Do I Wanna Know?

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Do I Wanna Know?

Mensagem  Convidado em Ter 23 Jun 2015, 01:01

Aaron esteve sumido por mais de duas horas.

Portanto, estou considerando que quando ele voltou, não havia mais ninguém em seu caminho. Talvez Jeffrey e Louise até já estivessem no hospital, falando com Edge ou vendo Natalhie.

O fato é que ele não viu ninguém.

Tinha saído de cena avisando que ligaria para Jeffrey para saber se eles estavam bem. Após ter a confirmação, ele simplesmente não conseguiu voltar. Não imediatamente.

Não sentia que teria nenhuma utilidade naquele hospital. Sabendo que não poderia ver Edge, nem fazia nada por Natalhie. Valentina não parecia precisar dele, sendo forte, centrada. Inabalável.


Como ela conseguia?

Não era rancor por ela conseguir e ele não. Ele estava admirado com aquela mulher. Mas essa postura dela só mostrou o quão inalcançável ela era. E um ponto que ele talvez nunca fosse ser capaz de alcançar de verdade.

E se o joguinho iniciado no baile tivesse chegado ao fim?

Será que agora Valentina o via com outros olhos?

Porque ele se via como fraco e responsável por todos os males que tinham acabado de acontecer.  

Ele ainda não tinha esquecido que a primeira ZBZ que morreu, sofreu o acidente depois de dançar com ele. Podia ver o acidente que culminou em sua morte. Ele ainda podia sentir o sangue de Nina colando em sua camiseta e em suas costas. E sempre que ele tentava investigar uma história, “acidentes” aconteciam.


Estava falando com Aileen quando soube de Pandora.

Estava almoçando com Edge e Natalhie antes que tudo acontecesse.

Era como se cada passo que eles davam em direção à historia real possuísse um preço a ser pago com vida. Com sangue.

E ele não queria mais ver o sangue no gelo.

Porque ele simplesmente não suportaria pagar um preço tão alto quanto a vida de Valentina.

Por isso ele “fugiu”.

Mas não de fato.

Aaron ainda era Aaron.

Por isso mesmo, ele voltou até o local do acidente. As pistas ainda estavam frescas. A policia ainda estava ali recolhendo os últimos testemunhos. Ele precisava pegar seu carro, mas queria saber sobre o Hummer e o outro carro.


Se ele tivesse a chance de falar com algum policial, ele o faria.

Ele poderia se apresentar como o advogado de uma das partes.

Por favor! Ele ainda estava no PRIMEIRO período. Mas ele tinha porte, ele tinha voz, ele tinha aquele olhar.

E mesmo que o policial não desse as informações sobre os motoristas dos outros dois carros, diriam o endereço da delegacia.

E você realmente acha que Aaron não iria?

Ele encarnaria o melhor criminalista se fosse necessário. Estudaria o processo de cabo a rabo, mas saberia QUEM eram aqueles dois motoristas e tentaria fazer a conexão.


Porque nada acontecia por acaso naquela história.

Quando Aaron percebeu que estava se empolgando de novo, ele lembrou-se do preço. Tinha parado num sinal e socado o volante com raiva.

Não poderia fugir para sempre, por isso estava na hora de encarar a Bela que devia estar uma Fera.

Ou não.

Ela era intocável, lembra?

Mas logo Aaron passava, seguindo com acesso livre até a sala dela.

Pegou o elevador, mostrou a pulseira com a identificação e chegou até a porta da sala dela.

Estava meio encostada.

Ele se manteve oculto e...

Bateu duas vezes com os nós dos dedos.

Assim que Valentina respondesse, Aaron entraria.

Ainda estava usando a mesma roupa do almoço, mas não tão impecável quanto antes.

Estava sem o blazer.

E o cabelo não estava perfeitamente penteado.

Mas isso era um problema?

Talvez, não?


Porque não dava para saber como ele ficava “pior”: sendo um deus ou sendo humano.

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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Ter 23 Jun 2015, 10:14

Valentina entrou em sua sala, e deixou a porta entreaberta, naquele momento nem se preocupou em fecha-la. Retirou o jaleco e o pendurou ao local onde ficava seu casaco, próximo a porta do local, logo caminhou na direção da mesa dela, deu a volta e sentou-se a sua cadeira, acomodando as costas ali, fechou lentamente os olhos e deu um profundo suspiro.

Viktor devia estar revirando a vida de Zachary Redbull neste exato momento, e Valentina disse a ele que não precisava se preocupar em encobrir rastros, ele podia sim saber que ela o estava investigando, era bom que soubesse. Ele podia fazer o mesmo com a garota.

Ia descobrir que ela era praticamente um robô.

Era perfeita. Perfeita no exato sentido da palavra.

Desde pequena seu pai a encaminhou para cuidar da família, para ser o filho que ele nunca teve, assumir os negócios, a proteção de Victorine, enfim para mostrar ao mundo que o nome dos Zelyeaeva iria continuar tão forte quando já o era.

Era russa sim, tivera a educação mais rígida, pois desde cedo aprendeu a lidar com o mundo e com as pessoas inseridas ao mesmo.

Valentina era uma criança difícil, ela sempre se desafiava, não gostava de saber que existiam limites para ela, ou que o mundo poderia controla-la, antes que ela o pudesse controlar.

Era metódica, sistemática, controladora.

Por tal escolheu a medicina, para controlar a única coisa que as pessoas pareciam colocar nas mãos de lago superior.

A morte!

Não existe melhor maneira de desafia-la do que a controlando, do que sabendo que você pode mudar o destino que aquelas três irmãs teceram.

Este fascínio a levou onde está hoje.

E por você ver isto nela, Aaron.

Você havia se tornado tão....único para ela.

As melhores escolas, os melhores cursos, desde pequena acompanhando o pai em viagens, reuniões, a paixão pelo hipismo, e os relacionamentos, passageiros e sem qualquer tipo de atenção a vida da garota.

Que era uma mulher.

Então pode ler e saber tudo Zachy, não existe nada que eu esconda, não tenho problemas, traumas, não carrego um coração negro.

Eu sou prática. Você é um cretino!

Entende nossa diferença?

A pesquisa vai te mostrar.

Ela então apanhou a pasta do caso de Barbara Thorne, e começou a analisar algumas coisas, em sua mente ela havia deixado passar algo. Porque os exames de Barbara apontavam que estava tudo bem com ela, era como se...

Ela simplesmente não quisesse ou não pudesse abrir os olhos, por motivos que a medicina não podia explicar.

E porque diabos podia existir algo no mundo que ela não pudesse entender, ou controlar.

Valentina largou as pastas a mesa e apoiando os cotovelos a mesa levou ambas as mãos ao rosto, encobrindo o mesmo.
Ela bnão estava se esforçando o suficiente.

Livros precisava achar mais livros, estudos de casos, talvez livros antigos que não sejam mais de domínio publico,experiências, viajar o mundo,.

O QUE DIABOS ELA TINHA QUE FAZER?

E Ethan, espero realmente que a Gossip não publique uma foto sua com o que você está fazendo agora, enquanto Valentina se MATA pra tentar entender porque sua prima não abre os malditos olhos.

Porque teremos uma briga feia,.

E você não quer brigar comigo, quer?

Nenhum de vocês quer brigar comigo, acreditem.

Aaron você volta até a cena, e a policia estava la mesmo, um dos policiais estava com um saco plástico, dentro havia uma aliança lindíssima em puro diamante, foi ele quem falou com você. Ele explicou que os motoristas já tinham feito o BO, e eram pessoas comuns, te passou os nomes, você até podia pesquisar depois, mas descobriria que eles eram pessoas no lugar errado e na hora errada, e incrivelmente não haviam se machucado.

De algum modo a batida só atingir Edge e Nate.

Você retorna ao hospital, e você tem passagem livre pela área da ADM, Valentina te deu aquela pulseira e você pode circular livremente, basta informa-la. Claro que tem alguns locais que nem ela, nem Edge, e nem ninguém a não ser a Dra Cavallan parece ter acesso.


Mas isto não importa no momento, Aaron.


Você segue E logo estava ao corredor, você bate a porta duas vezes, e como ela estava meio encostada consegue ver Valentina a mesa, ainda revirando papeis, a cabeça baixa, e o olhar fixo,estava concentrada.


E como ela te respondeu Aaron?


Ela ergueu o delicado rosto e os olhos azuis o encaram por aquela pequena fresta da porta.


Gelidos....


Mas você já conhecia a neve, você podia entrar...


E assim que você entrasse, a porta ao encostar-se já se trancava, ela trancava sempre por dentro.


Valentina apoiou as delicadas mãos a mesa, sobre os papeis do caso de Barbara, e logo ergueu-se da mesa, ela caminhou até a lateral da própria mesa e parou, deixando os braços caírem ao lado do corpo, o rosto ergueu-se um pouco e os olhos apenas o encaravam.


E Deus...


O que aquela mulher queria dizer com aquele olhar, Aaron?



Muitas coisas, mas nenhum delas acho que envolve você falando....
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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Convidado em Ter 23 Jun 2015, 16:27

Quando Aaron decidiu seguir até a sala de Valentina para conversar depois dos últimos eventos, ele tinha uma coisa em mente: Ele queria desistir do jogo. E pegar sua máscara de volta.

Era nítido e notório para todos que estivessem minimamente envolvidos na trama que os dois tinham uma atração única e eles realmente se gostavam muito além do joguinho que eles tinham começado no baile de máscara. Mas...Depois de ver tantos acidentes e mortes, muitas delas interligadas a ele, de certa forma, ele não podia deixá-la em risco.

Ou seja.

Ele queria se afastar dela porque não conseguia mais controlar os sentimentos que ele alimentava por ela.

E quanto mais gostava, mais sentia que aquilo seria prejudicial.

A última coisa que ele quer na vida é que um mal aconteça a você, Valentina. Ele não deseja que o sangue que gruda na sua roupa seja o seu. Não é agradável ver o sangue dos outros manchando o tecido branco, mas é desesperador imaginar que pode ser o seu.

Portanto, Aaron queria agir de modo racional de novo.

Vocês podiam ser os melhores aliados sim. Mas vocês não podiam se envolver.

Era quase como afastar o pessoal do profissional.

No entanto, assim que ele entrou em sua sala, ele percebeu que não conseguiria dizer nada.

Porque você não queria que ele falasse. Nem isso, nem nada.

E toda aquela determinação evaporou.

Ele deu dois passos na direção do interior da sala.

Valentina levantou-se.

A porta fez um click quando se fechou.

Vocês estavam novamente frente a frente. E os dois estavam idênticos: porque vocês eram fisicamente parecidos, com suas devidas diferenças de gêneros e olhares diferentes. Mas ambos eram loiros, tinham olhos incrivelmente azuis e afins. E também os dois estavam vestindo negro.

Como se estivessem de luto.

Vocês estavam enterrando o que construíram?

Não, né?

Vocês estavam apenas sendo as pessoas clássicas e perfeitas que sempre eram. O problema era que Aaron estava fraquejando porque ele não tinha uma válvula de escape como a de Valentina. Na verdade, ele tinha, mas não tem nenhum esporte radical para que ele pratique no momento.

A menos que lidar com Valentina furiosa seja um esporte radical...

De toda forma, não é momento para comentários engraçados ou cômicos. A cena não permite espaço para sorrisos. Mesmo que o sorriso dele fosse capaz de quebrar icebergs.

Ele não estava com vontade de sorrir.

E a vontade de falar também tinha evaporado.

Após ouvir a porta sendo fechada, Aaron continuou o seu caminho até Valentina. E cada passo que ele dava em sua direção, ele pensava na estupidez que era tentar afastá-la. Você não podia mais ser afastada dele. Porque era como se houvesse um magnetismo entre vocês dois que sempre o levaria até você e vice versa.

Não era uma paixão explosiva para que vocês brigassem.

Vocês não tinham condições de brigar porque suas armas se anulavam. Vocês só podiam se render

Para que lutar?

E por isso Aaron completou o caminho. Mesmo que Valentina usasse salto alto, a testa dela batia na altura dos lábios de Aaron. E por isso mesmo, ele abaixou um pouco o olhar. Deixou o blazer de lado, sobre a cadeira antes de envolve-la pela cintura.

Você não quer que ele fale.

Ele não quer que você fale.

Você não quer falar.

Ele também não quer falar.

Portanto, vocês vão se comunicar de outra forma.

E não vai ter mãozinha que os separe dessa vez. Você se lembra como a noite terminou mal quando você resistiu.

Aaron levou a mão até o pescoço dela, encaixando na nuca. O cabelo loiro perfeitamente alinhado cobrindo a mão dele. Com um leve toque, ele tombou a sua cabeça e levou os lábios até os seus.

Vamos falar de outra forma.

Porque mesmo que você fosse uma rainha e ele um príncipe...

Mesmo que você fosse gelo e ele calor...

Mesmo que você fosse inalcançável por estar no topo do mundo...

Saiba que...

A especialidade de Aaron é escalar.

E, no fim das contas, nada é alto o suficiente para ele. Uma hora ou outra, ele vai alcançá-la.

Mesmo que o medo exista, a vontade de chegar até você é maior.

Só não supera o desejo de beijá-la naquele momento.

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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Ter 23 Jun 2015, 22:30

Porque você queria pegar de volta, algo que havia ficado com você, Aaron?.

E sim eles tinham uma atração única, rara e devastadora, desde o primeiro instante, desde o primeiro olhar.

Eles se continham, a forma como foram criados os destinava a isto, a forma como Valentina era fechada e Aaron sempre sabia o caminho certo para chegar nela.

Os poucos toques que tiveram, foram intensos.

Os corpos pareciam se atrair mais a cada momento, como na festa em meio a dança, ou no restaurante após o que ela lhe confessou, os corpos pareciam querer se unir de qualquer modo, as bocas, os olhos...

E eles sempre se continham.

E tudo tinha um preço. Ninguem neste mundo poderia exercer tal controle diante de uma paixão.

Porque vamos colocar as cartas na mesa neste fim de jogo.

Vocês se apaixonaram, já faz tempo, e negar ou tentar conter isto, vai fazer com que esplodam cedo ou tarde.

Por isto Aaron toda sua racionalidade fazia sentido, o seu sentimento era nobre, sua vontade era digna, como você sempre demonstrou ser. O homem mais correto de Duxhill.

O homem que protegeria Valentina cima de suas vontades, seus desejos...seus sonhos...

Você poderia sim ser este homem.

Enquanto ela não estivesse perto de você.

E ela podia sim ser a Dama de Gelo, a garota controlado, a mulher perfeita que consegue todos os grandes feitios daquele lugar.
Enquanto você não estivesse perto dela.

E no momento que Aaron colocou os pés dentro daquela sala, Valentina largou os papeis a mesa, e caminhou até a lateral da mesa, parando ali, e deixando o rosto se erguer e os olhos buscarem os dele.

Ele se aproximava, a porta denunciava o click, e não era como se quisessem impedir as pessoas lá fora de entrar, mas sim os dois de saírem.

Não havia mais volta.

Nem tinha porque haver.

E vocês ficavam de frente um ao outro, se encarando.

E aquele momento...Era mágico....

Porque vocês se reconheciam, olhos, narizes, lábios, dentes, a forma como alguns fios louros beijavam o pescoço de Valentina, ou a forma como aquele furo ao queixo de Aaron era devastador, os corpos ficavam imóveis, de frente um ao outro.

E embora não se tocassem...

Suas almas já estavam unidas.

Eram sim muito parecidos, até mesmo vestiram o mesmo tom de roupa. E nada havia a ser enterrado ali, além da vontade de ser racional em um momento como aquele.

Onde não existia espaço para ser racional, existia somente a vontade de ceder aquele impulso quase primitivo do sentimento que gritava dentro do peito deles, a dias e dias.

Sim, frases, olhares, gestos, presentes, desejos...Tudo havia se misturado durante aqueles dias, e ficara aprisionado no mar de gelo.

E ninguém estava fraquejando ali, Aaron.

Pela primeira vez...vocês iam descobrir a verdadeira força. Por isto era tão assustador.

E sim ele poderia naquele momento partir a alma dela ao meio com aquele sorriso, faze-la perder as poucas forças que lhe restaram, ao apoiar uma das mãos a mesa, mas ele não sorria, e tão pouco ela.

Os olhos azuis estavam reluzentes, não havia vestígio de neve, e os lábios estavam entreabertos, ao passo que a língua passou pelos mesmos sem muita discrição.

Porque sua boca desejava sentir aquele gosto já...E agora não existiam mais gestos polidos, ou movimentos ensaiados.
Era só corpo e alma.

E quando mais perto você vinha Aaron, mais forte ficava aquela ligação, mais forte o corpo de vocês emanava calor, sem nem ao menos se tocarem. E Valentina já respirava um pouco mais forte.

Porque já esteve diante de algo que não pode controlar?...

Mesmo que você tenha tentados a dias?.

Aaron então finalmente chegava até ela, e quando teve o corpo dele tão próximo, os olhos ergueram-se ao alto, em busca dos dele, que estavam ali próximos novamente, sem mascara agora, podia ve-los em sua totalidade, estava claro, não havia obstáculos, não havia a magia de um baile, ou o esconderijo de um jogo.

Estavam nus....como nunca antes.

E logo Valentina sentiu os braço que envolviam a fina cintura, e ele pode notar quando a mão dela não estava sobre a mesa, tocou o braço dele que estava a cintura dele, os dedos pressionaram um pouco aquela região, e até podia-se pensar que ela iria afasta-lo.

Você poderia sim pensar....se já não a conhecesse tão bem.

E não Aaron, ela não queria falar, nem que você se explicasse, nem que novamente vocês se sentissem cansados juntando as peças daquele quebra cabeça interminável.

Ele podia sentir a respiração dela mais forte contra seus lábios que estava muito próximos agora, e então a mão ia ao pescoço dela, tomando um pouco dos fios que fugiram do coque, como se quisessem se libertar.
E não eram só os fios que queriam se libertar.

A mão de Aaron encaixava com facilidade ao delgado pescoço da mulher, E então vinha o toque, que a fazia tombar o rosto na direção do dele, e não havia como não abaixar os lábios aos lábios dele, e suspirar.

Já teve algo em sua vida que você quis mais que isto, Valie?

Ela não se lembraria, e também não importaria.

A mão manteve-se ao braço dele, e a outra solta a mesa, como se nem mais soubesse onde deveria ficar, a mesa ainda ficava ao lado dele, o corpo de Valentina quase chegava a recostar a mesma, mas estava mais voltado ao dele naquele momento.

E no momento que os lábios se tocaram, os olhos de Valentina fecharam lentamente, E os lábios roçaram aos dele, quase como se quisesse aproveitar o momento, o gosto, o toque, a simplicidade do momento, antes de devora-lo.

Porque a forma como a mão apertou o braço dele, contou a ele como ele era desejado.

E ela não era uma menina diante de um Principe, assim como você não era mais o Príncipe diante de uma Rainha.

Eram somente Valentina e Aaron, e era exatamente isto que você precisam ser naquele momento.

Por isto mesmos, os lábios de Valentina pressionaram mais os de Aaron, e logo ela deslizou a língua pelo lábio inferior dele, era quase uma provocação. E sim Aaron, ainda naquele momento.

Vocês se continham...

Até quando?
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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Convidado em Qua 24 Jun 2015, 02:05

Até agora.

Esse é o momento que os dois decidem que não há mais espaço para o controle. Porque nesse mundo insano, aqueles que são completamente racionais são os que mais sofrem. Param de viver sua vida, negar seus impulsos pura e simplesmente porque pensam no que é moral e correto. Colocam a obrigação na frente dos seus desejos.

Mas não naquela noite.

Não agora que eles eram tão honestos consigo mesmos.

Sim. Aaron estava completa e perdidamente apaixonado por você, Valentina. E não havia nada que ele desejasse mais do que finalmente senti-la contra seu corpo.

Quando ela tocou no braço dele, podia sentir a pele e os pelos claros que ele tinha no braço, uma vez que a manga da camiseta presta estava dobrada até a altura dos cotovelos.

O corpo dele ficou mais tenso quando os lábios tocaram os dela.

Se ele achava que já tinha experimentado todas as sensações que ativavam a adrenalina, ele se surpreenderia ao perceber que poderia existir, pelo menos, mais uma. Com Valentina.

O braço forte dele a puxou um pouco mais contra o seu corpo, desejando que um fosse a extensão do outro e o tecido fosse o único obstáculo que os separavam daquele toque perfeito.

O que Aaron sentia naquele momento era mais do que liberdade.

As pessoas geralmente escalam por conta do desafio e a recompensa sempre é a paisagem, a visão de como o mundo é bonito lá de cima.

Desde o primeiro instante, quando ele percebeu que existia uma Rainha da Neve naquela montanha de gelo, Aaron foi movido pelo fascínio. Ele estava completamente fascinado por ela e foi arrebatado de vez quando a viu no baile.  ertamente que eles já tinham reparado em seus atributos antes, durante o acidente, no hospital. Mas o baile foi o primeiro passo que ele deu.

E a escalada foi bastante árdua e cansativa. Naquele dia ele teve uma baixa e sentiu-se pendurado por uma corda. Praticamente desistiu daquele momento. Daquela perfeição que estava no topo. Da possibilidade de compartilhar a vista com ela lá de cima.


Felizmente quando ele olhou para cima e viu os olhos dela, todo aquele espirito derrotista fora convertido em combustível para que completasse a escalada.

E esse era o verdadeiro limite deles.

Houve tantas vezes que ele desejou beijá-la antes. Ele tinha até imaginado algo romântico, envolvendo vinho e lareira.

Mas a vida era feita de momentos, de fato. Momentos que deveriam ser aproveitados.

E assim ele o faria.

Porque não queria ser racional. E queria bagunça-la.

Valentina logo descobriu que os lábios de Aaron não transmitiam apenas palavras inteligentes. Ele sabia sim como beijar uma mulher. Fazer com que ela se sentisse desejada, sem ser transformada num objeto.

Você não era um objeto. Você era a vida mais preciosa que ele tinha em mãos e ele não queria transmitir nada além de prazer.

A mão que estava na cintura dela, desceu um pouco mais por aquela linha perfeita de sua coluna, repousando no limite da mesma. Ficou com a mão espalmada em seu saia lápis preta. A mão da nuca subiu até o prendedor que segurava o volume do cabelo e o soltou, deixando que os fios loiros caíssem de uma vez numa onda perfeita que formava uma cortina sobre suas mãos.

O beijo fez um som quando ele afastou os lábios de leve, mas mantendo as línguas roçando. Mordiscou o lábio inferior e logo sorveu o inferior. O nariz retilíneo roçava no nariz de princesa e pressionava sua bochecha.

O momento ainda não pedia para que você abrisse os olhos.

O beijo desceu para seu queixo, passando pela garganta. Ele puxou um pouco sua cabeça para trás, num toque firme em sua nuca, para que pudesse beijá-la em plenitude. Subiu o beijo de novo, roçando o nariz e tomou seus lábios.

Foram apenas segundos para que você recuperasse o fôlego.

Apenas para que ele o roubasse de novo.

E dessa vez, ele guiou seu corpo para a mesa. Pressionou de modo que você se encostasse. O comprimento da saia ainda era um problema, mas ele posicionou-se paralelamente, mas com  o tronco ainda colado.


Agora que temos um pouco de bagunça...


Por quando tempo você manterá o proprio controle?

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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qua 24 Jun 2015, 12:19

Vocês já tinham plena consciência que não havia mais controle algum no instante que a porta fez click e se fechou.

E de fato, embora as pessoas achem que são os sentimentais a sofrer. São os racionais, que tem que abafar todos seus instintos desejos e vontades, até não suportar mais.

Tem que ser os responsáveis, as pessoas que os outros olham e sabem que vão saber o que fazer, o que dizer.

Ser perfeito...Era cruel naquele mundo.

E ela podia dizer o mesmo de você Aaron. Como ela mesmo te disse...Você a deixa tonta. Com os sentidos bagunçados ao sentir seu cheiro, sua presença, sua voz.

Não existia refugio no mundo para aplacar aquilo, nem mesmo pílulas, remédios, vícios.

Você suplantava a tudo isto, Aaron!

Ele a envolveu daquele modo, sem dar uma única palavra, sem mesmo uma explicação para a atitude dele de outrora.

Tudo isto porque simplesmente ela não queria mais anda que não fosse que ele a tomasse e lhe mostrasse que já era hora de eles “conversarem” de outro modo.

Não queria ouvir mais nada que não fosse o som que os lábios fazem no atrito ao se colarem, ou dos corpos buscando se roçarem mais do que deviam.

Ela apoiava a mão no braço de Aaron, sentindo a pele quente dele, os pelos claros com a ponta dos dedos, mas apertava um pouco aquela região.

Pequenos gestos....

Pequenos toques, pequenos sinais que somente ele saberia identificar.

E no momento que ele tomou sua nuca e reclinou seu rosto, os lábios se encontraram...

E era indescritível.

Porque fora muito esperado, desejado, evitado.

Mas acontecia, em forma de magia, desejo, loucura.

Porque era um beijo tomado de paixão, e de uma luxuria que não parecia existir neles.

Mas existia, era aquela pequena sensação que as pessoas sentiam a olha-los, e deseja-los, não somente o corpo, mas alma também.

Era exatamente aquele vestígio de algo que você nunca vai ter, a sensação de poder.

E Valentina era fechada demais sim, porque ela estava sempre cercada de...garotos.

Garotos com hormônios a flor da pele, pessoas sem controle dos próprios pensamentos, sentimentos, ações. Que acham que detém algum tipo de controle naquele mundo e não a decência ou humildade pra notar.

Que nunca vai estar no controle.

Mas ser beijada por um homem como Aaron...Abria qualquer porta.

Ela sentia o braço dele a envolver mais, a puxando de forma que o corpo recostada ao dele, por ser mais delicada, ela ficava entre as pernas dele, ainda o beijando, deixando a língua tocar a dele, o nariz pressionar-se a bochecha dele, e ainda assim...era um beijo controlado.

E sim aquele momento no baile foi uma tolice, mas uma tolice necessária para que eles chegassem ao exato momento que estavam vivendo agora.

E por mais que vocês tivessem planejado, estarem em um local a sós, vinho...lareira...romantismo, o momento perfeito.
Não existia.

O momento perfeito era agora, quando seus corpos não aguentavam mais. No meio da sala da Dra Zelyaeva, no meio de toda aquela organização e perfeição, sabendo e não se importando que ela podia ser chamada a qualquer momento, e que estavam advindo do caos.

Porque há instantes atrás você havia desabado Aaron, e você Valentina, havia se refugiado.

Mas agora tudo havia se misturado, se confundido, e era a melhor sensação que tinha em semanas.

Meses...
Anos..
Vidas?

Ela sentia a forma como a mão descia por sua cintura, tomando a linha da sua coluna, encoberta pelo vestido, que desta vez não tinha fenda as costas, mas ela podia sentir cada dedo dele pressionando aquela região.

A mão da nuca subia e puxava o prendedor dos fios dourados, jogando-o ao chão, enquanto os fios caiam por cima da mão de Aaron, escorrendo pelas costas naquela cascata de ouro. O cheiro dos mesmos já tomava o ar, impregnava as narinas de Aaron e lhe roubava os sentidos durante o beijo que não parava, era floral, sugestivo...

E logo vinha aquele som, e os lábios que ainda ficavam abertos, esperando por mais, mas ele atrevia-se, naquele roçar de línguas, e ela logo sentiu ele mordiscar seu lábio inferior, E ela nem sequer pensava em abrir os olhos estava ofegante, buscando o folego que ele havia roubado, ele descia os lábios pelo seu queixo, deixando ele tomar o pálido queixo com seus lábios, envolvendo-o com a boca em uma beijo, logo a garganta, e ele puxava ainda mais a cabeça dela pra trás, reclinava um pouco o tronco ostentado pela mão dele, deixando que ele finalmente pudesse tomar seu pescoço, e então os lábios novamente voltavam aos dela, e desta vez a mão que estava sobre a mesa, foi ao pescoço dele e deslizou a nuca, os dedos envolveram os cabelos dele com força, com vontade, e ela os puxou de leve, durante o beijo que se prolongava.

Sensações...

Misturavam-se de uma forma que eles perdiam qualquer tipo de juízo.

Ele logo guiava o corpo dela a mesa, e ela deixava-se ficar com o quadril recostado a mesma, encostando-se ali, e não haveria mais problema nenhum, porque no momento que ele pressionou seu corpo ao tampo da mesa, ela sentava-se praticamente e as pernas entreabiam um pouco, quase como se um toque de desejo pudesse criar vida, a saia deslizou pelas suas pernas no movimento, expondo as mesmas, e a tira fina da cinta liga transparência ali.

Porque eu já te disse Aaron, não é uma garotinha.

A bagunça só estava começando, porque a mão que estava ao braço dele, subiu pela pele dele, deixando as unhas roçarem um pouco aquela região, e logo passavam pelo braço definido do rapaz, até chegarem ao ombro, e logo a mesma foi ao pescoço dele, mas não foi a nuca ao encontro da outra, desceu um pouco por aquela região, sentindo a pele que não estava encoberta pela gola da camisa.

E ela não parava de beija-lo, e tão pouco o corpo dele de se pressionar ao dela, e tudo que não fosse eles agora atrapalhava.

Então não existia mais racionalidade, as respirações ficavam ofegantes, e as pernas de Valentina , dobradas, pressionaram de leve as pernas de Aaron próxima ali.

E se Aaron ainda conseguisse ver alguma coisa, a mesa ainda tinha uma série de papeis, caneta, objetos médicos, embora organizada, era repleta.

Mas acho que vocês não estão vendo mais nada agora.
E espero que ninguém precise da Dra Zelyaeva agora, e muito menos a bipem, porque o aparelho estava no jaleco dela, e eu nem lembro mais onde ela o deixou.
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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Convidado em Qua 24 Jun 2015, 21:16

O beijo parecia não ter fim e era o real combustível de toda aquela insanidade a qual os dois se entregavam. Eles tinham apenas alguns segundos para puxar brevemente o ar enquanto trocavam o lado da cabeça, mudando, mas mantendo aquela diagonal perfeitamente que possibilidade que o beijo se mantivesse.

Os lábios estavam tão grudados que eles escondiam a dança privada das línguas. Bem como o cabelo dela formava uma cortina para os rostos deles. Mas estava obvio para quem visse que os dois estavam famintos. E por isso mesmo se devoravam.

Aaron desceu as mãos pelo corpo dela, levando ambas até as pernas de Valentina. Sentia que a saia tinha subido um pouco e ele aproveitou para puxá-la mais contra seu corpo. Ele estava na beira da lateral da mesa e a puxou, fazendo com que ela escorregasse um pouco mais até ele. Como ela o segurava, não iria cair.

A saia subiu um pouco mais e ele sentiu aquela cinta liga aparecendo.

Durante o beijo Valentina não veria, mas ele arqueou uma das sobrancelhas por conta da “surpresa”. Não que fosse esperar menos de uma mulher como Valentina. Ela não era uma garotinha, afinal.

Após encaixar as pernas dela ao redor de seu quadril, ele foi espalmando as mãos pelas coxas dela, subindo um pouco mais a saia, lenta e provavelmente até que as pernas dela ficassem completamente livres. E ele ainda não via tudo aquilo porque estava mais preocupado em sentir.

Quando a parte de baixo foi erguida, ele foi passando a mão pelo quadril, cintura, laterais dos seios – com os polegares sentindo o volume frontal dos seios dela. Mordeu o lábio inferior, finalmente abrindo um pouco mais os olhos, apenas o mínimo.

Os dois estavam vermelhos por conta do calor do momento.

Achou o zíper do vestido dela e foi abaixando lentamente.

Os lábios finalmente se separaram um pouco e ele pôde observar aquela bagunça que tinha feito com Valentina. Ela se transformava numa visão ainda mais excitante – mais do que já era!

O cabelo estava bagunçado por conta da forma que foi solto e ele tinha mexido. Os lábios e o rosto estavam vermelhos após o beijo e a barba por fazer que tinha roçado naquele rosto tão perfeito. A saia não escondia mais suas pernas e agora o vestido estava frouxo na parte de cima.

E Aaron ainda continuava vestido, mas você tinha a oportunidade de adequá-lo ao momento.

Sem tirar os olhos dos seus, ele começou a tirar a blusa, mas obvio que daria esse gostinho a você, se quisesse.

E não, ele nem se lembrava mais que estavam no consultório dela. Com câmeras e alguém podendo chamar a qualquer momento.

Só sabia que estavam diante da superfície mais perfeita de todas que seria capaz de auxiliá-los naquele momento feito de paixão e desejo que explodiam no “agora”.

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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qui 25 Jun 2015, 13:06

Beijava ele sem qualquer receio ou pudor. Não importava mais o lugar, o horário, não importava mais nada que não fosse a forma como o rosto tombava para o outro lado, quase não deixando os lábios se soltarem, para prolongar ainda mais aquele beijo. Os cabelos antes tão puxados ao coque, caiam pelos ombros dela, encobrindo parte do rosto dela, e também a forma como os lábios se pressionavam. Alguns fios dourados estavam ao rosto de Aaron, e a mão a nuca dele deslizando a agora a ponta dos dedos, arranhando bem de leve.




E sim...eles se devoravam...Eles se seguraram tanto, resistiram tanto aquela atração, tiveram tanto decoro, pudor e bons modos, que agora eles queriam se puxar, se arranhar, livrar-se das roupas que os impedia do contato direto, devorar um a boca do outro naquele beijo, sentir as sensações que sempre tomaram seus pensamentos mas nunca suas ações.

E o toque das mãos em suas pernas, foi permitido, e qualquer outro toque que ele quisesse. Porque não haviam mais amarrar, ou mascaras, ou jogos, tudo era vontade e libertação. Ela ainda o beijava, quando ele a puxou mais pra si, e uma mão dela segurava-se a nuca dele, e a outra próxima a região do pescoço, sentindo a pele dele ali, até ir ao ombro dele, apertando a região, e o puxando mais pra si.


E sim a saia subia, quase como se um toque Infernal pudesse move-la, a medida que o quadril deslizava a mesa, o tecido deslizava a pele quente da garota, e ele pode ver a delicada tira da cinta liga, não estava presa a meia calça, porque aquele dia ela não optou por usar, mas não deixava de ser menos provocante por isto.


Ela não notou o gesto dele, pois ainda estava perdida nos lábios dele, e no momento que ele espalmou as mãos as pernas dela, ela envolveu as mesmas a cintura dele, pressionando a região.


Deixou que ele tocasse seu corpo, o sentisse em sua totalidade, cada curva, cada pedaço da pele que fervia com os toques deles. Ele abria um pouco os olhos, quase ao mesmo tempo que ela abria os dela, deixando os lábios se afastarem um pouco, o encarando com o olhar cerrado ainda, e ofegante.


Ele achava o delicado zíper da peça e o abaixava, e a pele da russa era tão suave, tão macia, que o tecido caia pelos ombros, revelando o restante da lingerie, que era um corpete negro, que dava mais volume aos seios. E as sardas daquela região, sempre tão escondidas e discretas, finalmente apareciam.


Ela deixou que ele se afastasse para olha-la, a forma como os fios escorriam pelos ombros, e rosto, e alguns se perdiam em meio a longa cabeleira dourada. E o vestido ficava preso aos ombros, ainda não revelando tudo, e os lábios completamente vermelhos, levemente inchados pelo beijo, ficando mais carnudos do que aparentavam ser. Ela estava uma bagunça, e ao mesmo tempo ele nunca a vira tão perfeita.E ele podia ver a forma como ela agora abria por completo os olhos e o encarava, sem dizer uma única palavra.


Desde que aquele homem entrou naquela sala, eles não disseram uma única palavra,e  o único som foi a respiração, e o atrito dos corpos. Ela o encarou em silencio, deixando os olhos passarem por aquele rosto perfeito dele, o furo ao queixo que era tão sensual, e um sorriso surgiu ao canto dos lábios ao pensar nisto.


E não demorou a quando ele afastou um pouco o tronco, ela desceu a mão que estava a nuca dele, a outra ao pescoço, a gola da camisa, deixando as mãos descerem, enquanto a ponta dos dedos tocavam a pele, até que ia desabotoando a camisa, sem tirar os olhos dos dele.


Finalmente a peça estava aberta, denotando peitoral do rapaz, os olhos dela desceram pelo mesmo, e no instante que ela subiu as mãos pela pele dele, até tocar os ombros da camisa para tira-la.


O telefone tocou.


Valentina piscou....


E ele pode ver quando as mãos envolveram o tecido da camisa e apertaram aquilo.


Não.


Ela mordeu com força o lábio inferior, e piscou de novo.


Era como se despertasse.


Era seu plantão e Meu Deus....


Ela soltou as mãos da camisa dele, e abriu mais os olhos o encarando, o telefone não parava de tocar, e ela logo estendeu a mão, e levou o mesmo ao rosto, mas ainda não conseguiu falar, com os olhos voltados aos de Aaron.


Ela engoliu em seco, e finalmente falou.



- Zelyaeva....


Esqueceu do Dra.


Até ela se lembrar de quem ela é agora....


Ela levou uma mão próxima aos lábios, com a ponta dos dedos deslizando ali, e MEU DEUS, ela estava quase sem o vestido, com a lingerie exposta, os cabelos bagunçados, o rosto vermelhos.


Onde está a Dra Zelyaeva.


A menina informava que Edge queria vê-la e era urgente.



- Eu estou indo.


Desligava o telefone e ficava com a mão em cima dele, o rosto meio baixo, e ela não iria corar.


Não mesmo.


Porque ela desejou cada segundo daquilo, e foi extremamente bom, foi mágico, a ponto de ela não deixar qualquer hipocrisia tomar aquele momento e fazer ela sentir vergonha ou pudor.


Ela não era uma garotinha....


E logo o rosto ergueu-se lentamente e ela novamente fitou Aaron. Os lábios ainda entreabertos.


E ele era um homem de verdade.


Então....



- Você sempre me deixa tonta....
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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Convidado em Qui 25 Jun 2015, 17:06

Os dois nem estavam pensando mais.

Plantão?

Hospital?

Consultório?

Nada disso existia!

Aaron permitia que Valentina abrisse os botões de sua camisa e a visão era realmente interessante. Mesmo que ele fosse todo polido e não ficasse expondo seu corpo, ele escondia um verdadeiro tesouro ali.

O corpo dele era perfeito, completamente definido.

E não de uma forma exagerada! Ele era forte e dava para se perder naquele tanque de seu abdômen.

A camisa ficou aberta, revelando uma linha de seu corpo. Enquanto ela envolvia seu ombro, os braços dele continuavam envolvendo o quadril dela.

E eis que...

O maldito telefone tocou.

Ele quase pediu para que ela não atendesse.

Mas era o plantão dela. E eles estavam no hospital.

Aaron fechou os olhos na medida em que Valentina foi arregalando os dela. E um longo suspiro escapou de seus lábios. Os braços ficaram mais tensos e ele dobrou o tronco para baixo. Encostou a testa nos seios de Valentina e roçou a pele na região.

Ouviu que ela precisava partir.

Eles sempre eram interrompidos em momentos importantes!!

Continuou naquela posição até que ela o chamou novamente.

Ergueu o olhar, focando-se no rosto dela.

Ele deu um sorriso com o comentário dela.

- Você precisa mesmo ir...?

Claro que precisa, né?

Aaron deu um último beijo nos lábios dela e com muito custo, afastou-se. Recuou e começou a abotoar a camiseta.


- Eu espero que...No fim da noite, eu não diga "nossa noite deveria ter terminado no seu consultório".

E deu uma risada, apenas de tudo.

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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Qui 25 Jun 2015, 21:43

Valentina finalmente tinha a visão do corpo do rapaz diante de seus olhos, e as mãos espalmadas subiam pelo mesmo, deixando a ponta dos dedos deslizar a pele causando uma sensação de arrepio, enquanto as mãos deslizavam uma para cada ombro dele, agarrando a camisa.

E era quando o telefone tocava, e Valentina suspirava fundo, piscando os olhos, despertando, despertando daquela insanidade toda.

Valentina abriu mais os olhos, e notou as loucuras que ela fazia quando tomada por aquilo que sentia por aquele rapaz. E o som do telefone só a fazia ficar ainda mais atordoada, até que finalmente ela estendeu a mão e atendeu o telefone, sentiu então a testa dela recostarem a seus seios, e a mão livre tocou a nuca dele, ficando ali, e acariciando os fios levemente, enquanto ela trocava uma ou duas frases com a telefonista.

Infelizmente ela não podia mandar ela pro Inferno, era o plantão dela.

E então ela dizia que ele a deixava tonta, chamando sua atenção, o olhar abaixou ao rosto dele, assim que ele a fitou, e vinha aquela pergunta, ela consentiu em positivo, levando a mão que antes estava ao telefone, até os próprios cabelos, puxando uma mecha dos fios dourados para trás da orelha, sem tirar os olhos de Aaron.

Eles se beijavam aos lábios mais uma vez, e não demoravam muito naquele beijo, ou teriam que telefonar novamente.
E assim que ele recuou, Valentina levou as duas mãos ao próprio rosto, sentindo como a pele ali estava quente.

Deus o que era aquilo.

Ela logo estendeu as mãos ao quadril, e abaixou o tecido da saia, voltando a encobrir as pernas, ao passos que erguia-se da mesa, e logo puxava o vestido aos ombros, levando as mãos aos cabelos, puxou-o em um coque novamente, e ficou de costas a ele, para que ele a ajudasse com o zíper, enquanto ela já prendia o coque.

Ela virou-se então pra ele, o rosto ainda avermelhado, mas ao mesmo o vestido estava no lugar, nem sinal de que aquela mulher usava cinta liga, não?.

Ela suspirou fundo, enquanto passava a ponta dos dedos nos lábios, limpando um pouco do batom que havia ali, e logo ergueu os olhos a ele, ouvindo o que ele dizia.

Ela suspirou fundo e logo aproximou-se dele, e estendeu as mãos a gola da camisa dele, terminando de abotoar o ultimo botão, e ajeitando a mesma, os olhos foram aos dele e ela sussurrou.

- Infelizmente a Dra Zelyaeva não tem muita escolha desta vez, a primeira ela foi tola, agora responsável....

Não muito né...Olha pra cena que você estava alguns segundos atrás.

Após ajeitar a camisa dela, Valentina suspirou fundo, e logo apanhou alguns papeis a mesa, o rosto abaixou-se um pouco e ela tentou se focar novamente.

- Eu vou ver o Edge, ele deve ter algo importante pra falar, ainda não falei nem com o Ethan, e também não sei se ele falou com o Jeffrey...Mas eu montei algo, e creio que pode nos ajudar, acho que devemos entregar as pessoas do grupo.

Ela apanhou então um documento que começava a montar e mostrou a Aaron, um anuário que ela estava montando da turma de 2005, comparando a turma atual. E olhando assim eles podiam notar quanto peças ainda faltavam naquele quebra-cabeça.

- Eu não acho que os 20 alunos estejam envolvidos. No caso 40, 20 de cada fraternidade, mas os principais teremos que descobrir...

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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Convidado em Qui 25 Jun 2015, 22:46

Aaron tinha abotoado apenas alguns botões quando Valentina ficou de costas para ele, num pedido silencioso para que ele puxasse o zíper do vestido. Ele deu um pequeno suspiro, mas o fez.

E a provocou. Dando um beijo em seu pescoço e outro seguido em sua nuca.

Afastou-se de leve antes que ela reclamasse ou olhasse daquela forma “não posso!”. O que estava feito, estava feito, oras! E já que não podiam curtir completamente, que pelo menos aproveitassem mais um pouquinho.


Pequenos momentos de prazer...

Aaron deixou que ela terminasse de abotoar sua blusa, logo depois do seu comentário à respeito do fim da noite. E quando ouviu sobre responsável, nem ele aguentou. Deu um de seus belos sorrisos e riu do comentário dela.

- Responsáveis, hm? Muito responsáveis...

Continuou rindo, mas parou porque o assunto ficou sério.

- Oh Jeffrey. Bem lembrado...

Ele quase se sentiu culpado por não ter dito antes.

- Eu comentei mais cedo com você que Louise, Jeffrey e Troy se envolveram num acidente. Eles foram até Boston juntos para falar com Evans Malfoy e a visita não foi tão boa quanto se esperava. Parece que ele está envolvido em mais do que aparenta e que está mentindo. Mas Louise gravou a conversa inteira e Troy tirou algumas fotos.

Agora ele conseguia pensar direito, mesmo que seu corpo ainda quisesse manter contato com Valentina.


- O fato é que enquanto conversávamos, Jeffrey percebeu que os freios não estavam funcionando. Valentina...Eu ouvi os três quase morrerem. – Passou a mão pelo rosto. – Foi uma das piores sensações que já tive na minha vida! Mas eles conseguiram pular da ponte graças às habilidades de Jeffrey e...estavam vindo par ao hospital. Talvez eles estejam aqui...

Explicou resumidamente tudo o que tinha acontecido e se aproximou para analisar o que ela tinha.

Ficou impressionado com o anuário que ela tinha montado. Mas em 2005, ele logo deu falta de duas pessoas.

- Eu precisava que o Ethan conseguisse uma foto da Elizabeth para colocar aqui... – Indicou um quadrado aleatório. – E da amiga ruiva, a dona do diário.

Passou a mão pelo queixo.


- Eu não sei quem a Elizabeth é, mas...Eu desconfio que temos a nossa ruiva já.

E não era Louise.

- Barbara.


Olhou fixamente para Valentina.

- Ela estava obcecada pelo diário e fez de tudo para protege-lo, até mesmo arriscar a própria vida. O diário era da ruiva. Logo...Acho que nossa ruiva entrou em coma...


Mas isso vocês podiam terminar depois, já que seria uma construção que levaria dias. E agora Edge estava esperando.

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Re: Do I Wanna Know?

Mensagem  Valentina Zelyaeva em Sex 26 Jun 2015, 14:18

Ela já ia puxando os fios dourados para prende-lo no coque, quando sentia a aproximação de Aarron, que tocava o zíper e ia subindo ele, ele notou quando ela encolheu os ombros com o arrepio que o beijo a nuca lhe deu, e logo o vestido estava novamente no lugar.

Ela virou-se então pra ele, tocando a camisa dele, e abotoando novamente, ajeitando a gola, enquanto o olhava nos olhos e dizia aquilo, e ele dava aquele sorriso, que ela não mais fazia questão de resistir, e dizia em tom de brincadeira o quanto eles eram responsáveis.

Valentina levou o indicador aos próprios lábios e fez um leve bico com os mesmos ao dedo, em sinal que aquilo era segredo.

Ela sorriu de leve a ele, mas logo ela se afastou um pouco para ir até a mesa dela, voltando a realidade, e ao Caos que eles tinham que desvendar, ela começava a falar de tudo que eles tinham que discutir agora. Ela começou a mexer nos papeis a mesa dela, mas parou assim que ele falou de outro acidente.

O rosto ergueu-se pra ele, e os olhos azuis já começando a tomar-se de flocos de neve voltaram-se a ele, ela ouvia o relato em silencio, e agora ela podia imaginar porque Aaron tinha reagido daquele modo na Sala de Espera. Ele não presenciou mas escuto todo o possível acidente, e deve ter sido torturante, angustiante.

Mas ao final de tudo, eles tinham conseguido escapar e tinha uma conversa gravada e até mesmo fotos.

Os olhos ainda ficavam sobre ele, e de fato os corpos ainda estavam quentes e qualquer aproximação poderia atrasar ainda mais a visita a Edge.

Mas eles mantiveram o foco.

E ele dizia que tinha sido uma das piores sensações que ele tinha tido na vida dele, ela abaixou o rosto e encarou novamente os papeis a mês,a tendo certeza do porque ele estava daquele jeito na Sala de Espera, e ela sentiu-se um tanto egoísta por ter ficado apenas com raiva dele.

Mas mesmo com raiva, quando ele entrou aquela sala agora pouco.

Tudo se transformou em desejo.

Um desejo incontrolável, que agora ela tinha que lutar para controlar, enquanto eles acabavam se tornando o  pivô de algo muito maior que todos ali.

Ele dizia que talvez Jeff e Louise estivessem ali.

E logo ela apanhou o anuário e entregou a Aaron. Ela ficou parada ao lado dele, enquanto ele passava a mão ao queixo e analisava o anuário, e por um momento os olhos azuis seguiram a mão dele, e pararam aos lábios dele, quase hipnotizados.

Mas assim que ele falou, ela piscou os olhos e voltou a encarar o anuário.

- Eu vou entregar uma copia ao Ethan, outra ao Edge, eu acho que cada um tem que dar sua parte do que sabe, e em breve conseguiremos preencher todas as lacunas.

E então

Ele falava da ruiva e de Barbara, e Valentina abria mais os olhos, encarava Aaron e depois o anuário, e encaixava de modo perfeito.

Ela apontava o local onde ficaria a foto de Barbara.



- Eu preciso falar isto pro Ethan...

Tarde demais, ahuahuuha

Ela tocou o braço de Aaron, o fitando nos olhos.


- Eu vou falar com Edge agora...Tente falar com Louise e Jeff ver o que consegue descobrir, é plantão do Ethan, e eu preciso ainda ir na ZBZ ver o que tem na caixa e explicar as coisas pra minha irmã.

Quantos afazeres.


- Eu te procuro assim que sair da sala do Edge, ok?...

Ela dizia isto e logo apanhava uma copia do anuário, e saia as pressas da sala, exatamente porque eles estavam cada vez mais perto de encaixar aquelas peças, e a informação era o grande trunfo deles, então todos tinham que saber de tudo que podiam saber.

Continua no quarto do Edge
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Re: Do I Wanna Know?

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