Edward Edge, ainda que por muito pouco tempo… Todos passaram por aqui, como vocês, e como vocês, também fui um estagiário. Vocês são privilegiados porque Duxhill só contrata os melhores, por tanto, a Dr. Caufman está certa em dizer que vocês são especiais… Vocês venceram a concorrência de muitas pessoas para estarem aqui, por isso, parabéns a todos… - Ele olhava um a um, com a expressão aberta, como se um sorriso estivesse para nascer a qualquer momento – A partir de agora vocês fazem parte de uma grande e calorosa família. Aqui, não há competições, nos ajudamos um aos outros. Por isso, tirem da cabeça a sensação a competição… Afinal, algum de vocês sabem quantas vagas estão abertas? - Ele ficava um pouco em silêncio, os deixando pensar por alguns segundos – Podemos contratar todos, um, nenhum… Tudo depende de vocês. Estaremos de plantão intercalados, a Dra. Caufman e eu… Por isso, sempre que tiverem problemas, nos procurem. A princípio, todos vocês vão começar auxiliando os residentes no setor do pronto atendimento… Mas será apenas o início. Alguém tem alguma pergunta?

Ele os olhava um a um, conforme tomava um grande gole de café.

Diferente de Olivia, e da maioria dos funcionários, ele parecia não se preocupar muito com roupas ou até mesmo a aparência.

Estava usando um uniforme azul marinho, bem escuro, bem típico de salas de cirurgia, além de um jaleco com alguns patches aqui e ali.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Asger Carr em Dom 20 Ago 2017, 12:43

Previsível, Katrina.

Ele apenas movia a cabeça positivamente conforme ela falava.

- Bom, a não ser que você lide com robôs, querida Katrina, pode ser… Ser médico não basta ser competente. Acha mesmo que seu comportamento lhe renderá algo? Pessoas são diferentes de livros… E hey, você ganhou prêmios, deveria saber disso, não? Tem que saber tratar as pessoas e sim, e socializar quando possível. Claramente seremos colegas de profissão, trabalharemos juntos… Por isso, sim, socializar é válido. Não quer socializar? Escolheu a profissão errada. Agora, se nós somos tratados assim… Sinceramente, eu tenho pena dos seus futuros pacientes – Ah, Katrina. Tão previsível. Quer rir agora, Sam?

Você também acha que fazer beicinho é o jeito certo de tratar outros? Que ingênua.

Vou jogar as duas pombinhas antissociais na oncologia ou na pediatria… E veremos quem tem razão.

Achei que este hospital ao menos tivesse bom olhos para fazer suas contratações.

Logo tinha voltado sua atenção para Sofia, e chegou a arquear a sobrancelha quando ela sustentou o olhar por alguns segundos.

Gatinha valente.

Foi impossível não abrir mais o sorriso.

E não me importo com você, Rebecca. É um puta golpe de azar você por aqui.

E logo vinha Valentina.

Sim, Katrina, eu já ouvi falar dela.

E não, não acho que isso seja sério.

Asger revirou os olhos quando ela falou sobre pesquisa.

- Acha mesmo que eu perderia meu tempo pesquisando algo sobre você, Katrina? - Ele ria de modo breve e irônico – É, antissocial e com problemas de memória… Algum trauma, talvez? Você deveria passar na ala psiquiátrica antes de ir pra casa hoje… Volta pro celular e fica quietinha, vai… - E ela foi, olha como é obediente.

Gostei.

Logo respondia a Oliver, vulgo Cabeludinho e Alexander. Você não está na conversa, Rebecca. Shiu Ela surtou devido a um sequestro que sofreu há alguns anos… Deu na maioria dos jornais. Por isso, mesmo que não seja um trote, é até plausível que ela fale algo do tipo… As coisas foram meio… Tensas, pelo que li… - Ah sim, eu não reconheci… Mas sei quem ela é.

Não sou um rostinho bonito apenas, Sam.

E tirar um sorriso? Qual a graça disso?

Prefiro tirar um gemido. Bem mais memorável, fica a dica.

Acenou com a cabeça para Ethan, recém chegado.

Por fim entrou os dois médicos.

Dra. Olivia… Que pedaço de mau caminho.

Foi movendo a cabeça positivamente durante a fala de ambos, principalmente a do Dr. Allen.

- Prazer em conhecê-los e obrigado pela oportunidade – Resumiu, após Key e Olivia terminar de falar. Como sempre, com o sorriso de sempre no rosto.

Cuidado para não ter câimbras no rosto, Asger.

Sustentar isso, por muito tempo, vai te dar dor cabeça...

Mas eu sei que vale a pena, relaxa.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Oliver Baudelaire Jr em Dom 20 Ago 2017, 15:27

Sorriu e balançou a cabeça afirmativamente ao ver que Rebeca concordava com a sua ideia de que poderia ser um trote. Logo Sam também falava a respeito e dizia sobre todos morrermos um dia.

-Isso é verdade, mas não precisa ser aqui né? - Disse, rindo, respondendo a garota.

Então o senhor Alesander, o adulto, falou sobre sermos grandes e maduros para trotes. É, talvez fossemos mesmo, pelo menos fisicamente. Onde está sua criança interior Alex? Morreu de chatisse?

-É, mas vai saber a idade mental daquela médica... - Riu novamente.  Então Katrina fazia seu monólogo e... talvez não fosse uma boa ideia fazer piadinhas então Oliver.

Asger então retrucava Katarina mais algumas vezes e então respondia Oliver. Vish, pelo jeito a coisa tinha sido realmente sério. A vontade de voltar e não ter feito aquela piadinha infame agora era um muita.

-Nossa! Eu... nossa, que horrível! - Ele dizia com um tom de culpa na voz. - Eu nem posso imaginar o que que é passar por isso!

Chega mais um rapaz, pouco antes dos supervisores... Mais alguns e montamos um time de futebol, só de estagiários. Oliver responde o aceno com a cabeça e então volta a atenção para os supervisores que entram em seguida.

Dr Caufman fala e Katrina, com toda sua bondade indaga sobre serem especiais e sobre conhecer quem os escolheu. Não que Oliver também não quisesse saber, mas havia formas mais educadas de se dizer isso.

Então era a vez de Dr. Allen. O rapaz parecia mais calmo e descontraído que a doutora, falava tranquilamente, o que fez Oliver desejar pegar todos os turnos com ele, o que parecia bem melhor do que com a Dr. Caufman.

-Fico feliz por estar entre os escolhidos e espero que façamos um bom trabalho juntos, - Sorrisão de orgulho. É, o cabeludinho estava realmente muito orgulhoso de si mesmo. - Eu tenho uma dúvida: trabalharemos todos juntos, ou seremos divididos em turnos?

Muito cedo pra perguntas como essa, mas Oliver era afobado mesmo e no seu interior algo gritava desesperadamente "Turnos, por favor, turnos!" E que Oliver consiga trabalhar em um grupo diferente do de Katrina e Sam, porque pressinto que ele vai sofrer na mão delas se ficarem juntos.
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Re: Bem vindos...Culpados.

Mensagem  Sofia MacGrafh em Dom 10 Set 2017, 20:54

Por mais que o Senhor Allen tivesse falado muitas coisas interessantes e de certa forma acolhedoras, o que ela fixou na mente foi – aqui, não há competições- ficou aliviada sim, porque tinha plena certeza de que ela não era o gênio da sala e sim estava rodeada deles. No máximo Sofia sempre foi muito esforçada.

Segundo item, poderiam procurar tanto ele quanto a Doutora Caufman, caso tivessem problemas. Torcia internamente que não precisasse disso, mas como ele mencionou eram meros estagiários, tudo bem, que estagiários numa Universidade como aquela, senão a melhor acerca da Medicina, mas ainda assim estagiários.

Por hora eles iam ajudar os residentes, ela agradeceria se fosse chamada pra ser babá, seria do tipo faz tudo, opa, quase tudo, até porque o tudo engloba muita coisa, e certamente a lista dela para coisas que não faria por uma vaga é grande. Mas, poderia esperar isso dos “colegas”?

Asger e a jovem Katrina não pareciam se dar muito bem. Ele foi de certa forma ríspido para com ela, e o melhor a fazer era ficar fora desta linha de fogo. Contudo, era impossível não concordar com o rapaz de certa forma, Medicina incluía sim ser excepcional acerca dos conhecimentos e atuação com o que escolheu seguir como carreira e porque não dizer modo de vida, mas era preciso sim saber socializar, ter a tal empatia pelo próximo. Bem, no momento ela se reservava a observar as reações dos futuros colegas.

Ah, ela encarou Asger por alguns segundos sim, fazer o que? Aquela desgraça era bonito de um jeito fora do comum.

Finalmente tomava folego para falar alguma idiota ou mesmo para quebrar o clima pesado, que deveria ter sido dissipado um pouco, afinal segundo o Doutor não iam concorrer entre si, ao que tudo indicava os melhores ou o melhor futuramente poderia continuar trabalhando ali e não apenas finalizando o longo curso. Tinha sentado por alguns instantes e voltou a levantar, ajeitando a camisa que ficou um pouco amassada, por ela curvar o corpo um pouco sob a mesa.

- Bem, eu agradeço a oportunidade e vou tentar merecer a vaga, Dout... Senhor Allen. – Ela jamais faria menção de que qualquer um ali não merecia, nem era louca, aquela mulherada parecia carregar um bisturi na bolsa, e pessoas caem de escadas bem fácil, então sem arranjar inimigos ou pessoas que não venham a suportá-la. Sorria e acene Sofia, seja um bom pinguim.

E chamou o homem de Senhor pela diferença de idade, apenas. Era algo tradicional, da família, era respeito apenas.

Baudelaire fazia gracinhas, corajoso, ou louco, ela ainda não sentiu-se a vontade pra fazer qualquer piada, melhor manter a boca fechada para asneiras com quem não tinha intimidade, ainda e um belo sorriso.

- Minha dúvida é a mesma, vamos trabalhar todos em turnos? Será preciso usarmos o dormitório daqui ou podemos vir de casa? – Coçou os cabelos na região da nuca, era uma pergunta idiota, parabéns Sofia. Ficou corada.

- É uma dúvida idiota, mas... É pra me organizar melhor, Senhor Allen. – Quase fez uma careta, e continuou em pé esperando a resposta dele, ou mesmo os outros falarem acerca de suas dúvidas.

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