Brincando com a Morte

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Blake Harris em Seg 22 Set 2014, 14:40

Blake ficou apenas observando aquela cena, que se repetia muitas e muitas vezes na mente dela, sem parar. Como um círculo vicioso. Peter se erguia deixando o sangue da menina que banhava ele pingar sobre o assoalho de madeira. E aquela imagem era perturbadora.

Ela encolhia-se mais ao canto, e estranhamente podia se remeter aos desenhos dela. A garotinha encolhida e a sombra a porta. A sombra que tomava toda a luz, e se denotava ameaçadora.

Talvez você fosse o monstro agora, Peter...Como você vai suavizar isto?...

Porque você não me ouviu, Peter? Porque você perdeu suas esperanças e destruiu a minha?...

Ele aproximou-se com o machadinho e Blake, somente encolheu-se mais sem tirar os olhos dele. Era estranho, ver a caricatura do herói e do monstro ao mesmo tempo. A forma como a imagem convertia-se na mente dela, fazia sua cabeça doer a ponto de explodir, e ela simplesmente não podia reagir.

Ele logo livrava a corrente do chão mas não as algemas dos pulsos e das canelas de Blake. Ela ficou apenas observando ele se afastar e era como se preferisse assim. Por aquelas momentos, por aquele instante, em meio a tudo que ela passou Peter, você momentaneamente era o monstro dela.

Blake ergueu-se então apoiado as mãos espalmadas nas paredes, e ergueu o corpo, ficando alguns segundos la, sentia-se muito tonta ainda. E então enrolou as correntes nos pulsos como podia, e logo caminhou a passos meio trôpegos na direção das escadas. Parou ali e segurou-se porque estava a ponto de tombar, o veneno simplesmente a deixava cada vez mais lenta, todas as funções eram cada vez mais difíceis.


As mãos agarraram-se como podiam as escadas, e ela subiu as mesmas, já quase engatinhando ao chegar na sala, os olhos encararam aquelas garotas e ela apenas tossiu sangue contra o tapete. O veneno é como Noah falou, ele vai definhando lentamente, e ela ainda está arrastando as correntes das canelas Peter. Então Blake é um fardo no momento.

Blake Harris

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 15:01

Os olhos pairavam pela imagem branca a sua frente. A boca entre aberta assumia a respiração. Tinha uma vontade ruim dentro de si, algo que não sabia explicar, uma sensação amarga e desprezível. Esquecera completamente do estado da ruiva, e já estava lá fora. De súbito aquela vontade de chorar retornou, simplesmente por quê nem sabia mais quem era... Simplesmente por que esquecera Blake, tudo o que viera fazer, havia se perdido.

Quando recobrou um pouco da sanidade, um último resquício ele a observou rastejando, tentando sair, lenta, pesarosa. Voltou a saltar para dentro da casa, era visivelmente alguém que não sabia onde se encontrava. Aproximou-se dela e levou ambos os braços para o corpo da ruiva, fazendo ela erguer-se o suficiente para eu pudesse trançar seus braços ao pescoço do rapaz, deixando-a tão próxima daquele odor de morte.

Peter arrastou ela até a janela e com dificuldade conseguiu atravessar a ambos. O braço engessado era um empecilho, a mochila nas costas outros, esquecera de remover a mesma para passar com “mais facilidade” e, quando na rua, abraçou ela forte na tentativa de passar calor para o corpo da mesma que estaria vestida inapropriadamente para a temperatura. Tinha que se afastar daquela cabana, o delinquente poderia aparecer a qualquer momento: talvez até deseja-se isso. Na verdade, queria um encontro com o homem que arruinara sua vida.

Peter adentrou a floresta com Blake entrelaçada ao pescoço. Não podia oferecer uma posição melhor devido o ferimento a cicatrizar, ainda. Só queria sair dali, uma distância segura para abriga-la no saco de dormir e tornar o frio um problema inexistente para ela.

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Blake Harris em Seg 22 Set 2014, 15:11

Blake sentiu os braços em volta do seu corpo, e logo o corpo se ergueu em um esforço sobre-humano, ela fiava de pé, os braços envolviam o pescoço dele, e ela apoiava-se completamente ao corpo dele.
O rosto ficava baixo, ela nem sequer o olhava, nem sequer conseguia pensar em algo, nem sequer sabia o que sentir naquele momento. Em breve passavam pela janela, deixando aquele cenário horrendo de bonecas-humanas para trás, e logo ele envolvia melhor o corpo de Blake, lhe passando aquele calor humano.
Ela esforçava-se o quanto ainda podia, embora uma parte mais viva dela tenha ficado la dentro, velando o  corpo daquela pobre menina. Ela simplesmente seguia em frente, arrastando os pés a grama, junto as correntes, que deixavam uma trilha, assim como Peter que deixava um rastro de sangue.
Dor e desespero, morte e escuridão.
Ao final era o que deixavam onde passavam.
Blake engoliu em seco, e logo a mão apoiou-se a gola da blusa dele, e ela a segurou com força, como se quisesse que ele prestasse atenção.
- Você precisa chamar ajuda....

Você trouxe algum meio de comunicação com os outros? Com a autoridade? Não vamos resistir muito tempo na neve, primeiro que eu estou envenenada, estou nos meus últimos esforços, você está com o braço ruim, abalado, e aquele louco insano pode chegar a qualquer momento e facilmente nos acha pelo rastro que deixamos.

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 15:28

Certamente naquelas condições a cabeça de Blake funcionaria muito melhor do que a de Peter. O último lapso de memória que ele tinha, o último recurso, o Ás na manga, seria capaz de mantê-la viva. Depois disso, ficaria a mercê da sorte. Mas a mão recorreu ao celular, em outro dos bolsos da calça. A tela estava trincada em duas regiões, algo que ocorrera no acidente de ônibus. O sinal estava fora... Ótimo.

Peter retirou a mochila dos ombros, ainda mudo, e pôs a mesma de pé, na neve. Antes claro sentou Blake. Soltava agora o saco de dormir da mochila. E, falou num tom muito fraco, muito abatido.

Deite-se...

Monossilábico, abriu o saco para ela entrar, auxiliando-a como possível. Ali dentro ela estaria a salvo. Peter apanhou a corda, em seguida, e com a machadinha procurou dois galhos que serviriam de sustento para o corpo da ruiva, onde ele poderia puxá-la, numa espécie de maca improvisada. Era o melhor que poderia fazer por ela...

Logo pôs-se diante da “maca improvisada”, mais uma artimanha do seu tempo de sobrevivência, e foi arrastando Blake pela neve. A sensação dentro dele parecia piorar. Ao menos, sabia que ela estaria bem, não precisaria mais de esforço e o saco de dormir era quente o suficiente para deixa-la numa posição muito mais confortável até que a do rapaz. Através da Bússola pegaria a direção da estrada, e seguiria rente a ela no intuito de buscar alguma alma perdida que pudesse oferecer a eles carona.


Maca improvisada, semelhante a: http://2.bp.blogspot.com/-P4HJn4T7XqQ/UWVnbq_GMdI/AAAAAAAAHFs/_j4Hwszl8xc/s320/38.jpg

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Blake Harris em Seg 22 Set 2014, 17:13

Blake assistiu em silencio ele apanhar o celular, e já imaginava que não teriam sinal ali, então como ele ia pedir ajuda?....
Blake sentava-se recostava a alguns troncos, suspirando fundo, o frio ainda lhe deixava com maior dificuldade para respirar. E ele tirava um saco de dormir da mochila e pedia que ela deitasse, nem precisou muito o corpo praticamente desabou no saco.
Manteve-se em total silencio enquanto ele improvisava aquela maca, e sim ela podia notar o quanto ele estava abalado com tudo aquilo. Mas ao mesmo tempo Blake sentia parte da sua culpa, Peter. Ela sabia que você fez isto para salvar ela, priorizar ela, talvez se ela não tivesse ali, você pudesse acreditar que ainda podia salvar aquela garota, talvez você ao menos tivesse tentado.
Blake ia olhando em silencio a neve e ele entrava ainda mais a floresta, enquanto os olhos ficavam cada vez mais pesados até eles se fecharem por completo.
Desculpa Peter, no momento eu não consigo pensar, eu não consigo falar algo que possa te consolar, ou te tirar da escuridão, não quando eu e sou parte dela, me desculpe mas neste momento a única coisa que consigo fazer é fechar meus olhos e me deixar ser carregada.
Apesar de você ser o “monstro”, você é único herói que disponho no momento, nesta confusão de desígnios, ao final...Você salvou minha vida...Mas pra isto, você me matou também.
No mínimo cruel a forma como mergulhamos naquela cena, talvez não sejamos as pessoas certas para carregar ainda mais peso.
Peter você vai seguir pela floresta, na direção da estrada, exatamente onde Blake estava vindo quando você a parou e tudo aquilo pareceu ter inicio.

Ironico não?

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 17:35

Não demorou estava próximo a estrada, a beira da mesma. O corpo já estava cansado, não tinha uma firmeza nos passos. Eventualmente desequilibrava-se, ia ao chão com um ou outro joelho mas logo se colocava de pé, se recompondo. Os olhos acompanhavam, vez ou outra o flanco, Blake, ao seu redor. Era o instinto de sobrevivência puro e simplesmente. Uma ação, involuntária.

Quando o corpo não aguentou mais Peter se pôs de joelho, retirou a mochila jogando-a ao lado, deixando a ruiva desfalecida ao seu lado. Era hora de recorrer mais uma vez a bebida quente. E como anteriormente, misturou a água fervendo com a água do cantil. Bebeu alguns goles, acordou Blake e levou até os lábios feridos dela um pouco da “água milagrosa”. O sangue estava seco, nas mãos e face.

Esperava que ela voltasse a dormir, no mínimo, mas tê-la acordado foi necessário, nãos abia afinal como o corpo dela estaria reagindo a tudo aquilo. Guardou os utensílios e ficou sentado na neve, alguns dois ou três minutinhos não matariam eles mais rápido. Aquele pensamento fez o corpo de Peter cair para trás, deitando-se, de braços abertos. A neve era fofa, os flocos caiam sobre seu rosto manchado. A machadinha estava descansando ao lado da perna, em seu suporte.

Na sua cabeça apenas o pensamento: “Neve... neve... neve...” Queria a fuga de qualquer outra coisa. E, Blake, estava errada. Peter não poderia salva-la. Ela jamais resistiria ao frio, ao caminho, no estado em que se encontrava. Era nisso que ele acreditava, do contrário, agora, estaria carregando as duas, de alguma forma, mas arrumaria um jeito.

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Blake Harris em Seg 22 Set 2014, 19:48

Continuação


Os olhos se abriram lentamente, como se aquele simples ato já fosse difícil para ela, e logo sentia a agua tocar os lábios, ela bebeu o tanto que conseguiu, mas logo afastou o cantil tossindo.
Ah Peter...você precisa ter mais esperança de vez em quando.
Blake voltava a fechar os olhos, e era neste momento que Peter podia ver dois faróis iluminando a estrada. Seria sua carona Peter?
 
Noah, Noah....Vocês também podem ver quando o farol ilumina, Peter deitada próximo a estrada ao lado de uma maca improvisada, da para ver os fios rubros em meio as cobertas.
 
Você sabe o que é mais divertido do que matar pessoas? Brincar com elas, ver seus psicológico dando problema, ver elas desistindo, sofrendo, se desesperando, até que elas mesmas desistam de continuar.
Foi por isto que aquela menina te agradeceu Peter, existem coisas pior que a morte.
 
Exatamente por isto Noah no momento que você ilumina a cena, você pode ver um vidrinho pendurado no seu espelho do carro, preso com fios de cabelos vermelhos, que serviram para fazer uma fita e um laço, junto de uma pequena bonequinha de pano bem simbólica. Dentro dele tem um conteúdo. Um pequeno bilhete esta preso ao mesmo.
“Você sempre teve a cura...”

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 20:09

E foi então que aqueles três minutos de descanso pareceram se tornar mais tentadores. E ele ficou mais, dois minutos, para descobrir que mais cinco minutos também não seriam suficiente spara mata-los. E quando não existia mais uma escala de tempo na cabeça de Peter, ele olhava o céu. E só queria olhar o céu. Ele deixou o rosto suspender e os olhos também ficaram pesados. Deu uma cochilada, rápida, só um derrubar de consciência. Pode ver o carro se aproximando mas estava anestesiado. Ao invés de gesticular, fechava os olhos de novo. E aquele momento de sossego se repetiu em mais alguns pesados piscares de olhos. Quando pode reconhecer o Bentley.

Era uma imagem extremamente assustadora para as pessoas do carro. Um corpo envolto de sangue, muito sangue e neve, ao lado de uma garota ruiva conversando. Quem poderia dizer que Peter não era o assassino em série? Estava com Blake, resumia-se em sangue... Era no mínimo estranho.

Para ele, não fazia muito sentido mais nada. O fio entre a loucura e a lucidez estava esticado, pronto para romper. Tratou o carro como algo normal. “Boa viagem amigos! Saiam desse inferno e divirtam-se onde quer que estejam indo...”

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 21:29

Foi um lapso, com certeza. Mas rola um desconto, galera. Aliás...

Isso foi MESMO necessário, Noah?

Além de quase arrancar o couro cabeludo dela, Aileen estava prestes a ter um ataque cardíaco ao sentir as, no mínimo, violentas puxadas, pensando ser um demônio... e não era? Para dificultar ainda mais as coisas para o filho da puta do príncipe, ela chegou a se debater até se dar conta de quem estava fazendo isso. Não que tal consciência a fizesse ficar paradinha e comportada.

Te agradecer? TE AGRADECER? Sabe aquele tapa que ela estava te devendo, Noah? Era uma hora bastante apropriada para acertar uma paulada nesse seu rostinho lindo e debochado.

Por isso, nem ficou chocada com a pouca – vamos frisar o pouuuuucaaaa – ajuda de Natalhie. Com a arrancada, Aileen teve dificuldade de se ajeitar, mas logo conseguiu, e ignorava qualquer coisa que qualquer um deles dissesse agora. Quando os olhos claríssimos encararam sua cara, Noah, estavam queimando de raiva e ironicamente, molhados por lágrimas... Afinal, essa porra doeu! Muito.

- VOCÊ É MALUCO?!?!?! – era engraçado a maneira que voz sempre tão doce e suave ganhava um tom mais alto e furioso, uma gatinha ameaçando se transformar numa tigresa – ISSO DOEU, MERDA! – Aileen trincou o maxilar e olhou para frente, respirando fundo, mas não conseguia se acalmar – Eu posso queimar na fogueira, mas juuuuuro que te afogo na neve antes, Noah Valmont! E o Edge jamais receberia a mensagem porque a porcaria do celular está comigo! – e para frisar, ela pegou o aparelho no bolso e tacou em Noah, bem no meio do peito.

Cara, ela estava uma fera!

E com o cabelo bagunçado daquele jeito, Aileen não lembrava a imagem de um anjo, e sim de estar sendo possuída por um demônio. Ela revirou os olhos e cruzou os braços, ignorando a velocidade progressiva do carro.

- Quer saber o que eu vejo, Edge? Gente morta... Gente que não consegue ir para o céu, inferno... Pessoas solitárias e que vagam sem um destino... – Aileen começava a falar mais devagar agora, como se recobrasse a consciência – E agora, eu já não sei mais diferenciar os inocentes dos ‘bandidos’, por isso... – mordeu o lábio com fúria, mantendo a cabeça virada para frente – Por isso fico bancando a Joana D’Arc toda hora, como uma maluca, bruxa... e todo tipo de apelidinhos idiotas que vocês quiserem me dar. Não importa...

Querem respostas? Ok. Ela daria.

- Peter foi atrás de ajuda para Blake, mas não me deu grandes informações. Pelo que parece, ele sabe de algo, alguma pista... Porém, não me contou. Ah! Os desenhos... – ela fechou os olhos com força e gemeu ao se lembrar – Ficaram no quarto e... – separou as pálpebras e encarou o nada de novo, finalmente vendo – Pare o carro, Noah! – ela apontou na direção de Peter e Blake, desesperada.

Eram eles! Eram eles!

- Encontramos...

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 21:50

- É isso ou sair negociando com o "fantasma da casa". Por mim não interessa, ela não ganha nada.

Respondia a pergunta de Natalhie. A não, eu não vou sair doando nada para a garotinha não interessa o quão maligna ela pareça. Nem se trata do colar, é algo como ja terem perdido demais para seres das trevas para saírem fechando acordos. Fora que ninguém nesse carro deve ter boas lembranças de acordo. Tinha até esquecido daquele aparelho na confusão.

- Ahn... Eu não tenho apenas um celular. Nossa, porque vocês gostam de arremessar os meus aparelhos?

Nossa, alguém acordou do lado esquerdo da cama. Até sorria balançando a cabeça negativamente, e ouvia Aileen. Não que fosse uma grande novidade no final das contas e muito menos surpreendente, especialmente se tratando de alunos de DU. Poderia até ser uma vantagem, se fosse usado de maneira adequada.

- Isso...Explica muita coisa. Nossa, obrigado por contar que Peter foi atrás de Blake SEGUNDOS antes de encontrarmos os dois! Sério, se você quer tanto sair resolvendo sozinha, beleza. Você quem sabe Aileen. Sabe que as vezes você realmente banca a vítima? Todos somos vítimas, e só você age assim, isso CANSA.

Explica mas não justifica. Quando Noah parasse o carro, Edge ja desceria e esperaria Natalhie descer. Era engraçado mas ele dizia a mesma coisa que Natalhie disse para você antes Aileen: TODOS vocês são vitimas, todos tem problemas mas você além de tentar resolver as coisas sozinha age dessa forma. Até o NOAH se comunica melhor que você!

Talvez fosse apenas a convivência com Nate que o deixasse assim, ou talvez seja o stress. Vai entender.

- Sorte deles não terem acabado empalhados ou pior...

Comentava com Natalhie olhando o estado de Peter e Blake na neve. E o senhor também gosta de sair por ai sozinho! Edge não esqueceu!

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Noah Valmont em Seg 22 Set 2014, 22:26

Fico quieto enquanto ela tem o chilique dela.  

Convenhamos, Aileen... Perto de Clhoe, você é uma gatinha assustada, não importa o quão furiosa esteja.

- Ok, Aileen. Me desculpe pela falta de modos em salvar sua vida... Na próxima vez, quem sabe eu não deixe você tentando descobrir a identidade do bendito espirito que estava atacando a gente e explodindo a casa do Logan. Com certeza ele vai te dizer o nome e porque está te matando, antes de terminar o serviço – Digo, mas logo ela saía falando mais e mais e ok, Edge, é contigo.

Não tenho saco para essas coisas.

Quer dizer, não posso agir assim, certo? Vai ser frio demais.

Ok, vamos lá. Isso tem que soar melhor que um tijolo simpático, Noah. Você consegue.

Até se meter com esses malucos, você sempre fingiu muito bem se importar com os outros.

Quando Aileen termina seu discurso, me viro laconicamente para ela. Sei que meus olhos brilham, porque fiquei alguns segundos segurando minhas piscadas. Não quero que ela pense que vou chorar, apenas que me importo... E olhos brilhantes são convincentes.

Suspiro antes de falar e então – Sinto muito por não ter sido compreensivo... Estamos passando por muita... Coisa. E rápido demais. Acho que a frieza acaba vindo com situações assim. Sinto muito, de verdade. Pode contar comigo para o que precisar, ok? – Esboço um pequeno sorriso, e volto a atenção para a estrada.

Mas, na próxima vou lembrar de ser mais cuidadoso... Ou quem sabe nem salvar, não é?

Ainda bem que vocês não leem pensamentos, certo?

Enquanto fantasioso sobre Aileen amarrada em um tronco, sendo queimada viva (confesso que o fogo fica lindo devorando seu corpo), vejo a “dupla dinâmica” na borda da estrada.

De novo?


Tenho vontade de nem parar o carro.
Blake se mete com esses idiotas e depois eu que tenho que correr. Se não tivesse se metido com ele desde o começo, não estaria nessa, percebeu, ruiva? Pensa bem antes de enfiar o pirulito na boca de qualquer um, sua vaca.

Odeio essa ruiva, odeio!

MORRE, PUTA!

- É, são eles – Capitã Óbvia – Esperem um pouco, podem continuar conversando... Pode ser perigoso... Por que raios Peter está coberto de sangue? E Blake não se move? – Novamente saco a arma, para que Nate morra de inveja e aponto para Peter, conforme vou descendo do carro.

E então, vejo a boneca no retrovisor.... Filho da puta, está brincando comigo?!

Essa merda de boneca não estava aí antes! Como você a colocou no MEU carro?!

O tempo todo, que levei para abrir a boneca, não baixo a arma, apontada para Peter.

O farol de led, que não são os olhos de Kiki, apontam a dupla no chão.

Não digo nada, apenas vou me aproximando.

Me aproximo de Blake, e toco seu pescoço.

Você está com ela no meio disso tudo, e não conseguiu o antidoto? Incompetente.

Vejo o sangue em suas mãos, em seu corpo... E não vejo ferimentos.

Cerro o olhar para Peter, vendo a machadinha em seu corpo.

Andou brincando sem mim, soldado?

Bom, Blake está viva. Se você quisesse, a teria matado faz tempo.

Aceno para o carro, para que os outros venham ajudar.

- Edge, Aileen... Ajudem Peter a entrar no carro, por favor – Nem falo com Nate porque sei que ela nem vai descer, e dito isso, abro o vidro.

O cheiro antes, mas não faço ideia porque.

Primeiro porque sei que esse é o antidoto.

Ele quer brincar com a gente... Ou comigo?

Ele quer mostrar poder, é claro. Quer mostrar que ela só está viva porque ele assim quer.

Exibir que fez ela passar pelo inferno, e só a manteve viva porque gostou da brincadeira, e quer mais....

Mostrar que descobriu um ponto fraco, onde me bater.

Mas eu não estou sozinho nessa, estou? Então porque encaro os atos desse cara como uma provocação?

E o por que o admiro por ser tão cruel assim?

Conforme me perco em pensamentos, derramo o liquido contra os lábios de Blake, a fazendo engolir. Em seguida, a puxo pela maca e a trago no carro, depois que Peter está entre Nate e Edge. Acomodo Blake na frente, no colo de Aileen.


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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Natalhie Archibald em Seg 22 Set 2014, 22:46

Ok pela primeira vez estavam TODOS surtando mesmo você Nate.


Então Nate apenas manteve-se acomodada com o rosto ao ombro de Edge, ouvindo o surto de Aileen.

E ela dizia que via gente morta, como se você não soubesse Nate, e Nate apenas sussurrou próxima ao ouvido de Ed.

- Viu..disse que era louca e esquisita....

E ela falava que Peter tinha ido atrás de Blake?...Mas de novo? Este cara vivia atrás da ruiva e da Ailen, ele era o competidor oficial do Noah?



- Olha depois de tudo isto terminar sugiro uma enquete onde alguém consiga me dizer quem é afim de quem, para deste modo conseguirmos propagar a ordem neste grupo. Este cara esquisito e com cara de medingo esta sempre atrás desta ruiva insana, O que ele foi fazer sozinho atrás dela?

Tapa no ombro de Edge e dedinho indicador apontado.

- Você é o único que não anda atrás desta ruiva maluca, e é melhor continuar assim.


Avisos nunca são de menos!

E pronto tinha um cara ensanguentado na estrada com uns trapos que serviam de maca. Nem vou me mover, sério, ele esta cheio de sangue com cara de louco, eu que não saiu deste carro e arrisco minha vida por conta de uma ruiva louca, uma maluca que é uma tabua de oujiva ambulante e um garoto maluco que tem uma arma. UMA ARMA...Eu queria uma, sério, vou comprar assim que voltarmos. Edge você pode ir comigo e me ajudar a escolher o modelo e a cor.

CALA A BOCA NATE, UHAUAHUAHUA

E no momento que ia descer Nate segurava ele pelo colarinho da blusa.

Na na não.

Deixa os peões irem na frente. UHAUAAUAUAU

E Noah se fazia as mesmas perguntas que Nate, a diferença é que ele se importava, e TINHA UMA ARMA.



- Eu ainda acho que devíamos ficar com a arma aqui no carro...

E então Noah dizia para Edge ajudar, Nate soltou ele, e deixou ele ir, mas Edge estava la fora, a arma estava la fora. Então ela tratou de saltar para fora do carro e logo caminhar até Edge. Claro que não era para ajudar.

E o QUE? Aquele poço de sangue  mau cheiro ia com eles no carro?..UGH. Não tem como colocar o Peter no porta mala?...

Nate suspirou fundo, e so entraria de novo no carro quando a arma estivesse no carro, Ops. A arma e Edge.



- Para onde vamos? Alguém com outra residência de luxo no meio do gelo sem ser assombrada? Please...

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Blake Harris em Seg 22 Set 2014, 22:51

A cavalaria finalmente havia chegado Peter. E você sente aquele olhar de Noah sobre você, você tem certeza que falta muito pouco para ele disparar aquela arma contra você. Você esta coberto de sangue, e Blake está desacordada.
Mas Noah mantem a calma, e logo pede que te ajudem. Assim que se aproxima de Blake, ve a menina já muito pálida, os lábios agora arroxeados. E é cruel a forma como eles foram costurados, e as costuras foram forçadas, causando ferimentos, deixando a boca dela bem inchada. Quase disforme, assim como os hematomas ao rosto, a marca das algemas nos pulso, e nas canelas, e elas ainda estavam lá.
Ele havia torturado, acorrentado, envenenado aquelas meninas, e isto é porque você não viu a coleção de bonecas Noah. Mas Blake está viva. Ela sempre está não?.
E sim ele achou seu ponto fraco...então ele bateu, bateu e brincou com você mostrando que o tempo todo o antidoto estava com você, não?.
E sim se Blak está viva, é porque ele quer. Não diria o mesmo da garota que Peter matou.E isto sim vai irritar muito ele, então é muita sorte de Aileen que as Trevas foram a seu favor, ou você teria virado uma marionete viva Aileen.
Ninguém mexe nas minhas coisas.
O liquido escorria so lábios, e com algum esforço descia pela guela, em pouco tempo Blake estava ao colo de Aileen, ainda desacordada.

E uma Nate impaciente pergunta para onde vocês vão. 5 ESTRELAS NO MINIMO NOAH, NO mínimo.

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 22:58

ADENDO:

Nate sendo Nate...Edge balançava a cabeça negativamente, antes de seguir a orientação de Noah em ajudar Peter:

- Blake não é o meu tipo, um dia explico melhor.


Caminhava e ajudava conforme o necessário, melhores explicações depois. Bem, acho que o hospital AINDA é a unica escolha, só é melhor o pessoal ficar bem atento pelo visto. E nem pensar, Edge não quer ir la encontrar a fantasminha tão cedo...

- E quem é o vilão dessa temporada, conseguiu ver ele peter?

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 23:11

Não percebeu o carro parar, a arma apontada para seu corpo, ainda estava aparentemente em estado de torpor. Talvez as palavras de Noah, talvez a agitação dos passos que saíam do carro, ou outrem a falar poderiam tê-lo feito despertar. Os olhos abriram de súbito, como se voltasse a vida e, quando olhou pro lado, para Blake, pode perceber que seu objetivo fora concluído: Noah era a pessoa certa para aquela ocasião, confiava nele. Lembrou-se do trabalho dele durante o acidente, a maneira de agir, como sabia lidar em meio ao caos... Também pequenos lapsos do garoto averiguando seu braço, no mesmo dia, entre seu estado precário de alucinações. Noah também o ajudara... Ele não esqueceria daquilo.

Estava lá, ao lado do corpo da ruiva, tratando. Peter moveu timidamente o braço na neve, como se quisesse dizer alguma coisa para ele: “Vai esperar, até quando, cara? Você vai esperar até quando? Ninguém pode amar um cadáver... Você vai esperar até quando...”

O corpo então rolava para o lado oposto, ficando de bruços na neve. A mão hábil foi até a mochila e a puxou para perto. Tinha muito valor envolvido naquilo para uma pessoa como Peter. Que logo pôs-se de joelhos, de costas para o carro, ficando sentando por sobre as pernas, quase em posição de oração. Parecia tentar se recompor de alguma coisa. Não falava absolutamente nada. Meio cambaleando, conseguiu impulsionar o corpo e ficar de pé.

Olhou mais uma vez para Noah, enquanto ele dava o liquido para a ruiva. Ele conseguiu sorrir, só alguns instantes, com o gesto... Então apanharia a mochila pela alça superior, voltando o corpo na direção do carro. Não parecia fisicamente ferido, apenas emocionalmente abalado.

E... O taxista não era também o delinquente. Lá estava ela. Timidamente ele deixou a mochila cair, soltando-a, e levou a mão ao cachecol, desvencilhando-se dele. É... Peter ainda lembrava de alguma coisa. De uma promessa. Homens tem que cumprir suas palavras. Estendeu o cachecol na direção de Aileen e aguardou-a pegar.

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Convidado em Seg 22 Set 2014, 23:29

Ok, Noah... Você era muito convincente! Mas...

Sabe aquela impressão de Aileen lá do comecinhooooo? Então, ela ainda estava com a garota. Não que servisse de alguma coisa, já que não a impediu de permitir que você enfiasse a língua na boca dela, mas aquela situação fora uma realidade paralela, companheiros. Pelo menos, com a nova e mansa fala, ele conseguira uma encarada não tão agressiva quanto antes.

E ela preferiu não responder suas acusações, Edge, porque ela realmente gostava de você, e não queria iniciar uma briga, e fala sério... aquele não era o momento apropriado. Na verdade, agora estava ansiosa para Noah parar logo aquele carro e ela foi uma das primeiras a sair, correndo em direção aos dois. Arregalou os olhos diante da visão de uma Blake... Oh, meu Deus! Parece que o monstro... a alcançara, afinal. Enquanto Noah tratava da ruiva, que estava incontáveis vezes pior do que Peter, Aileen se concentrou no rapaz.

- Peter...?

Arqueou a sobrancelha diante do cachecol, mas compreendendo depressa a intenção. E sorriu em resposta. Pegou a peça, porém para colocá-la de volta nele, só que de maneira apressada, pois parecia que Peter desabaria a qualquer momento. Passou o braço por sua cintura e com a ajuda de Edge, como Noah pedira, levaram-no até o carro, o ajeitando próximo de Natalhie. Chega pra lá, criatura, que vai ficar um pouco apertado.

- Esta tudo bem agora, está tudo bem... Mantenha-se aquecido, apenas isso.

Não querendo correr o risco de ter o cabelo puxado de novo, ela voltou para seu lugar e quando Noah trouxe Blake, Aileen procurou ajeitá-la o mais confortavelmente possível em seu colo, deitando a cabeça ruiva em seu ombro. Puxou o cachecol extra do pescoço e procurou esquentar Blake o máximo possível, preocupada com os ferimentos em seu rosto e bem... se aquele troço era realmente o antídoto.

Quando Noah entrou no carro, Aileen o encarou, séria.

- E agora? Vamos para... onde?

Se quer a opinião dela... O hospital não parecia tão convidativo assim, e a mansão ainda menos.

Procurava aquecer a ruiva, passando as mãos pelos braços e a apertando com cuidado. Calor humano era a melhor maneira, nesse caso, claro.

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Noah Valmont em Seg 22 Set 2014, 23:37

Entro finalmente atrás do volante.

Você está aí fora nos olhando, não está?

Eu sinto isso...

- Clhoe está no melhor hotel da cidade. Deve ser o lugar mais neutro da cidade agora... Vamos pra lá, e vamos dividir os quartos, para não ficarmos sozinhos. Fico com Blake, já que vou precisar tratar dela – E estuprar ela a noite para largar a mão de ser filha da puta – Nate e Edge, nosso casal favorito não pode ser separado... E Aileen com Peter. Assim, nenhum de nós fica sozinhos. Vou tentar colocar todos nós no mesmo andar.... – Digo, e arranco com o carro na direção do hotel.

CARA! E o maluco que eu prendi no banheiro?!

Ah, tomara que tenha morrido, caipira de merda.

E Ezio e a loirinha gatinha? Aff... Ok, a loirinha pode ter sobrevivido, né?

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Re: Brincando com a Morte

Mensagem  Natalhie Archibald em Ter 23 Set 2014, 00:21


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Re: Brincando com a Morte

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