Sala da Dra Zelyaeva

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Sala da Dra Zelyaeva

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Ter 09 Jun 2015, 21:47

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Valentina Zelyaeva

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Re: Sala da Dra Zelyaeva

Mensagem  Convidado em Qua 10 Jun 2015, 02:02

Victorine conhecia a sua irmã mais velha, como poucas pessoas nesse mundo. Talvez fosse a única que realmente a conhecesse e soubesse o coração e a determinação inabalável que havia atrás daquele gelo. Que fique claro que ela sempre amou o gelo e sua irmã não era uma exceção.

As duas seguiram abraçadas lado a lado, mas em silêncio.

Elas representavam um certo contraste.

Enquanto Valentina era uma loira usando roupas negras, Victorine tinha cabelos castanhos e usava um vestido branco. Contudo, as duas possuíam aquela classe e rigidez russa. O vestido da irmã mais nova era sóbrio, maduro, com um corte que daria um pouco mais de idade a ela, se não fosse por seu rostinho angelical.


O cabelo estava preso num rabo de cavalo e ela estava mais alta por conta do scarpin de salto fino marrom.
Esperou que as duas chegassem até a sala de sua irmã para finalmente começar a conversar. A conversa entre elas não mudaria de idioma agora que ficaram sozinhas. Portanto, ninguém entenderia mesmo que estivesse em cena – a menos que falasse em russo.

- Eu estava preocupada com você, irmã...

Victorina disse num tom de voz doce enquanto sentava-se na cadeira em frente à mesa de Valentina.

- Estou preocupada desde o dia que você partiu. Senti um buraco no coração, mas não era apenas saudades. Tentei convencer papai que me permitisse vir vê-la, mas ele estava resoluto em dizer não.

Ela abaixou o olhar.

- No entanto, depois que ele soube do que tinha acontecido no Chateau, a segunda morte na ZBZ, ele achou que talvez eu devesse vir também.

Que?

- Você sabe como o papai é. E eu não estou com medo do que está acontecendo. Permitir que eu viesse foi a forma dele demonstrar que se importa com você. E eu não vou conseguiria continuar na Russia sabendo que você estava correndo algum tipo de perigo, sem que eu pudesse fazer nada.

Levou as mãos até as dela, entrelaçando os dedos.

- Nós somos mais fortes juntas. Você sempre disse isso e eu não sei o que seria de mim sem você depois que tudo aconteceu...

Ela fez um beicinho.

- Não fique chateada comigo por não ter avisado antes, mas eu te conheço o suficiente. Você ficaria com raiva do papai. A escolha foi minha, mesmo que ele tenha dado a última palavra. E eu não vou abrir mão de ser os seus olhos e seus ouvidos seja lá o que está acontecendo aqui. Mas não me diga que você está tranquila com esses “padrões”.

Sua irmã era nova, mas não era boba, Valentina.

Duas mortes em menos de uma semana com duas garotas da ZBZ?

Não pareciam coincidências ainda mais depois das pesquisas que ela fez nas últimas semanas.


Aquele lugar...Era sinônimo de problema.

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Re: Sala da Dra Zelyaeva

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qua 10 Jun 2015, 09:30

A conexão entre irmãos.
É algo inexplicável.
Somente quem tem um sabe exatamente como é isto.
Exatamente por isto Jeff passa noites em claro se culpando, ele pode não te culpar Louise, ele jamais faria isto, não significa que ele não culpa a si próprio.
Deve ser por isto que em meio a tanto dor na família Thorne, em meio aquelas fatalidades, Barbara e Theodore deram uma jeito de se encontrar...
E talvez por isto que Valentina não estava irritada com a presença da irmã e muito menos a mandaria embora.
Porque no fundo ela sempre soube que cedo ou tarde...Vickie estaria ali.
E sim são muito diferentes uma da outra, mas se conhecem e se conectam de um modo, que nenhuma outra pessoa conseguirá fazer igual.
E em meio a tanto amor, porque Valentina ainda não ajudou sua irmã com seu trauma no ringue de patinação?
Porque ela não está pronta.
E se alguém pudesse sentir ela como eu sinto, saberia disto.
Mas Valentina era a pessoa mais paciente e sistemática do mundo, ela esperaria o momento, nem que esperasse a vida toda por ele.
Existem fantasmas e traumas que as pessoas tem que lidar sozinhas, antes que exista uma pequena porta para você passar.
Caso contrário...você será parte desta trauma.
Valentina abriu a porta da organizada sala para a irmã, e em seguida a fechou, apontou uma cadeira a ela em frente a mesa, e logo deu a volta e se sentou a cadeira dela. Ela estendeu as mãos apanhando a caixa de doces que Aaron tinha lhe dado mais cedo, e as estendeu a irmã, um sorriso de canto veio aos lábios dela, sabia como Vickie gostava de doces, e aquelas cores, iam encantar ela.
E logo ela declarava sua preocupação, Valentina apenas manteve os olhos azuis sobre os dela no mais absoluto silencio. Ela falava como havia se sentido desde que ela havia partido, e logo a decisão do pai delas.
E isto bastava, porque ele sempre daria a ultima palavra, independente da vontade delas.
Valentina então sentia o toque as mãos dela, e ela logo suspirou fundo e abaixou um pouco o rosto, pensativa. Ouvia Vickie falar sobre tudo que aconteceu...
E Valentina consentiu em positivo, era melhor nem lembrar Vickie daquilo.
Valentina nem podia imaginar o que faria se não pudesse mais praticar hipismo, se perdesse aquela conexão com aquele esporte.
Porque desde pequenas sempre foram garotas diferentes, não dadas a paixões juvenis, Valentina se apaixonou pelos cavalos e encontrou ali uma forma de liberdade, e Vickie pelo gelo, pela patinação.
Valentina foi criada ao lado do pai, por isto a educação mais rígida, as exigências, a forma como ela tornou-se um pouco gélida para tudo, fechou-se dentro de suas convicções. Vickie fora criada pela mãe, por isto teve uma educação mais flexível, embora correta, conheceu um lado mais doce das coisas, e por tal isto gerou uma bondade em seu coração, admirável.
O pai criou Valentina para ser o lado forte, proteger a família, o nome, os negócios, o legado, e Vickie para ser o lado amoroso, para que mesma na mais forte tempestade, Valentina soubesse o que realmente devia valorizar em meio a tudo. E que a forma como Vickie trazia a tona seu melhor lado, não podia ser subestimada.
Ela falava sobre Valentina estar chateada e Valentina sacudiu a cabeça em negativo.
E não elas não iriam discutir, Valentina não a mandaria retornar e faria um drama  respeito de perigo e preocupações. Se tem algo que vocês nunca iam ter com uma Zelyaeva, é uma discussão de relacionamento.
Era adultas, tinham juízo e poder suficiente para tomar as próprias decisões. E se o pai havia aprovado, Valentina jamais desaprovaria. Obvio que ela estaria preocupada.
Mas jamais tiraria de Vickie o direito de tomar as próprias decisões. E muito menos não deixaria ela assumir as consequências.
Por isto finalmente Valentina ergueu o rosto e fitou sua irmã nos olhos apertando de leve as mãos dela.
- Vickie...eu estou feliz que você está aqui...Mas eu não vou admitir que fique apenas para se interessar pelo que está a minha volta. Quero que se firme, que estude e encontre seus próprios objetivos aqui. Não veja somente o que lhe falam sobre este lugar, apenas sinta ele, e verá que é muito mais do que aparenta. Para o bem ou para o mal minha irmã, você que irá decidir...
Valentina sorriu de leve a irmã e logo soltou as mãos dela, suspirando fundo, ergueu-se da cadeira dela, e deu a volta, ajoelhando-se a frente da irmã, assim que ela se virou pra ela, apoiou as mãos nos joelhos da irmã e murmurou.
- Lembra quando dormíamos juntas no mesmo quarto, e você me dizia que tinha algo embaixo da sua cama, ou no closet?...Que você estava com medo?...E eu dizia que era sua imaginação, que era porque você assistia filmes demais? Eu nunca acreditei nisto, Vickie...E sempre te censurei....
Valentina fechou lentamente os olhos, e pensou o quanto aquilo tudo a havia perturbado, o quanto ela já não dormia, sonhos, vozes, imagens....E então os olhos focavam em Vickie.
- Eu acredito em você, Vickie....e isto é tudo que eu vou te dizer, e eu só vou te envolver se for necessário, você pode ficar aqui comigo, eu não vou te impedir, mas você não pode me pedir que te envolva no que nem mesmo eu ainda controlo.
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Valentina Zelyaeva

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Re: Sala da Dra Zelyaeva

Mensagem  Convidado em Qua 10 Jun 2015, 11:50

Enquanto eles caminhavam, ele mandava uma mensagem urgente para Valentina.

“Estou indo falar com Aileen agora. Ainda não consegui falar com Edge, mas...Acabei de saber algo preocupante. Pandora não veio ao luau e também não está atendendo as ligações. Estive fora nos últimos dias, mas você teve algum contato com ela? Ela também estava machucada e deve ter ido ao hospital para tirar os pontos ou dar um jeito no gesso, não? Informarei se souber de algo mais.”

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Re: Sala da Dra Zelyaeva

Mensagem  Convidado em Qua 10 Jun 2015, 12:13

Os olhos de Victorine só se desviaram de Valentina quando ela ofertou aquela caixa magica. Era como oferecer doce para uma criança. Os olhos brilharam e ela chegou a fazer aquele “aah” de admiração. Ela pegou um de morango e levou até os lábios. Após dar a primeira mordida, ela teve que esconder o sorriso porque sabia que tinha agido como uma criança. Limpou delicadamente os lábios e saboreou o doce antes que a conversa ficasse um pouco mais amarga.


A ligação entre as irmãs era muito forte mesmo. Elas tinham 4 anos de diferença, mas o papel de protetora revezava dependendo da situação. Valentina precisava de um pouco de doçura em sua vida em alguns momentos. Enquanto Vickie, também precisou de uma base firme e solida.

Elas se protegiam, com o sentido correto que a palavra possui.

Depois de contar tudo o que estava acontecendo, a irmã caçula esperou pela reação da mais velha. Valentina sempre era colocada, sempre se expressava da forma mais clara e limpa possível, sem rodeios, sem exaltar. Ela era...constante.

Victorine meneava positivamente e comentou enquanto a irmã se levantava.

- Eu sei, irmã...Eu sei que você jamais aprovaria que eu tomasse uma atitude sem pensar no meu futuro. Por isso eu entrei para o curso de História da Arte. Terei que recuperar a matéria das primeiras semanas, mas isso não será um problema. Eu vou me esforçar.


Esboçou um delicado sorriso e virou um pouco o corpo para que Valentina a fitasse.

Sentiu-se novamente com sete anos de idade, quando corria para a cama da irmã e se enfiava nas cobertas dela para se proteger do oculto, dos bichos que existiam no escuro. Conforme foi ficando mais velha, Valentina começou a guia-la até a cama e fazia exatamente a mesma expressão e falava com ela como se fosse sua mãe e não sua irmã.

O biquinho natural de Victorine ficou mais pronunciado e ela engoliu em seco, piscando algumas vezes.

- Eu lembro... – Sussurrou e logo levou a mão até seu rosto, acariciando-o. – Você me ensinou a não ter medo do escuro e nem dos monstros que estavam debaixo da cama. Mas...o que está havendo, Valie?

Franziu um pouco mais as sobrancelhas e logo arregalou aqueles belos olhos azuis,


- Valie...

Ela meneou negativamente.


- Algumas coisas estão além do nosso controle, Valie. Você me censurou, mas a verdade é que você me ensinou a conviver com o medo e aceita-lo, respeitá-lo. Ele faz parte, está presente, mas não pode me controlar. – Ela revirou os olhos. – Estou falando do escuro, não dos nossos traumas. Mas...O que quer que esteja acontecendo, você pode contar comigo, irmã. Eu não quero que você carregue o mundo sozinha. Eu quero te ajudar... 

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Re: Sala da Dra Zelyaeva

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qua 10 Jun 2015, 12:49

Valentina apenas sorria vendo ela pegar o doce e saborea-lo como uma criança o faria. E ela deixava a delicada caixa ao alcance da irmã, ela podia pegar quantos quisesse. Era de fato um presente muito fino, uma lembrança realmente valorosa. Aaron parecia saber escolher tudo de um modo tão perfeito, que isto que Valentina se sentia tão tonta em sua presença.
 
Valentina logo se erguia a tempo de ouvir ela falar que havia se matriculado em um curso, e que iria se dedicar a isto, exatamente por isto Val consentiu em positivo e sorriu pra ela.
 
Objetivo, foco.
 
Era o que um Zelyaeva sempre deveria ter.
 
- "Um navio grande pede águas profundas"...
 
Ela dizia o ditado que o pai delas havia ensinado, que era exatamente isto. Se você quer realmente algo, nada deve dete-lo, nada deve para-lo, e não importe o quão profundo ou difícil isto chegue.
 
Apenas tome pra você, e caso se sinta em aguas muito profundas, trate de arrumar um navio maior.
 
Logo Val se ajoelhava frente a irmã e começava a contar algo da infância delas, porque sabia que era exatamente este o modo que Vickie entenderia da melhor forma, sem fazer muitas perguntas ou exigir muitas explicações.
 
E o sorriso foi inevitável ao lembrar daquela época, e de como Vickie tinha medo do escuro, de monstros, até que...
 
Ela passou a não ter mais medo, porque ela acreditava no que Valentina acreditava.
 
Que eles não existiam, que os únicos demônios que existiam, eram os nossos próprios.
 
Que os únicos fantasmas que poderiam nos atormentar, eram os que nós mesmos criávamos.
 
Mas tudo parecia tão confuso e inseguro agora.
E logo Valentina via os olhos da irmã se abriram mais, e ela fazia sobre coisas que estavam fora do controle, e que tudo que ela tinha feito ao censurar a irmã, a ajudou a não ter medo, a aceita-lo e respeita-lo.
 
E ela dizia que ela poderia contar com ela, que não deixaria ela carregar o mundo sozinha.
 
Valentina apertou de leve a mão da irmã.
 
- Eu não estou com medo, Vickie...Eu apenas não posso mais controlar a situação, mas eu vou conseguir um navio maior, eu prometo...
 
Ela dizia isto se referindo ao ditado, e logo o celular vibrava. Valentina se erguia, apanhando o celular encarando a tela do mesmo e lendo a mensagem de Aaarin.
 
Valentina se erguia voltando a sua mesa, e logo o respondia.
 
 
“ Aaron, informe Edge imediatamente disto, coloque ele a par de tudo. Eu vou tentar localizar Pandora. A ultima noticia que tive dela, é que ela saiu do hotel e foi treinar um pouco no ginásio, mas achei que ela iria para o Luau como todos. No hospital ela não está, mas checarei novamente. Tome cuidado, Aaron. E não saia dai sem antes falar comigo. Envolva Ethan, ele está ciente de tudo”
 
Logo Valentina levou a mão ao botão da secretaria.
 

- Amelia, por favor, tente localizar a aluna Pandora Mcmilliam para mim..
 
Passava o telefone da menina pra ela, e de algumas ZBZs para que ela ligasse e buscasse noticias mas sem alarmar ninguém ainda.
 
- Eu preciso ver uma paciente...Você pode ir comigo, mas não vamos entrar na sala, ela está na UTI....
 
Valentina dizia e já se erguia da cadeira, caminhava na direção da porta, abrindo pra irmã. E seguindo ao elevador, de la iria para a UTI, e não pararia em frente a porta do quarto de Barbara, checando se estava tudo ok.
 
- Não estamos conseguindo contato com uma das ZBZs...
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Valentina Zelyaeva

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Re: Sala da Dra Zelyaeva

Mensagem  Convidado em Qui 11 Jun 2015, 15:29

Victorine não resistiu e pegou mais um, dessa vez de blueberry. Comeu em silêncio e observou Valentina. Na verdade, ela ouviu bastante. A postura dela ficou mais correta quando ouviu o ditado do pai e ela fechou os lábios. Vickie tinha a mania de deixar os lábios constantemente entre abertos, mostrando a pontinha dos dentes. Era por isso que parecia fazer um bico constante, quando, na verdade, era só um hábito que ela não conseguia controlar.

Voltou os olhos para as delicadas e precisas mãos de sua irmã. Entrelaçou os dedos, acariciando com a ponta dos dedos, denotando toda a graciosidade que ela possuía. Os bondosos olhos azuis voltaram-se para a irmã.


- Nós vamos achar um navio maior, Valie...

Puxou a mão dela e beijou.

- Prometo. E você também não precisará viver com medo. Eu estarei com você...

Tombou um pouco a cabeça e sorriu. Vickie estava feliz por ter encontrado a irmã. Elas tinham ficado menos de um mês separadas, mas aquilo pareceu uma eternidade.

Agora que Valentina se abria um pouco mais, Victorine entendia porque estava tão inquieta nas últimas semanas. Sua irmã estava com problemas e, pela primeira vez na vida, insegura. Aquilo deixava a irmã mais nova bastante preocupada, mas ela estava aqui. Faria com que Valentina recuperasse a confiança de outrora.

O celular de sua irmã tocou e Vickie deu espaço para que ela entendesse e resolvesse a pendencia.

Observou com um semblante preocupado, mas levantou-se tão logo Valentina disse que Vickie poderia acompanha-la.


- O que houve com ela? Sua paciente...

Perguntou por pura curiosidade enquanto as duas desciam no elevador. Vickie arregalou os olhos com a noticia.


- Mas...Ela sumiu porque quis ou...você já está pensando em algo ruim...?


Porque se fosse algo ruim, já seria a terceira ZBZ em menos de um mês. Isso porque Vickie ainda não sabia que a paciente da UTI era uma ZBZ também.

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