Quando a esperança vai embora....

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Quando a esperança vai embora....

Mensagem  S. Olivia Thompson em Seg 06 Jul 2015, 11:52

Não Olivia não seguiu para o Hospital, era mais do que justificada a licença que havia pedido. Não teria cabeça para lidar com os pacientes, e muito menos para sorrir e ser solicita depois da noite passada.
 
Obvio que ela não demonstraria isto. Ela não funcionava assim, ela simplesmente iria se vestir de modo automático e seguir sua rotina. Passaria no Starbucks pegaria o seu Kenya e apenas iria dizer que tudo estava bem.
 
O porche parou a vaga em frente a mansão, e Olivia suspirou fundo, os olhos azuis desceram as próprias mãos aos volantes, e as unhas por infelicidade estavam pintadas de vermelho escuro, rubro. Era quase capaz de ver o sangue escorrendo ali, por isto ela afastou as mãos do volante, e as fechou, colocando sobre o colo.
 
O olhar foi de canto a bolsa dela sobre o banco do passageiro, e ela logo estendeu a mão e pegou o celular a bolsa, colocou no redial e já ligava novamente para Henry. Levou o telefone ao ouvido, e mordeu com força o lábio inferior, impaciente.
 
Preocupada.
 
Porque Henry não atendia? Diferente dele que não queria falar com ninguém, ela precisava falar com ele. Olivia suspirou fundo, vendo que o celular já caia na caixa postal, ela pensou em deixar um recado, mas logo sacudiu a cabeça em negativo.
 
Tentou ligar mais umas 3 vezes, e então apertou o celular a mão e bateu a mesma ao volante.
 
- Porque você não atende, Henry?!!! Eu estou tentando ficar calma, estou tentando ficar calma!
 

Suspirava fundo e jogava o celular ao banco, os cotovelos apoiaram no volante, e as mãos cobriram o rosto, e ela tentava de todos os modos ficar calma, não fraquejar, não deixar aquela angustia dominar ela, porque ela nunca foi assim, não ia começar a ser. Mas o fato de Henry não atender o celular depois do que eles passaram a noite passada era agonizante. Fazia tudo vir a tona, e mesmo que naquele momento ele não a deixou sozinha, agora ela começava a se sentir assim.
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Re: Quando a esperança vai embora....

Mensagem  S. Olivia Thompson em Qua 08 Jul 2015, 09:52

Assim que Henry chegava frente aos portões da belíssima Mansão, logo ele apertava o botão do interfone e se identificava, o segurança já parecia conhecê-lo. Aliás quem conhecia Olivia e não conhecia Henry? Ou vice e versa.

Ele autorizou sua entrada e abriu os portões pra você, você logo deixava o carro ao estacionamento, e seguiria rumo a entrada, e é sério Henry. É como a casa da Barbie gigante, o pai de Liv simplesmente havia comprado aquela imensidão pra pedir desculpas pra ela, por outra que ele havia aprontado.

E era tanto dinheiro ali em cada detalhe, que você imaginava que acabaria com a fome na Etiopia.

Não demorou a estar frente e belíssima porta dupla de madeira maciça ornada em desenhos, Você batia a mesma, e logo a gorda e simpática empregada que você conhecia muito bem.

Genovena.

Tá e nome de vaca mesmo, fala com a mãe dela.

Ela atendia sorrindo, e te abraçava.

- Henry...

Porque desde que trabalhava na California, ela adorava aquele rapaz de coração tão bom.

- A Olivia esta la em cima no quarto dela, mas ela já tinha dito que se você aparecesse era pra deixar você entrar....
Ela dava espaço pra ele entrar e logo tocava o braço dele com carinho.

- Muito bom ver você, Henry....

Deixava o rapaz passar pelo grande Hal de piso de mármore maciço, e logo subia as escadas, que dava ao andar de cima, o quarto de Olivia era sempre o ultimo, ela tinha esta mania, superstição, sei la, de sempre ficar no ultimo quarto. Então ele teria que atravessar o extenso corredor, e logo estaria ao quarto.

A porta estava aberta, a bolsa dela sobre a cama, assim como os livros de Enfermagem, e a cortina da sacada sacudia com o vento, denotando que ela estava la.

Assim que ele chegou ali, pode ver ela com os braços apoiados ao beiral da varanda, de costas pra ele, parecia olhar alguma coisa, enquanto o cigarro pendia a dois dedos, e ele sabia que ela só fumava quando precisava de algum refugio, na maioria das vezes quando o pai aprontava e ela fingia que não estava nem aí.

Como fingiu a pouco que tudo estava bem.

Ela acabava de digitar a mensagem a Trevor, e deixava o celular a outra mão, suspirando fundo. Ainda usava aquele shorts minúsculo, e a blusa que cobria quase toda a barriga, os cabelos caiam quase a cintura, com leves cachos as pontas, reluzindo agora pelo sol que batia neles, e os pés estavam descalços.

Havia uma garrafa de cerveja vazia aos pés dela também.


Olivia...sendo Olivia....
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Re: Quando a esperança vai embora....

Mensagem  Convidado em Qua 08 Jul 2015, 21:15

A viagem tinha sido bastante tranquila. Henry focou-se na estrada enquanto o belo Maverick preto deslizava pelo asfalto. Ele não ia numa velocidade alta, preferindo aproveitar tudo o que aquele cenário poderia proporcionar. Era uma visão muito melhor do que a que ele tivera no Ginásio.


E Deus sabia como ele precisava de visões bonitas. Ainda mais depois do que a memória dele começava a revirar.

Um homem quebrado desde cedo.

Que tinha se apaixonado por uma mulher igualmente quebrada.

Os dois disfarçavam bem sendo idiotas e mongóis quando vistos em publico. Mas quando estavam privado, só eles sabiam o que existiam além do nítido desejo.

Havia a necessidade de finalmente sentir que alguém olha para você. Que alguém se importa.

E Henry precisava olhar para Olivia enquanto esteve na Omega. E isso foi um problema. Porque ela não podia entrar ali, mas ele também não conseguia sair.

Até agora.

Ele sempre se sentia pequeno quando estava diante de uma das inúmeras residências dos Thompson. E olha que ele era um homem grande! Mas ele sempre se diminuía, mesmo sabendo que aquilo era apenas uma fachada. Como tudo o que Olivia fazia.

Apenas da expressão séria, ele sorriu para Genovena. Ele gostava dela. Tinha um abraço gostoso e carinhoso.

- Oi, Nana...

Era a forma carinhosa que Henry a tratava. Os dois se abraçaram e ele sorriu quando ela respondeu o que realmente importava.


- Obrigado, Nana. Eu também adorei vê-la! Você ainda faz aqueles biscoitinhos caseiros?

Deu uma risada anasalada e beijou a testa dela antes de se afastar. Tinha sido um pedido, mesmo que indireto.

Henry seguia com passos determinados até o ultimo quarto.


A porta estava aberta e Henry entrou sem bater na madeira. Ele não precisava avisar da presença dele, visto que Olivia provavelmente já sabia que ele estava ali. Mas ele fechou a porta. De maneira delicada.

Não conseguiu se aproximar de imediato, preferindo observar aquela visão. Claro que tinha que ter uma garrafa largada no chão! Ela era extremamente bagunceira, mesmo nos momentos mais delicados e, por que não dizer, românticos do casal.

Henry começou a caminhar lentamente até ela, parando logo atrás.

Não era apenas a beleza física que o atraia. Claro que ele considerava Olivia extremamente atraente e gostosa. Mas...Era muito mais, muito além disso.

Henry levou as duas mãos até a cintura dela, deslizando até que se encontrassem na barriga lisinha dela. Começou a puxar Olivia para trás, fazendo com que ela erguesse o tronco e aproximou os lábios de seu ouvido direito.


- Me desculpa...

Sussurrou baixinho.

E ela sabia porque ele estava pedindo desculpas, mesmo que não fosse culpa dele – e ela soubesse disso também.

Henry tombou a cabeça, deixando a testa dela, mas mantendo o abraço firme.

O estilo de Henry permanecia o mesmo – “lenhador urbano”, o cabelo preso num coque, mas meio raspado na lateral, a barba bem feita. Uma camiseta xadrez vermelha por cima de uma blusa branca, calça jeans e coturnos.


Apertou ainda mais os braços fortes ao redor dela e suspirou.

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Re: Quando a esperança vai embora....

Mensagem  S. Olivia Thompson em Qui 09 Jul 2015, 12:38

É engraçado...

Como a forma como as pessoas se “quebram” para o mundo, não conhece classe social, sexo ou qualquer tipo de distinção.

Mesmo que Olivia tivesse nascido em berço de ouro, e sendo filha única de um senador viúvo ela tivesse do bom e do melhor, ainda assim ela era tão quebrada como Henry.

E foi exatamente isto que eles viram aquele dia na Festa que se conheceram, chame de destino, chama de cupido, chame do diabos que quiser. Mas aquele dia ela foi capaz de ve-lo e ele foi capaz de ve-la, e isto era algo que eles não podiam simplesmente ignorar.

Por mais que brigassem, que arrumassem problemas e se provocassem., Isto sempre seria muito maior que qualquer outra coisa.

E o Olivia poderia fingir para todos, todos acreditariam nela, ninguém veria nada além da superficialidade, mas nunca pra Henry.


Nunca pra ele.


E Nana sorria ao ver o seu rapazinho, ah sim ele podia ser enorme, pra ela seria sempre seu garotinho. Porque Henry inspirava sempre aquele amor nas pessoas, por ter um coração tão bom diante de tudo que passou.


- Henry...


Ela abraçava ele com força, e sorria de um modo muito puro. Era com saber que ele tinha vindo falar com a menina Sarah. Ela estava precisando.


Ela logo se afastava um pouco, ainda com as mãos aos pulsos dele, e sorria de modo maternal e ele, consentindo
em positivo.


- Vou fazer os seus preferidos...


Sentia o beijo a testa e sorria junto com ele, logo o soltava e deixava que ele subisse as escadas, enquanto ela ia preparar os biscoitinhos dele.


E logo Henry subia as escadas, e seguia o corredor. Engraçado...Mas naquele corredor haviam quadros caríssimos de pintores famosos, mas não...fotos de família. Fotos de infância, nada disto.


Nunca tinha não é Henry? E isto era algo que não faltava em sua casa.


Liv estava a varanda tomando um ar após a ultima mensagem pra Trevor largou o celular também, nem sequer precisou Henry fechar a porta pra ela saber que ele estava ali.


Ela o sentiria onde quer que fosse.


E sim Olivia era muito bagunceira, ela tomava cerveja, largava a garrafa em qq lugar, as roupas, largava até a cabeça se não fosse grudada ao pescoço.


Ela deixava a brisa acariciar seu rosto e brincar com seus cabelos enquanto um sorriso suave tomou conta dos lábios. Quase podia se sentir na California por um segundo.


E sim Olivia era uma das garotas mais bonitas que Henry já tinha visto em sua vida, se não a mais bonita, desde o corpo escultural, o rosto de anjo, os cabelos brilhosos, e aquela pele tomada pelo sol.


Era sempre um convite ao pecado.


Mas pra ele...era algo mais.


Ele conseguia ver a garotinha que sorria nos lábios carnudos, e a menina que ainda existia com sonhos guardados cada vez que ela piscava aquele olhos azuis.


Ele era o único.


E sempre seria.


Ela sentia o toque a cintura, e logo ele tocava sua barriga, um pouco exposta pela blusa mal cobrir o tronco, e logo ele a puxava, ela erguia o tronco que estava inclinado, até as costas irem ao peitoral dele. Sentiu os lábios a seu ouvido, e fechou lentamente os olhos, enquanto o cigarro deslizava dos dedos dela, e caia na piscina la embaixo.


Ele pedia desculpas, e pelo que?


A culpa nunca seria dele.


Ele tombava a cabeça e Liv suspirava enquanto, lentamente o corpo girou aos braços dele, como sempre escorregadia, de modo a ela virar-se de frente a ele, tendo o corpo pressionado ao beiral, as mãos repousaram aos ombros dele, e logo o rosto se ergueu para achar os olhos dele.


Os lábios abriram-se lentamente e a língua foi ao ceu da boca, ela fazia isto, quando ensaiava para dizer algo sério pra ele.


E finalmente.


- Eu não sabia que podia ser algo sério, Henry...Me desculpa....eu devia ter levado a sério o que você disse, o cartaz, tudo aquilo...Eu simplesmente preferi agir como uma idiota, e não vi o quanto você estava precisando de mim...Acabei fazendo você presenciar aquilo...



As mãos apertaram de leve os ombros dele, e ela mordeu com força o lábio inferior. Porque Deus sabe como era difícil pra ela falar sério.


- Eu que fiz besteira, eu que devo desculpas...Eu agi como uma tonta....porque eu so queria que a noite fosse divertida...



As mãos foram ao rosto dele, uma de cada lado, e ela já imaginava o quanto aquilo tinha sido traumático pra ele.



- Mas agora eu to do seu lado....e eu estava com você lá....e to aqui agora...sempre....você sabe....eu sou uma idiota, mas eu realmente amo você, Ryk..
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Re: Quando a esperança vai embora....

Mensagem  Convidado em Sex 10 Jul 2015, 01:43

Henry soltou um pouco mais o abraço de modo que não a apertasse tanto e que ela pudesse virar o corpo para encará-lo. Os braços dele voltaram a fechá-la e ele repousou as pesadas mãos no cós do short dela.


A cabeça estava meio abaixada e o olhar para baixo.

Começou a erguer os belos olhos azuis até encontrar com os olhos dela.

Sarah tinha uma aparência completamente diferente quando estava falando sério, mas ainda era a garota dele. Seria de qualquer forma.

Henry sabia que ela estava certa por pedir desculpas.

Ela realmente tinha se comportado como uma idiota.

E ele fora um idiota durante o dia, sem dar noticias e deixando-a preocupada.

Ela era idiota porque era a forma de se proteger e bloquear do mundo.

Ele fora um idiota porque ficou preso num pesadelo baseado em história real. A história de sua própria vida.

Mas quando sentiu as mãos dela repousando sobre suas bochechas e a declaração de Sarah, nada mais importava.

Henry voltou a sorrir.

E a ter esperanças.

Sarah o preenchia de um modo único. Por mais que amasse sua familia, ele tinha seus motivos para ser completamente louco por ela. Era intenso e completo de todas as formas possíveis.

A testa logo encontrou-se com a dela lentamente.


- Me desculpa por ter sido um idiota desde que voltei da Suécia...

Roçou a ponta do nariz no dela.

- Eu não te traí com ninguém, ok? Mesmo que você tivesse dito que tínhamos terminado, tudo o que eu conseguia pensar era como eu queria que você estivesse lá comigo. Para testar até onde vai esse seu fogo que a impede de colocar roupas condizentes com o tempo frio...

Ele deu uma risada e a puxou um pouco mais para perto dele.

- Eu te amo, Sarah Olivia. Eu realmente te amo.

Meneou positivamente. Focou os olhos nos dela e sorriu de novo. Aproximou os lábios dos dela e começou a beijá-la lentamente.

Pelo menos no inicio.

Logo ele caminhou com o corpo dela até a varanda de novo, apoiando-a de levinho ali, mas segurando-a como se fosse o bem mais precioso de sua vida. O beijo foi ficando mais intenso, com gosto de Ryk e Sally.


Ele a agarrou com força e subiu uma das mãos, fazendo com que ela se perdessem pelos fios loiros. Puxou quando chegou até a raiz e afastou um pouco os lábios para encará-la. Mordeu o lábio inferior dela e logo começaram a se beijar de novo.

Quanto a Trevor, Henry nem sabia que os dois estavam se comunicando.

E talvez Sarah também esquecesse de avisar ao cunhado que estava tudo bem.


Pelo menos por hora...

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Re: Quando a esperança vai embora....

Mensagem  S. Olivia Thompson em Sex 10 Jul 2015, 12:02

Liv virou-se para ele, e logo estavam de frente um pro outro, as mãos dela ficavam aos ombros dele, e as dele ao cos do minúsculo shorts.


E sim naquele raro momento ela falava serio, com os olhos azuis voltados a ele, e a expressão que ninguém mais naquele mundo além dele conhecia. E sim ela havia sido uma idiota aquela noite, como sempre querendo provoca-lo e arrasta-lo para as loucuras dela.


E depois foi a vez de Henry não atende-la e deixa-la daquele modo. Mas eram feridas que se curavam graças a momentos como aqueles. Eles sempre foram dois idiotas, isto não era segredo pra ninguém.


Ela logo tocou o rosto dele com ambas as mãos, uma de cada lado, e então finalmente disse a ele o que sentia. E ela sempre se sentia uma estupida por não dizer todo dia, mas tinham dias...que eles brigavam....o que acontecia quase sempre.


Ela viu aquele sorriso dele se formar, e sorriu de volta. Sentiu a testa recostar a sua e fechou lentamente os olhos, ouvindo ele falar da Suécia e confessar que não a tinha traído com ninguém, pelo contrário, só ficou pensado em como seria bom ela estar lá com ele. E brincava daquele modo a fazendo rir.


Ela abria lentamente os olhos, deixando novamente eles encontrarem os dele, e murmurou.


- Eu também não fiquei com ninguém, Henry...E só comecei a usar roupas mais curtas depois que você chegou, não consigo ser comportada com você...



Ambos riam em meio aquela confissões. E ele a puxava mais e dizia que a amava, ela suspirava fundo, e sem demoras mais, deixava os braços envolverem o pescoço dele, e logo o corpo todo se estendia para recostar ao dele, já que ele era bem mais alto e bem mais forte. Os lábios se encontravam e matavam aquela saudade que parecia louca.


Ela deixava-se andar pra trás, mas logo os pés descalços subiam sobre os pés de Henry, e ela deixava ele levar ambos a varanda, apoiando o corpo dela ali, ela tombava um pouco o rosto, para deixar a língua encontrar a dele, e intensificar o beijo, a medida que as mãos iam a nuca dele, e ela puxava de leve os fios louros dele, e como adorava quando ele deixava o cabelo daquele jeito.


Era o Viking dela


Ela sentia ele subir a mão pelo seu corpo, e logo agarrar os fios louros, que caiam pelas mãos dele, e assim que ele afastava o rosto, ela estava com aquele sorriso maliciosos aos lábios, sentiu ele morder seu lábio inferior, e logo sussurrou.


- Estava com saudade disto....



Do que Liv?


Disto...


Logo os lábios voltavam a tomar os dele. E as mãos desciam da nuca dele, aos ombros, apertando de leve a região, e logo descendo ao peitoral do rapaz, ficando apoiadas ali, nos músculos, que ela adorava.


Porque não importa quantos príncipes existam em Duxhill, Henry era o cara mais gostoso que já tinha posto os pés naquele lugar.


E algumas meninas não estão esperando o príncipe encantado...


Na realidade....elas querem ficar com o lenhador...
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Re: Quando a esperança vai embora....

Mensagem  Convidado em Dom 12 Jul 2015, 01:23

Henry também sentia muitas saudades. Se Olivia tinha alguma duvida disso, elas certamente seriam sanadas durante aquela manhã e inicio da tarde.

Eles não eram um casal exibicionista. Henry apenas havia levado Olivia um pouco mais para a varanda para que pudesse apoiá-la e...agarrá-la. Logo a futura enfermeira sentiria as mãos dele descendo pelo cós da calça dele, aproveitando cada centímetro, até que a tomou pelas coxas e a segurou no colo, como se ela fosse leve como uma criança.

Os dois retornaram para o quarto sem parar de se beijar. As cortinas da varanda ainda balançavam de leve quando Henry a colocou na cama e seguiu com ela. As roupas foram eliminadas uma a uma. Até que não havia mais barreiras de tecidos, nem pudores ou birras. Havia apenas a gostosa sensação de um sentir a pele do outro de novo.

Era disso que eles estavam com saudades.

Henry tomou o rosto de Olivia com as duas mãos e a beijou delicadamente antes de começarem a melhor dança de todas.

Não havia mais noção de tempo ou espaço.

Pronunciamento da reitoria? Que se dane!

A preocupação de Trevor? Por hora, que se dane também!

Olivia estava mais preocupada com aquilo que a fazia bem e saciava enquanto Henry só desejava matar as saudades que sentia daquele corpo, daqueles toques, daquele sabor.

Ela era única em mais de um milhão de sentidos.

Uma verdadeira idiota, é verdade.

Mas era dele...

Somente dele.

E a reciproca não podia ser mais do que verdadeira.

Depois de um reencontro memorável, Henry estava esgotado.

Enquanto esteve com ela, só conseguiu pensar no que eles poderiam fazer juntos. Não houve mais aquela sensação de pavor ou medo. Houve apenas o prazer que eles podiam alcançar juntos. Ele nem se lembrava mais da situação do ginásio.

E só por isso, ele finalmente conseguiu dormir nos braços dela.

O braço forte e protetor estava ao redor da cintura fina. Henry estava meio de lado, deitado de conchinha com ela. O lençol cobria o quadril deles e os longos fios dela cobriam seus seios. O cabelo de Henry também estava solto e bagunçado graças à Olivia.

E naquele instante único, eles podiam imaginar que...tudo terminaria bem.


Como poderia terminar de outra forma?

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Re: Quando a esperança vai embora....

Mensagem  S. Olivia Thompson em Dom 12 Jul 2015, 11:30

Não existia outra forma de terminar.
 
E era exatamente este ponto que ninguém entendia, eles estavam sempre brigando, se provocando, mas sempre acabavam no mesmo lugar: Nos braços um do outro.
 
E pra eles...Ninguém precisava entender nada, desde que eles sentisse, o resto não tinha qualquer importância.
 
Por isto Liv não parou um segundo sequer de beija-lo, de sentir os lábios dele sobre os dela, e o quanto desejou fazer isto desde o momento que o viu no Pub....Desde o momento que imaginou aquele beijo insano dele com Kath.
 
Simplesmente queria ter chegado ali, segurado seu rosto e tomado seus lábios, exatamente para esquecer tudo, e chegar ao momento que estavam agora.
 
Ela sentia as mãos descerem pelo cos do seu shorts, e logo os braços envolviam o pescoço dele de modo mais firme, e o corpo já pulava pro colo dele, acomodando as pernas a cintura dele, e prendendo-se ali, como ela fazia bem.
 
Henry conduzia os dois a cama, passando pelas cortinas, que pareciam acariciar a pele de ambos, já muito quente pelo simples toque dos lábios, e não demorou a ambos deitarem-se a cama, Henry por cima dela, e ela adorava a sensação de te-lo assim, sentia-se pequena, protegida, e finalmente...feliz.
 
As mãos envolviam o rosto dele, e os lábios não se soltavam um segundo sequer, aos poucos as mãos desciam, e um começa a se livrar da roupa do outro. Jogavam as peças ao chão, a cama, para qualquer canto. Porque naquele momento Ryk gostava de fazer bagunça com ela.
 
Finalmente os corpos estavam livres e podiam se tocar sem qualquer barreira, se roçarem, se amarem, ele encontrava o caminho entre as pernas dela, e Olivia o beijava ainda, como se o folego para aquilo pudesse ser infinito, já que a vontade nunca saciava.
 
Se amavam como poucos poderiam, em meio a gemidos, arranhões, puxões de cabelos, porque ela adorava soltar os dele, e puxa-los em meio ao ato, sentir os fios louros, finos, fugiram de seus dedos.
 
E adorava a visão do rosto de Henry sobre o seu, os cabelos bagunçados, alguns fios aos olhos dele, a boca vermelha de tanto que ela beijou, e o som da tarde que iluminava os corpos.
 
Era a melhor imagem de sua vida, e ela sempre dizia que o amava antes de repousar em seus braços.
 
E finalmente eles repousavam, exaustos, suados e tomados por aquele sentimento que atropelava tudo: Medo, pavor, orgulho. Nada mais restava naquele quarto que não fosse o cheiro que o sentimento deixou.
 
O aroma da saudade que pouco a pouco se extinguiu.
 
Não eram como o casal que teriam as palavras certas para dizer após passar aquela situação.
 
“Tudo vai ficar bem...”
“Estou com você...”
“Fique comigo...”
 
Foram todas frases ditas em meio aos beijos, mas no silencio das palavras e no roçar dos corpos. Alguns casais se comunicavam assim. E Liv e Ryk havia falado tudo que precisavam, tudo que um precisava ter do outro durante aquela tarde.
 
Era por isto que agora encontravam a paz, dormindo de conchinha, ela tendo o corpo nu envolto ao dele. Com os fios dourados cobrindo parte dos fartos seios, e o lençol abrigando o que restava do corpo.
 
E enquanto existisse momentos como aquele....
 
Tudo terminaria bem...sempre.
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